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quinta-feira, 5 de abril de 2012

Fã de R&B, Thiaguinho diz que 'mudou um pouco' história do samba

Ex-vocalista do Exaltasamba grava disco ao vivo com Ivete nesta quinta (5).
Pagodeiro faz questão do rótulo e afirma que não vai regravar hits do grupo.

Braulio Lorentz Do G1, em São Paulo
O cantor Thiaguinho, ex-Exaltasamba (Foto: Divulgação) 
Thiaguinho, ex-vocalista do Exaltasamba, grava CD
(Foto: Divulgação)
Thiaguinho levanta a voz (com a simpatia de sempre) para dizer que é pagodeiro, mesmo após a saída do Exaltasamba. O repertório do primeiro CD-DVD solo, no entanto, vai por outras sonoridades em músicas como "Buquê de flores", "Vai, novinha!" e "Leite condensado": da MPB mais descolada ao R&B, gênero admirado pelo cantor.
"Todas as minhas músicas são 'para frente', alegres. São bem sobre o cotidiano. Minha influência hoje é o R&B, desde a métrica. Canto samba de um jeito diferenciado. É uma métrica diferente. Eu me sinto honrado em poder ter mudado um pouco a história do samba", diz o cantor, que se declara fã de cantores americanos como Usher, Justin Timberlake, Neyo, Stevie Wonder e Chris Brown.
A gravação do primeiro trabalho solo conta com participações de Luiza Possi e Ivete Sangalo, que cantará "O poder do pretinho". "É uma música dançante com a cara dela. Ivete me deixou mensagens na caixa postal me incentivando nessa nova fase", conta ao G1. Os shows que darão origem ao disco ao vivo "Ousadia e alegria" acontecem no Credicard Hall, em São Paulo, na quinta-feira (5), sexta (6) e sábado (7).
G1 - Como foi o convite para a Ivete Sangalo participar do DVD?
Thiaguinho -
A Ivete é uma pessoa que eu sempre tive uma relação muito boa. Já fizemos shows juntos e ela me chamava para cantar com ela. Na última turnê, ela incluiu "Tá vendo aquela lua". Isso foi estreitando nossa relação. Quando compus "O poder do pretinho", eu não vi outra pessoa para cantar junto comigo. É uma música dançante que tem a cara dela. Ela aceitou prontamente. Ela só me manda energia positiva. Ela me deixou mensagens na caixa postal me incentivando nessa nova fase.

G1 - Você disse que a Ivete havia pedido uma música para você, era essa?
Thiaguinho -
Não, não... Essa fiz pensando no DVD. Ela está com outra minha, mas ainda vai fazer testes. Ainda estou na busca.

G1 - E a Luiza Possi vai retribuir o favor, após você participar no DVD dela?
Thiaguinho -
Sim. Vamos gravar a mesma música ["Ainda é tudo seu"], que amo de paixão. Conheci a Luiza em shows, ela foi em um show nosso e a partir de então começamos a nos falar. Ela pediu uma música para o DVD dela. É uma pessoa que tenho uma amizade muito grande. Amo a voz dela, é muito doce. Ela participou de shows do Exalta. Rolou uma química boa no palco. Eu tenho duas participações surpresas.
O cantor Thiaguinho, ex-Exaltasamba (Foto: Divulgação) 
O cantor Thiaguinho, que grava DVD solo: R&B e pagode no mesmo palco (Foto: Divulgação)
G1 - Por que não regravar músicas do Exaltasamba?
Thiaguinho -
É um trabalho novo. É para frente que se anda... Tem sempre que mostrar coisas novas, a galera está sedenta. Não tem sentido gravar algo que já foi cantado por mim mesmo. Seria como um carro que só fica estacionado. Nunca esteve na pauta. As últimas músicas do Exalta que cantei são de minha autoria e continuarão nos shows, mas não no DVD. Cantar agora seria chover no molhado.
Canto samba de um jeito diferenciado. É uma métrica diferente. Eu até influencio outros artistas do meu meio. Eu me sinto honrado em poder ter mudado um pouco a história do samba. Ouço Stevie Wonder, Marvin Gaye, Usher, Neyo, Justin Timberlake. Gosto de rap também. Gosto dessa onda, de Chris Brown."
Thiaguinho, cantor
G1 -Você disse que gostaria que seu disco solo fosse colocado na prateleira de pagode. Mas ouvindo as músicas, elas têm algo de pagode, mas vão também por um lado romântico, está mais para uma MPB desencanada. Por que ainda se considera um pagodeiro?
Thiaguinho - As músicas têm cavaquinho, surdo, repique de mão. São coisas que não abro mão. Sou pagodeiro e canto pagode. Mas sou músico, deixo todas as vertentes rolarem. Todas as músicas são "para frente", alegres. São bem sobre o cotidiano mesmo. Minha maior influência hoje é o R&B, desde a métrica. Canto samba de um jeito diferenciado. É uma métrica diferente. Eu até influencio outros artistas do meu meio. Eu me sinto honrado em poder ter mudado um pouco a história do samba. Ouço Stevie Wonder, Marvin Gaye, Usher, Neyo, Justin Timberlake. Gosto de rap também. Gosto dessa onda, de Chris Brown.

G1 - ‘Alegria e ousadia’ é um bordão e foi escolhido como nome do disco...
Thiaguinho -
Foi uma das primeiras coisas que escolhi no trabalho. Essa frase serve de exemplo. Você tem que ser ousado na vida, ter coragem, não ter medo das dificuldades. Sem ousadia, não consegue nada. A alegria é consequência.
Thiaguinho ao lado de seu maior parceiro Rodriguinho, ex-Os Travessos (Foto: Divulgação)Thiaguinho ao lado de seu parceiro de composição Rodriguinho, ex-Os Travessos (Foto: Divulgação)
Eu nunca me preocupei com venda de disco. Não trato a música como um produto, ela é abstrata. Ela é sentimento. Eu sinto as respostas nas ruas, nos shows. O que move um artista é o show. Não adianta vender milhões de CDs e nos shows não ter ninguém. Todos preferem os shows cheios e não vender discos."
Thiaguinho, cantor
G1 - Sua meta é vender mais do que o Exaltasamba?
Thiaguinho -
A minha meta é viver de música para sempre. Eu quero agradar sempre quem gosta da minha música, se puder conquistar fãs novos, melhor ainda, mas sou feliz com os fãs que eu tenho. Eu nunca me preocupei com venda de disco. Eu não sei te dizer quantos discos vendeu o último do Exalta. Eu não trato a música como um produto, ela é abstrata. Ela é sentimento, é intenção. Eu sinto as respostas nas ruas, nos shows. O que move um artista é o show. Não adianta vender milhões de CDs e nos shows não ter ninguém. Todos preferem os shows cheios e não vender discos. Não é a prioridade de nenhum artista.

G1 - Você dá muitos 'buquês de flores' para a Fernanda [Souza, namorada dele]?
Thiaguinho -
Eu dou sim, claro. É importante presentear no dia da mulher, no dia dos namorados... Rosas lindas de todas as cores. Quando juntos, aproveitamos os momentos. Temos agendas cheias. Aproveitamos na alegria e na tristeza; na saúde e na doença.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Paula Fernandes prepara novo CD: 'não estou aqui por acaso'

Cantora, que faz show no Rio nesta sexta (30), diz que 'não sente pressão'.
Ao G1, ela conta que comprou sítio para andar na terra 'de chinelo e coque'.

Braulio Lorentz Do G1, em São Paulo
A cantora Paula Fernandes (Foto: Divulgação/Site oficial) 
A cantora Paula Fernandes, que lança CD em maio
(Foto: Divulgação/Site oficial)
Em uma parada de sucessos dominada por padres, a sertaneja Paula Fernandes vendeu mais de um milhão de discos amparada por vestidos curtos e canções que falam "do cotidiano, do sentimento das pessoas", como ela define por telefone ao G1.
No fim da turnê do disco ao vivo que lançou em fevereiro de 2011, a cantora faz três shows no Rio neste fim de semana. Por enquanto, músicas novas só devem pintar com eventuais trechinhos voz e violão. No final de maio, chega o novo álbum.
Sempre centrada e com discurso mais do que calibrado, Paula diz não sentir pressão por ter vendido mais do que Ivete, Luan e Exaltasamba juntos, no ano passado. "Eu tenho minha missão, não estou aqui por acaso. Por que ficar ansiosa com vendagem? Eu sou uma criadora e tenho meu universo."
A cantora diz ter outras preocupações, sendo que cuidar de sua recém-comprada chácara em Belo Horizonte é a maior delas. "É onde eu me solto, onde eu fico de chinelo e coque no cabelo. O contato com a terra faz bem. Eu não posso cuidar do planeta, mas cuido daquele espaço. Eu tenho prazer em viver com a natureza", conta.
G1 - Você deve cantar as músicas que lançou neste ano com Taylor Swift ('Long live') e Juanes ('Hoy me voy')?
Paula Fernandes -
A do Juanes ainda não foi lançada no Brasil e não está no repertório ainda, mas é uma das canções mais lindas que gravei recentemente. Devo interpretar "Long live", que gravei com a Taylor. As outras são surpresas. Ainda apresento o DVD ao vivo com uma mudada no roteiro. Continuo contando a mesma história. O show novo vem junto com o CD em maio.

G1 - Então, não há chances de cantar músicas inéditas?

Paula Fernandes - Elas ainda estão em estúdio, estou ainda em processo de arranjo. Seria precipitado incluir uma música inédita no show sem terminar o arranjo dela. Estou investindo toda a minha inspiração e criatividade nisso. Mas posso cantar um trecho de uma música nova em voz e violão, quem sabe...
Paula Fernandes se apresenta com Romeo Santos durante premiação do Grammy Latino, em Las Vegas. (Foto: Mario Anzuoni / Reuters) 
Paula Fernandes se apresenta com Romeo Santos durante premiação do Grammy Latino, em Las Vegas, em novembro do ano passado (Foto: Mario Anzuoni / Reuters)
Tenho momentos explosivos, outros de tristeza. Eu deixo claro para as pessoas: elas criam uma imagem de um ser perfeito. Eu sou perfeccionista, isso me garante um diferencial. Eu cuido dos detalhes. Eu vou sempre até o fim"
Paula Fernandes, cantora
G1 - O que o disco novo deve ter de diferente do CD ao vivo?
Paula Fernandes - Considero uma continuidade do trabalho, porque na verdade a fonte é a mesma. As canções são minhas e falam do cotidiano, do sentimento das pessoas. É um jeito feminino de compor. Elas têm a mesma nascente. Não quero apresentar algo que não sou. Eu não tento fazer nada, eu me expresso do jeito que eu sou. À medida que vou amadurecendo, minhas canções vão amadurecer.
G1 - Você sente algum tipo de pressão por este novo CD ser o sucessor de um disco que vendeu mais de um milhão de cópias, algo raro hoje?
Paula Fernandes - Eu não sinto pressão, sabe por quê? Eu tenho uma coisa dentro de mim que me mantém equilibrada. Eu tenho minha missão, não estou aqui por acaso. Eu quero emocionar as pessoas. Por que ficar ansiosa com vendagem? É raro o que aconteceu e eu agradeço o povo brasileiro por esse sucesso todo. Mas eu sou uma criadora e tenho meu universo. É importante que esteja equilibrada. Se foi dessa forma, foi porque é verdade.
Paula Fernandes fez o primeiro show da Festa do Peão (Foto: Paulo Toledo Piza/G1) 
Paula Fernandes canta na Festa do Peão de Barretos (SP), em 2011 (Foto: Paulo Toledo Piza/G1)
G1 - Você já disse que seu principal defeito é ser perfeccionista e nas entrevistas, como agora, você parece sempre não querer se comprometer. Você tem mesmo essa preocupação? O que te faz perder a compostura?
Paula Fernandes -
Eu sou um ser humano como qualquer outro. Tenho momentos explosivos, outros de tristeza. Eu deixo claro para as pessoas: elas criam uma imagem de um ser perfeito. Eu sou perfeccionista, isso me garante um diferencial. Eu cuido dos detalhes. Eu vou sempre até o fim, qualquer coisa tem que passar primeiro no meu conceito do que é bom. Às vezes, eu componho uma música e não mostro para ninguém se não me encantou. Eu tenho muita fé, e uma família que me apoia demais. Eu gosto de vencer obstáculos, vencer desafios, conseguir as coisas que ainda não conquistei. Eu tenho um caminho longo pela frente.
No Twitter, você fala muito da sua horta. É seu principal passatempo hoje?
Paula Fernandes -
[Risos] Acabou que num dia eu chamei minha mãe e disse: "vamos fazer uma hortinha". Eu me mudei para uma chácara [em Belo Horizonte] e estou cuidando dos detalhes. É onde eu me solto, onde eu fico de chinelo e coque no cabelo. O contato com a terra faz bem. Eu gosto disso. Estou no meu interior. Eu não posso cuidar do planeta, mas cuido daquele espaço. Eu tenho prazer em viver com a natureza.
Paula Fernandes no Rio de Janeiro
Quando: dias 30 e 31 de março (sexta e sábado), às 22h e 1º de abril (domingo), às 20h
Onde: Citibank Hall - Av. Ayrton Senna, 3000, Shopping Via Parque - Barra da Tijuca
Ingressos: R$ 280 (camarote, mesa setor vip), R$ 200 (mesa setor palco), R$ 100 (poltrona superior e mesa central), R$ 150 (setor especial) e R$ 80 (mesa lateral)

terça-feira, 13 de março de 2012

Cantor de 'Eu quero tchu, eu quero tcha' tem 'pressa de ganhar dinheiro'

Regravação de forró e dança de Neymar revelam João Lucas e Marcelo.

Hit segue a cartilha de sucesso de Michel Teló e já dobrou shows da dupla.
Lívia MachadoDo G1, em São Paulo

Jão Lucas e Marcelo colhem os louros do sucesso gerado nos campos de futebol paulista (Foto: Marcel Bonche)
João Lucas e Marcelo colhem os louros do sucesso gerado nos campos de futebol paulista
(Foto: Marcel Bionche)
Durante dez anos, eles tentaram decolar como cantores defendendo o sertanejo de raiz. Há um ano e meio juntos, João Lucas e Marcelo resolverem seguir os mandamentos da cartilha de Michel Teló.

“Quem gosta de sertanejo de raiz é um público mais velho e caipira. Pra fazer sucesso, é preciso cantar o que a galera jovem pede. Resolvemos seguir o mesmo caminho pra ver se conseguíamos”, disse João Lucas, durante entrevista ao G1 por telefone.
Para tal, compraram o direto de regravar “Eu quero tchu, eu quero tcha”, sucesso de Shylton Fernandes, da banda Forró Safado - prática quase obrigatória do atual "sertanejo de pegação". O hit, como não poderia deixar de ser, já veio acompanhado de coreografia. Com o material adaptado em mãos, era só produzir o clipe e torcer para que a onomatopéia musical chegasse aos ouvidos do maior difusor popular: o jogador Neymar. Ouça aqui o "hit do Neymar".
Confesso que tô com pressa para ganhar dinheiro, mas ainda não consegui arrematar uma casa pra minha família"
João Lucas
Ao comemorar o 100° gol pelo Santos, ele fez os passinhos da dança. Bracinhos pra cima e uma reboladinha de segundos renderam à dupla a possibilidade de, finalmente, ganhar dinheiro. João Lucas revela que ainda não deu pra comprar nada, mas não esconde a ansiedade. “Confesso que tô com pressa para ganhar dinheiro, mas ainda não consegui arrematar uma casa pra minha família. Não tenho nada, só um carro.”
Novos ricos
A meta, entretanto, é estacionar um jatinho na garagem para atender à nova demanda de shows. Após a divulgação em rede nacional feita por Neymar, a dupla recebeu propostas internacionais de produtores em Portugal, Romênia e Itália.
Em território nacional, o artilheiro do Santos reforçou seu efeito Midas. O que ele dança, de fato, vira ouro. Antes da comemoração, os sertanejos faziam apenas oito apresentações por mês. Agora, já são mais de 20. O caminho é o mesmo de "Ai se eu te pego", que ganhou o mundo depois da dancinha de Cristiano Ronaldo.
O poder de multiplicação transforma os jogadores de futebol em novos padrinhos do sertanejo. Para João Lucas, que já teve duas duplas antes de se juntar a Marcelo, cair no gosto musical de Neymar é a forma mais eficiente de alavancar a carreira.“Os jogadores são os novos padrinhos mesmo, é a melhor forma de fazer sucesso e decolar. Seremos eternamente gratos ao Neymar.” A gratidão - e a exposição - fizeram a dupla colocar o nome do jogador na letra da música, que não hesitam em apresentar também como "hit do Neymar".
Grande encontro
Marcelo é compositor conhecido no mercado. Já fez canções para Luan Santana e Victor e Leo, mas penou até encontrar uma segunda voz ideal. Conheceu João Lucas em uma festa de aniversário de amigos na cidade de Aruanã, Goiás, em 2010. Ambos encerravam parcerias de insucesso com outros cantores. “A gente não vingava”, explica João.
Em janeiro de 2011, com a dupla formada e empresário contratado, eles gravaram o primeiro CD. O disco não estourou como previsto e os rapazes foram atrás de um “hit pegação”. Ouviram na internet a música de Shylton e entraram em contato com o compositor.
João diz não saber o preço pago ao dono de “Eu quero tchu, eu quero tcha”. O acordo garante a exclusividade de cantar a versão, mas os direitos permanecem de Shylton. “Nosso empresário que fez tudo, não sei quanto foi. De qualquer forma, valeu cada centavo.”
Regravaram inicialmente em versão forró, mas não gostaram do resultado. Decidiram misturar o arrocha com uma batida de funk e apostaram. Lançaram novamente o CD, incluindo o hit e mais algumas faixas inéditas. Agora, começam a mensurar os resultados de vendas.
Toque de caixa
João garante que ele e seu parceiro reconhecem a baixa qualidade musical dos hits de verão, mas acredita ser o único caminho para manter-se no mercado. “Ou abraçávamos isso, ou ficávamos pra trás.”
Confortáveis com a fama, eles pretendem abusar do potencial de “Eu quero tchu, eu quero tcha” até o seu esgotamento. Na gaveta, já está pronta uma música muito similar, composta pela dupla juntamente com Shylton. Letra e melodia foram feitas em menos de 24 horas. “A batida é bem parecida, letra fácil e melodia simples também. É a forma que encontramos de manter o sucesso.”
Além do material, eles contrataram uma coreógrafa para que Marcelo, o mais travado da dupla, solte o quadril em cima dos palcos. “Meu parceiro não dança nada. Eu engano um pouquinho, mas ele é primeira voz e precisa se concentrar. Estamos com uma professora de dança, e vamos fazer aula duas vezes por semana. Se a gente dança, a mulherada se empolga e reproduz a coreografia. Isso ajuda muito, pois 90% do nosso público é feminino.”

quinta-feira, 8 de março de 2012

'Letras de pegação não vão durar', diz Sorocaba, que lança disco acústico

Cantor parceiro de Fernando conta que se inspira no Cirque du Soleil.
'O povo chora porque tenho grana para comprar painel de led', diz ao G1.

Braulio Lorentz Do G1, em São Paulo
Em "Acústico na Ópera de Arame", novo disco de Fernando & Sorocaba, projeções mapeadas em 3D enfeitam o ambiente. Em entrevista por telefone ao G1, o parceiro de Fernando conta que a música que faz pode até ser simples ("Sofisticação em excesso é prejudicial para entender uma letra bonita"), mas a produção é mais audaciosa.
Outra traquinagem recente usada nos shows da dupla é uma bolha na qual o cantor anda pelo público, como o grupo de rock alternativo Flaming Lips já fez. "Custou só R$ 5 mil. O povo fica chorando porque tenho grana para comprar painel de led. Sacadinhas valem mais do que dinheiro", ensina Sorocaba, que é um dos maiores arrecadadores de direitos autorais do país, recebendo por suas composições dos sucessos interpretados pela própria dupla e também por outros artistas, como Luan Santana, para quem escreveu, entre outras, "Meteoro", a canção que consolidou a carreira do jovem cantor.
No novo CD-DVD, ele entoa versos sobre bebedeira, embora não consuma álcool. Mesmo assim, garante que suas "letras de pegação" têm prazo de validade. "'Paga pau' é uma música que veio, teve seu momento, mas enjoa", declara sobre o próprio hit. Leia a entrevista completa:
Os cantores Fernando e Sorocaba lançam o disco 'Acústico na Ópera do Arame', gravado em Curitiba (Foto: Divulgação/Fernando Hiro)Fernando e Sorocaba lançam o disco 'Acústico na Ópera do Arame' (Foto: Divulgação/Fernando Hiro)
G1 - Vocês já lançaram CD de estúdio? Por que quase todos os discos sertanejos hoje são ao vivo?
Sorocaba - Já lançamos músicas separadas de estúdio. É uma tendência que veio dos últimos anos. O calor do público ajuda que as músicas se disseminem. O "ao vivo" dá uma impressão nas pessoas: "estou ouvindo todo mundo cantando e eu não conheço essa música, quero cantar também".
G1 - Por que outro acústico?
Sorocaba - Gera uma proximidade com quem escuta. São arranjos simples, diretos. Nosso primeiro acústico deu o que falar, com uma linguagem direta. Sofisticação em excesso às vezes é prejudicial para entender uma letra bonita. Assim não tem frescuras.
G1 - Uma das suas músicas de mais sucesso, 'Meteoro' (de Luan Santana), é cheia de hipérboles. 'Everest' é mais uma que segue essa ideia. Essas imagens exageradas para falar de amor já fazem parte do seu estilo de escrever?
Sorocaba - O grande desafio do compositor é criar algo que tenha diferencial, mas continue sendo popular. Não adianta colocar palavras que as pessoas não entendem, uma viagem muito louca que só você entende."Madri" usa um pedacinho de espanhol. Também canto: "Hemisfério sul do mundo". Quando coloquei, foi complexo. A simplicidade do resto da letra é importante. São expressões diferentes, pouco usadas. Nunca tinha ouvido isso em músicas.
Tenho usado uma 'bolha gigante' de quatro metros de diâmetro, com a qual ando sobre o público. Custou só R$ 5 mil. É uma sacada, que nunca havia sido feita no Brasil. O Flaming Lips também fez, eu sei. Tudo é uma questão de adaptação. O povo fica chorando porque eu tenho grana para comprar painel de led. Sacadas valem mais do que dinheiro."
Sorocaba, cantor
G1 - Você ganha mais como compositor, empresário, produtor ou cantor? O que te dá mais prazer?
Sorocaba - Nada supera estar em cima de um palco. Você sobe e canta para milhares de pessoas. Quando ouço uma música minha é como ver um pedaço de mim. A parte empresarial sempre gostei, isso já meio que nasceu comigo. Mas é o mais "chatinho". Estou sempre em contato com o "business", quero ter sacadas, criar um show interativo. Os meus shows são a base do meu negócio, mas diversificamos.
G1 - Vocês cobram cachê ou ficam com 50% da bilheteria?
Sorocaba - É uma tendência de mercado "fazer portaria". Os artistas sertanejos em geral têm essa história agora. A gente reparte o bolo. É uma ideia que surgiu tem pouco tempo. O artista que arrasta mais gente sempre vai ganhar mais. Em 70% das vezes, fazemos portaria. O percentual de praxe é 50%, mas podemos levar até 70% [do valor dos ingressos].
Luan Santana canta com Fernando e Sorocaba na música 'Everest' (Foto: Divulgação/Fernando Hiro) 
Luan Santana canta com Fernando e Sorocaba na música 'Everest' (Foto: Divulgação/Fernando Hiro)
G1 - Existe algo que não comprou, mas pretende comprar o mais rápido possível?
Sorocaba -
Investimos muito na dupla. Sempre trabalhamos no nosso esquema. Eu tento trazer o melhor para o meu show. Agora trouxemos tecnologia que nunca foi usada aqui. O Brasil é um país carente de bom entretenimento. Eu tenho usado uma "bolha gigante" de quatro metros de diâmetro, com a qual ando sobre o público. Essa ideia foi tirada de uma banda country chamada Sugarland. É uma sacada, que nunca havia sido feita no Brasil. O Flaming Lips também fez, eu sei. Tudo é uma questão de adaptação. A bolha custou só R$ 5 mil. O povo fica chorando porque tenho grana para comprar painel de led. Sacadas valem mais do que dinheiro.
Uma letra como 'Madri' se eterniza. 'Paga pau' é uma música que veio, teve seu momento, mas enjoa. Não vai durar. As pessoas têm que entender que é um conceito, não canto a música pensando em mim. Eu não bebo álcool há mais de um ano, faço um tratamento para enxaqueca."
Sorocaba, cantor
G1 - Você viaja em busca de novidades?
Eu fiz uma viagem em Las Vegas e fiquei uma semana vendo shows, de bandas country, do Circo de Soleil. É impossível não tirar uma sacadinha. O Brasil tem que pesquisar e saber o que está rolando. O ser humano fez o laptop e depois desenvolveu o tablet, que no fundo fazem a mesma coisa. O brasileiro deixa muito a desejar no show de entretenimento.
G1 - Em 'É tenso', você canta: 'É meu defeito, eu bebo mesmo / Beijo mesmo, pego mesmo / E no outro dia nem me lembro'. Até que idade você se imagina cantando letras de pegação como essa?
Sorocaba - As letras de pegação não têm tanta longevidade. Uma letra como "Madri" se eterniza, "Férias em Salvador" também. "Paga pau" é uma música que veio, teve seu momento, mas enjoa. Não vai durar. Não tenho idade para parar de cantar música assim. Se você se sente bem cantando... As pessoas têm que entender que é um conceito, não canto a música pensando em mim. Eu não bebo álcool há mais de um ano, faço um tratamento para enxaqueca. "É tenso" ainda é light. Tem música que apela mais.
G1 - Há uma lista de sertanejos que recorreram a ajuda psicológica para enfrentar problemas como depressão e alcoolismo. Por que acredita que isso é tão comum no meio sertanejo? É algo que preocupa você e o Fernando?Sorocaba - Temos uma sorte tão grande. Temos um time que respalda, que é uma família. Eu e Fernando não acreditamos em estrelato, vivemos uma vida comum. Tento viver uma vida equilibrada. Esse tipo de distúrbio é por trabalhar muito, domir "picado". Temos limite. Fazemos 20 shows por mês com qualidade de vida. Você tem que se alimentar bem. Hoje um avião para um sertanejo não é luxo, é necessidade. Tem que levar uma vida harmoniosa.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Fafá e Chico


Com a participação de Chico

Fafá de Belém resolveu gravar em DVD o show Tanto Mar, só com canções de Chico Buarque e baseado no álbum lançado em 2005. O Ministério da Cultura autorizou uma produtora de São Paulo a captar, via Lei Rouanet, 434 000 reais para financiar a gravação do concerto no Teatro Frei Caneca (SP), com a participação especial do próprio Chico.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Cantora Whitney Houston morre aos 48 anos

Ela vendeu 200 milhões de discos e também atuou no cinema.
Artista foi encontrada morta em hotel de Los Angeles, nos EUA.

Do G1, com Reuters


A cantora Whitney Houston morreu neste sábado (11) aos 48 anos. A causa da morte ainda não foi divulgada, apenas se sabe que ela foi encontrada morta por um integrante de seu staff em uma banheira de uma suíte no quarto andar no Beverly Hilton, hotel de Los Angeles.
A artista estava hospedada no local para se apresentar em uma premiação deste sábado em homenagem a Clive Davis, empresário que a descobriu quando tinha apenas 11 anos de idade.
A morte da cantora acontece no dia anterior à premiação do Grammy deste ano. Logo após o anúncio, artistas homenagearam a cantora nas redes sociais.

A artista chegou a ser ressuscitada pelos paramédicos e foi declarada morta às 21h55 (horário de Brasília), sendo retirada do hotel às 6h de Brasília deste domingo (12).
Ela foi vista publicamente pela última vez na quinta (9), em uma casa noturna de Hollywood ao lado do namorado, o cantor e produtor Ray-J. Nas imagens, ela aparecia com as pernas machucadas. Houston deixa uma filha, Bobbi Kristina, de 18 anos.
Carro com o corpo de Whitney Houston deixa hotel na madrugada deste domingo (12) em Los Angeles (Foto: AP)Carro com o corpo de Whitney Houston deixa hotel na madrugada deste domingo (12) em Los Angeles (Foto: AP)
O tenente da polícia Mark Rosen disse em pronunciamento que "não havia sinais evidentes de intenção criminal" no local da morte.
O hotel continua funcionando normalmente, apesar do ocorrido.

Em uma festa de gala de prévia do Grammy realizada algumas horas após à morte da cantora, o produtor Clive Davis disse à plateia: "Não tenho que esconder minha emoção na frente de uma sala com tantos amigos queridos. Estou pessoalmente devastado pela perda de algúem que foi tão importante para mim por tantos anos."
Trajetória
Houston fez muito sucesso nos anos 1980 e 90 e se tornou uma das artistas de maior vendagem da história. Dentre seus maiores hits estão "How will I know", "It's not right but's ok", "Saving all my love for you", "My love is your love", "I wanna dance with somebody" e "I will always love you", trilha do filme "O guarda-costas", o álbum mais vendido de uma artista feminina na história. Por conta da turnê mundial da trilha deste longa, Whitney se apresentou no Brasil em janeiro de 1994, em um show solo no estádio do Morumbi e outro no festival Hollywood Rock, no Rio.
Fãs cantam em homenagem à artista em frente ao hotel (Foto: Mariana De Lucca/G1)Fãs cantam em homenagem à artista em frente ao
hotel (Foto: Mariana De Lucca/G1)
Ela vendeu 200 milhões de álbuns em sua carreira e chegou 30 vezes ao topo das paradas da Billboard, além de ter ganho seis Grammys e 22 American Music Awards. Ela lançou sete discos de estúdio e tinha um previsto para este ano. Também estava previsto para agosto o filme musical "Sparkle", remake do trabalho de 1976 inspirado na história do grupo feminino The Supremes.
Seu último filme foi a comédia “Um Anjo em minha vida”, de 1996. Ela também estava cotada para ser jurada do programa musical "The X factor",  de Simon Cowell.
A cantora Whitney Houston (Foto: Divulgação) 
A cantora Whitney Houston (Foto: Divulgação)
Nas duas últimas décadas, a artista teve diversas passagens por clínicas de reabilitação para tratar seu vício de álcool e de drogas. Em 2009, ela precisou interromper sua turnê europeia devido a problemas de saúde.
A artista foi número um em vendas nos EUA com seu último álbum, "I look to you" (2009), o primeiro lançado por ela em sete anos, um período no qual sua imagem foi prejudicada por seu uso de substâncias químicas e as constantes polêmicas com seu ex-marido, o cantor Bobby Brown, com quem se casou em 1992 e se separou em 2007.
Há três anos ela deu uma entrevista à apresentadora Oprah Winfrey e afirmou que sua mãe a salvou, obrigando-a a frequentar um programa de tratamento para viciados.
Em 2006, a cantora também admitiu enfrentar problemas financeiros. Por conta de uma dívida de US$ 1 milhão, na época ela colocou em leilão sua casa, avaliada em US$ 6 milhões.
Carreira premiada
Whitney Elizabeth Houston nasceu em Newark, em 9 de agosto de 1963. Além de se destacar como cantora de r&b e soul, ela também atuou no cinema e fez carreira como modelo. Mas foi na música que a artista ganhou fama e bateu recordes - ela venceu 415 prêmios ao longo da vida.
Houston era prima de Dionne Warwick e tinha Aretha Franklin como madrinha. Aos 11 anos, quando começou a atuar ao lado de sua mãe Cissy em casas noturnas na cidade de Nova York, ela foi descoberta por Clive Davis, empresário da Arista Records.
A cantora Whitney Houston em diversas fases da carreira (Foto: AP) 
A cantora Whitney Houston em diversas fases da carreira (Foto: AP)
Seu álbum de estreia, "Whitney", foi lançado em 1985 e se tornou o álbum de estreia mais vendido por uma artista feminina, com 25 milhões de cópias ao redor do mundo graças aos sucessos "Saving all my love for you" e "How will I know".
Nos cinemas, seu primeiro papel  foi no filme "O Guarda-costas" (1992), em que dividia cena com Kevin Costner e cantava na trilha sonora. É do longa a música "I will always love you", seu maior sucesso e cover de Dolly Parton.
Com seu estilo inspirado no canto gospel, a cantora inspirou uma geração de cantoras, de Mariah Carey a Christina Aguilera. Porém, no auge do sucesso, ela se tornou notícia por suas polêmicas fora do palco, o que incluia comportamentos estranhos em público. Por diversas vezes ela confessou ser viciada em cocaína, maconha e medicamentos controlados. Segundo a cantora, com o passar dos anos isso a fez perder seu timbre de voz, que não alcançava mais as altas notas de outrora.
Whitney Houston, ao centro, posa com seu ex-marido Bobby Brown e sua filha Bobby em Ahanheim, em 2004 (Foto: Reuters)Whitney Houston, ao centro, posa com seu ex-marido Bobby Brown e sua filha Bobbi em Ahanheim, em 2004 (Foto: Reuters)
O jornal "The New York Times" descreveu Whitney Houston como "uma das melhores vozes gospel de sua geração". Segundo a publicação, "ela evitava os maneirismos típicos do gênero e usava frases evangélicas com moderação. Em vez de projetar vulnerabilidade e compaixão, comunicava força e auto-confiança, criando baladas pop majestosas".

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Morre o cantor Wando

Segundo médico particular, ele teve uma parada cardiorrespiratória.
Cantor estava internado desde 27 de janeiro.

Do G1 MG

 O cantor Wando morreu aos 66 anos na manhã desta quarta-feira (8) no Biocor Instituto, em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, onde estava internado desde o dia 27 de janeiro. A informação é do médico particular dele, João Carlos de Souza Dionísio. Segundo o médico, ele teve uma parada cardiorrespiratória às 8h desta quarta-feira (8).
Dionísio informou que foram feitas manobras de ressuscitação, mas o paciente não resistiu. Segundo boletim médico divulgado na terça-feira (7), ele apresentava quadro estável e melhora progressiva, mas a recuperação ainda era considerada de alto risco.
No domingo (5), o cantor enviou um bilhete para os fãs.  "Eu estou na oficina de Deus arrumando a turbina. Me aguardem!”. Ele lutava contra o entupimento das três artérias coronárias. O cantor chegou a ser submetido a duas cirurgias e havia tido um infarto agudo dentro do hospital.

Wando foi hospitalizado com quadro de angina de peito, e exames apontaram que as artérias do coração estavam entupidas por placas de gordura. Ele estava com 110 quilos no momento da internação, 30 a mais do que o recomendado, segundo o cardiologista particular.
Cantor românticoComo letrista, Wando ficou célebre por composições de teor romântico e erótico. Sua marca registrada era a calcinha. Em depoimento disponível em seu site oficial, o próprio cantor conta como tudo teria começado, explicando que a peça foi uma espécie de fonte de inspiração para seu álbum “Tenda dos prazeres” (1990). “Uma calcinha de cabeça pra baixo, ela vira uma tenda, não é? Aí, coloquei uma calcinha na capa do disco, e essa coisa fez tanto sucesso, que até hoje eu não consigo tirar do show. Eu distribuo calcinhas e recebo, tenho uma coleção muito grande, de todas as formas, jeito, cores e tamanhos.”
No mesmo depoimento, Wando aborda outras estratégias que adotou ao longo da carreira: “Teve uma época [em] que eu mordia a maçã no palco, e continuo mordendo ainda, porque conta a história de como é que começou o pecado, não é?”. As alusões ao sexo prosseguiram, com distribuição de convites de motel – sempre durante apresentações ao vivo. “Teve uma época no Canecão [casa de shows do Rio de Janeiro, atualmente inativa] que a gente botou uma banheira no palco, eu botava uma mulher nua no palco. Eu sempre gostei desses negócios.”

Vanderley Alves dos Reis nasceu em 2 de outubro de 1945 – “num arraial chamado Bom Jardim [em Minas Gerais]”. Lá, ficava a fazenda que teria pertencido aos seus avós. Seu registro, no entanto, foi feito na cidade de Cajuri, no mesmo estado. Ele conta que, ainda criança, mudou-se para Juiz de Fora (MG), onde concluiu o antigo primário. Mais tarde, ele foi para Volta Redonda (RJ), “onde eu entreguei leite nas casas, vendi jornal, virei feirante, dirigi caminhão na estrada”. Na mesma época, passou a se interessar por música, tendo inicialmente se dedicado ao estudo do “violão clássico”.
“E aí eu descobri que não era legal o violão clássico para o que eu queria: eu queria tocar pras moças, né?”, afirma. “O violão clássico é bacana, mas elas [as mulheres], acho que ficavam um pouquinho entediadas. Descobri que eu tinha que fazer umas canções de amor. Comecei a sentir que era legal, que a música socialmente com a parte feminina dava muito certo, me apaixonei por aquele negócio.”
Após deixar a profissão de feirante, Wando mudou-se para Congonhas (MG). Lá, começou a “viver de música”, como integrante de um conjunto chamado “Escaravelhos” – “escaravelho pra quem não sabe, é um besouro, a mesma coisa que Beatles”. Cinco anos mais tarde, decidiu tentar a sorte no “eixo Rio de Janeiro – São Paulo”. Frustrada a passagem pelo Rio, chegou a São Paulo, onde teve gravado seu primeiro sucesso, na voz de Jair Rodrigues. A composição, “O importante é ser fevereiro”, teria sido “uma música muito tocada no carnaval de 1974”, lembrou-se Wando.
A canção integra o disco de estreia de Wando, “Gloria a Deus e samba na Terra” (1973). De acordo com ele, aquele trabalho seguia a linha “do formato do Caetano Veloso, do Chico Buarque de Holanda, Gilberto Gil”. A guinada em direção ao repertório romântico foi simbolizada pela música “Moça”, do disco seguinte, “Wando” (1975). A justificativa: “Cantando na noite em São Paulo, eu descobri que a parte feminina adorava quando eu tocava música romântica.”

Ao longo da década seguinte, Wando consolidaria a reputação, como ele mesmo lista, de “obsceno, o cara da maçã, o cara da calcinha”. É desse período, quando o cantor já vivia no Rio de Janeiro, sua música mais conhecida, “Fogo e paixão”, do disco “O mundo romântico de Wando” (1988), o 14º da carreira, segundo a contagem do site oficial. Ele foi precedido por trabalhos como “Gosto de maçã” (1978), “Gazela” (1979), “Fantasia noturna” (1982), “Vulgar e comum é não morrer de amor” (1985) e “Ui – Wando paixão” (1986). Na sequência, viriam, dentre outros, “Obsceno” (1988), “Depois da cama” (1992) e “O ponto G da história” (1996).
Entre álbuns de estúdio e registros ao vivo, o site de Wando contabiliza 28 trabalhos, ao todo. O cantor acreditava ter vendido dez milhões de discos – “até na época que a gente contava”. “Depois [houve] a história da pirataria, que acabou me fazendo muito mais popular. Eu acho que a pirataria é ruim para um lado, para o lado compositor, mas para o lado intérprete, o cara que faz show, eu acho que ela favoreceu muito.”
Se for ver, você tem que chamar o Chico Buarque de brega, a Maria Bethânia, o Caetano Veloso, o Gilberto Gil. Eles gravaram as músicas que a gente grava."
Wando, em entrevista em 2007
Em entrevista à Agência Estado, em 2007, Wando comentou sua imagem de “sedutor”: “Na verdade, eu sou como um ator. Até porque eu estaria morto hoje se fosse mesmo assim. Isso é um personagem, naturalmente. É normal que as pessoas pensem que eu sou desse jeito, mas não deixo que as pessoas alimentem muito essa imagem”. Sobre a fama de brega, ele respondeu que incomodou e seguia incomodando.
“Quando as pessoas falam de brega, sempre se referem a uma coisa ruim. Então eu brigo por isso. Agora, eles até quiseram colocar o brega como uma coisa bacana, mas eu acho que é uma forma de pedir desculpa, e isso é mau. Se for ver, você tem que chamar o Chico Buarque de brega, a Maria Bethânia, o Caetano Veloso, o Gilberto Gil. Eles gravaram as músicas que a gente grava. Eles gravam melhor? Não. Isso foi uma coisa cruel que eles fizeram.”
Na entrevista, Wando também comentava a música “Emoções”, gravada em 1978, que ele dizia versar sobre a relação entre dois homens: “Fiz isso porque acho que o relacionamento masculino é uma coisa válida. Não por ter aderido, mas porque eu tenho amigos que vivem esse tipo de coisa”.
Recentemente, o nome de Wando vinha sendo lembrado graças ao documentário “Vou rifar meu coração”, de Ana Rieper, que vem frequentando o circuito dos principais festivais de cinema do país desde alguns meses atrás. Há pouco tempo, teve boa recepção na Mostra de Cinema de Tiradentes, encerrada no último dia 28. O filme trata justamente da música tida como “brega” e traz depoimentos de cantores como Amado Batista, Nelson Ned, Agnaldo Timóteo, Peninha, além de Wando e de ouvintes que contam suas histórias com obras do “gênero”.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Produção de Michel Teló quer pagar R$ 350 mil para cancelar show



De acordo com a coluna de Ancelmo Gois, do jornal O Globo, antes de sua canção "Ai, se eu te pego" conquistar o mundo, Michel Teló teria fechado um contrato de uns R$ 50 mil para cantar na Abaeté Folia, em Minas, no próximo dia 18.

Acontece que agora, a produção do cantor sertanejo estaria querendo cancelar o contrato e já teria oferecido R$ 350 mil pela rescisão. Mas o show está confirmado, segundo o jornal.
Da Agência O Globo

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Sertanejos recorrem a ajuda psicológica para manter duplas

'É fundamental a terapia na vida do artista', diz Edson, parceiro de Hudson.
Depressão está entre os problemas enfrentados pelos artistas.

Braulio Lorentz Do G1, em São Paulo

Paula Fernandes, Marrone, Victor Chaves, Luciano, Edson e Hudson são algumas das estrelas sertanejas que tiveram que dar uma pausa na carreira para ter acompanhamento psicológico. Luciano, após uma briga com o irmão Zezé, afirmou ter recorrido a tranquilizantes. É hora de o sertanejo sentar no divã e tentar entender o que está acontecendo com seus protagonistas? "Sim, acredito muito que está na hora de revermos valores e entendermos onde está o erro", responde Edson, que acaba de reatar a parceria com o irmão Hudson.
Há duas semanas, apresentaram-se pela primeira vez juntos desde 2009. Eles se afastaram por problemas de relacionamento, agravados por alcoolismo e depressão. Pouco antes de brigarem, os dois irmãos chegavam a fazer 58 shows em 60 dias.
Para a psicóloga Marina Vasconcellos, especialista em terapia familiar e de casal pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), ter cantores falando abertamente sobre a depressão ajuda a tirar o preconceito sobre a terapia. "A carreira atrapalha a vida pessoal. Você fica em função de shows, das viagens. Tem gente que não aguenta não só fisicamente, mas emocionalmente", diz Marina. "É difícil lidar com a falta de privacidade e de rotina. Chega uma hora em que cansa e quer ser anônimo. Mas é um caminho sem volta. Lidar com fama não é fácil. O dinheiro pode atrapalhar a vida."
As duplas Edson & Hudson e Bruno & Marrone: separações por conta de problemas pessoais (Foto: Divulgação)As duplas sertanejas Edson & Hudson e Bruno & Marrone: separações por conta de problemas pessoais (Foto: Divulgação)
"Foi criada uma imagem de que o sertanejo é caipira, de que só faz coisa boa. Não é assim. Todos cometem erros e têm problemas. Chegou uma geração mais ousada, que é mais ativa. Mais coisas acontecem mesmo"
Rick, ex-parceiro de Renner
"Não pode haver o exagero, porque senão o desgaste vem mesmo. Hoje priorizamos também nossa saúde mental", conta Edson. "Poderíamos não ter nos cobrado tanto, poderíamos ter nos preparado melhor, inclusive com terapia. Hoje temos acompanhamento psicológico. Nunca demos importância para isso, mas vejo o quanto é fundamental a terapia na vida do artista. Percebemos a depressão quando nos sentimos totalmente perdidos e sozinhos, ainda que com mil pessoas nos rodeando, mas graças a Deus estamos curados", comemora Edson, que também diz ter parado de beber.
"Por estarem cada vez mais em evidência, [os problemas] acabam aparecendo mais. Isso mostra como isso pode acontecer com qualquer pessoa", diz Margareth dos Reis, terapeuta sexual e de casais do Instituto H. Ellis e doutora em ciências pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).
Segundo ela, a depressão se carateriza por sentimentos prolongados de desânimo e altera a disposição. A causa é desconhecida, mas o que se sabe é que o estado depressivo é causado por um desequilíbro bioquímico. Ela se manifesta em momentos de irritabilidade, alteração no sono, falta de interesse nas atividades e dores no corpo. Além de Edson, Paula Fernandes já declarou publicamente ter sofrido deste mal. Victor Chaves também ficou um ano em tratamento pelo mesmo motivo. "Pode afetar a pessoa durante 24 horas por dia", explica Margareth. "A fama pode levar a uma exposição que interfere na rotina. Dependendo de como a pessoa reage com situações novas e estressantes, há potencial para gerar a depressão."

Crises após duas décadas e meia
Juntos há 25 anos, Bruno e Marrone anunciaram uma separação temporária em setembro. Em maio, Marrone sofreu acidente de helicóptero. Bruno continua a fazer shows. Marrone segue com tratamento psicológico para se livrar do trauma do acidente.
A "sociedade" entre Rick & Renner, como gosta de dizer Rick, também durou 25 anos. Em dezembro de 2010, eles anunciaram o fim da dupla. Em 2001, Renner bateu sua BMW em uma moto e duas pessoas morreram. "Éramos dois profissionais diferentes um do outro. Ficava difícil explicar para as pessoas por que ele chegava atrasado. Perguntam 'por que ele não está aqui?' e se responde, parece que está detonando o amigo", recorda Rick.
Para o cantor, em carreira solo, "a mídia inventou que todo sertanejo era bom moço". "Foi criada uma imagem de que o sertanejo é caipira, de que só faz coisa boa. Não é assim. Todos cometem erros e têm problemas. Chegou uma geração mais ousada, que é mais ativa. Mais coisas acontecem mesmo", relativiza o cantor, ao ser perguntado sobre manchetes que ligam cantores do gênero a problemas como alcoolismo e depressão. "Paula Fernandes e Gusttavo Lima têm que aproveitar o 'boom' para se firmar. Você fica deslumbrado, tudo é lindo", recorda, antes de acrescentar que fez 25 shows por mês no auge com Renner.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Paula Fernandes vende mais do que Ivete, Luan e Exaltasamba juntos

Em infográfico, G1 compara vendagem da cantora com a de outros artistas.
Para Nelson Motta, segredo da sertaneja é misturar 'ingenuidade e malícia'.

Braulio Lorentz Do G1, em São Paulo

Parece exagero, mas pode colocar na ponta do lápis para comprovar. Para bater a marca de "Paula Fernandes ao vivo", é preciso somar as vendas dos discos mais recentes de Exaltasamba, Ivete Sangalo, Caetano Veloso & Maria Gadú, Padre Reginaldo Manzotti e Luan Santana. Em 2011, foram comercializadas 1,25 milhão de cópias do disco da cantora de 27 anos, nascida em Sete Lagoas (MG).
O CD-DVD de Paula foi gravado em outubro do ano passado em um estúdio paulistano e aposta não só em músicas próprias, mas também em covers de Ivete Sangalo (“Quando a chuva passar”), Roberto Carlos (“Costumes”) e Shania Twain (“Man I feel like a woman”).
Na comparação com CDs de artistas que sempre aparecem nas listas de mais vendidos feita pelo G1 (veja infográfico acima), Paula mostra com números como foi da fama de "namoradinha de Roberto Carlos" a sucesso de vendas em menos de um ano.

O jornalista Nelson Motta é outro que entra na fila para falar bem de Paulinha, como Roberto a chamou durante o show do fim do ano passado na Praia de Copacabana, no qual ela fez uma participação. Afinal, o que é que a mineira tem? "Uma graça especial, uma combinação de ingenuidade e malícia que encantam, além de cantar muito bem e ampliar seu repertório para além do sertanejo", arrisca.
Estática Paula Fernandes (Foto: Arte G1)
Ao definir o som da moça, Nelson diz que as músicas são "pop como Ivete Sangalo, que é muito mais do que axé".  Como a maioria dos brasileiros, foi no show de Roberto Carlos em dezembro que ele notou os dotes da cantora. "Foi a primeira vez que a vi. Depois assisti ao DVD e gostei muito. Foi uma 'descoberta' do rei, que é do ramo."
Para o especialista em cantoras Rodrigo Faour, Paula tem timbre “agradável” que não faz lembrar o de suas concorrentes. “Além disso, é uma mulher muito bonita”, elogia o produtor e jornalista, responsável por projetos recentes sobre Leci Brandão, Alcione, Gretchen, Inezita Barroso, Maria Bethânia, Elza Soares e Claudette Soares.

Mas nem tudo é fascínio ao comentar a performance da mineirinha, que usa o rótulo "pop rural" para definir suas canções. “Ela tem uma impostação americanizada e canta músicas parecidas, sempre folk americano. Merecia arriscar em um repertório melhor e em outros gêneros para provar se poderá vir a ser uma grande intérprete”, arrisca Faour.

Em vez de citar alguma precursora do sertanejo, como Roberta Miranda, o produtor menciona uma voz da MPB. “As letras são açucaradas, mais do mesmo. São como as da fase mais popular de Joanna, em que só cantava baladas. É o mesmo de tantas cantoras românticas dos últimos 30 anos", resume Faour, que sente falta de letras mais trabalhadas sendo entoadas por Paula. "Falta um pouco de ideologia por trás do trabalho, algo que caiu em desuso. Ela tem potencial, mas poderia ousar mais", opina.
Enquanto diagnosticam a trajetória da cantora, que já cantou em rodeios e levou músicas a trilhas de novela como "Araguaia" ("Tocando em frente", com Leonardo) e "Paraíso" ("Jeito do mato"), Paula explica seu sucesso de outra forma. Ao saber que havia vendido mais de 1 milhão de discos, ela escreveu no Twitter: "O FOGO a ÁGUA, a TERRA, o AR e as PESSOAS, instrumentos de DEUS, me deram um presente hoje! FÃS de todo o BRASIL, somos 1 MILHÃO DE CÓPIAS!"

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

EDITORA TORIBA LANÇA COLLECTOR´S BOOK EM HOMENAGEM AO CANTOR ROBERTO CARLOS


A Editora Toriba, de Pedro Sirotsky, Ricardo Bornhausen, Roger Faria e Carlos Ribeiro, vai retratar os grandes momentos da história deste ícone da música brasileira através de imagens inéditas. Suas páginas trazem documentos nunca antes publicados e fotografias obtidas a partir da mais ampla pesquisa realizada sobre o maior cantor de todos os tempos.

Rei é o segundo Collector´s publicado pela Editora Toriba e é o maior livro já produzido para um artista brasileiro. Trazendo muito mais do que a vida do cantor, o Rei consumiu 36 meses de trabalho de fotógrafos, pesquisadores, jornalistas, artistas gráficos e impressores. O resultado é a mais primorosa obra editorial já publicada no país. Todo esse cuidado, que incluiu o acabamento individual de cada livro, teve o propósito de trazer a essência deste compositor brasileiro tão aclamado e adorado por plateias de todo o mundo.

Esta primorosa obra de arte é numerada e certificada, terá o formato 37cm x 49cm, Rei contará com 500 páginas e 25 quilos de pura história deste ícone da música brasileira. Suas páginas possuem algumas imagens inéditas, documentos nunca antes publicados e fotografias obtidas a partir da mais ampla pesquisa realizada sobre Roberto Carlos. Apenas 3000 fãs terão acesso a essa obra de arte, que jamais será reimpressa e que chegará ao mercado em dezembro de 2011 com preço a partir de R$ 6.500,00.
“O Collector´s Book Rei foi produzido na gráfica italiana Legatoria LEM, localizada nos arredores de Milão e considerada a melhor do mundo em acabamento de livros. A LEM já imprimiu o SUMO, do Helmuth Newton; GOAT, do Muhammad Ali; e todos os big books da Editora Taschen, além das epístolas papais do Vaticano”, declara Pedro Sirotsky, sócio da Toriba.

“Os gráficos italianos são especialistas em grandes formatos e detém alta tecnologia de impressão para obras como os Collector´s Books, prezando pela perfeição da costura e alta qualidade nos detalhes. Cada exemplar foi finalizado artesanalmente e por ser um trabalho singular ‐ sem reimpressão ‐ são tratados como investimento, pois se valorizam com o tempo” comenta Ricardo Bornhausen, também sócio da Editora Toriba.

Em breve serão lançados os Collector´s Books: Nação (sobre o centenário corinthiano), The Yellow Book (Seleção Brasileira), Emerson Fittipaldi e Ronaldo Fenômeno.

Sobre a Editora Toriba:
A Editora Toriba trouxe ao mercado brasileiro um novo conceito de livro – os Collector´s Books. No exterior, essa nova categoria de obras editoriais experimenta um sucesso sem precedentes e já homenageou figuras públicas como Muhammad Ali, Helmut Newton e marcas e instituições como a Fórmula 1, Ferrari, Manchester United, entre outros. Os Collector’s Books têm edições numeradas, finalizadas à mão, certificadas e assinadas pelo homenageado. São produtos diferenciados, dirigidos a um público seleto e de bom gosto, reconhecidos internacionalmente como obras de arte.

“O nome Toriba tem origem indígena e significa Felicidade. E esse é o objetivo da nossa Editora ao produzir de forma tão sofisticada e única cada exemplar, que é embalado cuidadosamente em uma caixa feita sob medida. Teremos edições especiais para grandes colecionadores, geralmente incluindo assinaturas extras, impressões digitais e outras exclusividades”, sinaliza Sirotsky.

“O mercado de luxo está ávido por esse tipo de produto, e como está sempre se reinventando, vemos um grande nicho de mercado. Os Collector´s Books são uma tendência mundial. E internacionalmente já são adquiridos como investimento. É uma operação cirúrgica e sem precedentes” finaliza Bornhausen.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Jerusalém se prepara para show de Roberto Carlos

Cantor se apresenta na cidade israelense na quinta-feira (7).
Show vai virar 'especial' e será exibido pela TV Globo no sábado (10).

Henrique Porto Do G1, em Jerusalém
A cidade israelense de Jerualém já entrou no clima da apresentação especial que o cantor Roberto Carlos fará no santuário, no próximo dia 7. Galhardetes com a foto do Rei e escritos em hebraico foram espalhados pela Terra Santa para promover o show, que acontece no anfiteatro Sultan's Pool, colado à muralha da Cidade Velha, como parte do Projeto Emoções em Jerusalém.
Galhardetes em hebraico, com a foto de Roberto Carlos, enfeitam as ruas de Jerusalém, cidade israelense que vai abrigar o show do cantor brasileiro no próximo dia 7 (Foto: Henrique Porto)Galhardetes em hebraico, com a foto de Roberto Carlos, enfeitam as ruas de Jerusalém, cidade israelense que vai abrigar o show do cantor brasileiro no próximo dia 7 (Foto: Henrique Porto)
Segundo organizadores, cerca de 1,5 mil pessoas do Brasil compraram pacotes para assistir ao vivo à apresentação. A viagem dá direito a passagem aérea, hospedagem e um passeio turístico por algumas das mais populares atrações religiosas de Israel, além de brindes relacionados ao cantor.
A apresentação única será exibida como um especial pela TV Globo no próximo dia 10, e vai mostrar ainda visitas do Rei em alguns lugares tradicionais do país, como o Muro das Lamentações, localizado na própria Jerusalém.
"O show também será gravado em formato 3D para ser exibido em alguns cinemas, em sessões fechadas para convidados, e em datas ainda não previstas", adiantou Lea Penteado, que integra a equipe de produção do projeto.
O repertório do show não foi divulgado, mas deve contar com sucessos de sua carreira, como "Emoções", "Detalhes" e "Jesus Cristo", além de uma canção que Roberto interpretará em hebraico.
O cantor Roberto Carlos chegou nesta quarta-feira (31) a Jerusalém, onde irá se apresentar na próxima quarta-feira (7) dentro do projeto “Emoções em Jerusalém”. Depois de cantar em um cruzeiro em alto mar, Roberto Carlos irá agora interpretar seus maiores (Foto: TV Globo/Divulgação)O cantor Roberto Carlos durante o desembarque a Tel Aviv nesta quarta-feira (31). O cantor seguiu de carro para jerusalém, onde fará única apresentação na próxima quinta-feira (7) (Foto: TV Globo/Divulgação)
O cantor desembarcou na cidade israelense de Tel Aviv no início da tarde desta quarta-feira (31), horário local, depois de quase 14 horas de viagem (o voo saiu de São Paulo). Roberto, que viajou de primeira classe, foi um dos primeiros a desembarcar e, sorridente, acenou para os poucos passageiros que tiveram a chance de vê-lo saindo do avião. Depois seguiu de carro para Jerusalém, que fica a cerca de 70 quilômetros de Tel Aviv.
Nesta quinta (1º), está previsto um encontro do cantor com com o Prêmio Nobel da Paz e presidente de Israel, Shimon Peres, que será seguido por uma coletiva de imprensa.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Veja as fotos que ilustram 'DNA', o novo CD de Wanessa

Cantora posou com roupas ousadas para seu novo álbum.
Do EGO, no Rio

Wanessa posou com roupas ousadas para o seu oitavo álbum, "DNA". O novo trabalho da cantora, com produção de Mister Jam, apresenta músicas mais dançantes e promete contagiar o público. O CD já conta com alguns sucessos como "Worth It", "Stuck on Repeat" e "Falling for U".

.Veja o vídeo de "Worth It", um dos sucessos de "DNA"


Alê de Souza/Divulgação

Nova capa do disco DNA da cantora Wanessa - 09/08/2011


a/EGO/Iwi Onodera

Wanessa no ensaio para o novo CD - 09/09/2011


a/EGO/Iwi Onodera

Wanessa em ensaio para o novo CD - 09/09/2011

sábado, 6 de agosto de 2011

CONTAGEM REGRESSIVA PARA JERUSALÉM



No dia 7 de setembro acontece uma das mais elaboradas produções de shows nos 52 anos de música de Roberto Carlos. 
Aos pés das muralhas da cidade antiga, no anfiteatro Sultan´s Pool, às 20hs aos primeiros acordes de uma nova trilha, começa o espetáculo que dia 10 de setembro será exibido pela Rede Globo para o Brasil e 115 países através da Globo Internacional. 

Ao longo de 6 mil anos história, Jerusalém  foi murada, destruída duas vezes, sitiada 23 vezes, atacada 52 vezes, e capturada e recapturada 44 vezes. Nessa cidade considerada patrimônio mundial da humanidade, Roberto Carlos cantará para uma platéia de 5.500 pessoas, em português, inglês, italiano, espanhol e hebraico. Canções de toda sua trajetória...

No anfiteatro que só é montado de junho a setembro, será construído o maior palco que Israel já viu, com 40m de frente e 26m de profundidade. Um palco concebido para mostrar as belezas do local, sem cobertura, cujo cenário será uma réplica da Terra Santa criado por May Martins, cenógrafa da Rede Globo. 
Mais de 150 profissionais brasileiros, entre equipes DC Set-Roberto Carlos e da Rede Globo, estarão se unindo a mais de 300 profissionais das áreas técnica, artísticas e de serviços de Israel. Jayme Monjardim dirige o especial da Rede Globo que terá a inclusão de diversas cenas de externa.

Ainda viajam aproximadamente 1.500 brasileiros que compraram o pacote do Projeto Emoções em Jerusalém que inclui viagem, passeios pelos pontos históricos e ingresso para o show .  

O Projeto Emoções em Jerusalém tem concepção de Dody Sirena, produção DC Set Promoções, é apresentado pela Nestlé com patrocínio da Credicard e parceria com a El Al-Israel Airlines.
 

terça-feira, 2 de agosto de 2011


Ministério Trazendo a Arca em Natal


No próximo sábado, 06, o grupo Trazendo a Arca faz show em Natal, no Clube Cosern, a partir das 20h.

O Trazendo a Arca gravou seu primeiro cd em 2003 e até hoje já vendeu mais de quatro milhões de discos. O grupo tem 12 cds gravados e é considerado um dos grandes ícones da música gospel brasileira.

As músicas do grupo são feitas de belas harmonias e com um estilo musical único, já atravessou as fronteiras do Brasil e conquistou corações do mundo inteiro, com melodias originais e letras que permeiam a alma e levam a análises profundas do ser.

O show é uma realização da Fonte Produções e os ingressos estão à venda na Livraria GilGal (Shopping Via Direta) e Dental Medical (próx. ao Nordestão da Salgado Filho).

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Garota Safada mostra os bastidores dos festejos do maior São João do Brasil



O site do Domingão do Faustão foi até o interior de Pernambuco e da Paraíba em um só dia para conferir a maior festa de São João do Brasil e do mundo. De carona com a banda Garota Safada,  a repórter Tamara Fuchs mostrou como é a rotina de uma banda de forró durante os festejos nas cidades de Caruaru e Campina Grande.
E fique ligado, neste domingo Fabiana Karla mostra mais detalhes sobre o evento, no Domingão do Faustão!

sábado, 2 de julho de 2011

 TV Xuxa Especial 25 Anos de TV Globo


Xuxa está completando 25 anos de carreira na TV Globo. Para falar dela, ninguém melhor do que a amiga e cantora Ivete Sangalo, presente nos mais diversos momentos de sua vida.
Ivete destaca a importância de Xuxa como fundamental quando deu à luz ao seu primeiro filho, Marcelo. A cantora é só elogios à Rainha em vários aspectos!
Mas uma visita recente de Xuxa à um instituto que cuida de crianças com autismo emocionou profundamente a baiana. Esses baixinhos, que levam a vida com dificuldades para se comunicar e socializar, reconheceram Xuxa de primeira. ”Eu fiquei imaginando a alegria de uma mãe, ao saber que através de alguém, que o seu filho toma pé da realidade”.