Nobel de Química vai para cientista que descobriu quase-cristais
Israelense Daniel Schechtman recebe o prêmio sozinho.
Premiação foi anunciada nesta quarta-feira (5).
o Nobel de Química de 2011. (Foto: Divulgação)
O comitê do Nobel lembrou que os quase-cristais foram estudados por muitos cientistas, mas que a descoberta se deve exclusivamente a Schechtman, que precisou de muita "habilidade e tenacidade" para convencer uma "muito cética" comunidade científica.
"Os quase-cristais redefiniram o primeiro capítulo do estudo da matéria organizada", afirmou o representante do comitê responsável por explicar a pesquisa de Schechtman.
A descoberta dos quase-cristais quebrou paradigmas da ciência, porque eles não obedeciam as teorias que eram esperadas dos cristais por terem "simetria rotacional". Quando Schechtman apresentou seus resultados pela primeira vez, ele enfrentou muita resistência de seus colegas.
"As reações que Daniel recebeu ao apresentar sua pesquisa iam de 'vá embora, Daniel' a 'isso não é muito interessante", lembrou o comitê do Nobel.
Nascido em 1941, Daniel Schechtman é, na verdade, um físico e trabalha no Instituto de Tecnologia de Israel, o Technion. A descoberta foi feita quando ele estava em um ano sabático nos Estados Unidos, exatamente no dia 8 de abril de 1982, segundo as anotações fotografadas pelo próprio Schechtman. "É uma das raras descobertas que podemos dizer o dia exato em que aconteceram", disse o comitê do Nobel.
Conversamos com ele por telefone e ele está muito feliz. Ele disse que sonhou com isso, mas tinha desistido da esperança de consegui-lo", disse o comitê.
O anúncio foi feito nesta terça-feira (4) no Instituto Karolinska em Estocolmo, na Suécia. Este é o último prêmio para ciência de 2011. Nesta quinta-feira será entregue o Nobel de Literatura. Na sexta, a vez é do da paz e na segunda, o de economia.
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