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sábado, 20 de abril de 2013

Prazo para prefeitos responderem pesquisa do Governo Federal sobre desastres naturais encerrará dia 30 de abril

Com a preocupação de garantir os direitos da infância e adolescência antes (prevenção/preparação), durante (resposta) e depois (reconstrução) de uma situação de emergência, como as fortes chuvas e a seca que atingem algumas regiões do Brasil nesta época do ano, o UNICEF e o governo federal estão levantando informações sobre ações de redução de riscos de desastres e as condições de atendimento às crianças e aos adolescentes em situações de emergência.

Esse levantamento está sendo feito por meio de uma pesquisa on-line que deve ser respondida por todas as coordenações estaduais e municipais de Proteção e Defesa Civil até o próximo dia 30 de abril. Os resultados serão utilizados para a elaboração de propostas de redução de risco de desastres.

A pesquisa “Desastres e Infância” é uma parceria entre o UNICEF, a Secretaria Nacional de Defesa Civil do Ministério da Integração Nacional, a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), o Núcleo de Tecnologias e Educação a Distância em Saúde e o Departamento de Saúde Comunitária da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará e o Centro Universitário de Estudos e Pesquisas sobre Desastres da Universidade Federal de Santa Catarina.

A pesquisa está disponível no site http://www.nuteds.ufc.br/unicefe as coordenações estaduais e municipais de Proteção e Defesa Civil devem solicitar, no campo de contatos do site, o login e a senha para ter acesso ao questionário on line da pesquisa.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Os gays, os evangélicos e os híbridos



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Silvio Costa resolveu dar sua pitada de ironia na reunião de ontem da Comissão de Direitos Humanos, presidida por Marco Feliciano.

Diz Silvio Costa:

- Todo mundo tem direito de ser evangélico, como todo mundo tem o direito de ser gay, evidentemente. Mas parece que nessa comissão tem um grupo de gays, um grupo de evangélicos e parece que tem outro que acumula.

Depois da sessão, com Costa falando reservadamente, em tom de brincadeira, nem Jair Bolsonaro escapou.

- O Bolsonaro, eu não sei o que ele é. Mas acho que ele é híbrido.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Declarações de Feliciano incitam o ódio, diz ministra

 


Eduardo Bresciani, Estadão

A ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, afirmou nesta segunda-feira que o pastor e deputado Marco Feliciano (PSC-SP) incita o ódio e a violência com suas polêmicas declarações. O pastor está sob fogo cruzado desde que assumiu o comando da comissão de Direitos Humanos. Ele é alvo de protestos por declarações consideradas racistas e homofóbicas.

"É lamentável que a cada dia nos deparamos com mais um pronunciamento, mais uma intervenção que incita o ódio, o preconceito, algo que já ultrapassa as barreiras da comissão na Câmara e diz respeito a todos", disse a ministra, que visitou uma exposição na Casa sobre o holocausto. "A Câmara certamente encontrará uma solução ou o próprio Ministério Público porque incitar a violência e o ódio é atitude ilegal, inconstitucional e as autoridades também estão sujeitas a lei", complementou.






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quinta-feira, 28 de março de 2013

Depois de Caetano, Chico Buarque apoia manifestações contra Feliciano

 


Isadora Peron, Estadão

Depois de Caetano Veloso protestar contra a permanência do deputado pastor Marco Feliciano (PSC-SP) na presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, foi a vez de Chico Buarque engrossar o coro contra o parlamentar.

Segundo o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL-RJ), o cantor teria lhe enviado um e-mail na terça-feira, 26, afirmando que apoia as manifestações que pedem a saída de Feliciano do cargo. "O Chico Buarque me mandou um e-mail e pediu para que eu colocasse o nome dele em qualquer lista que defenda os direitos humanos. Ele disse: 'Assino qualquer lista em defesa da Comissão de Direitos Humanos e pela saída deste deputado'", disse Freixo ao Estado nesta quarta-feira, 27.






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terça-feira, 26 de março de 2013

Reunião do PSC pode decidir futuro de Feliciano em comissão da Câmara

Camila Campanerut
Do UOL, em Brasília 

                   

Manifestantes protestam contra eleição de pastor para Comissão de Direitos Humanos112 fotos

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Manifestantes se beijam durante ato realizado neste sábado (23) na avenida Paulista, centro de São Paulo, contra o pastor Marco Feliciano (PSC-SP). O protesto previa a realização de um "beijaço" público contra a eleição do deputado, acusado de ser racista e homofóbico, para presidir a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara Leia mais J. Duran Machfee/Futura Press
Os deputados do PSC (Partido Social Cristão) podem colocar fim à polêmica em relação à manutenção deputado pastor Marco Feliciano (PSC-SP) como presidente da CDH (Comissão de Direitos Humanos e Minorias) da Câmara dos Deputados nesta terça-feira (26).

A reunião de bancada da sigla, marcada para as 14h30, terá como tema central uma solução para as pressões e críticas contra o deputado pastor.

Feliciano é criticado por afirmações de cunho racista e homofóbico que geraram manifestações contrárias por parte de deputados na Câmara, nas ruas e em redes sociais.

Algumas das declarações do deputado motivaram denúncia do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, no STF (Supremo Tribunal Federal).

Na semana passada, a agitação em torno do deputado levou o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), a conversar com lideranças do PSC para que se chegasse a uma “solução respeitosa” sobre o assunto. Alves chegou a dizer que a situação da comissão está "insustentável" desta maneira.

Na última quinta-feira (20), o deputado André Moura (PSC- SE) afirmou que qualquer decisão - seja pela manutenção ou pela saída de Feliciano do posto – só seria tomada depois de consultados os 16 deputados da bancada e com a expressão pessoal do próprio Feliciano. Com a saída do deputado da comissão, a legenda teria de indicar outro parlamentar para substituí-lo.

No início de março, depois de acordo entre os partidos políticos, o PSC ficou com o direito de indicar o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara e, em reunião fechada, Feliciano foi eleito.

Para um grupo de deputados dentro da própria Câmara, Feliciano não teria legitimidade para ocupar um cargo em uma comissão permanente que tem como função analisar leis em proteção aos direitos humanos e em proteção às minorias. Eles criaram, na semana passada, uma frente parlamentar paralela à CDH.

Em entrevista ao jornal "O Globo" na última quinta-feira (21), a ministra-chefe da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário, pediu que o parlamentar “ouvisse a sociedade” e renunciasse à presidência da comissão.

Em entrevista ao programa "Pânico", da Band, levada ao ar no último domingo (24), o pastor disse que a escolha dele frente à comissão foi colegiada e por meio de um acordo partidário, e acordo "não se quebra". "Estou aqui por um propósito, fui eleito por um colegiado. É um acordo partidário, acordo partidário não se quebra. Só se eu morrer", afirmou o pastor.

Procurados pelo UOL, Feliciano e o líder do PSC na Câmara, André Moura (SE), não responderam aos contatos da reportagem. No entanto, Feliciano cogita ir à Bolívia tratar de torcedores corintianos presos no país.

Ação por estelionato no STF

Além da denúncia de Gurgel sobre declarações polêmicas, Feliciano é réu em uma ação penal por estelionato. Segundo a denúncia, o parlamentar recebeu, mas não compareceu a um evento religioso no Rio Grande do Sul, em março de 2008.

O STF intimou Feliciano a comparecer a um interrogatório no dia próximo dia 5 de abril, às 14h30, para dar mais esclarecimentos sobre o caso a um juiz federal, designado pela Suprema Corte.

De acordo com o advogado dele, Rafael Novaes da Silva, o valor pago ao pastor para participar do evento ficou em torno de R$ 8.000 – que ele afirma ter restituído à produtora do evento, em agosto de 2011, com juros e correção monetária, em cerca de R$ 13 mil, após várias tentativas de acordo.

“Na ação, a produtora do evento pede cerca de R$ 950 mil a titulo de indenização por danos morais. Os danos materiais já foram pagos. Não existe estelionato. Não existiu crime nenhum. Está tudo provado. Quanto à expectativa do depoimento do meu cliente no STF, elas são as melhores”, afirmou o defensor Rafael Novaes da Silva

sexta-feira, 22 de março de 2013

Maria do Rosário: ‘A sociedade indica que não é justo o que ocorre'

 


Evandro Éboli, O Globo

Até agora atuando nos bastidores na crise instalada na Comissão de Direitos Humanos da Câmara, a ministra Maria do Rosário, dos Direitos Humanos, fala pela primeira vez do assunto e diz que manutenção do deputado Marco Feliciano (PSC-SP) na presidência da comissão significará um descrédito das instituições.

Rosário diz que os movimentos sociais estão tendo seus direitos ofendidos nesse momento e fez um apelo para que Feliciano faça um gesto em direção a esses setores e deixe a presidência da comissão.




Foto: Monica Imbuzeiro / O Globo



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terça-feira, 20 de novembro de 2012

Ministra dos Direitos Humanos vê situação de emergência em presídios

Rosário foi à Câmara pedir criação de grupo para monitorar torturas.


Ela afirmou que não basta criar novas vagas em penitenciárias.



Nathalia Passarinho Do G1, em Brasília

A ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, afirmou nesta segunda-feira (19) que o Brasil vive uma "situação de emergência" com a violência e excesso de presos nas penitenciárias. Ela se reuniu com o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), para pedir a aprovação de um projeto de lei que cria um comitê para inspecionar presídios e abrigos, com o objetivo de fiscalizar a ocorrência de torturas e agressões.

"O que eu acredito é que nós estamos, sim, diante de uma situação de emergência. Ainda que ela não seja atual, que ela já venha se arrastando há muito tempo", afirmou. A situação dos presídios brasileiros passou a ser discutida com maior intensidade depois que o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou, na semana passada, que preferiria morrer a passar "muitos anos" em uma penitenciária do país.
 

Em entrevista após a reunião com Marco Maia, Maria do Rosário destacou que os maus-tratos aos presos nas cadeias brasileiras aumentam a violência nas ruas. "As pessoas precisam compreender que quanto pior for a situação nas unidades prisionais, maior vai ser a violência nas ruas. A situação de violência e tortura acaba repercutindo do lado de fora", disse.

Para a ministra, a solução dos problemas nos presídios depende de várias ações, não somente da ampliação do número de vagas. Segundo o Ministério da Justiça, existe um déficit de 200 mil vagas nas penitenciárias.

"Não basta apenas ampliarmos o número de vagas. É preciso também verificarmos o número de presos que estão em condição provisória, que não foram julgados e estão aguardando julgamento dentro das prisões. Essa é uma demanda que o CNJ [Conselho Nacional de Justiça] já tem indicado. Precisamos também verificar se não está havendo", afirmou.

"Precisamos verificar se não estamos, na mesma penitenciária, misturando pessoas com diferentes graus de periculosidade. O que acaba contribuindo para a ação criminosa , para os grupos criminosos, porque eles aliciam para dentro dos presídios pessoas que para lá vão com pequeno grau ofensivo e que acabam sendo reféns dos grupos criminosos mais organizados", complementou.

domingo, 3 de junho de 2012

Direitos humanos vai ser ensinado nas escolas e universidades do país


O governo aprovou as diretrizes nacionais para a educação em diretos humanos       
São Paulo – A partir do ano que vem o ensino de direitos humanos vai começar a fazer parte do cotidiano de estudantes de todo o país. A decisão foi tomada pelo governo federal durante a homologação das diretrizes nacionais para educação em direitos humanos.
De acordo com o Plano Nacional de Direitos Humanos, as diretrizes homologadas têm como fundamento os princípios de dignidade humana; o reconhecimento e a valorização das diferenças e das diversidades; a laicidade do Estado; a democracia na educação; a transversalidade, a vivência e a globalidade; e a sustentabilidade socioambiental.
O ensino das diretrizes será inserido no currículo das matérias já existentes da educação básica e de ensino superior. A inserção poderá ocorrer pela transversalidade utilizando temas relacionados aos direitos humanos e tratados interdisciplinarmente; como um conteúdo específico de uma das disciplinas no currículo escolar ou ainda de maneira mista, combinando transversalidade e disciplinaridade.
A ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) declarou em nota que a homologação das diretrizes é um ato de ousadia. "Achamos que é possível a formulação pedagógica dos direitos humanos. Com essas diretrizes, vamos produzir a construção de valores na sociedade para combatermos, no ambiente escolar, o bullying, a homofobia, a discriminação por classe social, cor, raça, religião, entre outros.”
“O primeiro desafio que precisamos vencer é a violência na própria sala de aula, o desrespeito ao professor, as agressões entre alunos, a discriminação de raça, de orientação sexual e de religião”, disse o ministro da Educação Aloizio Mercadante, em nota. “Nós não podemos ter um pacto de silêncio com essa situação que está presente em sala de aula. A escola tem de ser uma escola de valores, para termos uma cidadania plena no Brasil.”
O presidente do Fundo Brasil de Direitos Humanos e coordenador da ONG Ação Educativa, Sérgio Haddad, observa que o ensino de direitos humanos, no âmbito escolar, facilita o diálogo e ajuda no combate do racismo, sexismo, discriminação social, cultural e religiosa.
Segundo Sérgio Haddad, o Brasil tem evoluído economicamente, porém ainda convive com muitas violações, como o assassinato de pessoas no campo; presídios em condições sub-humanas; violência nas cidades; entre outros direitos que deveriam ser valorizados em nossa sociedade. “Não devemos ser apenas exemplos de inclusão de pessoas no poder econômico, também devemos ser exemplo do exercício dos direitos humanos em sua plenitude”, ressaltou.
Para ele, o sistema escolar está voltado tradicionalmente a uma lógica econômica. “Vivemos em uma sociedade de consumo, na qual a escola só serve para formar trabalhadores que possam ganhar dinheiro e consumir cada vez mais. Não ensinamos os alunos a viver em sociedade ou a respeitar seus companheiros”. Ele lembra que o ensino do respeito às diferenças e da tolerância ajudam a construir um país sem desigualdade e economicamente evoluído.
“As diretrizes são algo concreto para que cada professor nas redes formais e não formais de ensino produzam ações pedagógicas para enfrentarmos situações banalizadas de violência”, exemplificou a ministra Maria do Rosário, ao falar sobre os conflitos contemporâneos existentes na escola e na sociedade, como agressão, racismo, homofobia e outras formas de discriminação.
Para Sérgio Haddad, os professores que vão aplicar a disciplina devem ser preparados com cursos e formações. “O estudo dos direitos humanos modifica a formação geral do aluno; é a forma de despertá-lo para a cidadania. O professor deve estimular esse aprendizado aos poucos, durante as aulas com exemplos do cotidiano.”
As diretrizes integram as ações previstas no Plano Nacional de Direitos Humanos 3 (PNDH-3). O plano apresentou uma série de avanços dos direitos humanos do país. São exemplos a comissão da verdade, os avanços na constitucionalidade da união civil entre pessoas do mesmo sexo e do sistema de cotas para negros nas universidade públicas.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Mais polêmica

Ilimar Franco, O Globo

O governo federal vai entrar firme no debate sobre o processo de desocupação de Pinheirinho, em São José dos Campos (SP). Depois de ter passado o final de semana fazendo entrevistas e investigando o episódio, os Conselhos dos Idosos, da Criança e do Adolescente, e da Defesa dos Direitos da Pessoa Humana divulgaram ontem um relatório listando as supostas violações dos direitos humanos na remoção dos moradores e na concessão de abrigos provisórios para os desalojados.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Dia Internacional dos Direitos Humanos


Neste sábado(10) é comemorado o Dia Internacional dos Direitos Humanos. É um momento de reflexão para todos os humanos.

Os Direitos Humanos deveriam ser invioláveis, em todos os seus aspectos. Mas, infelizmente, são desrespeitados no mundo inteiro, principalmente no Brasil.

Os Direitos Humanos pertencem, sem exceção, a cada um de nós. Mas, se não os conhecemos, se não exigimos que eles sejam respeitados, e se não defendemos nosso direito – e o direito dos outros – de exercê-los, os direitos humanos serão apenas palavras em um documento escrito há décadas.

Por isso, no Dia Internacional dos Direitos Humanos, fazemos mais do que celebrar a adoção da Declaração Universal dos Direitos Humanos: também reconhecemos que a declaração é relevante em nossos dias.

A Declaração é o maior documento concebido a favor da humanidade, abrangendo direitos e deveres no âmbito individual, social, cultural e político.

Confira a Declaração Universal dos Direitos Humanos aprovada em 1948 pela Organização das Nações Unidas:

Artigo I - Todos os Homens nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade.


Artigo II - 1) Todo homem tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição.
2) Não será também feita nenhuma distinção fundada na condição política, jurídica ou internacional do país ou território a que pertença uma pessoa, quer se trate de um território independente, sob tutela, sem governo próprio, quer sujeito a qualquer outra limitação de soberania.


Artigo III - Todo homem tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.


Artigo IV - Ninguém será mantido em escravidão ou servidão; a escravidão e o tráfico de escravos serão proibidos em todas as suas formas.


Artigo V - Ninguém será submetido à tortura, nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante.


Artigo VI - Todo homem tem o direito de ser, em todos os lugares, reconhecido como pessoa perante a lei.


Artigo VII - Todos são iguais perante a lei e têm direito, sem qualquer distinção, a igual proteção da lei. Todos têm direito a igual proteção contra qualquer discriminação que viola a presente Declaração e contra qualquer incitamento a tal discriminação.


Artigo VIII - Todo homem tem direito a receber dos tribunais nacionais competentes remédio efetivo para os atos que violem os direitos fundamentais que lhe sejam reconhecidos pela constituição ou por lei.


Artigo IX - Ninguém será arbitrariamente preso, detido ou exilado.


Artigo X - Todo homem tem direito, em plena igualdade, a uma justa e pública audiência por parte de um tribunal independente e imparcial, para decidir de seus direitos e deveres ou do fundamento de qualquer acusação contra ele.


Artigo XI - 1) Todo homem acusado de um ato delituoso tem o direito de ser presumido inocente até que a sua culpabilidade tenha sido provada de acordo com a lei, em julgamento público no qual lhe tenham sido asseguradas todas as garantias à sua defesa.
2) Ninguém poderá ser culpado por qualquer ação ou omissão que, no momento, não constituam delito perante o direito nacional ou internacional. Também não será imposta pena mais forte do que aquela, que no momento da prática, era aplicável ao ato delituoso.


Artigo XII - Ninguém será sujeito à interferência na sua vida privada, na sua família, no seu lar ou na sua correspondência, nem a ataques à sua honra e reputação. Todo homem tem direito à proteção da lei contra tais interferências ou ataques.


Artigo XIII - 1) Todo homem tem direito à liberdade de locomoção e residência dentro das fronteiras de cada Estado.
2) Todo homem tem direito de deixar qualquer país, inclusive o próprio, e a este regressar.


Artigo XIV - Todo homem, vítima de perseguição, tem direito de procurar e de gozar asilo em outros países. Este direito não pode ser invocado em caso de perseguição legitimamente motivada por crimes de direito comum ou por atos contrários aos objetivos e princípios das Nações Unidas.


Artigo XV - 1) Todo homem tem direito a uma nacionalidade.
2) Ninguém será arbitrariamente privado de sua nacionalidade, nem do direito de mudar de nacionalidade.


Artigo XVI - 1) Os homens e mulheres maior de idade, sem qualquer restrição de raça, nacionalidade ou religião, têm o direito de contrair matrimônio e fundar uma família. Gozam de iguais direitos em relação ao casamento, sua duração e sua dissolução.
2) O casamento não será válido senão com o livre e pleno consentimento dos nubentes.
3) A família é o núcleo natural e fundamental da sociedade e tem direito à proteção da sociedade e do Estado.


Artigo XVII - 1) Todo homem tem direito à propriedade, só ou em sociedade com outros.
2) Ninguém será arbitrariamente privado de sua propriedade.


Artigo XVIII - Todo homem tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; este direito inclui liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observância, isolada ou coletivamente, em público ou em particular.


Artigo XIX - Todo homem tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferências, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios independentemente de fronteiras.


Artigo XX - 1) Todo homem tem direito à liberdade de reunião e associações pacíficas.
2) Ninguém pode ser obrigado a fazer parte de uma associação.


Artigo XXI - 1) Todo homem tem direito de tomar parte no governo de seu país diretamente ou por intermédio de representantes livremente escolhidos.
2) Todo homem tem igual direito de acesso ao serviço público de seu país.
3) A vontade do povo será a base da autoridade do governo; esta vontade será expressa em eleições periódicas e legítimas, por sufrágio universal, por voto secreto ou por processo equivalente que assegure a liberdade do voto.


Artigo XXII - Todo homem, como membro da sociedade, tem direito à segurança social, e à realização pelo esforço nacional, pela cooperação internacional e de acordo com a organização e recursos de cada Estado, dos direitos econômicos, sociais e culturais indispensáveis à sua dignidade e ao livre desenvolvimento da sua personalidade.

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Do Blog do Oliveira Wanderley - Neste dia o blog presta uma homenagem a todas as pessoas que lutam em favor dos Direitos Humanos em Natal e no RN. Entre elas: Geraldo Wanderley, Marcos Dionísio; Elizabeth Nasser, Roberto Monte, Aluisio Matias, José Maria(OAB), Fátima Bezerra, Fernando Mineiro, Paulo Davim, Antônio Capistrano, Meri Medeiros, Canindé de França, Fábio Santos...e tantos outras...muitas delas anônimas, que realizam trabalhos fantásticos na defesa dos Direitos Humanos.