Mostrando postagens com marcador Ditadura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ditadura. Mostrar todas as postagens

sábado, 4 de maio de 2013

Estado do Rio indeniza 170 perseguidos pela ditadura

 


Presidente Dilma é uma das beneficiadas; no total, serão R$ 3,4 milhões

Bruno Góes, O Globo

A Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos do Estado do Rio pagará, na próxima semana, R$ 3,4 milhões a 170 perseguidos políticos durante a ditadura militar. Entre os beneficiados está a presidente da República, Dilma Rousseff.

Ela receberá R$ 20 mil, em cota única, assim como todos os outros requerentes que pediram e tiveram a reparação aprovada pela Comissão Especial de Reparação de ex-presos políticos do Rio. A presidente, entretanto, pediu para que o dinheiro seja depositado diretamente em conta da ONG Tortura Nunca Mais.

A decisão pelo pagamento ocorreu após o presidente da Comissão Estadual da Verdade do Rio de Janeiro, Wadih Damous, pressionar o governador Sérgio Cabral (PMDB):

— Essas reparações foram aprovadas há bastante tempo, e o governo não pagava. Parece que havia uma forte pressão para que não fosse feito esse pagamento, um problema de caixa. Nós, então, da Comissão da Verdade, levamos esse pleito ao governador Sérgio Cabral, que entendeu o pedido e vai fazer o pagamento.



Leia mais em  Estado do Rio indeniza 170 perseguidos pela ditadura

sábado, 16 de março de 2013

Após 37 anos, família de Herzog recebe novo atestado de óbito

 

Roldão Arruda, Estadão

Após 37 anos de espera, a família do jornalista Vladimir Herzog recebeu nesta sexta-feira, 15, uma nova certidão de óbito com a causa correta da morte dele, ocorrida em 1975, após sessões de tortura nas dependências do 2.º Exército, em São Paulo. O novo documento substitui a definição anterior, "asfixia mecânica por enforcamento", por "lesões e maus tratos".

A família comemorou o reconhecimento do Estado, perante toda a sociedade, do assassinato do jornalista. Mas, na avaliação da viúva, Clarice Herzog, o documento não significa um ponto final em sua luta. "Ainda queremos saber quem o matou", disse ela ontem, logo após a cerimônia em que recebeu o documento. "Todos aqueles que estavam envolvidos com a ditadura têm que ser desmascarados."






Leia mais em Após 37 anos, família de Herzog recebe novo atestado de óbito do jornalista

sábado, 5 de maio de 2012

Ditadura tentou matar Brizola e culpar Igreja Católica


O ex-delegado do DOPS (Departamento de Ordem Político Social) do Espírito Santo, Cláudio Antônio Guerra, revela no livro “Memórias de uma Guerra Suja” que se disfarçou de padre para tentar assassinar Leonel Brizola, fundador do PDT e um dos líderes da resistência contra a ditadura militar. O disfarce era uma estratégia para responsabilizar a Igreja Católica pelo atentado.

Segundo Guerra, a operação foi comandada pelo coronel de Exército Freddie Perdigão (Serviço Nacional de Informações – SNI) e pelo comandante Antônio Vieira (Centro de Informações da Marinha – Cenimar). “Os militares também andavam muito aborrecidos com a Igreja Católica, que estava se alinhando à esquerda, pela abertura política”, afirma Guerra. Perdigão e Vieira também estavam à frente do atentado ao Riocentro.

Guerra levava também uma pasta com um revólver calibre 45. A arma era a preferida dos cubanos. A intenção também era ligar o governo de Fidel Castro ao assassinato. “Eu me lembro do boato de que Fidel Castro estava aborrecido por Brizola ter ficado com o dinheiro enviado por Cuba para financiar a guerrilha do Caparaó (o primeiro movimento de luta armada contra a ditadura militar). Os militares estimulavam esses boatos nos quartéis e entre nós”, revela Guerra. “Com o retorno de Brizola, os comentários sobre o dinheiro de Fidel apareciam aqui e ali”.

“O objetivo (do atentado) era implicar a Igreja Católica – resolveríamos dois problemas de uma vez só – e envolver os cubanos, insatisfeitos com a suspeita de desvio de verba para a guerrilha do Caparaó; daí a arma calibre 45”, aponta. “O objetivo, como sempre, era tumultuar o processo de redemocratização do Brasil”, reafirma o ex-delegado em depoimento ao jornalistas Rogério Medeiros e Marcelo Netto no livro que acaba de ser publicado pela editora Topbooks.

A tentativa de assassinato ocorreu quando Brizola morava em Copacabana, no Rio de Janeiro. A data é incerta. Guerra conta que foi entre “a chegada dele do exílio, em 1979 e antes da demissão do chefe da Casa Civil, Golbery do Couto e Silva” em 1981. O ex-delegado afirma no livro que se hospedou no Hotel Apa, na rua República do Peru. O hotel existe até hoje. Ele se registrou com identidade e CPF falsos, concedidos pela Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro na época. “Quando precisava incorporar um personagem para realizar uma missão, eles forneciam tudo: CPF, identidade, tudo”, relata.

O ex-delegado revela no livro “Memórias de uma Guerra Suja” foi até a porta do prédio onde Brizola montado na garupa de uma moto conduzida pelo tenente Molina, um militar do Cenimar.

 Normalmente o líder de esquerda saía de casa “um pouco antes do meio-dia”, pelas informações do SNI repassadas ao ex-delegado do DOPS. Naquele dia, Brizola não desceu e o atentado foi abortado. “Havia o interesse da comunidade de informações em eliminar Brizola, só que depois houve um retrocesso, uma mudança”, afirma Guerra.

Brizola sofreu uma tentativa de assassinato no Hotel Everest, no Rio de Janeiro, em 18 de janeiro de 1980, quatro meses depois de chegar do exílio. Uma bomba foi deixada na porta do apartamento do líder de esquerda mas desativada em seguida.
luisfausto@terra.com.br

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Ato em São Paulo cobra punição de crimes da ditadura


Foto: Michel Filho / O Globo



Marcelle Ribeiro, O Globo

Cerca de 300 manifestantes fazem um ato contra o golpe militar de 1964 em frente ao cemitério da Consolação, na região central de São Paulo. Eles querem lembrar os 48 anos do golpe e cobram punição para os responsáveis pelos crimes da ditadura.

Organizado por grupos políticos, de teatro e de samba, o protesto quer mostrar e punir aqueles que também se uniram aos militares durante os anos de chumbo. Os manifestantes ocupam a pista de subida da Rua da Consolação com um carro de som. O protesto é pacífico.

Na quinta-feira passada, terminou em confusão, corre-corre e pancadaria um protesto contra a comemoração pela passagem dos 48 anos do golpe militar de 1964, no Rio de Janeiro. Cerca de 300 militares da reserva participavam do evento, chamado de “1964 — A Verdade”, na sede do Clube Militar, enquanto representantes de PT, PCB, PCdoB, PSOL, PDT e outros movimentos sociais de esquerda, fizeram a manifestação na frente das duas entradas do prédio. Uma pessoa foi detida e duas ficaram feridas.

Em São Paulo, o protesto seguirá por pontos do centro que lembram, de alguma maneira, a ditadura. Um deles é a Rua Maria Antônia, onde houve confrontos entre estudantes da Universidade Mackenzie, entre eles integrantes do Comando de Caça aos Comunistas, e alunos da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade São Paulo, que culminaram com a morte de um jovem. O protesto foi encerrado em frente à antiga sede do Departamento de Ordem Política e Social (Dops).

Neste domingo, primeiro de abril, popularmente conhecido como o Dia da Mentira e aniversário do golpe militar, os manifestantes escolheram usar uma camiseta com o logotipo que mostra uma bandeira dom os dizeres "Cordão da Mentira" e um boneco com chapéu militar e nariz de Pinóquio.

Leia mais em Ato em São Paulo cobra punição de crimes da ditadura

quinta-feira, 29 de março de 2012

General da reserva chama de terrorismo atos contra ditadura




Rodrigo Vizeu, Folha.com

O general aposentado Marco Antonio Felício da Silva, autor do manifesto assinado pelos militares da reserva contra a Comissão da Verdade, chamou nesta quarta-feira de "terrorismo" as manifestações promovidas contra ex-militares e agentes da ditadura (1964-1985).

Ele disse que haverá reações se militares forem molestados na reunião desta quinta-feira do Clube Militar, no Rio, em homenagem ao aniversário do movimento que implantou a ditadura em 31 de março de 1964.

"Esse pessoal está sendo convocado pela internet para fazer arruaça em frente ao Clube Militar. E na medida que os oficiais passarem, serão molestados. Logicamente, ninguém vai aceitar qualquer molestamento sem reação. Foram tomadas várias medidas de segurança e nós vamos para lá em massa e ver o que vai acontecer", disse Silva.

Silva, 74, chamou de "esculhambação" os atos realizados pelo país, na semana de aniversário do golpe, com protestos e pichações em frente a casas e locais de trabalho de supostos ex-torturadores.