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terça-feira, 22 de setembro de 2015

Prévia da inflação oficial acumula taxa de 9,57% em 12 meses


A prévia da inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), acumula uma taxa de 9,57% no período de 12 meses. Segundo dados divulgados hoje (22) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com a prévia, a inflação oficial acumula taxa de 7,78% no ano. Apenas no mês de setembro, a taxa ficou em 0,39%, índice igual ao de setembro de 2014 e inferior ao 0,43% da prévia de agosto.

O recuo da taxa entre agosto e setembro deste ano foi provocada, principalmente, pela queda de preços de 0,06% dos alimentos em setembro. Em agosto, o grupo alimentação e bebidas teve uma inflação de 0,45%.

Os alimentos consumidos em casa ficaram 0,37% mais baratos na prévia de setembro, devido às quedas de preços de produtos como cebola (-13,77%), tomate (-13,14%) e cenoura (-10,29%). Por outro lado, os alimentos consumidos fora de casa tiveram aumento de preços de 0,51%.

A inflação de 0,39% da prévia de setembro foi mais influenciada pelos transportes (com inflação de 0,78%) e habitação (0,68%). Individualmente, os itens que mais contribuíram para a taxa da prévia de setembro foram as passagens aéreas (23,17%) e gás de botijão (5,34%). O IPCA-15 foi calculado com base em preços coletados entre 14 de agosto e 14 de setembro.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Inflação oficial de março é a maior para o mês desde 1995


No mês anterior, taxa ficou em 1,32%, após avanço de 1,22% em fevereiro.
Em 12 meses, o indicador acumula alta de 8,13%, segundo IBGE.



Anay Cury e Cristiane Cardoso 
Do G1, em São Paulo e no Rio

 

IPCA EM MESES DE MARÇO
Taxa mensal, em %
1,550,350,510,341,10,220,380,61,230,470,610,430,370,480,20,520,790,210,470,921,32Ano de 1995Ano de 1996Ano de 1997Ano de 1998Ano de 1999Ano de 2000Ano de 2001Ano de 2002Ano de 2003Ano de 2004Ano de 2005Ano de 2006Ano de 2007Ano de 2008Ano de 2009Ano de 2010Ano de 2011Ano de 2012Ano de 2013Ano de 2014Ano de 201500,511,52
Fonte: IBGE

A inflação oficial do país, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo 
(IPCA), ficou em 1,32% em março, depois de avançar 1,22% em fevereiro, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa é a maior desde fevereiro de 2003, quando atingiu 1,57%, e a mais elevada desde 1995, considerando apenas o mês de março.

Em 12 meses, o indicador acumula alta de 8,13%, a maior desde dezembro de 2003 (9,3%). A estimativa mais recente do boletim Focus, do Banco Central, apontava que os economistas do mercado financeiro previam que o IPCA atingisse 8,2% no final deste ano. O valor está bem acima do teto da meta de inflação do BC, de 6,5%.

"O que a gente analisa em 12 meses é que o consumidor está pagando mais para vários produtos, mas principalmente para se alimentar e para morar”, disse Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de Índices de Preços do IBGE.

No primeiro trimestre, o índice ficou em 3,83%. Em março de 2014, o IPCA havia atingido 0,92%.

“Lá em 2003, o ano vinha trazendo inflação que começou no segundo semestre de 2002. O ano de 2002 fechou com inflação de 12,52%. E teve o efeito do dólar. A característica do primeiro trimestre de 2003 tem pontos em comum com esse ano, mas o perfil é diferenciado. Porque ali foi uma mega desvalorização do real que influenciou os preços, por conta das eleições, influenciou a alta do dólar e isso se descarregou ainda no primeiro trimestre de 2003”, analisou.

Gastos com energia
O vilão da inflação de março foi a energia elétrica, representando mais de 50% do índice geral. O aumento médio foi de 22,08%. Segundo o IBGE, com a revisão tarifária aprovada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), houve aumentos extras, que acabaram impactando na inflação do mês.


"Com os aumentos ocorridos, o consumidor está pagando neste ano, em média, 36,34% a mais pelo uso da energia, enquanto nos últimos 12 meses, as contas já estão 60,42% mais caras", diz o IBGE, em nota.

Em março, durante a divulgação do IPCA de fevereiro, o IBGE já havia dito que o reajuste das tarifas de energia elétrica de diversas concessionárias do país e o aumento na taxa extra das bandeiras tarifárias, cobrada nas contas de luz quando há aumento no custo de produção de energia, poderiam impactar a inflação oficial.

A energia elétrica está dentro do grupo de gastos com habitação. Por isso, a variação de preços do grupo foi a maior entre todos os outros pesquisados, de 5,29%. No mês anterior, havia sido menor, de 1,22%.

Outros impactos
Na sequência, estão as despesas com alimentação e bebidas, cujos preços subiram 1,17%, depois de avançar 0,81% no mês anterior.


No grupo de gastos com transportes, houve uma desaceleração da alta de preços, de 2,20% para 0,46%. A gasolina ficou 1,26% mais cara e o ônibus urbano, 0,85%. Ficaram mais baratos os itens passagens aéreas (-15,45%) e telefone fixo (-4,13%).

“Houve uma influência forte da energia, ônibus, realinhamento das tarifas de ônibus – muitas não aumentaram ano passado –, a gasolina. Basicamente tarifas, pressão forte das tarifas com alimentos também”, diz Eulina.

“O custo de vida do brasileiro está bem mais caro, especialmente neste primeiro trimestre do ano, que concentrou realinhamento de preços em vários itens importantes, itens administrados, itens que têm peso grande no orçamento das famílias, como a gasolina, cujo litro aumentou no mês passado, taxa de água e esgoto também ficou bem mais cara nesse ano, a energia, e os alimentos. Então, são itens básicos, pressionando o custo de vida”, explica.

INPC
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), também divulgado pelo IBGE, apresentou variação de 1,51% em março, após avanço de 1,16% em fevereiro. No primeiro trimestre do ano, o índice tem alta de 4,21% e, em 12 meses, de 8,42%.

“As famílias de menor rendimento tendem a gastar a maior parte de suas rendas com alimentação, e com os alimentos subindo as pessoas são mais prejudicadas”, diz Eulina.

segunda-feira, 23 de março de 2015

Pela 1ª vez, mercado financeiro prevê inflação acima de 8% em 2015

Ao mesmo tempo, economistas preveem retração maior do PIB em 2015.Expectativa de retração econômica passa de -0,78% para -0,83% neste ano.

Alexandro Martello 
 Do G1, em Brasília
 
ESTIMATIVAS PARA O IPCA 2015
Evolução ao longo das semanas, em %
 
6,66,676,997,017,157,277,337,477,777,938,129/116/113/130/16/213/220/227/26/316/320/30246810
Fonte: BC
 
Pela primeira vez, os economistas das instituições financeiras previram que a inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), deverá superar a barreira dos 8% em 2015. Se confirmado, será o maior patamar desde 2003, quando ficou em 9,3%.

A estimativa para o IPCA passou de 7,93% para 8,12%, segundo o relatório de mercado divulgado nesta segunda-feira (23) pelo Banco Central, feito a partir de pesquisa com mais de 100 analistas de bancos na semana passada. Para 2016, a previsão subiu de 5,60% para 5,61%.

Segundo analistas, a alta do dólar e dos preços administrados (como telefonia, água, energia, combustíveis e tarifas de ônibus, entre outros) pressionam os preços em 2015. Além disso, a inflação de serviços, impulsionada pelos ganhos reais de salários, segue elevada.

Na semana passada, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a inflação oficial do país, medida pelo IPCA-15, ficou em 1,24% em março. No acumulado de 12 meses, o índice foi para 7,9%, o maior desde maio de 2005 (8,19%). Em março de 2014, o IPCA-15 havia sido 0,73%. No ano, a taxa é de 3,5%.

ESTIMATIVAS PARA O PIB 2015
Evolução ao longo das semanas, em %
 
0,550,50,40,380,130,030-0,42-0,5-0,58-0,66-0,78-0,8326/122/19/116/123/130/16/213/220/227/26/313/320/3-1-0,75-0,5-0,2500,250,50,75
Fonte: BC
 
Produto Interno Bruto
No caso do PIB, a previsão dos economistas do mercado financeiro passou a ser de uma retração de 0,83% neste ano, contra uma contração de 0,78% esperada anteriormente.


Se confirmado, será o maior " encolhimento" da economia brasileira desde 1990, quando se retraiu 4,35%, ou seja, em 25 anos. A piora na projeção do mercado, na última semana, foi a décima segunda seguida.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira. Para 2016, o mercado baixou sua expectativa de uma alta de 1,30% para um crescimento um pouco menor, de 1,20%.

As previsões do mercado financeiro mostram que um cenário de recessão no fim de 2014 e início de 2015 não pode ser descartado. A recessão técnica se caracteriza por dois trimestres consecutivos de contração do PIB. A prévia do PIB divulgada recentemente pelo Banco Central indicou uma retração de 0,15% nos três últimos meses do ano passado, contra o trimestre anterior.

Os dados oficiais do IBGEsobre o PIB do quarto trimestre do ano passado e também de todo ano de 2014 serão divulgados somente em 27 de março. No fim de outubro, o IBGE informou que a economia brasileira saiu por pouco da recessão técnica no terceiro trimestre de 2014 – quando o PIB cresceu 0,1% na comparação com o trimestre anterior.

Estimativa para juros fica em 13% ao ano, no final de 2015 (Foto: G1)
 
Taxa de juros
Após o Banco Central ter subido os juros para 12,75% ao ano no início de março, o maior patamar em seis anos, o mercado manteve a expectativa de que a taxa termine 2015 em 13% ao ano – o que pressupõe mais uma alta até o fim deste ano.


Para o fechamento de 2016, a estimativa dos analistas permaneceu em 11,50% ao ano.

A taxa básica de juros é o principal instrumento do BC para tentar conter pressões inflacionárias. Pelo sistema de metas de inflação brasileiro, o BC tem de calibrar os juros para atingir objetivos pré-determinados. As taxas mais altas tendem a reduzir o consumo e o crédito, o que pode contribuir para o controle dos preços.

Em 2015 e 2016, a meta central da inflação é de 4,5%, e o teto é de 6,5%.

Economistas preveem dólar a R$ 3,15 no final de 2015 (Foto: G1)
 
Câmbio, balança e investimentos
Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2015 subiu de R$ 3,06 para R$ 3,15 por dólar. Para o término de 2016, a previsão dos analistas para a taxa de câmbio avançou de R$ 3,11 para R$ 3,20 por dólar.


A projeção para o resultado da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações) em 2015 subiu de US$ 3 bilhões para US$ 3,5 bilhões. Para 2016, a previsão de superávit comercial avançou de US$ 10 bilhões para US$ 11 bilhões.

Para este ano, a projeção de entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil caiu de US$ 57,5 bilhões para US$ 56,5 bilhões. Para 2016, a estimativa dos analistas para o aporte ficou estável em US$ 58 bilhões.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Mercado reduz perspectiva de inflação e crescimento em 2013

Analistas baixaram previsão do PIB, de 3,01% para 3%, em 2013.

Expectativa do mercado para o IPCA passou de 5,71% para 5,70%.


Do G1, em São Paulo


Os economistas do mercado financeiro reduziram, na semana passada, sua estimativa para o crescimento da economia brasileira de 3,01% para 3%, segundo informou o Banco Central nesta segunda-feira (8), por meio do relatório de mercado, também conhecido como Focus. O documento é fruto de pesquisa com mais de 100 instituições financeiras.

Sobre a inflação de 2013, medida pelo IPCA, a estimativa do mercado financeiro também foi reduzida, de 5,71% para 5,70%
 
Para 2014, a expectativa dos analistas do mercado financeiro para o crescimento econômico permaneceu estável em 3,50%.

O IBGE informou, no começo deste mês, que o PIB de 2012 avançou somente 0,9%, no pior desempenho desde 2009. Para este ano, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que vinha prevendo expansão superior a 4%, revisou sua estimativa para um crescimento de 3% a 4% em 2013.

Sobre a inflação de 2013, medida pelo IPCA, a estimativa do mercado financeiro também foi reduzida, de 5,71% para 5,70% na última semana. Para 2014, porém, a expectativa do mercado financeiro para o IPCA subiu de 5,68% para 5,70%.

Pelo sistema de metas que vigora no Brasil, o BC tem de calibrar os juros para atingir as metas pré-estabelecidas, tendo por base o IPCA. Para 2013 e 2014, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Desse modo, o IPCA pode ficar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida.

Quanto à Selic, os analistas mantiveram suas projeções em 8,50% para o fim de 2013 e também de 2014, as mesmas da semana anterior. Atualmente, a taxa básica de juros está em 7,25% ao ano.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Inflação oficial acelera para 0,86% em janeiro, mostra IBGE

Esta é a maior taxa para meses de janeiro desde 2003.


Em dezembro, IPCA foi de 0,79%, fechando 2012 com variação de 5,84%.



Lilian Quaino Do G1, no Rio de Janeiro


IPCA de janeiro de 2013 (Foto: Editoria de Arte/G1)IPCA de janeiro de 2013 (Foto: Editoria de Arte/G1)
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, por ser usado como base para as metas do governo, acelerou para 0,86% em janeiro, contra 0,79% em dezembro do ano passado, segundo informou nesta quinta-feira (7) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em janeiro de 2012, a taxa havia ficado em 0,56%.
Este é o maior IPCA mensal desde abril de 2005, quando o indicador subiu 0,87%, e o maior para meses de janeiro desde 2003 – quando a alta foi de 2,25%, de acordo com o instituto. No acumulado de 12 meses até janeiro, o IPCA avançou 6,15% no mês passado, mostrando alta ante os 5,84% de dezembro.
Com isso, o indicador se aproxima cada vez mais do teto da meta do governo para este ano, de 6,50%, o que pode colocar em risco a manutenção da Selic na atual mínima histórica de 7,25% por vários meses.
Principais influências
Cigarros, tomate e aluguel residencial foram os principais responsáveis pela subida do IPCA no mês. Os três itens tiveram as altas de preços que mais impactaram o índice, segundo Eulina Nunes dos Santos, coordenadora da Coordenação de Índices de Preços do IBGE.
A coordenadora explica que os cigarros tiveram uma variação de 10,11% em janeiro, contra 3,94% em dezembro, por conta do aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Já o tomate sofreu as conseqüências dos problemas climáticos que afetaram as safras e variou 26,15% em janeiro, contra 6,26% em dezembro. O aluguel residencial, que saiu de uma variação de 0,54% em dezembro para 1,56% em janeiro, vem apresentando alta há vários meses, diz Eulina.

Segundo a coordenadora, o grupo de alimentos e bebidas continua subindo, saindo de uma variação de 1,03% em dezembro para 1,99% em janeiro. É o grupo de despesas que teve a maior alta em janeiro, com impacto de 0,48 ponto percentual no índice. Desta forma, o grupo de alimentos e bebidas respondeu por 56% do IPCA.

Os efeitos do clima, com seca em várias regiões, prejudicaram as safras, fazendo subir o preço de alimentos básicos na mesa do brasileiro. Contribui ainda para a alta de preços o aumento da demanda, principalmente entre a classe C, segundo Eulina. Além do tomate, ficou caro para botar na cesta de compras a batata inglesa (alta de 29,58% em janeiro contra uma variação de -1,80% em dezembro) e a cebola, que subiu de -0,42% para 14,25%.

O cenário internacional também fez aumentar o preço do pão: com a seca nos Estados Unidos e na Argentina, as safras de trigo foram bem menores que o esperado e o preço no mercado internacional está muito alto, diz Eulina, lembrado que a produção de trigo brasileira não é suficiente para atender à demanda.

Não alimentícios
No grupo de despesas com produtos não alimentícios, além do cigarro e do aluguel residencial, também houve aumento relevante no preço das passagens de ônibus intermunicipais, com alta de 2,84%.

Segundo Eulina, a aceleração do IPCA de janeiro, que chegou a 0,86%, foi contida pela redução nas contas de energia elétrica residencial, uma variação de -3,91%. Também o setor de vestuário ajudou a conter a inflação. Por causa das liquidações, o segmento teve uma variação negativa de 0,53% em janeiro.

Para o IPCA de fevereiro, a coordenadora espera os impactos do aumento da gasolina – “Vamos ter que medir o comportamento nas bombas”; da tarifa de água e esgoto em Porto Alegre, de 7,5% a partir de 2 fevereiro; e do ônibus urbano em Recife, 4,64% a partir 6 janeiro.
INPC
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) subiu 0,92% em janeiro e ficou 0,18 ponto percentual acima do resultado de 0,74% de dezembro, destaca o IBGE. Nos últimos 12 meses, o índice ficou em 6,63%, acima da taxa de 6,20% dos 12 meses anteriores. Em janeiro de 2012, o INPC foi de 0,51%.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Inflação oficial fecha 2012 em 5,84%, aponta IBGE

Em dezembro, IPCA ficou em 0,79%, depois de subir 0,60% no mês anterior.


Gastos com domésticas exerceram principal impacto individual sobre índice.



Do G1, em São Paulo


Evolução do IPCA (Foto: Editoria de arte/G1)

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a "inflação oficial" do país, por ser usado como base para as metas do governo, passou de 0,60% em novembro para 0,79%, em dezembro, fechando 2012 em 5,84%, conforme divulgou, nesta quinta-feira (10), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2011, a inflação oficial avançara 6,50% e, em dezembro do mesmo ano, 0,50%.

De acordo com a pesquisa, a variação mensal é a maior desde março de 2011. Considerando apenas os meses de dezembro, foi o maior índice desde 2004, quando a taxa foi de 0,86%.

Entre os grupos de gastos pesquisados pelo IBGE, o de despesas pessoais registrou a maior variação, 10,17%, após fechar em 8,61% no ano anterior. O destaque ficou com o aumento dos serviços dos empregados domésticos, de 12,73%, que exerceram a maior contribuição individual para o avanço do IPCA (0,45 ponto percentual).Também tiveram forte alta os preços de cigarro (25,48%), excursão (15,25%), manicure (11,73%), hotel (9,39%), costureira (7,42%) e cabeleireiro (6,80%).
O grupo de alimentação e bebidas, que tem o maior peso na composição do IPCA e por meio do qual as famílias mais percebem o peso da inflação, subiu 9,86%
Na sequência, o grupo de gastos com transportes, que tem o segundo maior peso (19,52%) na taxa, variou 0,48%, após o avanço de 6,05% em 2011. Com a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), os automóveis ficaram 5,71% mais baratos. "Este item deteve o principal impacto para baixo no índice", disse o IBGE. Já os preços dos automóveis usados ficaram 10,68% menores.

Também contribuíram para a formação da taxa os preços dos combustíveis, que caíram 0,72% - o litro do etanol ficou 3,84% mais barato e o da gasolina, 0,41%. Na contramão, subiram os preços das passagens aéreas (26%); do seguro de veículo (7,78%), das tarifas de ônibus intermunicipais (6,35%), das tarifas de ônibus urbano (5,26%) e do conserto de automóvel (5%).

O grupo de alimentação e bebidas, que tem o maior peso na composição do IPCA e por meio do qual as famílias mais percebem o peso da inflação, subiu 9,86% - acima da taxa de 7,18% registrada em 2011.

Dentro desse grupo, os alimentos consumidos fora de casa tiveram seus preços elevados em 9,51% em 2012 - taxa menor do que a de 10,49% vista no ano anterior. O item refeição fora de casa, cujos preços subiram 8,59%, exerceu o segundo principal impacto individual sobre o IPCA do ano. Já os alimentos consumidos no domicílio subiram mais do que em 2011, passando de 5,43% para 10,04%, em 2012. O IBGE atribui esse comportamento a "problemas climáticos".


Os artigos de residência, outro grupo de despesas analisado pelo IBGE, subiram 0,84%, depois de não mostrar variação em 2011, com os principais destaques para as quedas dos preços de televisão, 13,25%, microcomputador, 5,17%, refrigerador, 2,28%.

Perderam força

No grupo de despesas com comunicação, cuja taxa passou de 1,52% para 0,77%, as contas de telefone fixo caíram 1,59%, exercendo a maior influência. Já no grupo educação, que fechou 2012 em 7,78%, depois de subir 8,06%, a alta das mensalidades dos cursos regulares, foi de 8,35% e dos cursos diversos, de 9,67%.

Também perdeu força a alta dos preços no grupo de saúde e cuidados pessoais (de 6,32% para 5,95%). Mostraram avanço os gastos com plano de saúde (7,79%), consultas médicas (11,11%) e dentárias (8,36%), serviços de hospitalização e cirurgia (7,11%) e remédios (4,11%). Entre os artigos de vestuário, com variação de 5,79% em 2012, depois de fechar o ano ano anterior em 8,27%, tiveram destaque os calçados, que subiram 7,59%, e as roupas, que avançaram 4,67%.

Praticamente estável, o grupo de gastos com habitação passou de 6,75%, em 2011, para 6,79%, em 2012. O aluguel residencial teve aumento de 8,95%, bem como mão de obra para reparos no domicílio (11,57%), condomínio (8,75%) e taxa de água e esgoto (8,84%).

Por região

Depois de mostrar o índice mais baixo em 2011 (4,74%), a inflação em Belém chegou a 8,31% em 2012, o índice mais elevado, pressionado pelo preço de alimentos.Já o índice mais baixo em 2012, foi registrado na região metropolitana de São Paulo (4,72%).

INPC

O INPC ficou em 0,74% em dezembro, fechando 2012 com a taxa de 6,20%, acima dos 6,08% de 2011.Os alimentos tiveram variação de 10,41% e os não alimentícios, 4,54%. Em 2011, os alimentos subiram 6,27% e os não alimentícios 6,00%.

Inflação resistente

Em nota, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmou que a meta para a inflação foi cumprida em 2012 pelo nono ano consecutivo que foi observado recuo da inflação sobre 2011. "No curto prazo, a inflação mostra resistência, mas as perspectivas indicam retomada da tendência declinante ao longo de 2013."

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Governo aumenta para 5,2% projeção oficial de inflação para 2012

 

Wellton Máximo, Agência Brasil

A equipe econômica aumentou de 4,7% para 5,2% a projeção oficial de inflação pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A nova estimativa foi divulgada hoje (20) pelo Ministério do Planejamento, que enviou ao Congresso Nacional o Relatório de Receitas e Despesas do 5º Bimestre. O documento contém previsões para a economia e informações sobre a execução do Orçamento Geral da União.

Apesar de ser divulgado pelo Ministério do Planejamento, as estimativas para o comportamento da economia são de autoria da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda. Com o ajuste, a previsão para o IPCA passou a coincidir com as projeções do Banco Central (BC), apresentadas no último relatório de inflação, lançado em setembro.

Leia mais em Equipe econômica aumenta para 5,2% projeção oficial de inflação para 2012

sábado, 10 de março de 2012

Inflação oficial desacelera em fevereiro, com alta de 0,45%








O Globo

A inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), desacelerou em fevereiro com a alta de apenas 0,45% no mês, abaixo da expansão de 0,56% em janeiro, segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi o menor resultado desde outubro do ano passado.

A taxa acumulada no ano ficou em 1,01%, ante 1,64% registrada em igual período de 2011. Nos 12 meses encerrados em fevereiro, o índice perdeu força para 5,85%, a menor taxa desde dezembro de 2010, bem abaixo do resultado de 6,22% obtido nos 12 meses até janeiro.

O resultado do IPCA de fevereiro veio dentro das expectativas do mercado financeiro, segundo a pesquisa Focus feita pelo Banco Central com economistas. Na última edição do boletim, com cálculos feitos no dia 2 de março, a mediana das estimativas dos analistas estava em 0,46% para fevereiro e 0,45% para março. Para o ano de 2012, a projeção mediana estava em 5,24%.

O grupo Educação, com avanço de 5,62% nos preços em fevereiro ante 0,39% em janeiro, foi o principal responsável pela inflação no mês. Respondeu por 54% da taxa. O aumento nas mensalidades de cursos regulares, que subiram 6,93%, foi o maior impacto individual no índice.

Leia mais em Inflação oficial desacelera em fevereiro, com alta de 0,45%

sexta-feira, 9 de março de 2012

Inflação oficial desacelera para 0,45% em fevereiro, indica IBGE

Principais influências partiram das variações de alimentos e transportes.

Em janeiro, IPCA havia registrado alta de 0,56%.


Do G1, em São Paulo



A inflação calculada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) desacelerou para 0,45% em fevereiro, após subir 0,56% no mês anterior, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No mesmo período de 2011, o indicador havia ficado em 0,80%. Em 12 meses, o índice, também conhecido como inflação oficial, acumula alta de 5,84%.

As principais influências para o resultado de fevereiro partiram das variações de preços relativos a alimentação e bebidas (de 0,86% para 0,19%) e a transportes (de 0,69% para –0,33%). No grupo de alimentos, as maiores quedas foram vistas nos preços de carnes (de -0,64% para –1,99%), tomate (de 8,09% para –16,96%) e açúcar refinado (de –0,75% para –3,67%), entre outros itens.


Quanto ao grupo de gastos com transportes, o maior impacto para o recuo no mês partiu das passagens aéreas, cuja variação de preços passou de 10,61% para –8,84%. Também exerceram influência os preços de ônibus urbanos, que desaceleraram de 2,54% para 0,72%, e as tarifas dos ônibus intermunicipais, cuja variação passou de 3,23% para 1,07%.

Seguiram o mesmo comportamento as taxas relativas a vestuário, que passou de 0,07% para -0,23%, "em período de liquidações no mercado", e ao grupo comunicação (de 0,21% para –0,17%).

Na contramão, o grupo educação apresentou grande aumento de preços, com variação de 0,39% em janeiro para 5,62% em fevereiro. O resultado reflete os reajustes típicos de início de ano, segundo apontou o IBGE, por meio de nota.

Ganhou força também a alta de preços de habitação (de 0,53% para 0,60%), saúde e cuidados pessoais (de 0,30% para 0,70%) e despesas pessoais (de 0,71% para 0,88%).

No grupo de despesas pessoais, a variação também foi significativa, de 0,74% para 1,78%.

INPC

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) também desacelerou a alta de 0,51% para 0,39%. O acumulado do índice do ano fechou em 0,90% e, em 12 meses, ficou em 5,47%. Em fevereiro de 2011 o INPC havia ficado em 0,54%.

Os produtos alimentícios apresentaram variação de 0,21% em fevereiro, enquanto os não alimentícios aumentaram 0,46%. Em janeiro, os resultados ficaram em 0,74% e 0,42%, respectivamente.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

IPCA muda cálculo da inflação

Clara Spitz, O Globo


Menos gastos com educação, mais dispêndio com bens duráveis. Menos empregados domésticos, mais passagens aéreas.

A transformação social que aconteceu no Brasil nos últimos anos, com ascensão para classe média de milhões de famílias, chegou ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo IBGE, que orienta o sistema de metas de inflação do governo.

A nova ponderação do indicador passa a valer a partir deste mês. Luis Otávio de Souza Leal, do Banco ABC Brasil, calcula que se a nova ponderação já tivesse começado a valer em 2011, a inflação teria ficado em 6,1% e não em 6,5%. Pela pesquisa Focus, a inflação este ano deve ficar em 5,31%.

A mudança do consumo tirou do cálculo da inflação a máquina de costura, o chuchu e o chope. Também deixaram de existir para o cálculo da inflação o velho filme de máquina fotográfica e flash descartável.

Em seus lugares, entram itens como o salmão e o pacote combo de TV e internet, que passaram a fazer parte da vida das famílias brasileiras nos últimos anos.

Para o IBGE, os novos pesos no índice passarão a traçar um retrato mais fiel das despesas no bolso do consumidor.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Inflação oficial acelera para 0,52% em novembro, mostra IBGE

Em 12 meses, IPCA acumula alta de 6,64%, acima do teto da meta do BC.

Grupo de alimentação pressionou o índice neste mês.


Do G1, em São Paulo



O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país usada como base para as metas do governo, acelerou para 0,52% em novembro, após subir 0,43% no mês anterior, segundo divulgou, nesta quinta-feira (8) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em novembro do ano passado, o índice havia ficado em 0,83%.

Em 12 meses, o indicador acumula alta de 6,64% e de 5,97% de janeiro a novembro. O IPCA em 12 meses segue acima do teto da meta de inflação estabelecida pelo Banco Central para 2011, que é de 6,5%.

Entre os grupos de despesas avaliados pelo IBGE, o de alimentação e bebidas exerceu a maior pressão sobre o indicador de novembro (48% da taxa), aumentando a variação de preços de 0,56% em outubro para 1,08% em novembro. O destaque ficou com o item carnes, que subiu 2,63%. por outro lado, entre os alimentos que tiveram queda, o leite teve recuo de 2,02%.


Considerando os grupos de gastos não alimentícios, a variação foi de 0,35%, após subir 0,39% no mês anterior. O item empregados domésticos exerceu o segundo maior impacto sobre o índice, com variação de preços passando de 0,10% para 1,36%. Também ficaram mais caros os serviços de manicure (de 0,88% para 1,98%), cabeleireiro (de 0,54% para 1,19%) e costureira (de 0,41% para 1,64%). O grupo despesas pessoais passou de 0,22% para 0,88% em novembro.

Na contramão, os outros grupos apresentaram desaceleração. O grupo de gastos transportes variou 0,01%, após ter avançado 0,48% no mês anterior. De acordo com o IBGE, uma das causas está no preço das passagens aéreas. Depois de os preços das passagens subirem, em média, 14,26% em outubro, a alta ficou em 3,91% em novembro. O preço da gasolina também influenciou. O preço do litro ficou 0,25% mais barato depois de aumentar 0,17% em outubro.

As despesas com habitação tiveram reduação da variação: de 0,62% em outubro para 0,47% em novembro, com destaque para mão de obra (de 1,21% para 1,46%), aluguéis residenciais (de 0,80% para 0,81%) e energia elétrica (de 0,40% para 0,72%). Também desaceleraram a alta de preços de vestuário (de 0,74% para 0,58%), saúde e cuidados pessoais (de 0,45% para 0,42%) e educação (de 0,07% para 0,02%).

INPC

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acelerou de 0,32% em outubro para 0,57% em novembro. No ano, o índice acumula alta de 5,54% e, em 12 meses, de 6,18%. Em novembro de 2010, o INPC havia ficado em 1,03%.