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terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Mais um supersalário



Corregedor acumula dois rendimentos

Depois de José Mariano Beltrame e quatro delegados federais (Mais detalhes em Acima do Teto), descobre-se que mais um integrante da cúpula da secretaria de Segurança do Rio recebe rendimentos acima do teto do Supremo.

Responsável por demitir centenas de servidores nos últimos quatro anos, o corregedor-geral unificado Giuseppe Vitagliano acumula o salário de desembargador aposentado (cerca de 28 000 reais) e o cargo comissionado na secretaria de 15.065,45 reais.

O advogado Carlos Azeredo, que já questiona Beltrame na Justiça pela mesma situação, acaba de processar Giuseppe cobrando a devolução aos cofres públicos do valor acima do teto recebido desde 2009. Foi justamente por causa da ação de Azeredo que o Ministério do Planejamento cortou o salário de Beltrame e quatro delegados no ano passado (Mais detalhes em Contracheque menor).

Giuseppe afirma que os seus rendimentos atuais estão amparados em parecer da Procuradoria Geral do Estado.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Governo paga primeira parcela do 13º nesta segunda-feira

Serão aproximadamente R$ 145 milhões pagos aos servidores do Executivo, Legislativo e Judiciário, correspondendo a 40% do valor do 13º salário.

O Governo do Estado paga nesta segunda-feira (18) primeira parcela do 13º salário, beneficiando servidores estaduais ativos, inativos e pensionistas do Rio Grande do Norte. Serão aproximadamente R$ 145 milhões pagos aos servidores do Executivo, Legislativo e Judiciário, correspondendo a 40% do valor do 13º salário.

“São mais recursos que circulam na economia do nosso Estado neste período de véspera dos festejos juninos e das férias escolares do meio do ano”, salientou a governadora Rosalba Ciarlini.

Já os vencimentos relativos ao mês de junho serão pagos nos dias 28 e 29. Os primeiros a receber são os servidores com matrículas de 0 a 5. No segundo dia recebem os servidores com matrículas de 6 a 9.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Governo quer definir teto para salários dos servidores

Servidores da ativa, pensionistas e aposentados do Poder Executivo cujos salários estão acima do teto previsto pela Constituição Federal - o subsídio de um desembargador, que é de R$ 24.117,64 - devem ser atingidos por um projeto em curso no Governo que fixa o valor máximo de remuneração de um funcionário público estadual. A governadora Rosalba Ciarlini (DEM) espera com a medida economizar aproximadamente R$ 2,1 milhões mensais. A proposta ainda está sob análise de técnicos e da área jurídica do Estado, mas já se sabe que a ordem no Governo é tocar o projeto para que possa ser apreciado pela Assembleia Legislativa e implementado o mais breve possível. A gestão do DEM está desgastada também com os servidores e a intenção é diminuir as despesas com pessoal e tentar elevar a arrecadação a ponto de dar condições à implantação dos planos de cargos e salários aprovados desde 2010.
Alex RégisRosalba Ciarlini vai a Brasília e deve conversar com líderes dos partidos que integram a base aliadaRosalba Ciarlini vai a Brasília e deve conversar com líderes dos partidos que integram a base aliada

A fixação de um teto no Rio Grande do Norte passou a ser cogitada após auditoria feita sob ordem Secretaria de Administração e Recursos Humanos (Searh), que constatou salários considerados "astronômicos". O caso mais emblemático foi o de um auditor fiscal aposentado, cujo remuneração é de R$ 62,9 mil/mês. É dele o mais alto salário-base do Estado. Os vencimentos do funcionário público se dá de maneira tão elevada porque existe uma decisão judicial que determinou a implantação de um prêmio de produtividade que dobrou o valor de uma vantagem salarial. O salário-base do aposentado é de R$ 1.133,46, de acordo com o contracheque do qual teve acesso a TRIBUNA DO NORTE.

O caso dele, embora seja o de maior destaque, não é isolado. Um auxiliar de serviços diversos, com lotação na Fundação Estadual da Criança e do Adolescente (Fundac), é dono de uma remuneração no valor de R$ 21.000,69, conforme apurou à TN em reportagem anterior. Com o abatimento de empréstimos e descontos diversos o salário mensal constante no contracheque foi de R$ 12,4 mil. O vencimento básico do servidor é de R$ 713 ou 17 vezes menos.

Um auxiliar do primeiro escalão do Governo que participa da elaboração do projeto já adiantou que com o advento da lei que fixa o teto salarial no Estado os servidores com vencimentos acima do permitido terão as remunerações automaticamente rebaixadas, ainda que estas tenham a salvaguarda de decisões judiciais.

Quando iniciou o processo de análise da folha de pagamento do Executivo, o Governo percebeu são os auditores fiscais os detentores dos mais vultosos salários. Um exemplo disso é que nos contracheques de dois dos funcionários públicos (ambos aposentados), dos quais teve acesso a reportagem, é especificada um "gratificação de prêmio de produtividade inativa" de R$ 19.468,00. Um deles dispõe duas vezes do mesmo valor, ou seja, um "prêmio de produtividade por decisão judicial" dá a ele outros R$ 19.468,00 para ampliar a remuneração. O funcionário aposentado do fisco, campeão salarial do Rio Grande do Norte, é agraciado ainda com um adicional por tempo de serviço de R$ 6.180,44, cujo montante é novamente duplicado no contracheque por força de decisão judicial.

Aliados avaliam dificuldades

Os líderes dos principais partidos que apoiam o governo Rosalba Ciarlini se reuniram ontem, em Brasília, para uma conversa sobre a situação da administração estadual. O encontro foi no gabinete do senador José Agripino, que é presidente nacional e estadual do DEM, o mesmo partido da governadora. Também estavam na reunião o deputado Henrique Eduardo Alves, presidente estadual do PMDB; o ministro da Previdência, Garibaldi Filho; e o deputado João Maia, presidente do PR no Rio Grande do Norte.

Hoje, haverá um novo encontro, desta vez com a presença da governadora. Com isso, vai configurar oficialmente uma reunião do Conselho Político. Um dos assuntos em discussão será a nomeação de titulares para as secretarias que estão com interinos e uma possível reforma do secretariado.

"Foi um diálogo informal, nada conclusivo [na reunião de ontem]. Apenas uma conversa", afirmou o senador José Agripino. Ele evitou revelar detalhes sobre os assuntos que foram tratados no gabinete.

Alguns dos aliados da governadora admitem, nos bastidores, que há preocupações com o desgaste da atual administração. Os índices de aprovação aquém das expectativas, a saída do secretário estadual de Saúde, Domício Arruda, e a demora na nomeação dos titulares para as secretarias de Turismo e Justiça demonstram que há dificuldades no governo.

Auditoria pode revelar distorções

A auditoria realizada na folha de pagamento do Governo do Estado, instaurada em julho de 2011, tinha na época previsão de 60 dias para que os trabalhos fossem concluídos. Mas passados quase um ano, a administração estadual ainda não divulgou o resultado das análises e quais medidas serão tomadas. Os secretários que se debruçam sobre a matéria foram procurados pela TRIBUNA DO NORTE ontem, mas preferiram não repassar informações mais contundentes sobre o que foi até agora coletado. Se sabe que haverá uma reestruturação nas diversas esferas da administração estadual, com remanejamento de servidores, reanálise de salários e entre outras coisas.

A auditoria constatou, por exemplo, que além do problema dos supersalários oriundos sobretudo do Instituto de Previdência dos Servidores do Rio Grande do Norte (IPE), da Secretaria de Estado da Tributação (SET) e também da Polícia Militar, existem inconsistências na estrutura de pessoal de unidades de saúde e na pasta da Educação. A promotora da Saúde, Iara Pinheiro, e o procurador-geral de Justiça, Manoel Onofre Neto, expuseram semana passada um relatório demonstrando a situação caótica de servidores nos hospitais do Estado.

Há casos como por exemplo o de um ex-funcionário de 102 anos que continua na folha de pagamento do Executivo ou o pagamento de férias a aposentados de longa data. "Vamos pontos foram identificados e que precisam de correção, mas somente vamos divulgar quando tivermos um levantamento completo", disse o procurador-geral do Estado, Miguel Josino.

A Procuradoria Geral do Estado (PGE) foi a responsável por orientar juridicamente a Secretaria de Administração e Recursos Humanos (Searh) durante o procedimento administrativo que tinha por fim analisar separadamente a folha de pessoal e proceder os devidos ajustes. No caso do projeto que fixará um teto salarial no Rio Grande do Norte havia a possibilidade o limite máximo ser o subsídio dos desembargadores do Tribunal de Justiça ou a remuneração recebida pela governadora Rosalba Ciarlini (DEM), que atualmente é de R$ 12,5 mil. A tendência neste momento é de que o valor estipulado seja o da magistratura estadual.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Governo federal fixa salário mínimo em R$ 622 para 2012

Ministério do Planejamento enviou ao Congresso proposta de R$ 622,73.

Expectativa era Dilma arredondar para R$ 625, mas ela reduziu o valor.


Priscilla Mendes e Alexandro Martello Do G1, em Brasília


A presidente Dilma Rousseff assinou decreto nesta sexta-feira (23) que fixa em R$ 622 o valor do salário mínimo a partir de 1º de janeiro de 2012, segundo informações da Secretaria de Comunicação da Presidência da República. A Casa Civil confirmou o novo valor, mas disse não saber se o texto já foi assinado por Dilma.

Atualmente, o mínimo é de R$ 545. O novo valor passa a ser pago a partir de fevereiro referente ao mês de janeiro.

Em novembro, o Ministério do Planejamento enviou ao Congresso Nacional proposta que corrigia o valor do salário mínimo de R$ 545 para R$ 622,73. O orçamento de 2012 foi aprovado pelo Congresso Nacional nesta quinta-feira, mas o valor do salário mínimo é fixado por decreto presidencial. O orçamento traz a previsão de aumento de gastos do governo com o salário mínimo.
 
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A expectativa era de que Dilma arredondasse o valor do salário mínimo para R$ 625, no entanto ela reduziu o valor para R$ 622. No ano passado, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva arredondou o valor para cima.

Se optasse por arredondar para R$ 625, o governo gastaria cerca de R$ 900 milhões a mais com benefícios previdenciários em 2012.

Em fevereiro, o Congresso aprovou a política de valorização do mínimo para os próximos quatro anos. Segundo a regra, os reajustes serão calculados a partir do resultado da inflação do ano mais o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) dos dois anos anteriores. O texto estabelece ainda que o valor exato será fixado por decreto pela presidente.

A possibilidade de fixar o salário por decreto chegou a ser questionada pela oposição no Supremo Tribunal Federal, mas a Corte manteve a lei.

O Ministério da Fazenda informou que não comentará o arredondamento para baixo. O Ministério do Planejamento informou que o governo se utilizou da estimativa mais recente para o INPC para corrigir o salário mínimo do próximo ano. A projeção ficou abaixo dos 6,3% esperados inicialmente pelo governo, o que resultou em um salário mínimo um pouco menor.

Qualquer diferença entre a previsão para o INPC do governo, e o resultado de 2010, divulgado no ano que vem, será incorporada na correção do salário mínimo em 2013, informou o Planejamento.

De acordo com números do governo federal, que estão na Lei de Diretrizes Orçamentárias sancionada recentemente pela presidente Dilma Rousseff, o aumento de R$ 1 no salário mínimo equivale a uma elevação de gastos de cerca de R$ 300 milhões.

Deste modo, um aumento de R$ 77 representa uma despesa extra de cerca de R$ 23 bilhões para o governo.

Pelo formato de correção acordado entre o governo federal e sindicatos, o salário mínimo deverá superar a barreira dos R$ 800 em 2015.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Governo mantém calendário

Sara Vasconcelos - Repórter

O governo do Estado já remanejou R$ 44,2 milhões do orçamento para pagar o salário do mês de dezembro dos servidores e a segunda parcela do décimo terceiro. O valor equivale a 24,8% dos R$ 177 milhões que faltam à complementação da folha de pagamento de R$ 280 milhões mensais, mais 60% residuais do décimo terceiro salário. Apesar da diferença de R$ 120 milhões, o secretário-adjunto de Planejamento e Finanças, José Lacerda, mantém o pagamento do décimo terceiro salário para a próxima sexta-feira, dia 16, e salário, dia 29. Até lá, diversas repartições terão suas contas revistas para uso de residuais, os chamados "saldos de empenho", oriundos de contratos cujos empenhos não foram totalmente usados.
Aldair DantasJosé Lacerda acredita que pagamento da folha salarial de dezembro será feito sem atrasosJosé Lacerda acredita que pagamento da folha salarial de dezembro será feito sem atrasos

Até o final da tarde de ontem somente um decreto referente a crédito suplementar, havia sido publicado no Diário Oficial do Estado - o de número 22.743, de 9 de dezembro, no valor de R$ 2.450.478,00. Os demais, que somam os R$ 44 milhões, explica a coordenadora de orçamento da Seplan Luciana Cardoso, deverão ser publicados ainda esta semana.

Os R$ 44 milhões, aprovados pelo Conselho de Desenvolvimento do Estado (CDE), explica a coordenadora de orçamento da Seplan, ainda não garante a folha de pagamento da Saúde, que responde, já com a segunda parcela do décimo terceiro, a R$ 72 milhões dos R$ 117 milhões. "Para este pagamento, teremos várias fontes e decretos", observa Luciana Cardoso. Um deles será no valor de R$ 14.126.864,06, antecipa a coordenadora, relocados de diversas secretarias e repartições públicas em gastos previstos com pessoal a partir do Plano de Cargos, Carreira e Salários que não foi implantado, devido a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Questionado sobre o possível remanejamento também de contratos sem saldo positivo, o secretário-adjunto José Lacerda disse que o governo está reunindo esforços para honrar a folha de pagamento. "Não é intenção deixar de pagar fornecedor ou parar obras e programas", disse.

Entretanto, a coordenadora de orçamento da Seplan Luciana Cardoso cogita que, "exclusivamente neste mês de dezembro, ocorra de algum fornecedor não receber". Só saberemos ao final do levantamento, quando tivermos fechado as fontes de remanejamento", acrescenta.

A coordenadora frisa que 85% dos recursos que financiam a folha de pessoal são provenientes de receita própria líquida do Estado, com a arrecadação de tributos (ICMS, IRRF, ITCD e do Fundo de Participação dos Estados). "É alto o comprometimento dessa receita com a folha, isso gera a dificuldade", afirma.

Os recursos remanejados são oriundos de excesso de arrecadação. Em imposto de renda (IRRF) retido, o governo relocou R$ 12,8 milhões e outros R$ 3 milhões do Imposto sobre Transmissão de Causa Mortis e Doação de Bens e Direitos (ITCD) que serão destinados às Secretarias de Estado de Educação (R$ 4,4 milhões) e de Saúde Pública (R$ 10,8 milhões) além do Instituto Técnico-Científico de Polícia do Rio Grande do Norte (Itep), R$ 600 mil.

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte irá remanejar recursos do orçamento próprio R$ 8.604.259,27 destinados a manutenção, patrimônio público, gestão, dentre outros programas, para pagar o funcionalismo. O IPERN tem assegurado R$ 3,2 milhões, dos quais R$ 3,1 milhões saíram do empenho para o Programa de Transporte Coletivo do Pro-Transporte, da Secretaria Estadual de Infraestrutura (SIN). A Secretaria deveria repassar ao Município o valor. "Como a Prefeitura não solicitou até hoje e o programa não foi executado, sequer iniciado, este valor não empregado foi remanejado para a folha", garantiu a secretária Kátia Pinto.

Remanejamento causa surpresa a sindicalistas

O anúncio de remanejamento de recursos para cobrir a folha de pagamento causou surpresa para representantes de alguns sindicatos. A coordenadora geral do Sinte/RN, Fátima Cardoso, disse não entender a necessidade de relocar recursos, uma vez que não foram feitos investimentos na Educação e a arrecadação se manteve em alta. "O fundo de participação continua chegando, o Estado arrecadou, chegaram os recursos federais e não houve gastos para melhoria de escolas, investimentos em professores e no alunado. É preciso avaliar esse formato adotado pelo governo", disse Fátima Cardoso.

A presidente do Sindsaúde Sônia Godeiro lembra que "o importante é assegurar o pagamento do servidor. Se é para mexer, que seja relocado de setores menos prioritários como publicidade, cujos custos são bastante elevados", disse Sônia Godeiro.

Enquanto servidor público e presidente do Sindicado da Polícia Civil do RN (Sinpol), Djair Oliveira espera que não ocorram atrasos nos salários.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Governo paga 40% do décimo-terceiro no dia 20 e salários de junho nos dias 29 e 30

Em meio à crise financeira que perturba o sono da governadora Rosalba Ciarlini, a notícia que acalma o funcionalismo público...pelo menos os que não estão lutando por implantação de planos de cargos e salários: no dia 20, o governo depositará em suas contas, o equivalente a 40% do décimo-terceiro salário.
Serão 82 milhões de reais injetados no comércio do Rio Grande do Norte.
O governo também anuncia a data de pagamento da folha: 29 e 30 de junho.
Com um detalhe: na Educação, nenhum salário será pago com valores inferiores a 890 reais, o Piso Nacional para 30 horas de trabalho.