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domingo, 30 de outubro de 2011

Brasil despreza rótulo de time B, vence Cuba e é bicampeão no vôlei

Com poucos jogadores do time principal no elenco, seleção tem início arrasador e conquista a medalha de ouro nos Jogos de Guadalajara neste sábado
Por João Gabriel Rodrigues Direto de Guadalajara, México
Um início arrasador deu a impressão de que o título viria com uma surpreendente facilidade. Não foi bem assim. Mesmo sem os apagões dos outros jogos, o vôlei brasileiro teve trabalho diante da forte seleção cubana. Nos passes precisos de Bruninho, nos saques de Wallace de Souza e na vibração de Gustavo, porém, a vitória veio. Por 3 sets a 1, parciais 25/11, 24/26, 25/18 e 25/19, a equipe, formada basicamente por reservas do time principal e com Rubinho no lugar de Bernardinho, conquistou o ouro nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara.

Pan vôlei Brasil x Cuba pódio (Foto: EFE)
Para a seleção brasileira de vôlei, o momento mais esperado do Pan de Guadalajara
(Foto: EFE)
 
- Mesmo sendo time misto, existe a pressão. Temos de vencer sempre. E hoje conseguimos isso aqui - afirmou Bruninho, um dos únicos integrantes da seleção principal em Guadalajara.

O Brasil garante seu quarto título na história da competição, o segundo em sequência. Além dos Jogos do Rio, a seleção também foi campeã em 1963, em São Paulo, e em 1983, em Caracas. Uma semana antes, as meninas levaram o ouro em Guadalajara, também em cima das cubanas. O bronze foi para a Argentina, que, antes da final, derrotou o México.

Início arrasador
Nada de apagão, afobação ou algo do gênero. Ao contrário de todos os outros jogos, quando cometia erros por tentar apressar a definição do ponto, a seleção entrou em quadra em sintonia. Saque, bloqueio, defesa e ataque. Tudo funcionava da melhor forma possível. Após duas defesas pelo meio, Chupita subiu à rede para marcar o primeiro ponto da partida.

Quando Wallace de Souza foi para o saque, o Brasil passou a atropelar. Após a primeira parada técnica, Bruninho, de bloqueio, fez 9/3. Cuba parecia não acreditar. Sem confiança, o forte ataque cubano não conseguia superar a defesa brasileira. O primeiro erro brasileiro veio quando o placar já estava 20/9, em saque de Gustavo. Mas foi num serviço na rede de Cuba que a seleção fechou o primeiro set em fáceis 25/11.

Lipe comemora ponto do Brasil no vôlei contra Cuba (Foto: Luiz Pires / VIPCOMM)
Lipe (à esq.) festeja (Foto: Luiz Pires / VIPCOMM)

Um ataque para fora de Wallace de Souza deu início ao segundo set. Cuba voltou melhor. Depois de ótima defesa de Bell, Leon mandou uma pancada no bloqueio brasileiro e abriu 3/1. Os erros brasileiros passaram a ser mais frequentes, e Cuba foi para a primeira parada técnica à frente no placar, com 8/6.

Os cubanos, até com certa facilidade, mantinham a vantagem no placar. Bell, em uma pancada pelo meio, fez 13/10 e saiu vibrando em direção à torcida brasileira, sob vaias. Bruninho, em excelente deixadinha de segunda, deu o troco. O Brasil encostou de vez em ataque pelo meio de Wallace Souza: 14/13. O jogo seguiu equilibrado, mas Cuba voltou a se desgrudar no placar, com bloqueio de Perdomo, que provocou os rivais na rede.

Pouco depois, Leon se esforçou para salvar uma bola, atropelou uma voluntária e ganhou aplausos da torcida. A vantagem cubana ainda era de três pontos, mas foi por água abaixo após ataque para fora de Bell, ace de Thiago Alves e ponto de Wallace Martins pela ponta: 22/22. Foi o próprio Wallace quem virou, explorando o bloqueio cubano.

A partida, então, ganhou em emoção. Cuba voltou a empatar e, após belo rali, Mesa recolocou sua seleção à frente no placar. Em seguida, mais um ataque certeiro e os cubanos chegaram ao empate, com 26/24.

Mario Junior comemora ouro do Brasil no vôlei (Foto: AP)
Mário Jr. comemora durante a vitória brasileira por 3 sets a 1 neste sábado, no México (Foto: AP)

Brasil diminui os erros e vence terceiro set
Cuba manteve o ritmo e abriu 2/0 no terceiro set. Com ponto de Éder, a seleção empatou, e as duas equipes passaram a se alternar no placar. Mas foi o Brasil quem foi para a primeira parada técnica à frente, com 8/6. Os cubanos chegaram ao empate com Hernández, explorando o bloqueio brasileiro: 12/12.

A seleção, no entanto, manteve a calma. Depois de um ataque de León para fora, o Brasil voltou a ter dois pontos de vantagem, com 15/13. O Brasil voltou a se desgarrar no placar e conseguiu sua maior vantagem em invasão cubana na rede: 21/16. Um bloqueio triplo de Chupita, Éder e Wallace Martins encaminhou a vitória na parcial. Mesmo após saque na rede de Thiago Alves, Cuba não reagiu. Ao explorar o bloqueio rival, Wallace Martins fechou o set: 25/18.

Perto do ouro, a seleção manteve o ritmo no quarto set. Cuba buscou o equilíbrio no início, mas depois de um saque de Hernández na rede, o Brasil deslanchou. Com uma pancada de Chupita na diagonal, fez 16/12 e se encaminhou para a vitória. A diferença, que tinha chegado a cinco, caiu para três. Podia cair para dois quando Leon ainda salvou uma bola milagrosa com o pé, mas um ataque certeiro de Gustavo fez o Brasil respirar de novo. Dali em diante, o bloqueio se impôs, a vantagem voltou a crescer, e o ouro veio na deixadinha de Wallace Martins: 25/19 e festa verde-amarela na quadra.

Brasil comemora ouro no vôlei do Pan (Foto: AP)Com o título assegurado, os jogadores fazem a festa na quadra em Guadalajara (Foto: AP)

sábado, 29 de outubro de 2011

Na luta pelo bi, Brasil faz final histórica com Cuba no vôlei

 
Depois de vencer jogo duro contra Argentina, Brasil enfrenta Cuba na final. Foto: Luiz Pires/ Vipcomm/Divulgação Depois de vencer jogo duro contra Argentina, Brasil enfrenta Cuba na final
Foto: Luiz Pires/ Vipcomm/Divulgação
Um duelo que promete ser épico marca a final do vôlei masculino nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara. Brasil e Cuba se enfrentam, neste sábado, às 23h (de Brasília), pela sexta vez na decisão do evento e devem fazer uma partida tensa e muito emocionante.

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Tanto Brasil quanto Cuba chegam invencíveis à final. A equipe brasileira, que mescla jogadores novatos e alguns experientes, como Bruninho e Gustavo, só tomou um susto dos Estados Unidos e Argentina ao começar perdendo as partidas, mas conseguiu virar.

A semifinal contra a Argentina, nesta quinta, não foi fácil. Os argentinos fecharam o primeiro set na vantagem e, mesmo com o Brasil voltando mais articulado, lutaram até o rival decretar o triunfo por 3 sets a 1.

O jogo entre Cuba e México pelas semifinais foi ainda mais eletrizante. Os cubanos começaram ganhando o primeiro set, mas foram surpreendidos pelos donos da casa, que, com o ginásio cheio de torcedores, viraram o jogo e abriram 2 a 1. Cuba, no entanto, conseguiu se recuperar, venceu o quarto set e fechou o tie-break em 17 a 15.

Já foram cinco finais que os brasileiros travaram contra os cubanos. Cuba se saiu melhor em quatro dos duelos, e a equipe verde e amarela venceu só em Caracas 1983. Cuba também é a seleção com mais ouros em Pan-Americanos. Ao todos são cinco: Cali 1971, Cidade do México 1975, San Juan 1979, Havana 1991 e Winnipeg 1999. O país ainda tem três pratas e três bronzes.

No entanto, os anos 2000 marcaram a hegemonia do vôlei brasileiro no mundo. Nesse período, a Seleção ganhou ouro na Olimpíada de Atenas (2004) e prata em Pequim (2008), duas Copas do Mundo (2003 e 2007), três Mundiais (2002, 2006 e 2010) e oito ligas mundiais. Além disso, a Seleção luta pelo bicampeonato no Pan, pois levou o ouro no Rio 2007.

O duelo decisivo deste sábado ainda tem outro ingrediente especial, já que Brasil e Cuba travam disputa acirrada pelo segundo lugar no quadro de medalhas. Os cubanos levaram 15 ouros na sexta-feira e abriram vantagem nesta reta final.

Pan 2011 no Terra

O Terra transmite simultaneamente até 13 eventos, ao vivo e em HD, dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara via web, tablets e celular. Com uma equipe com mais de 220 profissionais, a maior empresa de Internet da América Latina realiza a mais completa cobertura da competição que acontece de 14 a 30 de outubro, trazendo, direto do México, a reação dos atletas, detalhes da organização e toda a competição, com conteúdo em texto, fotos, vídeos, infográficos e muita interatividade. Nas redes sociais, você acompanha a cobertura dos Jogos na fanpage do Terra, e confere os bastidores em tempo real no Facebook e no Twitter.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Brasil bate a Argentina no handebol, conquista o tetra e vai a Londres

Em jogo tenso nas provocações e fácil no placar, meninas superam as hermanas e garantem a medalha de ouro nos Jogos de Guadalajara
Por Lydia Gismondi Direto de Guadalajara, México

Pode ser no futebol, no handebol ou em qualquer outro esporte: Brasil e Argentina é sempre um jogo tenso. Mas seja com a bola nós pés ou nas mãos, o domínio segue verde-amarelo. Formando uma muralha na defesa e contra-atacando com maestria, a seleção feminina de handebol venceu as hermanas por 33 a 15 e conquistou neste domingo, em Guadalajara, o quarto título pan-americano consecutivo. Junto com ele, veio o mais importante: o carimbo no passaporte para os Jogos Olímpicos de Londres em 2012.

Pan handebol feminino final Brasil x Argentina (Foto: AP)
Festa das meninas do Brasil ao fim da partida: sem sustos, veio o tetra na quadra
(Foto: AP)


- A gente vem lutando muito por isso. É muito esforço que a gente passa para defender o esporte brasileiro. A gente vem lutando há muitos anos lá fora por esse reconhecimento. Hoje estou chorando de emoção. Nós mostramos mais uma vez que não tem para ninguém aqui na América. Nós comos campeãs - afirmou a goleira Chana, de 32 anos, a mais experiente do grupo, muito emocionada após a partida.
Pan handebol feminino final Brasil x Argentina (Foto: Divulgação/Jefferson Bernardes/Vipcomm)
Apesar do placar amplo, o jogo teve momentos de tensão
(Foto: Jefferson Bernardes/Vipcomm)
 
Alê festejou o título e já está pensando nos próximos passos.
- Inexplicável a sensação que estamos tendo. O objetivo era esse mesmo, conquistar o ouro e a vaga. Agora é o Mundial no fim do ano e o projeto para 2012 - afirmou a jogadora.
Diplomacia, só antes do jogo
Antes do jogo, imperou a diplomacia. No centro da quadra, brasileiras e argentinas se cumprimentaram. Mas foi só o juíz apitar o início da partida para as duas seleções entraram em ação com sangue nos olhos. Como em qualquer confronto entre Brasil e Argentina, a final do handebol feminino de Guadalajara foi marcada por emoção e disputas que muitas vezes beiraram a agressão.

Em menos de dois minutos de partida, Alexandra Nascimento já deu o seu cartão de visita marcando o primeiro gol para o Brasil. As argentinas não conseguiram acompanhar e muito menos parar a ponta-direita de 30 anos, a não ser forçando tiros de sete metros, que a própria brasileira fazia questão de não desperdiçá-los. Fortes na defesa e velozes no contra-ataque, a seleção verde-amarela fechou sem sustos a primeira parcial em 15 a 5, sendo seis gols de Alê, o grande nome do jogo.

O clima tenso saiu de quadra para dar lugar às mascotes do Pan no intervalo. Enquanto isso, nas arquibancadas, um grupo de dançarinos fantasiados fez uma apresentação ao som de música africana para a plateia que lotou o Ginásio San Rafael. Questionada sobre o motivo de um show com tema africano no México, uma voluntária informou que achava se tratar de uma homenagem ao Brasil. De uma forma ou de outra, a combinação México, África e Brasil deu certo, e a torcida “vestiu” a camisa verde-amarela.
diniz handebol feminino medalha de ouro (Foto: Reuters)
Cena repetida 35 vezes durante o jogo de domingo: gol do Brasil contra a Argentina
(Foto: Reuters)
 
Logo nos primeiros cinco minutos do segundo tempo, o jogo voltou a ficar nervoso. Com o Brasil pressionando no ataque, as hermanas começaram a errar a mão na marcação. A brasileira Fabiana Diniz e a argentina Solange Tagliavini chegaram a se estranhar, e o juiz precisou intervir. Nada que atrapalhasse, porém, o caminho do Brasil até a vitória por 33 a 15 somando o quarto título pan-americano consecutivo do país.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Thiago Pereira vence 100m costas e volta a colar na 'disputa' com Hoyama

Nadador mantém 100% de aproveitamento, é campeão em Guadalajara pela terceira vez e segue a um ouro do mesa-tenista. Guilherme Guido é bronze
Por Lydia Gismondi Direto de Guadalajara, México
 

Thiago Pereira 100m costas natação Jogos Pan-Americanos (Foto: Reuters)
Thiago Pereira exibe mais um ouro conquistado em Guadalajaras
(Foto: Reuters)
 
No fim da tarde desta segunda-feira, Hugo Hoyama venceu a disputa por equipes do tênis de mesa e abriu distância como o brasileiro com mais medalhas de ouro em Jogos Pan-Americanos, com dez no total. Mas Thiago Pereira não deixou o mesa-tenista se distanciar. À noite, o nadador apertou o ritmo no fim dos 100m costas, fez o tempo de 54s56, chegou a seu terceiro ouro em Guadalajara e agora soma nove ouros em sua carreira. Guilherme Guido (54s81) também subiu ao pódio, com um bronze.

Nesta terça-feira, Thiago tem a chance de empatar a “disputa” com Hoyama, se vencer os 200m peito. E terá também outras quatro oportunidades de conquistar o ouro, enquanto o mesa-tenista pode subir ao lugar mais alto do pódio apenas mais uma vez, no torneio individual do tênis de mesa. O nadador, porém, garante que não se preocupa.

- Ele é brasileiro e é mais uma medalha para o Brasil. Acho que quanto mais a gente conseguir, melhor para o país – disse Thiago.

Pan natação Thiago Pereira 100m costas (Foto: Divulgação/Jefferson Bernardes/Vipcomm)
Thiago Pereira conquista o ouro nos 100m costas
(Foto: Divulgação/Jefferson Bernardes/Vipcomm)
 
O terceiro ouro em Guadalajara veio por pouco. Para ser mais exato, Thiago Pereira chegou apenas 0s05 na frente do americano Eugene Godsoe. E o próprio brasileiro ficou em dúvida se conseguiria vencer a prova em que não é especialista.

- Estou feliz com essa prova. É uma prova que não estou muito acostumado a nadar. Tive um errinho ali na chegada, faltou uma braçada. Quando vi a borda longe, fiquei pensando ‘Será que deu? Será que deu?’, e acabou dando. O importante é que conquistei essa medalha de ouro – comemorou.