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sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Ministério Público do RN denuncia 15 por desvio de R$ 19 milhões no Idema

Documentos foram entregues na 6ª Vara Criminal de Natal nesta sexta (11).
Operação Candeeiro foi deflagrada no dia 2 de setembro.

Do G1 RN
 
Clebson Bezerril é suspeito de ter participado do esquema criminoso investigado pela operação Candeeiro (Foto: Emanuel Amaral/Tribuna do Norte) 
Ex-diretor financeiro, Clebson Bezerril foi um dos
presos na operação Candeeiro
(Foto: Emanuel Amaral/Tribuna do Norte)
 
 
O Ministério Público do Rio Grande do Norte ofereceu nesta sexta-feira (11) uma denúncia contra 15 investigados na operação Candeeiro, deflagrada em 2 de setembro para investigar um esquema criminoso que supostamente desviou R$ 19 milhões do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema) entre 2013 e 2014. O MP não revelou os nomes das pessoas denunciadas.

Os documentos foram levados até a 6ª Vara Criminal de Natal, a mesma que determinou os mandados de prisão e busca e apreensão cumpridos durante a operação. Os 15 investigados foram denunciados pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.


Os destinos dos recursos foram identificados pelo Ministério Público do estado nos oito meses de investigações que culminaram na operação Candeeiro, deflagrada na quarta-feira em Natal, Parnamirim, Santana do Matos e Mossoró. De acordo com o promotor Paulo Batista de Lopes Neto, o esquema criminoso se utilizou de "ofícios fantasmas" para desviar R$ 19.321.726,13 do órgão entre 2013 e 2014. Os documentos eram emitidos pelo Idema ao Banco do Brasil solicitando transferências de recursos do órgão para pelo menos sete empresas. Nenhuma delas possuía vínculo com o instituto.

Empresas
Entre as sete empresas beneficiárias do esquema criminoso, o promotor Paulo Batista citou uma locadora de veículos de Santana do Matos. "O local não existia e ao checarmos no Detran (Departamento Estadual de Trânsito) não encontramos nenhum carro comprado pela empresa", relata. Todas as empresas tinham seus nomes diretamente vinculados a funcionários e ex-funcionários do Idema, além de terceiros que possuem relação com as pessoas lotadas no órgão.

Outra empresa era a construtora responsável pela construção de uma academia e reforma de uma equipadora de veículos localizadas na Zona Sul de Natal e pertencentes a investigados que trabalharam no setor de contabilidade. No entanto, segundo o promotor Paulo Batista, o único pagamento recebido pela construtora foi de R$ 1.200. "Sabemos que serviços daquele vulto custaram mais. Podemos afirmar que o dinheiro desviado do Idema serviu para levantar academia de alto padrão e reformar a equipadora", diz.

Para o promotor, mais empresas podem estar envolvidas no esquema criminoso. Além dos R$ 19 milhões entre 2013 e 2014, Paulo Batista acredita que mais dinheiro pode ter sido desviado antes e depois do período investigado. "Um dos investigados estava no órgão em 2012. Quanto ao período de 2015, vamos analisar novos documentos", afirma.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Promotor de Justiça preso suspeito de corrupção no RN é aposentado


José Fontes de Andrade foi aposentado compulsoriamente pelo MP.

Advogado Felipe Cortez, que defende promotor, vai recorrer no CNMP.
Do G1 RN

promotor de Justiça José Fontes de Andrade (Foto: Reprodução/MP)
Promotor de Justiça José Fontes de Andrade
(Foto: Reprodução/MP)

O promotor de Justiça José Fontes de Andrade, preso preventivamente em outubro do ano passado suspeito de praticar corrupção passiva, foi aposentado compulsoriamente pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte. A resolução pela aposentadoria foi publicada na edição desta quinta-feira (18) do Diário Oficial do Estado. O advogado que defende o promotor, Felipe Cortez, anunciou que vai recorrer.

"O meu cliente é inocente. Vou recorrer junto ao Conselho Nacional do Ministério Público", limitou-se a dizer Cortez.

Pela resolução, assinada pelo procurador geral de Justiça, Rinaldo Reis, José Fontes de Andrade foi aposentado com proventos proporcionais ao tempo de contribuição correspondentes a 19/35 do subsídio relativo ao cargo de promotor de Justiça.

Fontes foi preso no dia 24 de outubro do ano passado em Parnamirim, cidade da Grande Natal. Segundo nota emitida pelo Ministério Público, o promotor era suspeito de praticar corrupção passiva.

De acordo com a nota do MP, foram obtidas gravações em áudio e vídeo que indicariam que o promotor de Justiça solicitou, no gabinete dele, "a quantia de R$ 12 mil a um empresário para arquivar um suposto procedimento que estava a seu cargo".

José Fontes de Andrade atuava na defesa do meio ambiente, urbanismo, bens de interesse histórico, artístico, cultural, turístico e paisagístico. Ainda segundo a nota, o promotor solicitou a vantagem indevida ao proprietário de uma obra de engenharia em construção em Parnamirim sob a alegação de irregularidades.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

MP questiona tarifas para uso dos banheiros da rodoviária de Natal

 

Uma prática que tem incomodado há tempos os usuários do terminal rodoviário de Natal se tornou objeto de questionamento do Ministério Público Estadual.

O promotor Alexandre da Cunha Lima, da 59ª Promotoria de Justiça, em Natal, instaurou inquérito civil para apurar a cobrança de taxa para utilização dos banheiro do terminal rodoviário.

O MP vai se deparar com a constatação de que o fato procede. Há muito a tarifa é cobrada, salvo engano de R$ 1,00. Outros preços são praticados para quem quiser tomar banho.

A justificativa do terminal é que a tarifa é necessária para custear a manutenção dos equipamentos.
Mas para o Ministério Público, os fatos afrontam o princípio universal da dignidade humana.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Calmaria no Ministério Público



Avanço na PEC
Procuradores do Ministério Público que há alguns dias estavam apreensivos sobre a votação da PEC 37 no Congresso estão dormindo o sono dos anjos desde as últimas manifestações.
A avaliação na PGR é que, o Congresso e os delegados de polícia, que antes tinham a PEC como um instrumento de pressão contra o MP, viram o jogo se inverter. E que, quanto mais Henrique Eduardo Alves demorar para colocar a PEC em votação – com um encaminhamento para sua rejeição – pior será para a imagem dos políticos.

terça-feira, 9 de abril de 2013

MP cumpre mandado de busca e apreensão na residência de vereador Júnior Grafith

Tribuna do Norte
O Ministério Público do Rio Grande do Norte cumpriu mandado de busca e apreensão na residência do vereador de Natal e empresário Júnior Grafith, proprietário da Banda Grafith. Não há a confirmação sobre o motivo para o mandado, mas a banda do empresário participa anualmente da festa de Carnaval em Macau, que é um dos festejos investigados pelo Ministério Público.
Residência de Júnior Grafith foi alvo de mandado do MP


Durante o início da manhã, viaturas da Polícia Militar chegaram à sede da Procuradoria Geral de Justiça do Rio Grande do Norte com computadores e documentos apreendidos nos 53 pontos onde houve a determinação para a busca. Além desses mandados, também foram expedidos 14 de prisão temporária contra suspeitos de envolvimento nas fraudes.
Até o momento, nenhum membro do MP falou sobre o teor do material apreendido. A reportagem da TRIBUNA DO NORTE tentou o contato com o vereador Júnior Grafith, mas não obteve êxito.

Prefeituras de Macau e Guamaré, RN, desviaram mais de R$ 3 mi, diz MP

Operação Máscara Negra foi deflagrada na manhã desta terça-feira (9).


Gastos com festas equivalem a 90% dos royalties pagos em 5 anos, diz MP.



Do G1 RN


Operação Máscara Negra também cumpriu mandados de busca e apreensão em Macau (Foto: Carlos Adams/G1)Operação Máscara Negra também cumpriu mandados de busca e apreensão em Macau
(Foto: Carlos Adams/G1)
 
As Prefeituras de Macau e Guamaré, ambas na região da Costa Branca do Rio Grande do Norte, foram responsáveis por desvios de mais de R$ 3 milhões em contratações fraudulentas de shows musicais, estrutura de palco, som, trios elétricos e decoração para eventos realizados entre os anos de 2008 a 2012, segundo nota enviada pelo Ministério Público na manhã desta terça-feira (9), logo após deflagrar a operação Máscara Negra. A ação cumpre 53 mandados de busca e apreensões e 14 mandados de prisões temporárias expedidos pela comarca de Macau.
 

Ainda de acordo com o MP, o magistrado autorizou a suspensão do exercício da função pública de oito servidores, além da suspensão parcial do exercício da atividade econômica de quatro empresários e suas respectivas empresas.

Na nota, o MP revela que, “só no ano passado, a Prefeitura de Guamaré gastou mais de R$ 6 milhões em festividades, enquanto que a de Macau chegou à cifra de R$ 7 milhões entre 2008 e 2012. Esses gastos com contratações de bandas e serviços para festas compreendem mais de 90% do recebido em royalties no período e mais de 70% do recebido em FPM (Fundo de Participação dos Municípios)”.
 
“Os elementos colhidos pela Justiça dão conta de que eram desviados recursos das prefeituras por meio de contratações com superfaturamento de preços e mediante uso de intermediários não exclusivos e de laranjas. Estima-se que aproximadamente R$ 3 milhões foram desviados por ordem dos então prefeitos e demais agentes públicos a empresários do ramo artístico, a pretexto de fomento da economia local”, acrescenta a nota.

“As provas apontam que empresários do ramo artístico atuavam na região, alternando-se na fraude aos procedimentos licitatórios e fornecendo suas empresas e bandas aos superfaturamentos”, complementa.

Em Guamaré, o MP aponta que o suposto grupo criminoso era liderado por familiares do ex-prefeito, que controlava os principais cargos políticos do Poder Executivo municipal. Já em Macau, o esquema tinha como líderes o então chefe do executivo e o presidente da Fundação Municipal de Cultura. Na nota, o Ministério Público não divulgou os nomes dos envolvidos.

A Operação Máscara Negra, que contou com o apoio de 200 policiais militares e foi coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), faz parte da 'Operação Nacional Contra a Corrupção', deflagrada na manhã desta terça em 12 outros Estados pelo Ministério Público brasileiro, por meio do Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), em parceria com a Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícias Civis e Militares, Controladoria-Geral da União, Tribunal de Contas de Rondônia, Receita Federal, Receitas Estaduais.

Máscara Negra

O Ministério Público do Rio Grande do Norte deflagrou na manhã desta terça-feira (9) uma operação para combater supostas fraudes em licitações para contratações de bandas para eventos festivos no RN e ainda em São Paulo, Ceará, Pernambuco, Bahia e Paraíba. Os mandados de busca e apreensão e de prisão são assinados pela juíza da comarca de Macau, cidade a 180 quilômetros de Natal, Cristiane Maria de Vasconcelos Batista. A Polícia Militar dá apoio aos promotores no cumprimento dos mandados. A operação foi batizada de Máscara Negra.
 
O procurador geral de Justiça, Manoel Onofre Neto, diz que a operação é realizada simultanemante em várias cidades brasileiras. No RN, os mandados da Máscara Negra estão sendo cumpridos em Natal, Macau, Guamaré, Parelhas e Caraúbas.
 
A operação também foi confirmada pelo comandante geral da PM no estado, coronel Francisco Canindé de Araújo Silva. "Nossas equipes estão na rua apenas para ajudar os promotores de Justiça no cumprimento dos mandados", falou o comandante.

Policiais militares também apreenderam documentos em Natal (Foto: Jorge Talmon/G1)Policiais militares também apreenderam documentos em Natal (Foto: Jorge Talmon/G1)

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Procuradora de Justiça Maria de Lourdes vence Anísio Marinho e é eleita Corregedora do MPE


A 15ª Procuradora de Justiça, Maria de Lourdes Medeiros de Azevedo, venceu na manhã desta segunda-feira, dia 08/04/2013, a eleição para a Corregedoria-Geral do Ministério Público.

Em votação realizada em sessão extraordinária e especial do Colégio de Procuradores de Justiça, no plenário da sede da PGJ, em Natal, a Procuradora de Justiça venceu por 14 votos a sete, tendo sido também computado um voto em branco, o 1° Procurador de Justiça, Anísio Marinho Neto.

A posse da nova Corregedora-Geral do MP está marcada para o próximo dia 18/04, às 14h, em sessão solene do Colégio de Procuradores. A Procuradora de Justiça Maria de Lourdes irá suceder no cargo a atual Corregedora-Geral do MP Maria Sônia Gurgel da Silva.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Líder de bancada critica MP, mas admite mudar a PEC 37

 

 
Embora não detalhe que tipo de ajuste irá propor para alterar a Proposta de Emenda Constitucional 37, que impede o Ministério Público de investigar, o líder do PT na Câmara dos Deputados, deputado federal José Guimarães, afirmou que a bancada só irá liberar a votação após algumas mudanças. O deputado petista aponta que a postura do Ministério Público Federal, ao “manter tenso o diálogo com o Congresso”, dificulta a “construção de um entendimento”.
Júnior SantosDeputado José Guimarães, ao centro, participa da reunião do Conselho Nacional de ProcuradoresDeputado José Guimarães, ao centro, participa da reunião do Conselho Nacional de Procuradores

Durante palestra na reunião ordinária do Conselho Nacional dos Procuradores Gerais de Justiça, evento que ocorreu ontem em Natal, o líder do PT na Câmara afirmou que o Ministério Público Federal não quer “conversar com o PT, o que interdita o diálogo” para analisar a PEC 37. José Guimarães confirmou que há uma pressão no Congresso Nacional para a proposta ser votada, no entanto, garantiu que o compromisso do PT e do presidente da Câmara, o deputado federal Henrique Eduardo Alves, é votar apenas após a “modulação” do projeto.

O deputado definiu como “hiato” a falta de conversa entre o Ministério Público e o Congresso. “Falta diálogo, é uma visão (dos promotores) de que tudo que é da política é má e outra (visão dos políticos) de que tudo que vem da justiça não presta”, disse o deputado, afirmando ainda que o Ministério Público Federal se nega a conversar com o PT.

“Quando há conversa entre as duas instituições é o presidente da Câmara com o presidente do Senado. O procurador geral não recebe parlamentar”, observou, defendendo a “desinterdição”. Ele chegou a comparar a relação do Congresso com o Ministério Público Federal como “dois galos de briga”. “A PEC 37 é um dos aspectos da falta de diálogo. É uma dificuldade qualquer pauta do judiciário. Há um confronto permanente entre o Ministério Público Federal e os parlamentares”, ressaltou. O deputado federal do PT defendeu a manutenção do poder de investigação do Ministério Público e ressaltou que é preciso acabar com o cenário de inimizade entre políticos e promotores.

Constituição

O deputado federal José Guimarães começou a palestra com os procuradores destacando o papel da Constituição Federal de 1988 que consolidou o Ministério Público como fiscal da lei. O parlamentar ressaltou que “o PT trabalhou em parceria com o Ministério Público para que a instituição se tornasse importante”. “Não há democracia sem instituição forte. O Brasil não tem volta e se consolida a cada dia com instituições democráticas”, analisou.

José Guimarães afirmou que os cidadãos devem muito ao Ministério Público pela construção do Brasil. “Em todas as causas o Ministério Público foi essencial, sem o MP não sei se o PT teria chegado ao Governo em 2002, o Brasil hoje caminha para se consolidar como uma grande nação”, destacou.

Indiretamente trazendo o tom político para o discurso, José Guimarães destacou os avanços brasileiros, mas reconheceu que há desafios a serem vencidos.

O deputado federal José Guimarães criticou os “excessos” do Ministério Público e o fato de alguns promotores concederem entrevistas antes mesmo de entrarem com as ações judiciais.

O líder do PT chegou a afirmar que mais importante do que a PEC 37, que regula o poder de fiscalização do Ministério Público, é a discussão sobre o “papel da mídia e sobre o direito de resposta”.

Procuradores querem representação

O presidente do Conselho Nacional dos Procuradores Gerais, Oswaldo Trigueiro do Valle Filho, analisou que a falta de diálogo entre o Ministério Público e o Congresso Nacional ocorre pela ausência de representantes da instituição na Câmara Federal. Ele lembrou que foi a Constituição Federal que proibiu membro do MP de disputarem cargos eletivos. “Se tivéssemos representantes no Congresso, certamente, não passaríamos pelo que estamos passando (com a PEC 37, que limita os poderes do Ministério Público)”, disse.

O procurador-geral de Justiça do Rio Grande do Norte, Manoel Onofre Neto, disse que já teve o compromisso do presidente da Câmara, deputado federal Henrique Eduardo Alves, de apoio ao MP, que tenta rejeitar a PEC 37. “Não podemos interditar os avanços que a Constituição de 88 ofereceu ao Brasil”, destacou.

Ele confirmou que o Ministério Público fará um grande ato no Congresso Nacional. “Esse evento vai marcar a abertura do diálogo. Será um ato simbólico muito importante”, disse Onofre Neto.

O procurador-geral do Amazonas, Francisco das Chagas Santiago Cruz, afirmou que o MP reconhece excessos de alguns promotores e disse que a instituição se esforça para modular. “O poder de investigação do Ministério Público não é tarefa, é missão, somos responsáveis pela defesa do estado democrático de direito”, completou.

Divergências entre legalidade e impunidade

A proposta de emenda à Constituição (PEC 37/11) que garante exclusividade das investigações criminais às polícias Federal e Civil geram polêmicas entre instituições que atuam nas apurações de delitos e no Congresso Nacional. A PEC pretende limitar os poderes investigativos na esfera criminal às polícias civil e federal, inviabilizando a atuação de outros órgãos, como o Ministério Público.

De um lado, integrantes do Ministério Público lançaram uma campanha contra o que chamam de PEC da impunidade. Na outra ponta, representantes de policiais defendem a medida e chamam a proposta de PEC da Legalidade.

Para o deputado Vieira da Cunha (PDT-RS), licenciado do Ministério Público, a aprovação da PEC vai gerar consequências negativas porque vai afastar o MP da tarefa da investigação criminal. O deputado sustenta que um bom trabalho de investigação criminal é fundamental para enfrentar a impunidade e a violência, uma vez que o trabalho se resume no recolhimento das provas necessárias para embasar a ação penal a ser ajuizada contra quem cometeu crimes.

Na opinião do parlamentar, para acabar com a impunidade no País, é fundamental que seja muito bem feita essa fase da investigação. “Em vez de afastar uma instituição, como o MP, dessa tarefa, tenho defendido desde o início da tramitação dessa PEC, que precisamos fazer com que o MP e a polícia trabalhem e investiguem de parceria , harmoniosamente, integradamente e não um afastando o outro de uma tarefa que visa ao objetivo comum das instituições, que é exatamente punir exemplarmente quem se desviou e praticou delitos.”

Já o deputado João Campos (PSDB-GO), delegado licenciado, observa que a PEC resguarda a competência constitucional do Ministério Público. Ele lembra que o MP continuará com poder para requisitar diligências e instaurar inquérito policial, acompanhar investigação e realizar o controle externo da atividade policial. De acordo com o deputado, hoje o Ministério Público vai além do previsto na Constituição e a PEC vem resolver essa questão.