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terça-feira, 16 de abril de 2013

Em ato promovido pela Adepol, secretário de Segurança critica MP


O Ato público em defesa da PEC 37, promovido pela Associação dos Delegados de Polícia Civil do Rio Grande do Norte , ontem, na sede da Assembleia Legislativa, reuniu representantes de vários segmentos das polícias civil e federal , da Ordem dos Advogados do Brasil além de delegados de vários municípios do Rio Grande do Norte.

A presidente da Adepol, Ana Claudia Saraiva, abriu o ato afirmando que o encontro tinha o objetivo de defender o que já estava previsto na Constituição Federal. A Constituição de 1988 atribuiu as policias judiciárias o papel de investigar. Ela defendeu a aprovação da PEC 37 desmistificando a informação de que o projeto gera impunidade. “ São muitos os motivos que geram a impunidade que vão desde as falhas do sistema carcerário até as fragilidades do cumprimento de penas” disse.

Ana Claudia Saraiva também saiu em defesa da sociedade. “Se nós permitirmos que quem acusa, investigue, estaremos prejudicando o próprio cidadão”, declarou a presidente.

Ana Claudia Saraiva lembrou ainda que a PEC 37 tem apoio da Advocacia Geral da União, dos delegados da Polícia Federal e de setores da Ordem dos Advogados do Brasil. Entre os defensores da PEC está o advogado Caio Graco, que também fez a defesa durante o ato.

O secretário de Segurança e Defesa Social, Aldair Rocha, foi contundente na defesa da PEC 37. Ele criticou a forma como o Ministério Público conduz as investigações.“ Investigar não é só fazer escutas telefônicas e pedir prisão dos acusados. Investigar é mais que isso. Quem investiga tem que ir para a rua, tem que conhecer a fundo a causa”. E indagou: “ Alguém aqui conhece algum promotor que realize diligências nas ruas?”

Aldair Rocha foi mais além. Disse que não conhecia ninguém que estivesse preso, no sistema carcerário do Rio Grande do Norte, por causa de investigação exclusiva do Ministério Público. E continuou: “ Hoje temos mais de mil inquéritos de homicídios para serem investigados. Não aparece um promotor para nos ajudar” disse o secretário.