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domingo, 10 de junho de 2012

“Veja é um partido político de extrema direita”

Site 247

“Veja é um partido político de extrema direita”
Foto: DIVULGAÇÃO

Indignado com reportagem deste fim de semana da revista Veja, em que é acusado, como “homem de José Dirceu”, de desviar recursos do pré-sal, Marcelo Sereno, ex-assessor da Casa Civil, desabafou: “Vai ser uma denúncia nova a cada fim de semana até o julgamento do mensalão”

247 – Veja é um partido político. Um partido político de extrema direita, que omite dos leitores sua agenda política. A tese é de Marcelo Sereno, ex-assessor da Casa Civil, que, neste fim de semana, foi personagem de destaque de uma reportagem da revista. Intitulada “Onde foi parar o dinheiro?”, ela aponta o suposto sumiço de recursos do pré-sal que teriam sido repassados à prefeitura de Maricá, no Rio de Janeiro.

Ex-secretário de Desenvolvimento Econômico da cidade, Sereno hoje é candidato a vereador, no Rio de Janeiro. E procurou o 247, ao ler nossa manchete anterior sobre a “guerra fria” entre a Editora Abril e o PT (confira aqui). “Eles vão inventar uma denúncia a cada semana até o dia do julgamento do mensalão”, diz ele.

Na deste fim de semana, Veja aponta que o dinheiro do pré-sal “evaporou” na gestão do PT. “No rol de abusos, o beabá da corrupção: improbidade administrativa, danos ao Erário, prevaricação, peculato, abuso de poder econômico, superfaturamento, contratação de empresas-fantasma – maracutaias que podem ter feito evaporar do caixa oficial cerca de 150 milhões de reais”, diz o texto de Leslie Leitão, que atribui as falcatruas à turma de José Dirceu encastelada na prefeitura.

Segundo Veja, a receita com royalties teria sido de R$ 35 milhões nos primeiros três meses deste ano e poderia chegar a até R$ 1 bilhão em um ano. Sereno argumenta que o valor mensal não passou de R$ 6 milhões e que, no melhor cenário, a receita da cidade com royalties do petróleo será de R$ 200 milhões/ano.

Mas sua divergência vai além dos números. “As perguntas foram mandadas para a prefeitura às 16h da sexta-feira”, disse ele ao 247. “Era evidente que não queriam resposta alguma; não procuraram ninguém para se informar, vieram com a agenda pronta”, afirma.

Segundo Sereno, a denúncia é uma coleção de colagens de notícias postadas em blogs ligados à oposição política da prefeitura de Maricá – um chamado Itapuaçu Site e outro Tempo Livre. O objetivo, na sua visão, seria colocar mais pressão sobre o Supremo Tribunal Federal, às vésperas do julgamento do mensalão, associando questões da cidade ao ex-ministro José Dirceu.

Sereno afirma que nunca processou jornalistas, mas diz que, neste caso, não terá alternativa. “A própria equipe da revista espalhou pela cidade que vinha numa missão política; eles são um partido político”, reforça.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Pinoquiolândia: Gilmar Mendes tenta atingir Lula e Jobim vira testemunha


Pinoquiolândia. Mendes tenta atingir Lula e Jobim vira testemunha-chave

Por Wálter Maierovitch, no Terra Magazine

O ministro Gilmar Mendes já foi pego na mentira. Isto quando sustentou o “grampeamento” de conversas telefônicas com o senador Demóstenes Torres, seu grande amigo. Para a Polícia Federal, por meio de perícias, não houve interceptações e gravações de conversas. Na perícia realizada, não atuaram os célebres peritos Ricardo Molina e nem Badan Palhares.


À época, Gilmar Mendes, que estava na presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), saiu




atirando pela mídia. Disse que chamaria o presidente Lula às falas. Por suspeitar da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), Gilmar Mendes exigiu a saída imediata do seu diretor-geral, que era o íntegro delegado Paulo Lacerda, de relevantes serviços ao país, em especial quando dirigiu a Polícia Federal. A propósito, Lula, vergonhosamente, entregou a cabeça de Lacerda e o ofertou um asilo na embaixada do Brasil em Lisboa.

Para dar sustentação à afirmação de Gilmar Mendes, entraram em cena (1) Demóstenes Torres, – que confirmou o diálogo com Gilmar Mendes e o teor de uma gravação transcrita pela revista Veja –, e (2) Nelson Jobim, que é aquele que confessou, em livro laudatório e promocional, haver colocado na Constituição da República artigos desconhecidos e não aprovados pelos seus pares (deputados) constituintes. Sobre isso, colocou, quando o escândalo veio a furo, a culpa em Ulisses Guimarães, que, por estar morto, não poderia responder. Atenção: no livro laudatório, Jobim não mencionou Ulisses Guimarães e o escândalo foi revelado porque, pasmem !!!, algum ingênuo entendeu em ler o escrito por Jobim.

Segundo Jobim, então ministro da Defesa e para apoiar Gilmar Mendes, as Forças Armadas tinham emprestado um aparelho, cujas especificações mostrou aos jornalistas, para “grampeamentos telefônicos” à Agência Brasileira de Inteligência (ABIN).

As Forças Armadas desmentiram o ministro Jobim ao revelar que não houve o empréstimo e que Jobim havia apresentado, quanto ao equipamento que teria sido emprestado, catálogos de empresas vendedoras de equipamentos de segurança. Catálogos que eram distribuídos em lojas de shopping-center.

Como se percebe, a dupla Mendes-Jobim seria qualificada,– numa Comissão Apuratória e pelos antecedentes mendazes com trânsito em julgado–, como suspeita de não estar a falar a verdade.
Com efeito, Mendes, agora, sustenta ter encontrado Lula no escritório de advocacia de Nelson Jobim.
Como dizia Carl Gustav Jung, mestre da psicanálise, coincidências não existem. Sobre isso, Jobim afirmou que o encontro no seu escritório de advocacia foi uma coincidência, pois restou visitado por Lula quando Gilmar Mendes estava por lá.

Lula aparecer de surpresa no escritório de Jobim não dá para acreditar. E o estava a fazer um ministro do STF num escritório de advocacia ?

Para Mendes, o ex-presidente Lula o pressionou para adiar o julgamento do Mensalão e insinuou saber da sua presença, na cidade alemã de Berlim, em companhia de Demóstenes Torres. Não bastasse a insinuação, Lula teria assegurado que tal fato não seria apurado, pelo seu poder de mando, pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI). Em outras palavras, não entraria na apuração a suspeita de encontro em Berlim sob patrocínio financeiro de Carlinhos Cachoeira.

Jobim diz à revista Veja que não ouviu essa parte da conversa. Talvez, –imagina este colunista depois de conversas com a sua caneta-falante–, tenha Jobim desligado o seu invisível aparelho de surdez ou ingressado no banheiro. Ou, talvez, esteja Jobim reservando-se para uma eventual convocação, como testemunha, à CPMI ou a juízo. Nesse ínterim, pode até “pintar” um ministério para Jobim, apesar de já ter sido defenestrado pela presidente Dilma.

O grampo sem áudio que vitimou Pulo Lacerda e a ABIM envolveu Mendes, Jobim, Demóstenes e a revista Veja (a revista transcreveu a conversa interceptada entre Mendes-Demóstenes, mas não exibiu o vídeo). Como favorecido pelo escândalo aparecia o banqueiro Daniel Dantas, solto por liminares de Gilmar que contrariavam até súmula do STF.

Agora, a história do encontro casual (para a revista Veja o encontro foi a pedido de Lula) e a chantagem envolve Jobim, Mendes, revista Veja e Lula. A quem aproveita essa história, ainda não está claro. Como pano de fundo, a revista Veja coloca o “Mensalão”. O certo é que Jobim, Mendes e Lula entiveram num mesmo escritório, no mês de abril passado.

Pano rápido. Lula, – que não é ingênuo e parece frequentar qualquer lugar–, pode ter caído numa armadilha, com Jobim a funcionar como testemunha-chave. Prefiro a conclusão da minha caneta-falante, ou seja, “ pelos envolvidos, e num episódio típico de bas-fond francês de quinta categoria, não existem balas perdidas” (inocentes).

domingo, 27 de maio de 2012

Se vão igualar Agnelo e Cabral a Perillo, faltam Serra e Kassab

 

Blog da Cidadania


A mídia demo-tucana é viva, há que reconhecer. Está tendo algum sucesso em confundir o público para livrar a cara dos dois principais envolvidos no esquema de Carlinhos Cachoeira: a revista Veja e o governador Marconi Perillo. Globo, Folha, Estadão, Veja e certa “esquerda” vão minando a credibilidade da CPI do Cachoeira com bobagens:

1) Dizem que estaria sendo “a mais demorada da história” – a investigação começou não faz nem um mês –, como se rapidez fosse sinônimo de apuração séria e apesar de a Comissão ter prazo de 180 dias para funcionar, os quais podem ser prorrogados por mais 180.

2) Dizem que a CPI está virando “pizza” porque não vai – ou não ia – igualar os governadores Agnelo Queiroz e Sergio Cabral a Marconi Perillo, como se houvesse contra estes um milésimo do que há contra o governador goiano.

3) Estão popularizando como bordão a frase estúpida do SMS do petista Cândido Vaccarezza de tal forma que até petistas desandaram a repeti-la a cada 30 segundos, ajudando a nivelar Perillo a Agnelo e Cabral. Veremos essa frase na mídia durante anos, por conta disso.

4) Agora, a Folha de São Paulo pegou pra Cristo uma assessora de gabinete do presidente da CPI, Vital do Rego, para estigmatizar ainda mais a CPI, o que mostra que a mídia está em busca de elementos contra os investigadores em vez de se interessar pelos verdadeiros investigados.

Tudo isso é pressão, é para não haver convocação da Veja e para deixarem Marconi Perillo em paz. Sem a revista e o governador tucano, a CPI desaba e a mídia sai do processo revigorada, discursando contra quem dirá que quis “ameaçar a imprensa livre”.

Com seu principal governador e o presidente da CPI no olho do furacão, espanta que o PMDB não reaja. Claro que parcela relevante do partido é tucana, mas a maioria não é, tanto que aprovou a aliança com o PT. A mídia, no entanto, está triturando o PMDB e este reluta em reagir.

Vai aqui, então, uma ajudinha à CPI para não se deixar trucidar pela mídia e pela ingenuidade de certa militância dita “de esquerda”.

Se querem igualar Agnelo e Cabral a Perillo apesar de só haver uma ou duas menções inconclusivas contra o primeiro nas escutas da Polícia Federal e de não haver uma mísera menção a Cabral, por que o ex-governador José Serra e o prefeito Gilberto Kassab estão de fora do rol de convocações de aliados do governo federal que a mídia e a oposição exigem?

Vamos refrescar algumas memórias. A CPI do Cachoeira já teve acesso a conversas telefônicas gravadas com autorização judicial entre junho do ano passado e janeiro deste ano. As escutas mostram que a construtora Delta foi favorecida por José Serra durante seu mandato de governador e pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.

Por exemplo: em janeiro último, Carlinhos Cachoeira telefona para o diretor da Delta Cláudio Abreu e pergunta se ele teria conversado com o então dono da empreiteira, Fernando Cavendish, sobre “O negócio do Kassab”. Em seguida, diz que o prefeito de São Paulo “triplicou o contrato”. Esse fato é de amplo conhecimento dos membros da CPI e do Ministério Público de São Paulo.

Veja, leitor, os diálogos que fizeram o Ministério Público paulista abrir inquérito e que estão sob escrutínio da CPI



A Delta começou a atuar em São Paulo em 2005, quando Serra assumiu o comando do município. Naquele momento, os contratos com o governo paulistano somavam R$ 11 milhões. Em 2006, quando Serra deixou a prefeitura e se elegeu governador, os negócios se multiplicaram sem licitação. Em 2010, os R$ 11 milhões já tinham virado R$ 36,4 milhões. Entre 2008 e 2011, a Delta abocanhou R$ 167 milhões em São Paulo.

A CPI e o Ministério Público de São Paulo, porém, estão atentando muito mais para o fato de a Delta ter vencido, ano passado, uma concorrência para limpeza urbana em São Paulo no valor de R$ 1,1 bilhão. O MP abriu inquérito, inclusive, devido à existência de documentos falsos e de um edital aparentemente dirigido.

Se a Delta cometeu essas irregularidades em outros Estados e municípios, precisamos apurar se isso ocorreu também em São Paulo”, diz o promotor Silvio Marques, do Patrimônio Público.

Há muito mais contra Serra e Kassab do que contra Agnelo e Cabral. Por exemplo: em conversa gravada com autorização judicial em agosto do ano passado, um homem identificado como “Jorge” pergunta a Gleyb Ferreira, membro da quadrilha de Cachoeira, se o edital de uma licitação em São Paulo “evoluiu”.

A quadrilha disse que aguardava “Estar com o edital” naquele dia “à tarde” e que Cachoeira queria que os comparsas conversassem com o Heraldo Puccini Neto, representante da Delta na região Sudeste, pois estava conseguindo “Uma prorrogação com o secretário”.
A Polícia Federal garante que o diálogo se refere a uma concorrência de R$ 1,1 bilhão com o governo de São Paulo e que foi vencida pela empresa ligada ao bicheiro.

A Delta também conseguiu negócios suspeitos com o governo do Estado de São Paulo, então sob administração de Serra. Durante o mandato do tucano, a construtora recebeu R$ 664 milhões do governo paulista. O valor corresponde a 83% de todos os 27 convênios firmados pela Delta com o Estado de São Paulo na última década.

A obra sobre a qual se concentram as suspeitas é a de ampliação da Marginal Tietê. Além de atrasos e falta de compensação ambiental na obra, o valor pago à Delta aumentou 75% após ela ter vencido a licitação. Ou seja: a empreiteira venceu a licitação com preço mais baixo e depois fez um acerto com o governo do Estado para aumentá-lo.

O Ministério Público de São Paulo instaurou Inquérito para apurar a existência de irregularidades na licitação, superfaturamento e conluio entre agentes públicos do governo de São Paulo, mais especificamente por Delson José Amador e Paulo Vieira de Souza, este conhecido como Paulo Preto, que, durante a eleição de 2010, notabilizou-se como um dos arrecadadores de doações eleitorais a Serra.

Paulo Preto e Amador foram alvos da Operação Castelo da Areia, da Polícia Federal, por envolvimento com empreiteiras. Entre os envolvidos da Delta com a aparente negociata com o governo de São Paulo está o diretor da empreiteira para a região Sudeste, Heraldo Puccini Neto, que está foragido após ter a prisão preventiva decretada.

Na disso, porém, saiu em qualquer outro veículo da grande imprensa. Não passa um dia sem que Globo, Folha de São Paulo, Estadão ou Veja equiparem supostas evidências contra Agnelo Queiroz e Sergio Cabral à montanha de evidências que pesa contra Marconi Perillo, mas Serra e Kassab jamais são mencionados.

Aliás, para não ser injusto, há que reconhecer que nem os militantes ditos “de esquerda” que se dizem preocupados com a “blindagem” de Cabral e com o SMS do Vaccarezza têm cobrado que Serra e Kassab sejam nivelados a Perillo como está ocorrendo com os governadores de Brasília e do Rio de Janeiro.

Não ponho a mão no fogo por nenhum desses aí. A Delta celebrou contratos com 21 Estados, com uma imensidão de municípios e até com o governo federal. Apoiarei, portanto, uma CPI da Delta. Acho até necessária. Agora, transformar a CPI do Cachoeira em CPI da Delta ou do SMS do Vaccarezza, é inaceitável. Mas se querem mesmo fazer isso, então vamos chamar todo mundo para depor, desde que esse “todo mundo” envolva Serra e Kassab.

Todavia, essa será a melhor forma de ajudar Veja e Perillo, contra os quais pesam elementos muito mais graves no âmbito das Operações Vegas e Monte Carlo. Para investigar seriamente o esquema Cachoeira, o correto seria focar nos principais envolvidos e deixar os contratos da Delta com todas essas administrações municipais, estaduais e federal para outra investigação.

A recomendação deste blog à parcela da CPMI do Cachoeira que quer apurar alguma coisa, portanto, é a de que comece a cobrar que Serra e Kassab figurem nas cobranças midiáticas que são feitas pelo nivelamento de Cabral e Agnelo a Perillo. É uma afronta a mídia e a oposição esconderem os envolvimentos desses dois com Cachoeira.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Cassação de Demóstenes será de goleada, por Ricardo Noblat

É carta jogada a cassação do mandato e dos direitos políticos do senador Demóstenes Torres (sem partido-Goiás), acusado de ser sócio do bicheiro Carlinhos Cachoeira na exploração de jogos de azar. O que ainda não está certo é se a punição será aplicada a Demóstenes antes do recesso do Congresso, daqui a dois meses, ou depois do recesso.

Há testemunhas de acusação e de defesa a serem ouvidas. E há manobras jurídicas à disposição da defesa para tentar retardar ao máximo o julgamento.






Julho é o prazo final para que os partidos escolham seus candidatos às próximas eleições municipais. Agosto marca o início da campanha eleitoral no rádio e na televisão. O Congresso ficará às moscas.

Daí a pressa dos interessados em se livrar da companhia de Demóstenes. E eles são, hoje, a grande maioria dos senadores.

Ao longo da história de mais de 100 anos do Senado, somente um senador foi cassado – Luiz Estevão de Oliveira (PMDB-DF), em 2000. São 81 senadores. Compareceram 80. Votaram pela cassação 52; contra, 18; e 10 se abstiveram.

São necessários 41 votos (metade mais um do total) para que se casse um senador.

Poucos se espantarão no Senado se Demóstenes acabar cassado por algo em torno de 70 votos.

Os 15 membros do Conselho de Ética do Senado acolheram, ontem, por unanimidade, a sugestão de abertura de processo contra Demóstenes por quebra de decoro parlamentar.

Os senadores sabem que não estão diante de um caso comum.

A imagem do Senado foi emporcalhada muitas vezes por senadores metidos em falcatruas, senadores suspeitos de sustentarem a amante com dinheiro de empreiteira, senadores que violaram o sigilo de votações e senadores que mentiram descaradamente para seus pares.

Ainda não se tinha ouvido falar em senador sócio de bicheiro e honorável integrante de uma quadrilha.

Ainda não se conhecera senador bom de lábia e ator de primeira capaz de enganar todos os colegas ao mesmo tempo. Os colegas e o distinto público.

Mesmo os que pensavam diferente do senador admitiam que ele fosse um político respeitável. Um dos raros.

E não era nada disso.

Relatório da Polícia Federal informa que Demóstenes ficava com 30% do dinheiro arrecadado pela quadrilha de Cachoeira.

Gravações de telefonemas trocados entre os dois deixam clara a posição de inferioridade do senador. Ele não agia como um sócio minoritário. Agia como um tarefeiro subserviente. Mandou o decoro às favas.

A exemplo de Luiz Estevão, Demóstenes irá a julgamento duas vezes. A primeira no Senado. A segunda na Justiça comum.

Uma vez cassado, Luiz Estevão foi condenado na Justiça comum e em mais de um processo. Está com seus bens bloqueados. Duas vezes foi preso. E ainda corre o risco de tirar alguns anos de cadeia.

A Justiça exige provas irrefutáveis de um crime para que alguém possa ser condenado por ele. As provas podem até existir, mas se não foram obtidas com o rigor previsto na lei, o processo irá pelo ralo. A defesa de Demóstenes conta com isso.

O Senado dispensa provas concretas para cassar mandatos. A convicção substitui as provas.

“A falta de decoro parlamentar é a falta de decência no comportamento pessoal, capaz de desmerecer a Casa, e a falta de respeito à dignidade do Poder Legislativo, de modo a expô-lo a críticas infundadas, injustas e irremediáveis”, segundo o senador Humberto Costa (PT-PE), relator do processo de cassação de Demóstenes.

O Congresso decretou o impeachment do presidente Fernando Collor, acusado de corrupção. A Justiça absolveu Collor porque considerou a acusação inconsistente.

A Câmara cassou o deputado Roberto Jefferson por achar que ele não provou a existência do mensalão do PT. Em seguida cassou também José Dirceu, convencida de que ele fôra o chefe do mensalão.

Havendo maioria de votos...

O condestável do PMDB e da chamada Nova República que sucedeu à ditadura de 64, o deputado Ulysses Guimarães, costumava dizer do alto de sua experiência:

- No Congresso, se você tem maioria, só não faz homem virar mulher ou mulher virar homem. O resto você faz.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Reforma pretendida por Rosalba Ciarlini pode mixar

Blog do Diógenes

Estou com a leve impressão que a reforma do secretariado da governadora Rosalba Ciarlini tende a mixar.

Até o momento, o único nome que "aceitou" o convite dela para compor o primeiro escalão do governo foi Carlos Augusto Rosado, o marido. Mas esse já não é novidade para muita gente. É da casa, da cota pessoal da governadora. Já governa com ela.

E seria um desastre maior se Carlos Augusto Rosado não aceitasse. Imagina? Seria o fim. Não dá nem para imaginar.

Rosalba Ciarlini enfrenta problemas sérios para convocar nomes fora do círculo íntimo do poder. Gente de envergadura.

Jaime Mariz resiste [chegou a descartar] a possibilidade de trocar a secretaria de previdência completar do Ministério da Previdência pela função de secretário estadual de Planejamento, como deseja Rosalba Ciarlini.

Resta saber se o ministro Garibaldi Filho, que compõe o conselho político da governadora, liberou o auxiliar. A impressão que se tem é que sim. Afinal, se houvesse qualquer objeção da parte dele a ideia teria morrido no nascedouro. Mas, não. A convocação de Jaime Mariz ganhou corpo e passou a ser considerada algo fundamental.

Jaime Mariz, engenheiro e assessor do mais alto gabarito, resiste. Disse que está muito bem em Brasília, obrigado!

Além da resistência de Jaime Mariz, a governadora enfrenta dificuldades para encontrar um gestor para saúde. Ninguém quer subir na "nau desgovernada" [o termo ganhou grande destaque nas mídias sociais no últimos dias por questão ligada à proctologia].

Rosalba teria convidado Antônio Araújo (Unimed), Ricardo Lagreca (Onofro Lopes) e Marcos Leão para o cargo vago desde a exoneração de Domício Arruda. A notícia é que nenhum aceitou a parada.

Em entrevista a mim, na segunda-feira (7), o senador Paulo Davim disse algo assim: "A situação é muito difícil na área da saúde. Nenhum nome sério, que deseja zelar por sua reputação e sossego, concorda em aceitar o cargo de secretário da saúde". E parece que a coisa é isso mesmo. As demandas são enormes, os recursos são escassos e os esquemas de corrupção no setor da saúde são históricos e insanáveis.

Eu soube também que a governadora tem tido dificuldade para encontrar um nome para a Comunicação Social. Ventilaram os nomes dos jornalistas Heverton Freitas [ex-secretário de Carlos Eduardo na Prefeitura de Natal] e Rubens Lemos Filho [ex-auxiliar de Garibaldi e de Wilma, que mandou dizer que não aceita]. Rosalba e o marido Carlos Augusto Rosado estão quebrando a cabeça para encontrar um nome de envergadura numa área que anda ampanhando feio, segundo a opinião de gente das cercanias do governo.

A decisão de substituir o jornalista Alexandre Mulatinho está tomada [José Agripino Maia foi um dos maiores defensores da troca], mas Rosalba ainda não tem um nome.

E seguem em aberto as vagas de secretário da Justica e Cidadania, Turismo e Instituto de Defesa e Inspeção Agropecuária (Idiarn). Quem se habilita?

Por favor, currículos devem ser enderaçados à Governadoria aos cuidados dos senhor Anselmo Carvalho, chefe do Gabinete Civil, que esquenta o lugar para o doutor Carlos Augusto Rosado.

O problema de Rosalba Ciarlini não é político. Ela conta com três senadores da República, quatro deputados federais, ministro de Estado, líder do PMDB, maioria de deputados na Assembleia Legislativa. O grande problema de Rosalba neste momento é de gestão.

E me parece que ninguém anda disposto a ser nomeado por um e responder a outro

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Jornal Nacional mostra que secretário alegou feriado para não falar sobre greve na saúde

Thaisa Galvão

O feriado do Dia do Trabalhador foi de inferno astral para a governadora Rosalba Ciarlini.

Não bastasse o twitaço contra a gestão rosa, o Jornal Nacional veiculou reportagem mostrando a greve na saúde do Estado: o caos do Walfredo Gurgel.

Mas o pior da reportagem não estava no texto da repórter Michelle Rincon.

Terminada a produção da InterTV Cabugi, o apresentador do JN disse que a produção havia procurado o secretário de Saúde, Domício Arruda, mas ele havia dito que não iria dar declaração porque hoje é…feriado.

Por essa a governadora não esperava. Nem precisava passar.

domingo, 22 de abril de 2012

Condenar é fácil. Reconhecer o erro...


Condenar é fácil. Reconhecer o erro...
Foto: Divulgação

Ombudsman da Folha condena postura do jornal na guerra do Banco do Brasil; jornal estampou na manchete principal ataque ao vice-presidente Allan Toledo, que teve seu sigilo quebrado, tal qual o caseiro Francenildo, mas escondeu o arquivamento do caso pelo Conselho de Ética

247 – O Brasil está prestes a iniciar um debate importantíssimo, na CPI sobre as atividades do bicheiro Carlos Cachoeira, relacionado à mídia. Quais devem ser os limites dos jornalistas na relação com suas fontes? Esta deve ser a questão principal, motivada pelo elo estreito entre Cachoeira e o jornalista Policarpo Júnior, diretor de Veja em Brasília.

No entanto, o debate sobre a imprensa deve ir além? Por que jornais, sites, blogs, rádios e televisões têm tanta dificuldade em reconhecer seus erros? Por que ataques às reputações de terceiros e campanhas negativas ganham tão mais destaque do que o inverso?

Este ponto foi levantado no domingo pela ombudsman da Folha de S. Paulo, Suzana Singer, no tocante ao caso Allan Toledo, ex-vice-presidente do Banco do Brasil. No dia 29 de fevereiro deste ano, ele foi manchete principal da Folha, acusado de receber depósitos irregulares em sua conta. No mesmo dia, reportagem do 247 apontou que a única irregularidade era a quebra do seu sigilo bancário. Na semana passada, o caso Allan Toledo foi arquivado, por unanimidade, pela Comissão de Ética da presidência da República, devido ao fato dele ter comprovado a origem lícita dos recursos – inquérito sobre a quebra de sigilo pode ser aberto a qualquer momento pelo Ministério Público.

Eis o que escreveu Suzana Singer, ombudsman da Folha, a respeito:

“A Comissão de Ética da Presidência da República arquivou o processo sobre desvio ético do ex-vice-presidente do Banco do Brasil Allan Toledo. A conclusão foi que ele conseguiu comprovar a origem do R$ 1 milhão movimentado. A notícia deveria estar na Primeira Página, já que as acusações contra ele foram manchete em fevereiro”.

Eis mais uma regra não escrita dos meios de comunicação: atacar é fácil, reconhecer o erro...

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Demóstenes à beira do cadafalso, por Ricardo Noblat

Nas redes sociais, principalmente, há muitas vozes interessadas em desqualificar o discurso contra a corrupção porque ele foi sustentado com raro desassombro nos últimos anos por um político conservador agora suspeito de cometer graves malfeitos fantasiado de paladino da moralidade.

O que pretendem com isso? Banalizar a corrupção? Talvez.

Enfraquecer os que a combatem? Pode ser.

Aumentar o ceticismo dos que acompanham sem dar valor as denúncias de novos casos de apropriação do dinheiro público? Na mosca!

Este é o objetivo principal de coro tão afinado: os políticos são corruptos. Voto porque a lei me obriga. Mansaleiros? Liga não. Tem por toda parte, do PT ao DEM.


Viram Demóstenes Torres? Logo aquele senador careca, ex-gordinho, recém-casado.

Lembram do que ele dizia com tanta convicção?

E, no entanto, era bandido como os bandidos que condenava, a serem verdadeiras as provas reunidas contra ele pela Polícia Federal. Por Deus: como acreditar nessa gente?

É desaconselhável acreditar em toda essa gente. Mas é injusto não reconhecer que em meio a toda essa gente há uma parcela de gente séria.

Pior do que isso: é burrice imaginar que nada temos a ver com a péssima qualidade dos nossos representantes. Ora, só temos. Não somos nós que os elegemos?

Demóstenes é acusado de ter feito parte da quadrilha do ex-bicheiro Carlinhos Cachoeira que explorava jogos ilegais no Centro-Oeste. Na história recente do Senado ninguém como ele fez do combate à corrupção a razão de ser do mandato.

Até outro dia, era um homem acima de qualquer suspeita, dono de uma biografia imaculada.

Quem acompanha as operações da Polícia Federal dá testemunho: nada mais comum do que a reunião de muitos indícios de crimes cometidos por muitas pessoas.

O que espanta no caso da operação batizada pela polícia de Monte Carlo é a quantidade brutal de indícios reunida contra uma só pessoa com a projeção política de Demóstenes.

“O pior ainda está por vir”, comentou Demóstenes na semana passada durante conversa com um dos seus companheiros da direção do DEM. Foi no dia em que concordou em deixar o partido.

O colega insistiu para que fosse mais claro. Demóstenes recusou-se. Perdeu a verve. Tornou-se monossilábico. Receia estar sendo gravado.

Logo que o mundo começou a desabar sobre sua cabeça, Demóstenes ouviu um apelo dos que trabalham com ele no Senado: “Senador, diga o que está acontecendo. Diga o que é verdade e o que é mentira em tudo isso que se publica”.

Demóstenes baixou a cabeça e nada disse. Há quem jure ter percebido um brilho diferente nos seus olhos.

- Ele não se defende nem mesmo entre amigos – conta um deles, amigo de mais de 20 anos do senador.

Só há uma pessoa com quem Demóstenes troca idéias livremente: seu advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakai, defensor de nove entre dez políticos de Brasília às voltas com acusações pesadas e quase sempre incontornáveis.

Kakai está convencido de que absolverá Demóstenes no Supremo Tribunal Federal. Quanto ao Senado, onde ele será julgado por quebra de decoro... Ali está tudo pronto para ferrá-lo.

Se depender do PT, uma CPI será instalada na Câmara para investigar deputados e governadores envolvidos com Cachoeira. O governo deu seu o.k.

Amanhã, o Conselho de Ética do Senado elegerá seu presidente. Que em seguida acolherá a representação do PSOL pedindo a abertura de inquérito para a cassação do mandato de Demóstenes por quebra de decoro parlamentar.

O relator do inquérito será escolhido por meio de sorteio. E o trabalho começará de imediato.

As cabeças coroadas de todos os partidos, inclusive as do DEM, se puseram de acordo: o rito de cassação será sumário. O Senado só tem a perder se não decidir rapidinho.

O voto é aberto no Conselho de Ética. Saberemos quem votou a favor ou contra a cassação. No plenário o voto é secreto. Não se teme uma surpresa. A conferir.

segunda-feira, 26 de março de 2012

E Demóstenes, hein?


O que espera Roberto Gurgel, Procurador Geral da República, para pedir ao Supremo Tribunal Federal a abertura de inquérito contra Demóstenes Torres, líder do DEM no Senado, acusado de ser sócio do empresário Carlinhos Cachoeira na exploração de jogos ilegais em Goiás?

O próprio Demóstenes quer ser investigado. Cumpra-se a sua vontade, ora!

Foi em setembro de 2009 que Gurgel recebeu da Polícia Federal o primeiro relatório com gravações e outras provas da ligação de Cachoeira com Demóstenes.

Cabia-lhe pedir ao Supremo que investigasse o senador. Ou então arquivar o caso alegando insuficiência de provas. Gurgel não fez nem uma coisa nem outra.

Em 29 de fevereiro último, a Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Monte Carlo para desmontar a quadrilha comandada por Cachoeira e integrada, no mínimo, por 82 pessoas – entre elas dois delegados da própria PF, seis da Polícia Civil e 29 policiais militares, todos de Goiás.

A quem lhe perguntou por não agiu ao receber em 2009 o primeiro relatório da PF, Gurgel respondeu que preferira esperar os resultados da Operação Monte Carlo.

Esperar como se ele não sabia à época que três anos depois uma operação com esse ou outro nome seria executada?

A desculpa rota foi corrigida em seguida por Gurgel. Ele não agiu “por uma questão de estratégia”, disse.

Teria sido mais honesto admitir que não agiu por que não quis. Demóstenes integra o Ministério Público de Goiás desde 1983. Gurgel é chefe do Ministério Público Federal. Sabe como é...

Os partidos esperam um sinal de Gurgel para decidir o futuro de Demóstenes. Alastra-se entre eles a vontade de cassar-lhe o mandato por quebra de decoro.

Imaginam assim fazer Justiça e se redimir do vexame coletivo que marcou a sessão do Senado destinada a proclamar a inocência de Demóstenes.

Do alto da tribuna do Senado, depois de se defender com meia dúzia de argumentos capengas, Demóstenes ouviu com prazer a fala de 44 dos seus pares.

Na tarde de sete de março passado, com a solenidade requerida pela ocasião, os senadores esgotaram seu estoque de lisonjas em favor de um deles.

O mínimo que chamaram Demóstenes foi de amigo, companheiro legal, competente e verdadeiro homem público.

Pedro Simon (PMDB-RS): “Vossa Excelência é uma das pessoas mais competentes e que atuou com bravura em toda a sua vida”. Aécio Neves (PSDB-MG): “Vossa Excelência é um dos homens públicos mais preparados que há”.

Não estava em questão o companheirismo de Demóstenes, nem a sua competência.

Os senadores estavam obrigados a ouvir a defesa dele. Mas a prudência aconselhava que esperassem os desdobramentos da operação policial responsável pela prisão de Cachoeira e de mais 30 pessoas. Só então poderiam absolver ou condenar Demóstenes.

De resto, àquela altura, os senadores conheciam em detalhes uma série de fatos que tornavam Demóstenes suspeito da autoria de vários crimes.

Há quase 300 gravações de telefonemas trocados entre Demóstenes e Cachoeira. A partir de certo momento, os dois passaram a se falar por meio de um aparelho de telefone imune a grampos. Por que?

Em uma das gravações, o senador pede R$ 3 mil a Cachoeira para pagar o aluguel de um jatinho. Em outra, pede um jatinho emprestado. Numa terceira, queixa-se do seu iPad que deixou de funcionar. Cachoeira providenciou outro. Antes, presenteara Demóstenes com um fogão e uma geladeira no valor de R$ 30 mil.

Relatórios da PF informam que Cachoeira e Demóstenes são parceiros desde 2006.

O império do jogo de Cachoeira se amparava em oito mil máquinas caça-níqueis e 1,5 mil pontos de bingos.

Arrecadou nos últimos seis anos R$ 170 milhões. Um terço da dinheirama ficou com o senador, que fez do combate à corrupção seu filão eleitoral.

Há políticos de sobra dispostos a chafurdar na lama com gente como Cachoeira. Demóstenes nem de longe parecia ser um deles.

É isso, afinal, o que mais surpreende.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

BBB 12 - O direito da mulher dizer não

Blog do Noblat


Alguma dúvida a respeito?

Uma mulher pode deitar nua ao seu lado e manifestar vontade de fazer sexo com você.

Ela pode acariciar suas partes íntimas e deixar que você acaricie as dela.

E a certa altura, por qualquer razão ou sem nenhuma aparente, pode desistir de consumar a relação sexual.

Se você não respeitar a vontade dela, se você a penetrar enquanto ela dorme cansada ou bêbada, você é um estuprador.

Nem mais nem menos: você é um estuprador.

Afinal, a mulher - como o homem - tem o direito de querer fazer sexo. E o direito de se arrepender, virar para o lado e preferir ir dormir.

O que disse Monique, ontem, a protagonista do episódio mais escandaloso da história de 12 edições do BBB?

- Vou falar o que eu lembro, tá? Eu saí da festa, lembro que tinha combinado que iria deitar com ele [Daniel]. Eu estava conversando lá fora, ele foi lá fora e tal... Eu voltei, tomei um banho, lembro que eu botei a camisola, deitei. Estava a Bá e o Yuri na outra cama, eu deitei na outra cama. A gente se beijou, eu me lembrava de um beijo, ele disse que foram dois. E a gente passou a mão um no outro. E, realmente, é só isso que eu lembro, que a gente passou a mão um no outro.

- Eu lembro que eu ainda dei um pulo da cama, tipo, para o outro lado, contrário dele. Falei ‘para, chega chega!’. E nisso o Rafa chegou. Eu falei: vamos dormir, deita aí e ele saiu. Não sei se ele foi tomar banho. O Daniel me falou que ele foi procurar outro lugar para dormir. E logo em seguida, ele voltou e deitou com a gente. E eu lembro que acordei com o Daniel na outra cama. E o Rafa deitado comigo. É isso que eu lembro.

- Me lembro apenas do Rafa deitando e eu dormindo. Eu dormi. Eu dormi. Não lembro de mais nada, juro por tudo que é mais sagrado. Na hora que o Rafa chegou, eu capotei. Eu capotei. Acordei sem o shortinho. Não. Deitei sem o shortinho, eu acho. Acho que tirei o shortinho e acordei sem. Na minha cabeça, não me lembro de mais nada.

- De sexo, nada. Só se ele teve a capacidade de fazer sexo comigo dormindo. Só me lembro de mão naquilo, aquilo na mão. Eu pedindo para ele sair e o Rafa chegando. Só se ele foi muito mau caráter em fazer isso comigo.

O BBB foi concebido sob medida para faturar audiência estimulando a aproximação sexual entre os participantes do programa. Essa é sua principal atração.

Para quem gosta é um prato feito. Quem não gosta pode trocar de canal.

É difícil acreditar que alguma coisa aconteça na "casa mais vigiada do país" sem que ninguém que a vigia do lado de fora se dê conta.

Na verdade, a vigilância falhou feio. Por não interromper uma violação em curso ou por não ter identificado o que via como violação.