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quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Mais de 300 Municípios ainda não enviaram os dados relativos aos gastos com Educação em 2013


Dos 5.568 Municípios brasileiros, 92% já transmitiram os dados relativos aos gastos com Educação em 2013, porém 395 Municípios ainda não o fizeram, segundo dados do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) alerta que do total de Municípios transmitidos - 5.173 -, 11 não aplicaram o que obriga a Constituição Federal no artigo 212, em que Estados, Distrito Federal e os Municípios devem aplicar no mínimo 25% em Educação. Esses que ficaram abaixo desse percentual foram inseridos no Serviço Auxiliar de Informações para Transferências Voluntárias (Cauc).

Para os demais Municípios que não enviaram os dados existe também a implicação ao ente federado de ser incluso na condição de inadimplente no Cauc. A CNM reforça que o sistema continua aberto e é atualizado diariamente.

O Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Educação (Siope) é um sistema eletrônico gerenciado pelo FNDE que reúne informações sobre a aplicação da receita constitucionalmente vinculada à educação dos Estados, Distrito Federal e Municípios.
*Agência CNM

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Dilma repassa R$ 3 bilhões aos Municípios

por annaruth

A presidente da República, Dilma Rousseff, anunciou um apoio financeiro emergencial, durante participação na XVI Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios.

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) fez os cálculos, e antecipa os valores de cada ente municipal deve receber, de acordo com o anúncio de Dilma. Segundo a entidade, os R$ 3 bilhões representam o que geralmente é repassado às prefeituras em julho, por meio do Fundo de Participação (FPM).

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quinta-feira, 9 de maio de 2013

Prefeitos do RN promoverão mobilização para cobrarem ações de combate aos efeitos da seca


A Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte promoverá, na próxima segunda-feira, uma grande mobilização com os prefeitos potiguares. Na Assembleia Legislativa, a partir das 14h, os gestores municipais cobrarão providências dos Governos Federal e Estadual na atuação do combate aos efeitos da seca.

Evento semelhante estará ocorrendo, neste mesmo dia, em todos os Estados brasileiros. No Rio Grande do Norte 147 municípios estão com estado de emergência decretado.

A governadora Rosalba Ciarlini e toda bancada federal foi convidada para participar do evento.

quarta-feira, 13 de março de 2013

No RN, 12 municípios não seguem a lei que prioriza micro e pequenas empresas

No Rio Grande do Norte 12 municípios ainda não regulamentou lei que prioriza as micro e pequenas empresas, conforme define a Lei Complementar 123 promulgada pelo Congresso Nacional em 2006. As cidades de Alexandria, Rafael Fernandes, Riacho de Santana, Coronel João Pessoa, Encanto, Doutor Severiano, Jardim de Piranhas, Sítio Novo, Passagem, Várzea, Jundiá e Lajes Pintadas estão pendentes de regularização da lei.

Desde que a legislação foi sancionada, 3,8 mil municípios já aprovaram a norma, mas apenas 850 a implementaram. O tema da importância da legislação para micro e pequenas empresas será abordado hoje em um encontro promovido pelo Tribunal de Contas do Estado e SEBRAE, que estão convocando os gestores dos 167 municípios potiguares.

A ação acontece simultaneamente em todo o País, resultado de um esforço para fazer com que a Lei Geral se torne uma realidade em todas as cidades brasileiras. Desde que a legislação foi sancionada, 3,8 mil municípios já aprovaram a norma, mas apenas 850 a implementaram. Essa mobilização nacional servirá para explicar e orientar os gestores municipais a pôr em prática os dispositivos contidos na legislação. A iniciativa dos encontros faz parte de acordo assinado, no ano passado, entre o Sebrae, a Associação dos Membros de Tribunais de Contas do Brasil (Atricon) e o Instituto Rui Barbosa.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Mais de 80% das prefeituras têm pendências no Cauc

Destaque da Tribuna do Norte:

Mais de 80% dos municípios brasileiros, um total de 4.458, não podem celebrar qualquer tipo de convênio com a União, aponta pesquisa da Confederação Nacional de Municípios (CNM). No Rio Grande do Norte, há 138 prefeituras com esse tipo de problema, o que equivale a 82,6% dos municípios.

Há 30 dias, quando o governo federal promoveu o Encontro Nacional com Prefeitos e Prefeitas, em Brasília, a CNM divulgou estudo semelhante. Nesta primeira análise, 3.589 Municípios estavam irregulares no Cadastro Único de Convênios (Cauc), portanto, em um mês houve aumento de 24,2%.

Com este resultado, a quase totalidade de gestores municipais não pode captar os recursos oferecidos pela presidente da República, Dilma Rousseff, para convênios e programas. Pois, com a não regularidade no Cauc da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), não há viabilidade para isso.

A pesquisa feita pela entidade considera quatro requisitos fiscais, que constam no Serviço Auxiliar de Informações para Transferências Voluntárias do Cauc. São eles: obrigações de adimplência financeira, adimplemento na prestação de contas de convênios, obrigações de transparência e adimplemento de obrigações constitucionais ou legais.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Municípios encrencados



Cyro MIranda: cálculo de perda para FPM e FPE

Os parlamentares não aguentam mais receber prefeitos com pires na mão. A romaria à Brasília é um fenômeno comum nos últimos meses de cada ano, mas ganhou força neste 2012. A razão é óbvia: perda de receitas dos municípios.

De acordo com o senador tucano Cyro Miranda, os caixas das prefeituras estão mais vazios em consequência da redução dos valores repassados pela União ao Fundo de Participação dos Estado (FPE) e ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Ambos são abastecidos por percentuais dos impostos federais.

Aí está a origem do problema, segundo Cyro Miranda: nos últimos dezesseis anos, há cada vez menos impostos e cada vez mais contribuições, outro canal de arrecadação federal, mas que não é compartilhado com municípios e estados. Ou seja, nem uma pequena parte do montante acumulado pelo governo federal a título contribuição vai para o FPE ou FPM, segundo o tucano.

Os cálculos feitos pelo gabinete de Cyro mostram: em 1996, 42,8% eram contribuições e 57,5%, impostos. No ano passado, impostos representavam 38% e contribuições 62%.

- E esses dados são anteriores às perdas provocadas por redução do ISS e, agora, a redistribuição dos royalties, que vai beneficiar algumas cidades e prejudicar outras tantas.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Paulo de Tarso recebe o vice-governador Robinson Faria em sua casa de Santana do Matos


Anfitrião em Santana do Matos, onde a Assembleia Legislativa se instalou desde ontem com o projeto Assembleia Cidadã, o jurista Paulo de Tarso Fernandes, ex-chefe da Casa Civil do governo, recebeu ontem, também para prestigiar o evento, o vice-governador Robinson Faria.

Que, ao contrário da governadora Rosalba Ciarlini, foi recebido em sua casa.

“O vice, esse sim, passou o dia na minha casa. Esse é uma pessoa a quem eu não tenho outras palavras: sou solidário, continuarei solidário”, disse Paulo de Tarso.

Robinson foi a Santana do Matos acompanhado do deputado José Dias. Justificou que visitava o projeto que ele criou, em 2006, como presidente da Assembleia Legislativa.


Vereador Airton, Robinson, Paulo de Tarso e José Dias

terça-feira, 20 de março de 2012

Municípios não conseguem excelência na gestão fiscal

Margareth Grilo - Repórter

Os municípios do Rio Grande do Norte estão longe de ter uma boa gestão de suas finanças. De acordo com o Índice Firjan de Gestão Fiscal, 91,6% das 156 cidades potiguares avaliadas [143, em número absoluto] foram classificadas como tendo Gestão de Dificuldade ou Crítica, no que diz respeito à eficiência orçamentária. Um total de 8,3% dos municípios (13 cidades) têm uma gestão fiscal considerada "boa" e nenhum tem excelência em sua gestão fiscal.

O IFGF foi criado pelo Sistema Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro). Em sua primeira edição e com periodicidade anual, o estudo traz dados referentes ao ano de 2010 e informações comparativas com os anos de 2006 até 2009. O IFGF mostra apenas dois municípios do RN entre os 500 mais bem avaliados do país (Viçosa e Almino Afonso) e mostra 34 entre os 500 piores resultados do país. Foram avaliados um total de 5.266 municípios brasileiros, onde vivem 96% da população.

A cidade de Natal está entre as três piores gestões fiscais, situada em 24º lugar entre as capitais brasileiras, ficando à frente apenas de duas capitais, Macapá e Cuiabá. Natal foi avaliada como tendo uma gestão difícil, ou seja, conceito C, e está na 64ª posição no ranking estadual e na 3.719º entre todos os municípios brasileiros.

Na evolução de 2006 a 2010, a capital desceu de um IFGF de 0,7275 pontos para 0,4519. Isso representou uma queda drástica. Em 2006, Natal ocupava o 371º no ranking nacional e o 6º lugar entre os municípios do RN. Nesse ano, a cidade tinha um conceito C, na capacidade de investimento, único quesito avaliado como 'difícil'. Nos outros itens estava bem [conceito A, em Liquidez e Custo da Dívida; e Conceito B em Receita própria e Gastos com pessoal.

Quatro anos depois, em 2010, a cidade tem conceito D, ou seja, nível crítico nos quesitos, Investimentos e Liquidez; um conceito C (difícil) em Gasto com Pessoal; um conceito B, em Receita própria e um conceito A, em Custo da Dívida. No caso de Investimentos e Liquidez, o IFGF apontado foi de 0,2535 e 0,1896, respectivamente.

Ou seja, Natal está mal avaliada por não ter liquidez e uma capacidade de investimento quase nula, embora a receita própria seja boa. A situação se traduz em ruas e avenidas esburacadas e deficiência nos serviços de saúde e educação. No caso do quesito que avalia quanto o município gasta com pagamento de funcionários, a situação ficou mais crítica nos anos de 2009 e 2010.

O conceito caiu de uma classificação 'B', nota 0,6641, em 2008, para um conceito 'C', com nota 0,4282, em 2010. Ou seja, o município está desembolsando mais para pagar a folha de pessoal e esse gasto, segundo os dados avaliados pela Firjan, estão acima dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal, fixado em até 60% da receita, embora ainda não esteja em nível crítico (Conceito 'D').

Os dez municípios que ocupam o topo do ranking estadual têm menos de 10 mil habitantes e uma baixa arrecadação própria. No entanto, despontam entre os dez de melhor gestão fiscal por causa de alguns pontos fortes, como a boa administração de restos a pagar e o elevado patamar de investimentos. Destacam-se: Viçosa (0,7586); Almino Afonso (0,7226); Olho d'Água do Borges (0,662) e São Fernando (0,6590).

A situação fiscal é tão difícil que o melhor posicionado do RN, Viçosa, ocupa a 233º lugar no ranking nacional. A Firjan informou que 11 municípios potiguares não enviaram dados a STN e, por isso, não foram avaliados. São eles: Augusto Severo, Barcelona, Carnaubais, Felipe Guerra, Galinhos, Guamaré, Jardim de Angicos, Paraú, Pilões, Tibau e Severiano Melo.

Femurn diverge do diagnóstico apresentado

Para o presidente da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte - Femurn, Benes Leocádio os dados não podem ser analisados isoladamente, e sim no contexto fiscal do país. Nos últimos anos, segundo Benes, "as sucessivas perdas para os municípios na distribuição do bolo tributário" reduziram de forma acentuada as transferências relativas ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Em 1998, quando a Constituição Federal entrou em vigor, os municípios recebiam o equivalente a 22,5% do bolo tributário federal. Em 2011, esse percentual caiu para menos de 15%. Da receita tributária de 2001, da ordem de R$ 1 trilhão, o governo federal direcionou R$ 73 bilhões para rateio entre os 5.564 municípios brasileiros.

"O problema", disse o presidente da Femurn, "é que depois de 88 foram criados várias contribuições que não são partilhadas entre os três entes da Federação". Segundo ele, outro grande complicador é a baixa capacidade dos municípios de gerar receita própria, de tributar. Em contrapartida, analisou o presidente da Femurn, "aumentaram em muito as responsabilidades dos municípios e, consequentemente, as despesas com Saúde, Educação e Segurança Pública".

"O aumento do FPM não acompanha esse crescimento, um exemplo é o aumento de 22% do Piso Nacional dos Professores, quando o FPM aumentou 27% em 2011", analisou Benes. Em muitos municípios, segundo ele, esse piso chegou a elevar as despesas em até 100%. A valorização do salário mínimo também aumentou as despesas, nos últimos anos, em até 60%.

"Isso tudo", arrematou, "contribui para exaurir a capacidade de liquidez e de investimento dos municípios". Após a divulgação do IFGF/Firjan a Confederação Nacional de Municípios (CNM) rebateu o diagnóstico com os dados do Índice de Responsabilidade Fiscal, Social e de Gestão dos Municípios Brasileiros (IRFS), que divulga desde 2005. Pelo IRFS, os municípios estão bem avaliados, principalmente nos itens gasto de pessoal (a maioria mantém o patamar de 48% da Receita Corrente Líquida (RCL) nos gastos com a folha de pessoal); e investimentos municipais, que vêm aumentando ano a ano, segundo a CNM, e em 2010, chegaram a 12% em média.

Prefeituras têm nota zero na avaliação sobre liquidez

Um problema comum aos dez municípios potiguares que estão entre os de piores desempenhos é a falta de Liquidez, uma vez que todos receberam notas zero nesse indicador. Isso significa que essas cidades terminaram 2010 com mais restos a pagar do que recursos em caixa, segundo explicação da Firjan. De forma geral, segundo o estudo as prefeituras mal avaliadas padecem com problemas como baixo nível de investimentos, pequena arrecadação própria e dívidas roladas de um ano para o outro.

Mais um dado que chama atenção é o inchaço da máquina pública. No país, o subíndice que mede a contratação de pessoal piorou 15,2% entre 2006 e 2010. Ou seja, as cidades passaram a gatar mais com o pagamento de funcionários. No caso do RN, uma década após a promulgação da Lei de Responsabilidade Fiscal, 103 municípios (66% dos 156 avaliados) gastaram com pessoal mais do que o limite prudencial fixado na LRF.

Entre os dez municípios potiguares com piores resultados, sete superaram o teto estabelecido pela LRF para a folha de salários (60% da receita), e, por isso, mesmo também receberam nota zero no quesito IFGF Gastos com Pessoal.

Pesquisa

O estudo da Firjan é elaborado exclusivamente com dados oficiais, declarados pelos próprios municípios à Secretaria do Tesouro Nacional (STN). Para compor o IFGF Consolidado, a Firjan considera cinco quesitos, entre os quais a capacidade de arrecadação de cada município; o gasto com pessoal, medindo o grau de rigidez do orçamento; a liquidez; a capacidade de investimentos e o custo da Dívida. O IFGF varia entre 0 e 1, quanto maior, melhor é a gestão fiscal. A classificação das cidades vai de A (Gestão de Excelência) a D (Gestão Crítica).


RN tem maior gasto proporcional com folha


O Rio Grande do Norte lidera o ranking dos Estados brasileiros com o maior gasto proporcional com folha de pessoal. Pesquisa feita pelo jornal Folha de São Paulo mostrou que o Governo potiguar compromete 48,15% das receitas correntes líquidas com o funcionalismo.

O segundo lugar no ranking é Tocantins, que compromete 47,05%. Em terceiro está Sergipe com
46,9% e a Paraíba com 46,74%. Esses quatro Estados brasileiros são os que estão acima do limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal. Pela legislação, os Estados que comprometem acima de 49% das suas receitas com pessoal fica acima dos limites da LRF. 46,45% é o limite prudencial dos gastos. Esse limite funciona como um "alerta para os Estados".

Pelo ranking da Folha de São Paulo o Estado com o menor comprometimento é Roraima, onde 33,82% são ocupados com pessoal. Na análise dos últimos seis anos, observando o desempenho de 2006 até 2012, o Rio Grande do Norte é o único Estado que se mantém em todo esse período acima do limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal.

O secretário chefe da Casa Civil, José Anselmo Carvalho, analisou que a situação do Estado é "preocupante" e o gasto com pessoal hoje "compromete efetivamente medidas importantes que o Estado tem a fazer". Para o auxiliar do Governo, o problema do gasto é que ainda há o crescimento vegetativo da folha. "Há duas medidas há ser feita: reduzir afolha de pessoal, o que é praticamente impossível, porque toda vantagemé posta em lei, ou aumentar a arrecadação", destacou.

Segundo o secretário José Anselmo, a alternativa do Governo é focar na eficiência da máquina para aumentar a arrecadação. Ele observou que o ranking divulgado pelo jornal Folha de São Paulo poderá ajudar a convencer as categorias de funcionalismo da delicada situação que vive as finanças do Estado nesse momento. O secretário José Anselmo observou que a convocação de mil professores concursados, o que ocorreu no último sábado, trará reflexo no aumento da folha de pessoal.

Embora a  realização do concurso tenha sido uma determinação judicial para substituir os professores contratados temporariamente ou estagiários, o secretário José Anselmo observou que a tendência é dessa substituição docontratado pelo concursado onere a folha de pessoal.

O secretário chefe da Casa Civil, José Anselmo Carvalho, admitiu que o alto percentual de comprometimento da receita com a folha de pessoal é entrave para retomada das gratificações dos servidores. Ele disse que não há prazo para o Governo voltar a pagar esses benefícios. "Não é uma ideia abandonada (o pagamento das gratificações), mas é alto que não se pode precisar data a curto prazo para a gente implementar, já queríamos ter encontrado uma solução política e econômica para isso", destacou o secretário.