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segunda-feira, 2 de julho de 2012

Mução vai gravar mensagem para ouvintes nesta segunda-feira


André Duarte - Diario de Pernambuco

Os advogados e o empresário do radialista Rodrigo Vieira Emereciano, 35 anos, o Mução, concederam uma entrevista coletiva na tarde desse sábado (30) para ratificar a inocência dele da suspeita de participar de uma quadrilha de pedofilia on-line. Rodrigo, que foi uma das 32 pessoas presas em nove estados durante uma operação da Polícia Federal, teve a prisão temporária revogada e foi solto na última sexta-feira depois que o irmão, identificado como Bruno Vieira, admitiu ter cometido os crimes na internet utilizando computadores e dados do radialista.

Mução não participou da entrevista coletiva realizada em um hotel de Boa Viagem para "preservar seu personagem radiofônico", mas distribuiu uma nota à imprensa por meio de seus advogados. No documento, ele agradece aos fãs pelo apoio e repudia qualquer tipo de conduta voltada "à inaceitável prática de pornografia e pedofilia".

Waldir Xavier, advogado de Mução que veio do Ceará especialmente para acompanhar o caso, disse que Rodrigo está muito abalado e que se emocionou ao saber da suposta participação do irmão na quadrilha. Ao lado do também advogado Bruno Coelho e do empresário de Mução, João Marcelo Pires, Xavier disse que o radialista volta ao trabalho normalmente a partir desta segunda-feira, quando vai gravar uma mensagem aos ouvintes sobre o episódio.

"Rodrigo não teve nenhuma participação nisso. Esse grave equívoco foi superado. Tudo já veio à tona e foi esclarecido". Os advogados não detalharam o suposto envolvimento do irmão, uma vez que a defesa dele será feita por outros profissionais.

sábado, 30 de junho de 2012

Em nota, Mução se diz aliviado e informa que carreira será retomada

Humorista chegou a ser preso, suspeito de integrar rede de pedofilia.

Na noite de sexta-feira, irmão confessou crime e ele foi liberado.


Do G1 PE


João Marcelo Pires, Waldir Xavier e Bruno Coelho da Silveira, na coletiva (Foto: Katherine Coutinho/G1 PE)
João Marcelo Pires, Waldir Xavier e Bruno Coelho da
Silveira, na coletiva (Foto: Katherine Coutinho/G1 PE)

O radialista e humorista Rodrigo Vieira Emerenciano, mais conhecido como Mução, disse se sentir "aliviado com o desfecho judicial que reconheceu a minha absoluta inocência". A informação estava na carta divulgada pelos advogados Waldir Xavier e Bruno Coelho da Silveira e do empresário João Marcelo Pires em coletiva de imprensa na tarde deste sábado (30), no Recife. O advogado disse que Mução passa bem e ficou chocado ao saber da participação do irmão, que assumiu ser o responsável pela troca de imagens pornográficas pela internet. Rodrigo teve a prisão temporária revogada pela Justiça Federal em Pernambuco e foi solto na noite da sexta-feira (29), no Recife.

Segundo os advogados, Rodrigo ainda não conversou com o irmão. "Ele está repousando, se recuperando emocionalmente e fisicamente desse baque", disse Waldir Xavier. "Não é falta de respeito [ele não ter vindo]. Rodrigo tem um personagem radiofônico, a imagem dele, os próprios fãs não o conhecem, o verdadeiro encanto dele é esse. Apesar do personagem ter voz de uma pessoa idosa, ele é um jovem", esclarece Xavier.

O advogado disse ainda não se preocupar com possíveis investigações da Polícia Federal em relação ao cliente. "Eu não vejo mais o que ser investigado ao Rodrigo. Não há, da parte dele, nenhum temor quanto a uma investigação que continue a ser feita. A verdade foi reestabelecida, Rodrigo está de alma lavada", afirmou Waldir.

O programa de Mução é transmitido por 56 emissoras do Nordeste. A perspectiva é que agora o humorista retome a carreira, a partir de segunda-feira. O advogado explicou que a defesa do irmão de Mução não pode ser feita pela mesma equipe. "Juridicamente nossas teses são conflitantes. Creio eu que ele já tenha constituído algum advogado", comentou.

Nota de Mução:

Aliviado com o desfecho judicial que reconheceu a minha absoluta inocência em relação às graves acusações que me foram injustamente imputadas, venho a público agradecer aos meus fãs, espalhados por todo o mundo, pelo apoio irrestrito e confiança na minha palavra.

Da mesma forma, gostaria de firmar agradecimento à imprensa que agiu com prudência e esperou a elucidação dos fatos; e aos meus patrocinadores e afiliados, que em nenhum momento retiraram seu apoio profissional e pessoal.

Por fim, reitero o meu repúdio a qualquer conduta voltada à inaceitável prática de pornografia e pedofilia.

Rodrigo Viera Emerenciano

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Irmão de Mução seria o autor dos crimes de pedofilia, diz Polícia Federal

Reviravolta no caso está sendo esclarecida em entrevista coletiva, no Recife.

Advogados já apresentaram aos investigadores o mandado de soltura.


Do G1 PE


Nilson Antunes e Kilma Caminha - delegados da Polícia Federal (Foto: Roberta Rêgo / G1)
Delegados Nilson Antunes e Kilma Caminha, da PF
(Foto: Roberta Rêgo / G1)
O irmão do radialista Rodrigo Vieira Emereciano, mais conhecido como Mução, está sendo apontado pela Polícia Federal (PF) como responsável pelos crimes de pedofilia pelos quais o humorista havia sido acusado e preso, na última quinta-feira (28), em Fortaleza. A informação foi repassada pela PF em coletiva de imprensa, na noite desta sexta-feira (29), no Recife, para explicar a reviravolta sofrida pela investigação do grupo desbaratado na operação Dirty Net, deflagrada em 11 estados e no Distrito Federal.
"Durante seu interrogatório, além das senhas pessoais, o irmão do investigado admitiu que criou e-mails e perfis de usuários em nome daquele [Mução], através dos quais acessou, por diversas vezes e em diferentes ocasiões e localidades, programas de compartilhamento de dados usados para divulgação e troca de imagens contendo cenas de sexo explícito e pornográficas, como se o investigado fosse", diz a PF em material divulgado à imprensa.

"Após a prisão, durante as buscas e interrogatórios, foi levantada - pelo próprio investigado - a possibilidade de os acessos terem sido feitos por uma terceira pessoa, com acesso amplo e irrestrito ao suspeito, aos seus locais de residência e trabalho, bem como aos seus dados pessoais. Assim, a partir dos dados fornecidos no interrogatório, novas diligências foram feitas, culminando com a identificação, intimação e a consequente confissão do irmão do investigado, o qual ocupava um cargo de direção na empresa deste", continua a nota da Polícia Federal.

Por volta das 20h desta sexta-feira (29), os advogados Valdir Xavier e Bruno Coelho da Silveira, que representam o radialista, chegaram à sede da PF em Pernambuco para entregar aos investigadores um mandado expedido pela 13ª vara da Justiça Federal em Pernambuco, que revoga o pedido de prisão que mantinha o humorista detido. Eles deixaram o local, acompanhados de Mução, por volta das 21h. "Achamos que seria temerário demais mandar para o presídio uma pessoa sobre a qual paira uma dúvida sobre sua inocência", disse o delegado Nilson Antunes.
“Deixamos claro desde os primeiros momentos que não houve envolvimento de Rodrigo e que havia confiança irrestrita na Justiça e nas investigações da Polícia Federal", assegurou o advogado Valdir Xavier, que acompanha o caso desde Fortaleza (CE), onde aconteceu a prisão. O outro advogado é pernambucano e está dando apoio na defesa do radialista. Mução chegou ao Recife por volta das 8h40 desta sexta. Ele depôs durante a manhã, houve um intervalo no horário do almoço e o depoimento continuou até a noite.

Prisão

O humorista teve a prisão temporária decretada pela Justiça Federal em Pernambuco. Ele morava no Recife até se mudar para Fortaleza, onde estaria há cerca de três meses.

De acordo com Nilson Antunes, diretor regional de Combate ao Crime Organizado da PF, os dados obtidos ao longo das investigações já comprovam o envolvimento do suspeito. "Já temos provas robustas da participação dessa pessoa no cometimento desses crimes. São provas técnicas que não temos como materializar, análise de transmissão de dados, de material de informática", afirmou, em entrevista coletiva concedida na quinta-feira (28).

As investigações da Operação Dirty-Net, que foi realizada em 11 estados e no Distrito Federal, começaram há cerca de seis meses. No total, 18 pessoas foram detidas. Além do humorista, outras prisões ocorreram no Rio Grande do Sul (duas em Porto Alegre, uma em Esteio e duas em Santa Maria), Minas Gerais (três prisões), Paraná (uma em Foz do Iguaçu), São Paulo (uma na capital), Rio de Janeiro (duas na capital) e Espírito Santo (uma na Grande Vitória).

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Abuso sexual: sonho com sucesso no futebol vira pesadelo; cantor envoldido


Caratinga – “Vocês não vieram aqui falar do Maguila não, né?” A recepção inóspita de um jovem que rodeava o Campo dos Rodoviários, no Santa Zita, bairro da periferia de Caratinga, Vale do Rio Doce(Minas Gerais), reflete o clima entre os moradores quando o assunto é o treinador de futebol Cláudio Rogério Alves, o Maguila, preso em janeiro por induzir e seduzir jovens a atos sexuais, vendendo-lhes a falsa ilusão de conseguir espaço em algum grande clube do país.

Detido preventivamente desde que a Operação Contra-Ataque, da Polícia Civil, desarticulou esquema de pedofilia na região, indiciando seis pessoas, Maguila, de 49 anos, casado e pai de dois filhos, se valia da proximidade com os jogadores, oferecendo-lhes dinheiro e materiais esportivos antes de disponibilizá-los para uma rede de clientes.

Em cinco pastas pardas sobre a mesa do delegado regional Gilberto Simão Melo, o resultado do inquérito, com cerca de 1 mil páginas, contém fotos, interceptações telefônicas, depoimentos de vítimas e familiares e uma peça que surpreendeu os próprios investigadores: o suposto envolvimento do cantor Agnaldo Timóteo, vereador em São Paulo (PP), amigo de Maguila, citado pelo treinador e por duas crianças durante a investigação. Interrogado em 26 de janeiro, o artista, nascido na cidade, ratificou a amizade de longa data com o treinador, mas negou qualquer participação em atos de pedofilia. Há 15 dias, o Ministério Público fez requisição à Polícia Civil para apurar exclusivamente a participação de Timóteo.

Uma cortina de silêncio paira sobre a cidade. Os sete jovens citados no inquérito como vítimas não falam sobre o assunto. À exceção de comentários e rumores nas rodas de conversa, o caso Maguila é um tabu. A mãe de um dos garotos, que denunciou o esquema em julho, teme represálias. “Fiquei com medo de procurar a polícia. A gente trabalha na rua e é muito perigoso. Nunca se sabe quem vai encontrar”, explicou Maria (nome fictício), de 42 anos, que trabalha em uma das ruas mais movimentadas da cidade.

Os meninos que treinavam com Maguila em diversos campos da periferia temem não ter mais oportunidade no futebol e desconversam quando questionados sobre o ex-treinador, que os levava para as peneiradas em clubes do Rio. “Para a gente, foi um choque. Muitos meninos que vinham aqui para treinar, depois que ele foi preso, desistiram”, conta um garoto, que evitou se identificar.

O silêncio e o medo de não ter o sonho concretizado são os principais impedimentos para que as denúncias sejam feitas. Na semana passada, o país deu importante passo contra esse crime. A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou por unanimidade a Lei Joanna Maranhão, que prevê mais tempo para as vítimas denunciarem seus agressores. “Hoje carrego a bandeira da luta. É possível viver além da triste experiência de um abuso sexual”, escreveu em seu blog a nadadora pernambucana, finalista olímpica dos 400m medley em Atenas’2004, que revelou ter sido abusada aos 9 anos por um ex-treinador.

A história dos meninos de Caratinga se repete Brasil afora, mas são abafadas pela conveniência, pelo medo e a vergonha. A pedofilia é uma mancha que, mesmo acobertada, macula o esporte.

Do Superesportes

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Mãe diz que trabalho escolar propôs encontro com pedófilo em SP

Professora iria com aluna até o local do encontro para fotografar pedófilo.

Secretaria estadual da Educação diz que vai apurar o caso.

Do G1 SP, com informações da EPTV

Tarefa foi escrita em caderno de aluna (Foto: Reprodução/ EPTV)
Tarefa foi escrita em caderno de aluna
(Foto: Reprodução/ EPTV)
A mãe de uma aluna de 12 anos de uma escola estadual de São Carlos, no interior de São Paulo, afirma que a professsora pediu à criança para entrar na internet para conversar e marcar um encontro com um pedófilo, como tarefa da disciplina. Segundo a mãe, a professora deixou um recado no caderno da menor, explicando como deveria agir. A família diz que a docente pediu a colaboração dos pais para vigiar as conversas online. Segundo a mãe, a professora alegou que o objetivo do trabalho era mostrar os riscos na internet.

O caso ocorreu na quarta-feira (9) passada e a mãe procurou o Conselho Tutelar na sexta (11). A professora não foi encontrada para comentar o assunto. A Secretaria Estadual da Educação disse em nota que vai apurar a denúncia. Ao ver o bilhete no caderno da menina, a mãe ficou indignada. O padrasto da aluna disse que foi até a escola reclamar com a direção.

Segundo a mãe, a menina explicou que a professora separou três grupos na classe, cada trabalho com um tema diferente. Em seu grupo, o tema tratado era pedofilia e, por ter acesso à internet, a educadora pediu que entrasse em um chat para encontrar um pedófilo.

A estudante disse que, além de conversar online com o aliciador, teria que marcar um encontro com ele em frente à catedral, no Centro de São Carlos. "Ela disse assim, para mim e para o meu colega, para conversar com o pedófilo e marcar um encontro. No horário marcado em frente à catedral, ela ia levar eu e ele lá pra tirar foto desse pedófilo”.

A mãe da menina, que não quis se identificar, ficou indignada com a atitude da professora. "A professora expôs a criança a fazer um trabalho absurdo. O trabalho sobre pedofilia tudo bem, mas minha filha procurar um pedófilo na internet é inadmissível. Eu não aceito isso”.

Investigação

O Conselho Tutelar investiga o caso. "A gente vai apurar, vamos enviar um ofício para a diretoria de ensino, pedindo esclarecimentos sobre a conduta da professora e, se for o caso, vamos enviar para o Ministério Público", disse Rosa Helena Aparecida Polese, conselheira tutelar.

A família da criança procurou a Secretaria de Estado da Educação de São Paulo, que enviou uma nota de esclarecimento, determinando a instauração de procedimento preliminar para apuração de responsabilidades e também o afastamento da docente.

Confira a nota na íntegra:

“A Secretaria de Estado da Educação de São Paulo esclarece que após receber as informações da ocorrência da direção da Escola Estadual Professora Maria Ramos, em São Carlos, determinou, nos termos da lei, a instauração de procedimento preliminar para apuração de responsabilidades e também o afastamento da docente. Enquanto não houver a conclusão desse procedimento, a administração não dará mais informações sobre o caso, pois terá de atuar como instância de decisão, não podendo, portanto, correr o risco de caracterizar prejulgamento."