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terça-feira, 30 de abril de 2013

Orçamento participativo começará a ser discutido hoje


A Secretaria de Planejamento, Fazenda e Tecnologia da Informação (Sempla) realiza nesta terça-feira (30), no auditório do IFRN da Cidade Alta, o Seminário de Participação Popular na elaboração do Plano Plurianual de Natal para o Quadriênio 2014-2017. O encontro visa discutir as prioridades do Plano Plurianual, no intuito da construção futura, da Lei de Diretrizes Orçamentárias e da Lei Orçamentária Anual, em conjunto como a participação da população no ciclo orçamentário municipal.

O Plano Plurianual (PPA) tem como objetivo principal a orientação das políticas públicas e planejamento dos gastos orçamentários para os próximos quatro anos da gestão do Municipio de Natal.

O PPA está sendo elaborado pela Sempla, em conjunto com todas as secretarias da Prefeitura do Natal e representantes da Sociedade Civil, priorizando cinco eixos temáticos referentes, ao Desenvolvimento Humano e Cidadania, Desenvolvimento Socioespacial, Desenvolvimento Econômico e Sustentável, Gestão Democrática da Cidade e Desenvolvimento Regional.

sábado, 14 de abril de 2012

Remanejamentos somam R$ 325 milhões em 3 meses


Nos primeiros três meses deste ano, o Governo do Rio Grande do Norte já executou remanejamentos no Orçamento Geral do Estado que somam R$ 325 milhões. Os números foram levantamentos pela assessoria técnica do gabinete do deputado estadual Fernando Mineiro, a partir dos atos do governo, publicados no Diário Oficial.
Aldair DantasDeputados estaduais apreciam o orçamento e reclamam da redistribuição das verbas
Deputados estaduais apreciam o orçamento e reclamam da redistribuição das verbas

Para o parlamentar, o alto volume de verba suplementar atesta que a proposta orçamentária do Governo foi equivocada. "O orçamento abriu em fevereiro, então veja que em pouco mais de um um mês o Governo superou o remanejamento do mesmo período do ano passado", analisou o deputado. A proposta orçamentária é enviada pelo Governo à Assembleia Legislativa no ano anterior ao que é executado. No caso do orçamento de 2012, o Executivo enviou o projeto em meados de 2011 e a aprovação pelos deputados estaduais foi no encerramento da legislatura, em dezembro.

O deputado petista observou que se os governistas ano passado afirmavam que o orçamento foi feito fora da realidade, o plano deste ano também se mostra dessa forma. "Ano passado disseram (o Governo) que lançavam mão da suplementação porque o orçamento (feito pela gestão Iberê) era fora da realidade. E agora o orçamento feito por ele mesmo (o Governo) diz o que?", questionou, em tom de crítica, o deputado petista.

Ele chamou atenção que os 15% previstos no orçamento para suplementação não inclui o superávit e o excesso de arrecadação. "Na prática isso (a somatória do superávit, excesso de arrecadação e limite de suplementação) dará quase 50%", disse Fernando Mineiro.

Para o deputado oposicionista o que a Assembleia fez foi "dar um cheque em branco" ao Governo para operar o orçamento sem necessidade de passar pela Assembleia. "Essa suplementação já feita pelo Governo revela que houve falta de planejamento do Governo no orçamento", destacou o petista.

Superávit

Em levantamento feito pelo deputado Fernando Mineiro foi apontado que o Governo Rosalba Ciarlini nos primeiros três meses do ano atingiu um excesso de arrecadação no valor de R$ 33, 703,523.39.

"Os dados atuais mostram que o Governo está guardando dinheiro, uma vez que o superávit é composto pelos recursos que 'sobraram' do ano anterior. Ou seja, não só havia receita suficiente, como ela foi propositalmente contida", afirma Mineiro.

Obery afirma que o Governo cumpre a lei do orçamento

O secretário estadual do Planejamento e das Finanças, Francisco Obery Rodrigues Júnior, disse que o governo do Rio Grande do Norte "está cumprindo a lei" ao remanejar recursos orçamentários: "O governo tem autorização aprovada na Assembléia Legislativa, o que nos dá essa condição de remanejar recursos".

Obery Rodrigues Júnior disse que o remanejamento de recursos financeiros "é natural" em qualquer governo". Em relação ao que foi feito até agora, o secretário informou que isso se deu, "em sua maior parte", para cobrir a folha salarial de pagamento, "em razão do aumento da despesa com pessoal".

Segundo o secretário, o Orçamento Geral do Estado de 2012 (OGE), que foi aprovado no fim de 2011 e chegou para votação na Assembleia em setembro desse mesmo ano, previa uma despesa de pessoal com base no resultado obtido no primeiro semestre do ano passado.

Obery Rodrigues disse que os recursos remanejados tiveram outras destinações, mas a maior parte cobriu os reajustes de 22% e de 34% que a governadora Rosalba Ciarlini determinou que fosse cumprido - "ao contrário de outros estados" -, para o magistério público estadual.

Com relação a avaliação que está sendo feita pelo deputado Fernando Mineiro (PT), o secretário de Finanças afirmou que o parlamentar "está equivocado e tem dificuldades em lidar com finanças públicas".

Mas, ele disse que está tudo feito com transparência, pois todos os atos são publicados no "Diário Oficial do Estado" e convida o deputado para ir à Seplan conhecer o que está sendo realizado em questão orçamentária pelo governo do Estado.

Ele ainda disse que todos os órgão públicos precisam, realmente, elaborar um orçamento dentro que vai realizar: "Mas, isso não acontece de uma hora para outra".

segunda-feira, 19 de março de 2012

Deputado do PT afirma que Governo Rosalba já fez mais de R$ 160 milhões em remanejamento

O deputado estadual Fernando Mineiro (PT), líder da oposição na Assembleia Legislativa, divulgou que o Governo Rosalba Ciarlini, no três primeiros meses de 2012, já fez mais de R$ 160 milhões em remanejamento.

Segundo o parlamentar, desse total R$ 92.558.036,80 são de recursos do superávit financeiro de 2011. “Ano passado, o Governo dizia que remanejava porque a gestão anterior havia errado no planejamento do OGE. E agora, qual a desculpa?”, questionou Mineiro.

Segundo ele, os números da suplementação são todos amparados no superávit do ano passado. “Mais de R$90 milhões estão suplementados devido a superávit financeiro do exercício anterior. Todo mundo sabe que eu tenho insistido que o Governo está fazendo caixa. A arrecadação aumentou e as coisas não funcionam. Como exemplo tem o desmonte do Idiarn e da agricultura familiar”, completa.

O deputado aponta para o fato de que o excesso de arrecadação em 2012 já chegou a R$ 1 milhão e que as arrecadações de janeiro e fevereiro foram superadas. Para Mineiro, a receita está sendo propositadamente subestimada.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Assembleia deve intermediar acordo sobre orçamento

O impasse em torno dos orçamentos do Tribunal de Justiça (TJ/RN) e Ministério Público Estadual (MPE) foi tema das conversas ontem dos deputados estaduais, durante a sessão da Assembleia Legislativa.
Alegando dificuldades no contorno da divergência provocada entre ambos os Poderes e o Governo do Estado, os parlamentares decidiram adiar o prazo para a entrega das modificações que pretendem propor (através de emendas) ao Orçamento Geral do Estado (OGE) de 2012. É que caiu no colo deles a decisão sobre se o financeiro do TJRN abarcará R$ 689,556 milhões e o MPE R$ 230,870 milhões, como quer o Executivo, ou se estes terão, respectivamente, R$ 802 milhões e MP R$ 243,9 milhões.
A divergência teve início quando da elaboração do OGE, em setembro deste ano, e deve ser resolvida pelos deputados que têm a prerrogativa de aprovar o financeiro estadual, inclusive com as ressalvas que acharem necessárias. As duas instituições já procuraram o Legislativo para tentar mudar o rateamento proposto pelo Executivo.
Aldair DantasRaimundo Fernandes é o relator do orçamentoRaimundo Fernandes é o relator do orçamento
"A Assembleia Legislativa vai tentar intermediar o entendimento entre o Tribunal de Justiça, o Ministério Público e o Governo. Esse entendimento será feito agora como já fizemos nos orçamentos passados", disse o presidente da Assembleia, o deputado estadual Ricardo Motta (PMN). Ele afirmou que será marcada uma reunião entre técnicos dos três Poderes para discutir a proposta original.

Relator do Orçamento Geral do Estado, o deputado estadual Raimundo Fernandes (PMN) disse que será necessário fazer mudanças para aumentar o orçamento do Tribunal de Justiça e do Ministério Público. "Serão apresentadas emendas coletivas para o Ministério Público e o Tribunal de Justiça. Vamos discutir com os deputados para que sejam emendas coletivas, da Casa", disse o deputado, lembrando que ano passado o TJ e o MP não foram contemplados com emendas.

Ao avaliar a proposta de R$ 9,3 bilhões para o orçamento, Raimundo Fernandes afirmou que o projeto do Governo veio "enxuto, mas precisa de alguns ajustes". O deputado do PMN confirmou que o projeto do orçamento já começou a ser discutido na Comissão de Finanças. "A exemplo dos outros anos nós vamos apresentar o projeto apenas no último dia de sessão para votar", completou.

Alguns deputados já sinalizam com sugestão de emendas. É o caso da deputada estadual Márcia Maia (PSB), que criticou a redução dos valores previstos pelo Governo para as áreas sociais. Uma das propostas a serem apresentadas pela parlamentar será para o Conselho Estadual da Criança e do Adolescente, o qual, segundo ela, teve uma redução de 50% em relação ao OGE deste ano. Márcia Maia ressaltou que o orçamento 2012 trouxe a característica de reduzir os repasses para as áreas fins e aumentar para as áreas meios, no comparativo com a proposta orçamentária de 2011. "Houve redução na saúde, educação, mas o Governo aumentou o orçamento da publicidade em 120%, aumentou para o Planejamento", observou.

A deputada do PSB chamou atenção que a redução no orçamento da educação foi de R$ 96 milhões. A queda na saúde foi de 1,5%, na Secretaria de Trabalho e Ação Social, o que representa R$ 45 milhões. "Para Fundac o Governo reduziu o orçamento em R$ 8 milhões", completou. Márcia Maia ponderou que não é possível fazer tantas mudanças no orçamento para corrigir os valores postos pelo Governo. Ela acredita que é necessário apresentar emendas coletivas. "O orçamento de 2011 já foi insuficiente, imagine esse de 2012 com essas reduções", disse a deputada do PSB.

Governo apontou discrepância nas estimativas

A divergência protagonizada entre Governo do Estado, MPE e TJ/RN provocou um acirramento nas relações entre os Poderes desde que foi concebida. Prova disso é que ainda na mensagem enviada à AL, em setembro, quando enviou o projeto do OGE, a governadora Rosalba Ciarlini (DEM) já transparecia o descontentamento com o posicionamento do Poder Judiciário e Ministério Público ao registrar que ambos "formularam suas propostas orçamentárias sem considerar a estimativa de receita para o exercício financeiro de 2012, de modo que as respectivas despesas superam a previsão de recolhimento de recursos".

O projeto de lei que dispõe sobre o orçamento específico é uma engrenharem matemática onde não cabe sobras nem deficit. O total da receita implica necessariamente na previsão da despesa. De acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) a repartição dos valores previstos nos orçamentos estaduais não pode ultrapassar os 6% para o Poder Judiciário e os 3% para o Ministério Público.

O Governo defende a proposta encaminhada à AL e tem reafirmado que caso sejam acatados os pedidos do Judiciário e Ministério Público algum setor do Executivo sairá prejudicado uma vez que a soma terá que ser remanejada. Os deputados estaduais, até então silenciosos, já sinalizam que devem atender pelo menos parte do pleito de desembargadores e procuradores. Resta saber de onde sairá o montante que servirá de cobertor para os pedidos do TJ/RN e MPE.

sábado, 5 de novembro de 2011

Remanejamento chega a R$ 795 milhões em 10 meses

Alvo dos principais embates na Assembleia Legislativa no período eleitoral de 2010, o remanejamento de recursos do Orçamento Geral do Estado (OGE) volta à tona quase um ano após o início do Governo Rosalba Ciarlini (DEM).
 
Um estudo do deputado estadual Fernando Mineiro (PT) aponta uma redistribuição dentro do OGE até agora de R$ 795,9 milhões, o que equivale a 8,38% de todo o orçamento. O relocamento de valores ocorre quando há necessidade de transferir recursos de uma rubrica para que outra mais necessitada possa recebê-los.
 
Neste caso específico, conforme apontou o parlamentar petista, a administração estadual retirou verbas oriundas da anulação de despesas - R$ 531,3 milhões; do excesso de arrecadação até agora verificado - R$ 192,4 milhões; e do superávit do exercício financeiro de 2010 - R$ 72,1 milhões; e destinou-os a amplos setores, inclusive Poder Judiciário, Ministério Público e Assembleia Legislativa. Foram 177 operações de remanejamentos até o último dia 2 de novembro.

O deputado Fernando Mineiro afirmou ontem que é necessário observar dos aspectos nas ações de redistribuição orçamentária do Governo: o primeiro que se constitui em um cenário normal, mas que teria sido tratado de maneira errônea pelos aliados da então candidata Rosalba Ciarlini, em 2010, ao dificultarem o manejo de recursos do OGE pelo governo Iberê Ferreira (PSB).
 
O segundo contemplaria um raciocínio direto sobre o que vem assinalando a administração estadual - que aponta insolvência financeira - e o que revela o próprio orçamento.

"Embora o cenário visualizado esteja dentro da normalidade, o superavit mostra um saldo positivo do Governo passado e, além disso, o remanejamento por excesso de arrecadação revela também que há dinheiro em caixa", observou o petista.
 
Os recursos reordenados no OGE 2011 foram retirados dos mais diversos setores e Secretarias e destinados a outras de variados fins. Mineiro lembra ainda que dentro dos 15% para livre remanejamento pelo Governo Rosalba Ciarlini não estão incluídas as transferências, por exemplo, para a folha de pessoal.

"Eu acho esse mecanismo plenamente possível, mas só lembro que está cada vez mais clara a forma politiqueira com que a Assembleia tratou a questão do orçamento no final do ano passado. Essa é a mais clara tradução de como o debate foi errôneo ano passado".
 
Com uma margem folgada a gestão do DEM não necessitou autorização dos deputados para modificar o OGE. Nos últimos anos o percentual estipulado pelos parlamentares tem sido de 5%, o atual Governo ganhou um crédito de 10% a mais.

Secretário diz não haver sobra de recursos

O secretário do Planejamento e das Finanças, Obery Rodrigues, acusou o deputado Fernando Mineiro de "misturar as coisas" quando trata do orçamento estadual.
 
Segundo ele, não há como sustentar a afirmação de que existiu de fato um superávit financeiro do Governo passado uma vez que naquela época foi preciso recorrer ao Tribunal de Justiça para tomar emprestado recursos e saldar, por exemplo, a folha de pessoal.
 
Ainda de acordo com Obery, a administração do PSB necessitou também otimizar recursos do Detran, Idema, Jucern, e outras fontes que não podiam ser utilizadas para pagar pessoal e o foram face a falta de recursos em caixa. "Só essa constatação derruba a afirmação de que o governo tinha recursos".

O secretário da Seplan não questionou os números expostos pelo parlamentar do PT afirmando que desconhece o levantamento, mas lembrou que o reordenamento por excesso de arrecadação foi feito de maneira específica.
 
"Ou seja, se o Tribunal de Justiça teve uma arrecadação além da esperada e pediu para realocar esses valores, isso foi feito sem problema nenhum. Da mesma forma o MP, o Legislativo e Secretarias do Executivo.

domingo, 25 de setembro de 2011

Orçamento da União nos estados

Relator do orçamento da União para 2012, Arlindo Chinaglia vai começar o giro de audiências públicas pelo país para discutir a distribuição dos recursos na peça orçamentária. A primeira parada será em João Pessoa, na segunda-feira. Depois, na terça-feira, Salvador receberá o grupo de discussão da Comissão Mista de Orçamento do Congresso. A previsão é de que até meados de outubro Chinaglia tenha concluído o ciclo de audiências.
Por Lauro Jardim

sábado, 17 de setembro de 2011

Governo vai articular votação dos ajustes nos orçamentos

Tribuna do Norte

O Governo do Estado já avisou que vai "agir politicamente" junto à Assembleia Legislativa (AL) para que o Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2012 seja integralmente mantido da forma como foi elaborado pelo Poder Executivo. A declaração foi dada ontem pelo secretário chefe do Gabinete Civil, Paulo de Tarso Fernandes, em coletiva na sede da governadoria. Os deputados devem resolver sobre o impasse constatado na elaboração do OGE quanto aos orçamentos do Tribunal de Justiça e Ministério Público. A administração estadual havia fixado uma estimativa de R$ 689.556 milhões para as despesas do TJ/RN e de R$ 230.870 milhões para as do MPE. Nos requerimentos enviados ao governo, no entanto, o Judiciário requereu R$ 766.417 milhões e a Procuradoria R$ 243.992 milhões. Não houve consenso e o orçamento chegou ao legislativo com dois anexos contendo cálculos diferentes. O embaraço foi noticiado em primeira mão pela TRIBUNA DO NORTE na edição de ontem.

rodrigo senaPaulo de Tarso destaca que a diferença entre as propostas chega a quase 90 milhões de reaisPaulo de Tarso destaca que a diferença entre as propostas chega a quase 90 milhões de reais
"São quase R$ 90 milhões [mais especificamente R$ 89.983 milhões] de diferença entre o que estipulou o governo e o que querem esses Poderes. Isso dá mais de duas vezes o total destinado para investimentos no Estado [com recursos próprios], que foi de R$ 40 milhões", atestou Paulo de Tarso. Ele destacou também que TJ/RN e MPE formularam suas propostas orçamentárias sem considerar a estimativa de receita para o exercício financeiro de 2012, cálculo este de responsabilidade do Executivo.

O secretário esclareceu também que a queda de 1,09% na projeção do OGE para 2012 é em face da estimativa das transferências voluntárias da União, operações de crédito, entre outras, não haverem se concretizado. Houve uma frustração em torno de R$ 400 milhões entre o que estimou o governo anterior para 2011 e o que efetivamente se consolidou. Para amenizar, a projeção da receita própria do Estado elevou-se em 12%. Mas era pouco para inverter balança que pendeu negativa.

"O que salvou o orçamento este ano foi a margem de remanejamento de 15% que nos deu mobilidade para manejar os recursos os quais se constaram necessários", ressaltou o secretário. Ele admitiu, por exemplo, que os montantes mensais relativos ao custeio que o Executivo é obrigado a repassar para o TJ/RN, MPE, AL e Tribunal de Contas do Estado (TCE) foram feitos continuadamente com valores abaixo dos estipulados no OGE 2011.

Paulo de Tarso enfatizou também que o governo Rosalba Ciarlini (DEM) busca aprumar as finanças do Estado e que somente com a ajuda dos demais Poderes esse objetivo poderá ser alcançado. "Os motivos pelos quais TJ/RN e MPE não aceitaram se adequar aos parâmetros do Estado são ponderáveis. Eles têm investimentos previstos, despesas com custeio grande e o dinheiro não dá. Mas o problema é que o cobertor é que é curto", disse o secretário.

Planos de cargos estão contemplados

O secretário Paulo de Tarso Fernandes assegurou aos servidores estaduais que o orçamento fixado para 2012 contempla totalmente a implantação dos reajustes e planos de cargos e carreiras do funcionalismo, concedidos ano passado. O Estado já cumpriu 30% dos benefícios salariais e os 70% restantes, espera-se, devem ser pagos com a abertura do OGE 2012. "O governo terá ainda que sanar o passivo que vai ficar já que agora em setembro terminaria a última parcela e não foi paga ainda", disse. Ele garantiu que o Estado assumirá os retroativos advindos da não implantação dos planos no prazo estipulado.

O planos e reajustes concedidos aos servidores públicos ano passado - uma proposição dos governos Wilma de Faria e Iberê Ferreira, cuja aprovação se deu no âmbito da Assembleia - gerou uma serie de polêmicas e enfrentamento entre o funcionalismo e o governo, este ano. A cada negativa da administração Rosalba Ciarlini de implantar os benefícios greves estouravam no RN. Chegou a se cogitar o pedido de inconstitucionalidade dos planos. A retórica, porém, não foi levada adiante e o governo promete cumprir todos os projetos.

Juiz alerta para vagas nas Comarcas

O juiz assessor da Presidência do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJ/RN), Guilherme Pinto, afirmou ontem que diante das necessidades do Poder Judiciário não foi possível apresentar uma proposta de orçamento para o próximo ano limitada a uma atualização de 12% em relação ao ano passado, como pediu a governadora Rosalba Ciarlini. Ele confirmou que houve uma reunião entre a governadora, a presidenta do TJ, Judite Nunes, e a procuradora-geral de Justiça em substituição, Mildred Lucena, para tratar do assunto.

"Mas isso seria impossível. O orçamento do ano passado já foi reduzido e há peculiaridades do Poder Judiciário, como o clamor do Oeste e outras regiões do Estado que estão com comarcas vagas [sem juiz]", afirmou Guilherme Pinto. Ele disse que atualmente o TJ tem um deficit de 97 juízes.

O magistrado afirmou também que algumas destas vagas terão que ser preenchidas em 2012, uma vez que se trata de ano eleitoral e os juízes estaduais atuam no pleito. Além disso, 30% do quadro de servidores do Tribunal está vago.

No próximo ano, informou o assessor da Presidência, o TJ precisará concluir as obras do Fórum de Mossoró e iniciar a construção do de Parnamirim, que está em processo de licitação. "O Tribunal também deve se adaptar constantemente às exigências do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) para melhorar a prestação jurisdicional, o que exige investimentos em áreas com a informatização", destacou Guilherme Pinto. O magistrado acrescentou que o Tribunal não foi oficialmente comunicado de que o governo enviou dois projetos à Assembleia para orçamento do Judiciário, um com cortes e outro com os valores originais apresentados pelo próprio TJ.

Mas, comentou o juiz, "não estão fechados os canais de comunicação" entre os dois poderes, o que indica a possibilidade de novo diálogo sobre o orçamento do próximo ano. Ao ser questionado se o Tribunal vai articular, junto aos deputados, a aprovação do projeto de orçamento com os valores originais, disse que essa questão só pode ser respondida pela presidenta, desembargadora Judite Nunes, mas assinalou que o diálogo com a Assembleia também não está obstruído.

Ontem, a presidenta do Tribunal, estava viajando e não pôde atender a reportagem. Por isso, o juiz assessor forneceu algumas informações, explicando que não expressa necessariamente um posicionamento institucional do TJ.

legislativo

Assembleia

O projeto que estima a receita e fixa a despesa para 2012 - o chamado Orçamento Geral do Estado - chegou à Assembleia Legislativa na última quinta-feira (15) e deve ser apresentado à Casa (ou lido em plenário) na sessão da próxima terça-feira (20). Após os trâmites iniciais, a matéria deverá ser encaminhada para a Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) e passará também pelas que tratam das Finanças e Fiscalização e da Administração, Serviços Públicos e Trabalho. Os parlamentares analisam a proposta e podem apresentar emendas. Neste caso específico um impasse inicial já terá que ser resolvido, além das esperadas alterações que ocorrem ano a ano. Trata-se dos orçamentos projetados para o Tribunal de Justiça e Ministério Público que não foram consensuais com o Executivo. A matéria deverá ser votada até o dia 15 de dezembro.