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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Venda de tablets deve avançar 67% em 2013


 

As vendas de tablets no Brasil devem atingir o patamar de 5,1 milhões de unidades este ano, o que representaria um crescimento de 67% sobre o desempenho verificado em 2012, segundo projeção divulgada nesta terça-feira pela consultoria do mercado de tecnologia IT Data.

No ano passado, foram vendidos 3,1 milhões de unidades, o que representou uma alta de 222% sobre o balanço das vendas de 2011. De acordo com o diretor de pesquisas da IT Data, Ivair Rodrigues, o indutor das vendas no ano passado foi a queda dos preços, por meio do lançamento de marcas e modelos mais baratos.

Em 2011, o preço médio de um tablet superava os R$ 1 mil. Desde então, porém, os valores foram caindo. Apenas no quarto trimestre do ano passado, 56% dos tablets vendidos custavam menos de R$ 500,00. “Mesmo assim, os produtos com faixa de preços maiores também tiveram crescimento, mostrando que há grande interesse pelo produto”, disse.

O perfil dos consumidores de tablets é de pessoas que já possuem um PC. Ou seja, elas não substituíram seu computador, e sim compraram mais uma opção de produto tecnológico, por sua mobilidade. Assim, o notebook ainda está na lista de desejos do consumidor e suas vendas foram três vezes maiores do que dos tablets em 2012.

Segundo Rodrigues, a adoção dos tablets se dá sobretudo entre os consumidores Pessoa Física. “A adoção no mundo corporativo ainda é muito baixa”, avaliou. De um universo de 1.140 empresas entrevistadas pela consultoria, a proporção de tablets sobre os computadores é baixa: de cada 100 PCs havia 1,1 tablet.

Na avaliação do consultor, há tendência de crescimento das vendas de tablets no segmento corporativo. No entanto, o interesse das empresas não é apenas pelo produto em si. “O mais importante são as soluções e o suporte que o acompanharão”, destacou.

Fonte: Estadão

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Governo quer usar superbloqueador de celular em presídios

 

Vannildo Mendes, Estadão

Para reforçar o combate à violência em São Paulo, o Ministério da Justiça incluiu no pacote de ajuda ao Estado um moderno aparelho para bloqueio de celulares em presídios.

Chamada GI-2, a maleta de interceptação de última geração identifica com precisão o número do aparelho e o chip, uma arma essencial no combate a organizações criminosas comandadas de dentro dos presídios, como o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Testada recentemente no complexo penitenciário de Salvador, que tem 6 mil detentos, a maleta detectou 1,5 mil celulares em posse dos presos. Os aparelhos foram bloqueados e recolhidos. Uma estatística reforça, no governo, a crença na eficiência do equipamento: nos dias seguintes, a criminalidade geral na capital baiana - incluindo homicídios - teve redução média de 25%.

Leia mais em Ministério quer usar superbloqueador de celular para silenciar PCC nas celas

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Velocidade de acesso é o desafio para a indústria da tecnologia

 

Sérgio Matsuura, O Globo

Com o mundo produzindo cada vez mais dados digitais, o desafio para a indústria da tecnologia da informação é desenvolver tecnologias com maior capacidade de armazenamento, mas que garantam também altas velocidades de acesso aos discos.— A próxima década é dos dados.

O volume é tão grande que não dá para mover essa informação sem velocidade. O desafio que se impõe é o de input (entrada) e output (saída) — diz a professora da PUC-Rio e responsável pelo centro de pesquisa e desenvolvimento da EMC Karin Breitman. De acordo com a pesquisadora, o hardware para o processamento não é mais problema. É possível colocar vários computadores trabalhando juntos. A questão está no armazenamento.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Argentino lança startup no Brasil e quer ser ‘Bill Gates’ da América Latina

Lucas Velez criou site que compara serviços, como seguro de carro.

Executivo quer doar parte da fortura e se dedicar à América Latina.


Amanda Demetrio Do G1, em São Paulo


Lucas Lezcano Velez (Foto: Reprodução)
Lucas Lezcano Velez (Foto: Reprodução)
Lucas Lezcano Velez enfrentou um golpe forte no início de sua vida: perdeu os avós, que o criavam em uma família humilde na cidade de Córdoba, na Argentina. “Quando eu tinha 19 anos, eles morreram e eu não tive para onde ir, estava na rua. Tive que me virar e dormir nas casas dos meus amigos”, contou o executivo, que agora com 34 anos, lança o Compare em Casa (acesse aqui) no Brasil.
Velez afirma ter apostado nos estudos para hoje ser o criador da ferramenta, que foi lançada na Argentina em junho de 2011 para ajudar o consumidor a economizar na compra de itens como o seguro do carro, empréstimos, voos e hotéis. “Eu consegui uma bolsa de estudos em Londres e, lá, conheci o Money Supermarket, que hoje vale US$ 1 bilhão”, conta. Segundo ele, a empresa britânica inspirou na criação da Compare em Casa.

A startup foi criada por Velez nas horas vagas do seu trabalho de consultor financeiro. “Quando eu tinha um tempo, eu criava o plano de negócios. Quando voltava pra casa, trabalhava mais”, lembra. Inicialmente, o fundador tirou US$ 20 mil do seu bolso para dar início à companhia – depois, ele conseguiu juntar US$ 100 mil.

Versão brasileira do Compare em Casa (Foto: Reprodução)
Versão brasileira do Compare em Casa (Foto: Reprodução)
Já em 2010, o Compare em Casa estava em andamento, mas faltavam investimentos. Isso mudou quando, em um clube de negócios, Velez recebeu US$ 200 mil para tocar o negócio – outros US$ 500 mil vieram depois. “Peguei o dinheiro e me mudei para Córdoba com a minha mulher”, disse o empreendedor.


O site foi lançado na Argentina oferecendo comparações de seguros, empréstimos, passagens e voos. Seis meses depois, a plataforma já funcionava no Brasil, para ser lançada oficialmente na última quarta-feira (1º).

Atualmente, o Compare em Casa tem escritórios em Córdoba e em São Paulo, empregando 25 pessoas. “A ideia para o fim do ano é já colocar o seguro médico e pegar uma nova rodada de investimentos de US$ 5 milhões”, conta o fundador. Segundo ele, a ideia é que o site consiga comparar os preços de todos os serviços necessários para a casa e a empresa em si esteja valendo US$ 100 milhões em cinco anos.

Também nos próximos cinco anos, Velez quer que o Compare em Casa esteja presente em seis países. “O Brasil deve representar 50% do nosso negócio”, conta. No caminho da companhia, o empreendedor também vê uma oferta inicial de ações, que ele pretende fazer na bolsa de valores de Londres.

Quando o negócio estiver consolidado, o fundador afirma que quer ser um modelo e inspirar outras pessoas. “Quero fazer como o Bill Gates, quando puder quero escrever livros e fazer algo pela América Latina. Algo na área de educação”, conta. Ele também afirma que quer doar parte da fortuna que criar para uma causa importante.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Anatel publica regulamento do novo modelo do chamado 'telefone social'

Novas regras reduzem valor de assinatura do telefone fixo.
'Telefone popular' é destinado às famílias de baixa renda.

Da Agência Estado
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) publicou nesta segunda-feira (9), no Diário Oficial da União, as novas regras do chamado "telefone social" para as famílias de baixa renda.
A resolução que regulamenta o Acesso Individual Classe Especial (Aice), do Serviço Telefônico Fixo Comutado, é uma nova versão do chamado "telefone popular", lançado em 2005, que era destinado a toda população na modalidade pré-paga, por um preço de R$ 17,60, sem qualquer franquia.
As novas regras permitirão que famílias de baixa renda paguem em média R$ 13,31 (com tributos já incluídos), pós-pago, pela assinatura de telefone fixo com franquia mensal de 90 minutos para chamadas locais para fixo. Além desse limite, os usuários poderão realizar ligações adquirindo créditos pré-pagos.

Mais barato
Conforme a Anatel, a medida vai beneficiar 22 milhões de famílias inscritas no cadastro único dos programas sociais do Governo Federal, que terão direito ao novo Aice. De acordo com a resolução, as operadoras terão que instalar o Aice nas residências em apenas 7 dias. As companhias terão 120 dias para se adaptar à nova regra nas casas onde não existe nenhuma linha instalada.
A Anatel afirma que o valor de R$ 13,31 é inferior ao do atual Aice (R$ 24,14, com tributos) e da assinatura básica residencial convencional (R$ 40,24, com tributos). Os atuais assinantes do Aice terão sua assinatura reduzida para o novo valor no momento que começar a valer o regulamento.

Cronograma
A agência publicou o cronograma de implantação para permitir que as companhias planejem a migração. Nos primeiros 12 meses, a obrigatoriedade será para as famílias que recebem até um salário mínimo mensal. Nos 12 meses seguintes, passará para as residências com renda de até dois salários e, após 24 meses, será estendida ao restante dos integrantes do cadastro único, que recebem até três salários. Se não houver procura suficiente pelo modelo nesses prazos, a Anatel poderá antecipar o cronograma.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Google planeja tablet de US$ 199

Empresa negocia com fabricante de hardware com sede na Ásia.
Objetivo é competir com iPad e Kindle.



Da France Presse



O Google está em negociações com um fabricante de hardware com sede na Ásia para lançar um tablet ao preço US$ 199, para competir com Amazon e Apple, revela a imprensa americana nesta quinta-feira (29).

O sistema operacional Android, do gigante com sede na Califórnia, serviria ao hardware fabricado por seus sócios asiáticos, incluindo Samsung e Asustek, com o objeto de competir com iPad e Kindle, destaca "The Wall Street Journal" e o site "Digitimes".

O tablet Asustek pode estar no mercado em maio, ao preço de 199 dólares, como uma opção diante do Kindle Fire da Amazom.com, destaca o Digitimes.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Testes do serviço de internet 0800 começam em março, diz ministro

Paulo Bernardo diz que testes serão feitos em comunidade de Brasília.
Objetivo do projeto é dar alternativa às empresas para atender clientes.

Fábio Amato Do G1, em Brasília

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse nesta terça-feira (14) que começam em março os testes do projeto que prevê a possibilidade de as empresas oferecerem aos clientes conexão gratuita à internet para uso em serviços, a chamada internet 0800.

De acordo com ele, os testes serão realizados na comunidade do Varjão, em Brasília. Se tiverem os resultados esperados, as empresas do país poderão adotar o serviço para fazer a comunicação com seus clientes.

Bernardo apontou que o alvo do programa são as famílias que possuem pacote de conexão à internet com limite de download. Nesses casos, quando o cliente atinge esse limite a velocidade da conexão cai e, para restabelecê-la, precisa pagar mais.

“A gente sabe que, em muitos casos, as empresas vendem pacotes com limite [de download]. Então as pessoas vão poder fazer as suas consultas em sites de bancos ou sites de compra sem consumir a sua internet”, disse.

Segundo o ministro, para acessar o serviço 0800 as pessoas não precisarão ser assinantes de internet banda larga. Bastará conectar o computador, por exemplo, em uma rede sem fio gratuita.

Desoneração
O ministro disse ainda que deve ser publicada em março a medida provisória que vai desonerar a construção de redes de telecomunicações no país.
A medida, que visa acelerar o avanço da infraestrutura no setor de telefonia e internet por meio de redução de imposto de equipamentos e de construção civil, deveria ter entrado em vigor em janeiro. De acordo com Bernardo, porém, o Ministério da Fazenda pediu para que fosse adiado por questões orçamentárias.
Após a publicação da medida provisória, as empresas interessadas terão que submeter seus projetos para avaliação dos ministérios da Fazenda e das Comunicações. Bernardo disse a previsão é que as liberações comecem a ser feitas a partir de julho.
 

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Na Campus Party, pesquisador prevê fim do celular em 5 anos

Novas tecnologias lançarão desafio a educadores, diz Sugata Mitra.
'O que fazer quando jovens tiverem o Google nas suas cabeças?', questiona.

Laura Brentano Do G1, em São Paulo
sugata mitra (Foto: Flavia de Quadros/indicefoto.com)Sugata Mitra mostra a experiência com internet em favela na Índia (Foto: Flavia de Quadros/indicefoto.com)
O celular como conhecemos vai desaparecer em breve e a educação terá que se adaptar a mais essa mudança, afirmou Sugata Mitra, professor do Massachusetts Institute of Technology (MIT), durante a Campus Party, nesta terça-feira (7). O evento acontece no Anhembi, em São Paulo.
Especialista em tecnologia educacional, ele acredita que o aparelho vai dar lugar a outra tecnologia em cerca de 5 anos, assim como aconteceu com a vitrola e o walkman.
“O que a educação deve fazer quando os jovens tiverem o Google nas suas cabeças? Como você vai saber que um contabilista é mesmo um contabilista ou se ele está apenas usando o Google?"
Sugata Mitra, especialista
em tecnologia educacional
"O celular foi ficando melhor, mais barato e rápido. Se eu tivesse que fazer uma previsão, diria que ele vai desaparecer em 5 anos”, afirmou. Segundo Mitra, as novas tecnologias vão lançar um desafio aos professores. “O que a educação deve fazer quando os jovens tiverem o Google nas suas cabeças? Como você vai saber que um contabilista é mesmo um contabilista ou se ele está apenas usando o Google? O significado da educação, do diploma, terá que mudar em menos de 10 anos”, completou.
Em 1999, Mitra colocou um computador com acesso à internet em um muro de uma favela de Nova Déli, na Índia. Câmeras mostraram a interação das crianças com o computador. Segundo Mitra, elas iniciaram um novo processo de aprendizagem graças à internet.
Na época do experimento, chamado “Hole in the Wall” (buraco na parede, em inglês), os professores lhe questionaram o que aquilo mudaria na vida deles já que os resultados das provas não estavam melhorando.
“Eles concluíram que o computador não estava ajudando, mas ninguém perguntou se o problema não estava na prova. O computador ajudou as crianças em várias áreas que a prova não contempla, como a autoconfiança. Isso não é medido pela escola”.
Crítica a provas escolaresSegundo Mitra, as provas desenvolvidas pelas instituições não medem a compreensão, e, sim, a memória. “No passado, a memória era importante porque o cérebro era o único meio de se reter informações. Hoje, ela não é mais importante, pois temos o pen drive, por exemplo”, explicou. “Precisamos pedir para o sistema mudar em vez de pedir para o aluno não usar o computador”.
Mitra acredita que é necessário redefinir o currículo escolar para que ele fique mais interessante. “Hoje, as empresa contratam funcionários com muita educação, mas que não são úteis. As pessoas conseguem ler uma página inteira e não entender nada. Essas habilidades são mais importantes para as empresas, hoje, do que trigonometria. Nós temos exigências que não têm relação com o que está sendo ensinado. Há 300 anos, o fato de o currículo não ser interessante, não era um problema. Hoje, isso não funciona”, completou.
Palestras desta quarta
O segundo dia de programação da Campus Party terá como destaque Dave Haynes, vice-presidente de desenvolvimento de negócios da SoundCloud, plataforma de áudio que permite capturar, registrar e compartilhar sons por meio da internet. Ele fará uma palestra às 13h. Neil Harbisson, artista visual e compositor britânico, contará sobre a experiência de ter um olho eletrônico na cabeça que permite que ele reconheça as cores. Harbisson possui acromatopsia, uma condição visual que o obriga a ver o mundo em preto e branco.
Serviço
O que é? Campus Party Brasil 2012
Onde? Anhembi Parque - Av. Olavo Fontoura, 1.209, Santana, São Paulo
Quando? De 6 a 12 de fevereiro de 2012
Quanto? As vagas para participar do evento e acampar estão esgotadas. Entrada para o pavilhão de exposições é gratuita.
mapa campus party (Foto: Arte G1)

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Super-heróis, Hello Kitty e ‘Star Wars’ ganham versão em pendrive na CES

Lanterna Verde e Han Solo também são destaque na linha de acessórios.
Preços variam conforme o espaço de armazenamento do dispositivo.

Gustavo Petró Do G1, em Los Angeles (EU
A fabricante de pendrives e leitores de cartão Mimoco 
apresentou durante a Consumer Electronic Show (CES) 2012 em Las Vegas, 
nos EUA, a nova versão dos acessórios temáticas de super-heróis da DC 
(foto), da Hello Kitty e da saga ‘Star Wars’. Desse modo, personagens 
como o Lanterna Verde, Batman e o Coringa ganham edições ‘fofas’, com 
preços que variam conforme o espaço de armazenamento (Foto: Gustavo 
Petró/G1) 
A fabricante de pendrives e leitores de cartão Mimoco apresentou durante a Consumer Electronic Show (CES) 2012 em Las Vegas, nos EUA, a nova versão dos acessórios temáticas de super-heróis da DC (foto), da Hello Kitty e da saga ‘Star Wars’. Desse modo, personagens como o Lanterna Verde, Batman e o Coringa ganham edições ‘fofas’, com preços que variam conforme o espaço de armazenamento (Foto: Gustavo Petró/G1)
Para as meninas, os pendrives da Hello Kitty trazem a famosa 
gatinha e seus amigos para poder guardar dados do usuário (Foto: Gustavo
 Petró/G1) 
Para as meninas, os pendrives da Hello Kitty trazem a famosa gatinha e seus amigos para poder guardar dados do usuário (Foto: Gustavo Petró/G1)
A Mimoco apresentou a nova edição dos pendrives baseados na 
saga ‘Star Wars’, com destaque para Han Solo, interpretado nos filmes 
por Harrison Ford, preso em carbonita, evento que ocorreu em ‘O Império 
Contra-Ataca’, de 1980 (Foto: Gustavo Petró/G1) 
A Mimoco apresentou a nova edição dos pendrives baseados na saga ‘Star Wars’, com destaque para Han Solo, interpretado nos filmes por Harrison Ford, preso em carbonita, evento que ocorreu em ‘O Império Contra-Ataca’, de 1980 (Foto: Gustavo Petró/G1)

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Com Windows 8 e artistas, Microsoft se despede da CES

Steve Ballmer apresentou as novidades do sistema operacional.
Novo Windows integra videogame, tablet, PC e celular na CES 2012.

Gustavo Petró Do G1, em Las Vegas (EUA)

Steve Ballmer, dura última participação da empresa na CES (Foto: Julie Jacobson/AP) 
CEO da Microsoft Steve Ballmer (dir.), durante última participação da empresa na CES (Foto: Julie Jacobson/AP)
Na despedida da Microsoft na Consumer Electronic Show (CES), o CEO da empresa, Steve Ballmer, reforçou a conectividade do novo sistema operacional da companhia, o Windows 8, em todos os dispositivos: PC, tablet, smartphone e no Xbox 360.
A Microsoft decidiu não participar mais da CES, a maior feira de tecnologia do mundo, após 14 anos para poder lançar seus produtos dentro do seu cronograma. Isso fez com que as apresentações da companhia nos últimos anos não tivessem anúncios de impacto. E o mesmo ocorreu na última participação da dona do Windows.
Ballmer, ao lado do apresentador Ryan Seacrest, do programa "American Idol", mostrou a interface Metro, o grande diferencial do Windows 8, que está presente em todos os dispositivos. Esta interface apresenta diversas janelas quadradas onde estão os principais programas, aplicações, arquivos multimídia e contatos do usuário. O visual é padrão em todos os aparelhos onde o Windows se encontra, de celulares ao console Xbox 360.
O sistema operacional para PC e tablets deve ser lançado ainda em 2012, embora ainda não tenha sido divulgado data de lançamento. No Xbox 360, o visual Metro está disponível por meio de uma atualização de sistema lançada em novembro e desde 2011 em smartphones Windows Phone.
Ainda ao longo da apresentação, Ballmer teve a companhia de outros artistas como um coral que "cantou" tuítes de espectadores que assistiam ao evento pela internet.
Celular HTC Titan II com sistema Windows Phone foi apresentado em evento da Microsoft na CES (Foto: Gustavo Petró/G1) 
Celular HTC Titan II com sistema Windows Phone
foi apresentado em evento da Microsoft na CES
(Foto: Gustavo Petró/G1)
"Windows Phone é o primeiro celular que coloca as pessoas na frente do aparelho. Tudo o que você precisa está na primeira página do aparelho e a interface evolui conforme o uso do usuário. O que for mais importante para ele estará em destaque no telefone", disse Ballmer.
Além de destacar  a vantagem de o sistema estar disponível em uma grande variedade de aparelhos de marcas diferentes, Ballmer demonstrou que o Windows Phone que visam atender a diversas necessidades do usuário. Um exemplo é em uma conversa por meio do Facebook Messenger, aplicativo que permite conversar com amigos da rede social no celular, em que é possível continuar o bate-papo usando outros recursos do celular como enviando textos por SMS ou pelo Messenger sem perder as mensagens anteriores, que são mantidas na tela. O Friend Hub também permite estar conectado com os amigos, podendo dividi-los em grupos para ter acesso mais rápido à comunicação.
Ballmer e Seacrest durante apresentação da Microsoft na CES 2012 (Foto: Gustavo Petró/G1)Ballmer e Seacrest durante apresentação da Microsoft na CES 2012 (Foto: Gustavo Petró/G1)
Sistema operacional com a cara do usuário
Após mostrar smartphones com o sistema Windows Phone, a apresentação focou no Windows 8 que, de acordo com Ballmer, é o produto mais importante da Microsoft. "A intenção da Microsoft com o Windows 8 é fazer com que qualquer usuário possa configurar seu computador ou tablet como quiser", disse Tami Reller, chefe de marketing para Windows. Para demonstrar este recurso, ela mostrou que até na tela de abertura o destavamento de um tablet pode ser feito como o usuário quiser.
No aparelho que ela estava usando havia uma fotografia com crianças segurando peixes. O tablet foi "aberto" com determinados movimentos dos dedos em cima dos peixes da imagem. Segundo ela, isso garante uma maior segurança do aparelho, uma vez que apenas o usuário saberá quais são os gestos para ligá-lo.
Por meio da interface Metro, que apresenta diversos blocos que são programas, aplicações, mensagens e conteúdo multimídia do usuário, é possível ter rápido acesso aos recursos tanto com a tela sensível ao toque quanto com teclado e mouse.
Tablets com processadores ARM e Intel, compatíveis com o Windows 8 também foram apresentados pela executiva.
Craig Davidson, diretor de Xbox, apresentou novidaes do console da Microsoft (Foto: Gustavo Petró/G1)Craig Davidson, diretor de Xbox, apresentou
novidaes do console da Microsoft
(Foto: Gustavo Petró/G1)
Xbox
Sobre os 10 anos do videogame Xbox, comemorados no final de 2011, Ballmer disse que o aparelho "representa o melhor da Microsoft. Somos o líder de vendas do setor, temos 66 milhões de usuários, com 40 milhões de associados à rede de games on-line Xbox Live". Sobre o sensor Kinect, Ballmer estima que 18 milhões de sensores de movimento foram vendidos. A versão do aparelho para o PC será lançada nos EUA no primeiro dia de fevereiro, trazendo uma série de aplicações para os usuários.
Além do canais tradicionais de TV presentes na Xbox Live -- serviço não disponível no Brasil --, Craig Davison, diretor de Xbox da Microsoft, anunciou parceria com a News Corp. para levar os canais de notícia Fox News, Wall Street Journal e conteúdo do site especializado em games IGN.
A empresa apresentou, em parceria com o programa de TV "Vila Sésamo", conteúdo interativo para crianças que utiliza o Kinect. Ao assistir o programa no Xbox, os pequenos podem interagir com os personagens, aprendendo a contar e até participando das atividades.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Príncipe saudita Alwaleed investe US$ 300 milhões no Twitter

Alwaleed tem uma fortuna pessoal avaliada em US$ 20 bilhões.
Participação no Twitter veio após 'meses de negociação'.

Da Reuters
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Novo design do Twitter (Foto: Reprodução) 
Novo design do Twitter, que teve investimento do
príncipe saudita (Foto: Reprodução)
O bilionário príncipe saudita Alwaleed bin Talal, que investe em algumas das maiores companhias do mundo, revelou segunda-feira (19) ter adquirido participação acionária de US$ 300 milhões no site de microblogs Twitter, o que aumenta sua influência sobre o setor mundial de mídia.
Alwaleed, sobrinho do rei saudita e detentor de uma fortuna pessoal avaliada em pouco menos de US$ 20 bilhões pela revista "Forbes", em março, já detém participação de 7% na News Corp e quer criar um canal a cabo de notícias.
A participação no Twitter, adquirida em sociedade por Alwaleed e sua companhia de investimento Kingdom Holding Co, resultou de "meses de negociações", segundo a Kingdom. As ações da companhia subiram em 5,7% na abertura do pregão saudita, o que expressa a aprovação dos investidores a uma transação em um setor visto como de alto crescimento.
Se for aplicada avaliação de mercado que alguns analistas utilizam para o Twitter, de US$ 8 bilhões, o investimento de Alwaleed e da Kingdom equivaleria a uma participação de 3,75%.
"Nos últimos anos, o príncipe Alwaleed está se esforçando para ampliar sua presença nos setores de telecomunicações e tecnologia", disse Hesham Tuffaha, vice-presidente de gestão de ativos no Bakheet Investment Group, em Riad.
"Um dos poucos setores a registrar crescimento significativo de receita nos últimos três anos foi o de tecnologia, o que explica que a Kingdom tenha escolhido o Twitter para ampliar seu diversificado portfolio", acrescentou.
O uso do Twitter ajudou na disseminação de informações na "Primavera Árabe", a série de revoltas que abalou o Oriente Médio e o norte da África este ano.
A Arábia Saudita conseguiu controlar os primeiros indícios de insatisfação entre seus habitantes ao anunciar um pacote de US$ 130 bilhões em gastos sociais.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Apple lança iTunes Store no Brasil

Maioria das músicas custará US$ 0,99; álbuns sairão por US$ 9,99.
Serviço no país contará com artistas brasileiros, como Roberto Carlos.

Do G1, em São Paulo

A Apple anunciou nesta terça-feira (13) o lançamento da iTunes Store no Brasil. O serviço no país contará com músicas brasileiras e internacionais de gravadoras e selos independentes.
Apple lança iTunes Store no Brasil (Foto: Reprodução)Apple lança iTunes Store no Brasil (Foto: Reprodução)
A iTunes Store, que tem um catálogo de mais de 20 milhões de músicas, chega ao Brasil com artistas locais como Ivete Sangalo e Marisa Monte, além da estreia digital do catálogo de Roberto Carlos.
Para acessar a loja do iTunes, é preciso baixar o aplicativo no site da Apple. O donwload é gratuito. Com a loja do iTunes, usuários podem comprar e baixar músicas on-line. A maioria das canções irá custar US$ 0,99, e a maioria dos álbuns sairá por US$ 9,99, conforme a Apple.
Filmes
Além de músicas, a iTunes Store também poderá ser usada para alugar ou comprar mais de 1 mil filmes – alguns em alta definição (HD). Entre os longas brasileiros disponíveis estão “Tropa de Elite” e “Senna”. O serviço traz títulos da 20th Century Fox, Paramount Pictures, Sony Pictures Home Entertainment, Universal Pictures, The Walt Disney Studios e Warner Bros. Pictures.

América Latina
A Apple também está lançando a iTunes Store em mais 15 países da América Latina: Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru e Venezuela.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Computador de R$ 50 usará Linux e exibirá filmes em alta definição

'Raspberry Pi' é uma placa do tamanho de um cartão de crédito.
Sistema usa processador ARM e poderá ser ligado a uma TV.

Altieres Rohr Especial para o G1
Pesquisadores britânicos ligados à Universidade de Cambridge acreditam que irão comercializar até o fim de 2011 um computador batizado de “Raspberry Pi”. O sistema é na verdade uma placa do tamanho de um cartão de crédito com saídas USB e HDMI para que possa ser conectado à TV, teclado e mouse.
O computador terá dois modelos. O mais simples, modelo A, custará US$ 25 (cerca de R$ 50) e terá 128 MB de memória. O mais caro, modelo B, custará US$ 35 (R$ 70), mas terá o dobro de memória (256 MB) e também conexão à rede cabeada. No modelo mais simples, a única forma de conexão com a internet é usando um adaptador USB.
O Raspberry Pi também tem saída de áudio e saída de vídeo composto, frequentemente encontrada até em aparelhos de TV mais simples. Ele é capaz de reproduzir vídeo 1080p a 30 quadros por segundo – a qualidade de alta definição usada por vídeos em Blu-Ray.
Computador Raspberry Pi – “system on a chip” de R$ 50 reproduz vídeo em alta definição poderá ser alimentado por um carregador de celular (Foto: Divulgação)Computador Raspberry Pi – 'system on a chip', de R$ 50, reproduz vídeo em alta definição poderá ser alimentado por um carregador de celular (Foto: Divulgação)
O computador usará um processador ARM de 700 Mhz. O processador ARM é comum em celulares, mas é diferente do que se encontra na maioria dos computadores e notebooks. Ele não poderá executar aplicativos comuns em PCs, mas os desenvolvedores dizem ter o suporte de algumas distribuições Linux para serem usadas no aparelho.
O armazenamento de dados será feito em um cartão de memória SD, idêntico ao usado em muitas câmeras fotográficas e filmadoras digitais. A fonte de alimentação pode ser feita por um microUSB de cinco volts e até mesmo o modelo B, que usará mais energia, e poderá ser alimentado por um carregador de celular. Ele também poderá usar um conjunto de quatro pilhas AA.
O principal objetivo do projeto é criar um computador barato para ser usado como “brinquedo” por crianças e incentivar o estudo da informática em pessoas mais jovens para que cheguem à universidade mais interessadas e com mais conhecimento sobre computadores.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Morre Steve Jobs, fundador da Apple

Criador da Apple impôs visão de simplicidade no mercado da tecnologia.
Da experiência com drogas às brigas, conheça a trajetória do empresário.

Do G1, em São Paulo
Steve Jobs (Foto: Moshe Brakha/AP)Steve Jobs, fundador da Apple, morre aos 56 anos nos Estados Unidos (Foto: Moshe Brakha/AP)
Morreu nesta quarta-feira (5) aos 56 anos o empresário Steven Paul Jobs, criador da Apple, maior empresa de capital aberto do mundo, do estúdio de animação Pixar e pai de produtos como o Macintosh, o iPod, o iPhone e o iPad.
Idolatrado pelos consumidores de seus produtos e por boa parte dos funcionários da empresa que fundou em uma garagem no Vale do Silício, na Califórnia, e ajudou a transformar na maior companhia de capital aberto do mundo em valor de mercado, Jobs foi um dos maiores defensores da popularização da tecnologia. Acreditava que computadores e gadgets deveriam ser fáceis o suficiente para ser operados por qualquer pessoa, como gostava de repetir em um de seus bordões prediletos, que era "simplesmente funciona" (em inglês, "it just works"). O impacto desta visão foi além de sua companhia e ajudou a puxar a evolução de produtos como o Windows, da Microsoft.
A luta de Jobs contra o câncer desde 2004 o deixou fisicamente debilitado nos anos de maior sucesso comercial da Apple, que escapou da falência no final da década de 90 para se transformar na maior empresa de tecnologia do planeta. Desde então, passou por um transplante de fígado e viu seu obituário publicado acidentalmente em veículos importantes como a Bloomberg. Há 42 dias, deixou o comando da empresa.
Foi obrigado a lidar com a morte, que temia, como a maioria dos americanos de sua geração, desde os dias de outubro de 1962 que marcaram o ápice da crise dos mísseis cubanos. "Fiquei sem dormir por três ou quatro noites porque temia que se eu fosse dormir não iria acordar", contou, em 1995, ao museu de história oral do Instituto Smithsonian.
"Ninguém quer morrer", disse, posteriormente, em discurso a formandos da universidade de Stanford em junho de 2005, um feito curioso para um homem que jamais obteve um diploma universitário. "Mesmo as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para chegar lá. E, por outro lado, a morte é um destino do qual todos nós compartilhamos. Ninguém escapa. É a forma como deve ser, porque a morte é provavelmente a melhor invenção da vida. É o agente da vida. Limpa o velho para dar espaço ao novo."
Homem-zeitgeist
A melhor invenção da vida, nas palavras do zen-budista Jobs, deixa a indústria da tecnologia órfã de seu "homem-zeitgeist", ou seja, o empresário que talvez melhor tenha capturado a essência de seu tempo. Jobs apostou na música digital armazenada em memória flash quando o mercado ainda debatia se não seria mais interessante proteger os CDs para fugir da pirataria.
Home da Apple (Foto: Reprodução)Na página da Apple, foto em homenagem ao
fundador (Foto: Reprodução)
Ele acreditou que era preciso gastar poder computacional para criar ambientes gráficos de fácil utilização enquanto as gigantes do setor ainda ensinavam usuários a editar o arquivo "AUTOEXEC.BAT" para configurar suas máquinas. Ele viu a oportunidade de criar smartphones para pessoas comuns ao mesmo tempo em que o foco das principais fabricantes era repetir o sucesso corporativo do BlackBerry.
Sob o comando de Jobs, a Apple dizia depender muito pouco de pesquisas de mercado. “Não dá para sair perguntando às pessoas qual é a próxima grande coisa que elas querem. Henry Ford disse que, se tivesse questionado seus clientes sobre o que queriam, a resposta seria um cavalo mais rápido", afirmou, em entrevista à revista "Fortune" em 2008. Em 2010, quando perguntado sobre quanto a Apple havia gasto com pesquisa com consumidores havia sido feito para a criação do iPad, Jobs respondeu que "não faz parte do trabalho do consumidor descobrir o que ele quer. Não gastamos um dólar com isso."
Nem sempre esta habilidade garantiu o sucesso da Apple, como na primeira versão da Apple TV, computador adaptado para trabalhar com central multimídia que não conseguiu um volume de vendas relevantes. Mas Jobs conseguia minimizar os fracassos: no caso da Apple TV, ele dizia que se tratava de um "hobby", um projeto pessoal que não fazia tanta diferença nos planos da empresa.
Perfeccionista e workaholic, Jobs gostava de controlar todos os pontos da produção da Apple, resistindo, inclusive, à decisão de terceirizar gradativamente a fabricação dos produtos da companhia para fabricantes chineses - plano proposto e executado pelo agora novo comandante da companhia, Tim Cook, e que se mostrou acertado.
Conhecido como um “microgerente”, nenhum produto da Apple chegava aos consumidores se não passasse pelo padrões Jobs de qualidade e de excentricidade. Isso incluía, segundo relatos, o número de parafusos existentes na parte inferior de um notebook e a curvatura das quinas de um monitor. No dia do anúncio de que Jobs estava deixando o comando da Apple, Vic Gundotra, criador do Google Plus, contou que recebeu uma ligação do presidente da Apple no domingo para pedir que fosse corrigida a cor de uma das letras do ícone do atalho do Google no iPhone.
Steve Jobs anunciou que deixará cargo de presidente da Apple (Foto: Reuters)Steve Jobs durante apresentação de produto
da Apple nos EUA (Foto: Reuters)
Na busca por produtos que fossem de encontro com seu padrão de qualidade pessoal, Jobs era criticado em duas frentes. Concorrentes e boa parte dos consumidores que tentavam fugir da chamado "campo de distorção da realidade" criado pela Apple reclamavam das diversas decisões que faziam dos produtos da companhia um "jardim fechado", incompatíveis com o resto do mundo e restritos a normas que iam além de restrições tecnológicas. Tecnicamente sempre foi possível instalar qualquer programa no iPhone, mas a Apple exige que o consumidor só tenha acesso aos programas aprovados pela companhia.
Internamente, entre alguns de seus funcionários, deixou a imagem de "tirano". Alan Deutschman, autor do livro “The second coming of Steve Jobs", afirma que, ao lado do "Steve bom", o mago das apresentações tão aguardadas pelo didatismo e capacidade de aglutinar o interesse do consumidor, também existia o “Steve mau”, um sujeito que gostava de gritar, humilhar e diminuir qualquer pessoa que lhe causasse algum tipo de desprazer.
Ao jornal “The Guardian”, um ex-funcionário que trabalhou na Apple por 17 anos comparou a convivência com Steve com à sensação de estar constantemente na frente de um lança-chamas. À revista “Wired”, o engenheiro Edward Eigerman afirmou: “mais do que qualquer outro lugar onde já trabalhei, há uma grande preocupação sobre demissão entre os funcionários da Apple”. A mesma publicação contou que o diretor-executivo não via problemas em estacionar sua Mercedes na área da empresa reservada aos deficientes físicos -- às vezes, ele ocupava até dois desses espaços.
Jobs também sempre precisou de um "nêmesis", um inimigo que ele satanizava e ridicularizava em público como contraponto de suas ações na Apple. O primeiro alvo foi a IBM, com quem disputou o mercado de computadores pessoais principalmente no início dos anos 80. Depois, a Microsoft, criadora do MS-DOS e do Windows. Mais recentemente, Jobs vinha mirando o Google, gigante das buscas na internet cujo presidente chegou a fazer parte do conselho de administração da Apple, e que investiu no mercado de sistemas para smartphones com o Android. Jobs ordenou que a Apple lutasse, mesmo que judicialmente, contra o programa que ele considerava um plágio do iOS, coração do iPhone e do iPad.
Steve Jobs (Foto: Kimberly White/Reuters)Steve Jobs (à direita), ao lado do antigo sócio
Steve Wozniak (Foto: Kimberly White/Reuters)
Do LSD ao Mac
O sucesso empresarial de Jobs é ainda um dos principais resquícios da transformação da contracultura dos anos 60 e 70 em mainstream nas décadas seguintes. A companhia que hoje briga para ser a maior do mundo foi fundada após Jobs ir à Índia em 1973 em busca do guru Neem Karoli Baba. O Maharaji morreu antes da chegada de Jobs, mas o americano dizia que havia encontrado a iluminação no LSD.
"Minhas experiências com LSD foram uma das duas ou três coisas mais importantes que fiz em minha vida", disse, em entrevista ao "New York Times". Depois, afirmou que seu rival, Bill Gates, seria "uma pessoa (com visão) mais ampla se tomasse ácido uma vez". O LSD foi a mesma droga que fascinara o inventor do mouse e precursor do ambiente gráfico, Douglas Englebart, cerca de dez anos antes de Jobs.
Coincidentemente foram o mouse e o ambiente gráfico os inventos que chamaram a atenção de Jobs na fatídica visita ao laboratório da Xerox em Palo Alto, em 1979. É uma das histórias mais contadas e recontadas do Vale do Silício, e as versões variam entre acusações de espionagem industrial à simples troca pela Apple de patentes que a Xerox não teria interesse em desenvolver por ações da companhia, que abriria seu capital no ano seguinte.
Fato é que a equipe de Jobs voltou da visita encantada com a metáfora do "desktop" utilizada pelo Xerox Alto. A integração entre ícones representando cada uma das funções do computador, acessadas por meio de uma seta comandada por um mouse, foi a base do Apple Lisa e, posteriormente, do Macintosh.
Steve Jobs (Foto: Robert Galbraith/Reuters)Steve Jobs, em uma das últimas aparições à frente
da Apple (Foto: Robert Galbraith/Reuters)
Com o "Mac", enfim, Jobs conseguiu colocar em prática a visão de que havia desenvolvido em parceria com o amigo e sócio Steve Wozniak, responsável pela criação das soluções técnicas que fizeram dos primeiros computadores da Apple máquinas que mudaram o cenário da computação "de garagem" que vinha se desenvolvendo nos Estados Unidos nos anos 70. Agora, 8 anos após a fundação da empresa, Jobs e "Woz" apresentavam um computador que não era feito para "o restante de nós".
"Algumas pessoas acreditam que precisamos colocar um IBM PC sobre cada escrivaninha para melhorarmos a produtividade. Não vai funcionar. As palavras mágicas especiais que você precisa aprender são coisas como 'barra Q-Z'. O manual para o WordStar, processador de texto mais popular, tem 400 páginas. Para escrever um livro, você precisa ler um livro - e um que parece um mistério complexo para a maioria das pessoas", afirmou Jobs em entrevista publicada pela Playboy americana de fevereiro de 1985.
Na frase, Jobs demostra que queria enfrentar a IBM, gigante nascida no início do século e que, depois de dominar o mercado de servidores corporativos, queria tomar também o setor de computadores pessoais. Para ele, as máquinas da IBM eram feitas "por engenheiros e para engenheiros", e havia a necessidade de criar algo para o "restante", ou, como diria a famosa campanha "Pense diferente" da Apple de 1997, um computador para "os loucos, os desajustados, os rebeldes (..), as peças redondas encaixadas em buracos quadrados".
Saída da própria empresaMas o sucesso do Mac - que viria posteriormente a impulsionar a adoção de ambientes gráficos até mesmo entre os computadores da IBM (com o Windows, criado pela Microsoft) - não evitou que Jobs acabasse demitido de sua própria companhia. As disputas internas entre equipes que queriam investir no mercado corporativo e as que apostavam apenas no consumidor fizeram com que John Sculley, vindo da Pepsi à convite do próprio Jobs, convencesse o conselho de administração de que era hora da empresa se livrar de seu fundador.
Durante a década em que esteve fora, Jobs fez dois investimentos que acabaram, de maneiras diferentes, alavancando o mito em torno de seu "toque de midas". No primeiro, pagou US$ 10 milhões pela problemática divisão de computação gráfica da LucasFilm, empresa de George Lucas responsável por franquias do cinema como Star Wars e Indiana Jones. A nova empresa foi batizada de Pixar, e após emplacar sucessos como “Toy story”, “Vida de inseto”, “Monstros S.A.” e “Procurando Nemo”, acabou sendo adquirida pela Disney por US$ 7,4 bilhões em 2006. No processo, Jobs se transformou no maior acionista individual da companhia de Mickey Mouse.
O outro investimento foi a semente não apenas do retorno de Jobs à Apple, mas teve relação direta com o surgimento da World Wide Web, invenção que impulsionou o crescimento da internet no mundo. Com a NeXT, Jobs desenvolveu computadores poderosos indicados para o uso educacional e desenvolvimento de programas. Um terminal NeXT foi usado por Tim Berners-Lee como o primeiro servidor de web do mundo, em 1991. Em dezembro de 2006, a Apple adquiriu a NeXT, manobra que serviu para incorporar tecnologias ao grupo e trazer Jobs de volta para o comando da companhia.
Steve Jobs (Foto: Kimberly White/Reuters)Steve Jobs com seu sucessor no comando da
Apple, Tim Cook (Foto: Kimberly White/Reuters)
O retorno de Jobs marca o início de uma era de crescimento para a Apple incomum na história do capitalismo americano. A sequência de sucessos - alguns atrelados a mudanças no paradigma de mercados importantes - inclui o MacBook, o tocador digital iPod, a loja virtual iTunes, o iPhone e o iPad. A maioria destes produtos veio de ideias impostas pelo próprio Jobs. À revista “Fortune”, em 2008, Jobs falou sobre sua tão aclamada criatividade - "sempre aliada ao trabalho duro", como ele mesmo enfatizou. "Não dá para sair perguntando às pessoas qual é a próxima grande coisa que elas querem. Henry Ford disse que, se tivesse questionado seus clientes sobre o que queriam, a resposta seria um cavalo mais rápido."
Nesta segunda passagem, Jobs reforçou ainda o legado de um empresário ímpar, que impunha uma visão holística na criação, desenvolvimento e venda de seus produtos, Do primeiro parafuso ao plástico que embalaria a caixa de cada aparelho, passando por custo, publicidade, estratégia de vendas.
Sigilo na vida pessoal
A mesma discrição que Jobs impunha na vida profissional - os lançamentos da Apple sempre foram tratados como segredo, aumentando a gerar um movimento de especulação que acabava servindo como publicidade gratuita - foi adotada em sua vida pessoal. Por isso, a luta do executivo contra o câncer no pâncreas foi tratada com muito sigilo, dando margem a uma infinidade de boatos.
Em 2004, Jobs fez tratamento após descobrir um tipo raro da doença. Durante o ano de 2008, Jobs foi aparecendo cada vez mais magro e os boatos aumentaram, até que ele anunciou em janeiro de 2009 seu afastamento da diretoria da empresa para cuidar da saúde. No início de 2011, novo afastamento, até que, em agosto, Jobs deixou de vez o comando da Apple. "Eu sempre afirmei que se chegasse o dia em que eu não fosse mais capaz de cumprir minhas obrigações e expectativas como CEO da Apple, eu seria o primeiro a informá-los disso. Infelizmente, este dia chegou", afirmou, em comunicado.
Steve Jobs apresenta o iPhone 4, em junho de 2010 (Foto: Robert Galbraith/Reuters)Steve Jobs apresenta o iPhone 4, em junho de
2010 (Foto: Robert Galbraith/Reuters)
A vida reservada fez, por exemplo, que Jobs não tivesse contato direto com sua família biológica. Nascido em 24 de fevereiro de 1955 em San Francisco, filho dos então estudantes universitários Abdulfattah John Jandali, imigrante sírio e seguidor do islamismo, e Joanne Simpson, foi entregue à adoção quando sua mãe viajou de Wisconsin até a Califórnia para dar à luz.
Segundo o pai biológico, os sogros não aprovavam que sua filha se casasse com um imigrante muçulmano. Lá, ele foi adotado por Justin e Clara Jobs, que moravam em Mountain View. Seus pais biológicos depois se casaram e tiveram uma filha, a escritora Mona Simpson, que só descobriu a existência do irmão depois de adulta.
Do pai adotivo, herdou a paixão de montar e desmontar objetos. Assim como Paul, Steve não chegou a ser um especialista em eletrônicos, mas ao aprender os conceitos básicos conseguiu se aproximar das pessoas certas no lugar certo. Vivendo no Vale do Silício, conheceu Steve Wozniak, gênio criador do primeiro computador da Apple. Trabalhou na Atari até decidir criar, com Woz, sua própria empresa.
Em mais uma conexão com a contracultura, Jobs teria tido um relacionamento de curta duração com a cantora folk Joan Baez, ex-namorada do ícone da música Bob Dylan, talvez o maior ídolo do empresário.
Casado com Laurene Powell desde 1991, Jobs deixa quatro filhos: Reed Paul, Erin Sienna, e Eve, nascidos de seu relacionamento com Laurene, e Lisa Brennan-Jobs, de um relacionamento anterior com a pintora Chrisann Brennan.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Google adiciona bandeiras Visa e Amex a seu serviço de pagamentos

Empresa anunciou adição de bandeiras ao Google Wallet.

Intenção do Google é que smartphones substituam cartões de crédito.

Do G1, com Associated Press

A carteira do Google está ficando mais cheia, com a adição do Visa, do American Express e do Discover ao serviço de pagamentos da empresa, o Google Wallet. A ideia é que a ferramenta transforme os smartphones nos próximos cartões de crédito.

A MasterCard já estava participando do projeto do Google.

O Wallet foi lançado pelo Google nesta segunda-feira (19) para os usuários de um smartphone da operadora norte-americana Sprint.

Os usuários donos do celular poderão carregar o Citibank MasterCard no programa do Google Wallet. O pagamento será feito com a aproximação do aparelho a um dos terminais disponibilizados pela empresa nas lojas.

Posteriormente, será possível usar cartões Visa, American Express e Discover.

Wallet
Redator do 'GigaOm' fotografou máquina do Google Wallet em uma cafeteria de San Francisco (Foto: Reprodução)
Redator do 'GigaOm' fotografou máquina do Google Wallet em San Francisco
(Foto: Reprodução)

O Google anunciou em maio a criação de um sistema de pagamentos móveis em uma tentativa de ajudar os consumidores a pagar compras com smartphones em vez de cartões de crédito. Na apresentação, a empresa afirmou que o serviço estaria disponível no segundo semestre para usuários em Nova York e San Francisco.

O "Wallet" funcionará integrado ao chip de "comunicação de campo próximo", ou NFC na sigla em inglês, que está integrado a maioria dos aparelhos top de linha com sistema operacional Android lançado nos últimos meses, como o Nexus S e o Samsung Galaxy S II.

A tecnologia permite que o usuário simplesmente aproxime seu aparelho celular da máquina responsável pela cobrança, em operação semelhante à de um bilhete eletrônico utilizado pelas empresas de transporte público em metrópoles como São Paulo.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Carro voador custará R$ 390 mil

Empresa americana está na fase final de testes para lançar um veículo que pode voar ou andar normalmente pelas ruas e estradas

Por Época NEGÓCIOS Online
Editora Globo
O carro voador decola em teste
Reprodução Internet
Carl Dietrich, presidente da Terrafugia, ao lado do Transition
Aquele antigo sonho de fugir do engarrafamento com um carro voador está próximo de se tornar realidade. A empresa americana Terrafugia está no final do processo de desenvolvimento de um veículo batizado de Transition. Inovador, o carro pode voar ou andar normalmente pelas ruas e estradas. A companhia está finalizando a fase de testes para iniciar as vendas, o que deve ocorrer já em 2012. O Transition acaba de ser aprovado pelo órgão de trânsito dos Estados Unidos.

+ Voo de balão ao espaço custará R$ 254 mil

Feito de fibra de carbono, o veículo pode voar cerca de 700 quilômetros sem abastecimento. Nos ares, a velocidade máxima alcançada é de 185 km por hora, já nas estradas, de 100 km.

+ Iate para bilionários tem sua própria ilha tropical

Para se transformar de carro, no qual cabem duas pessoas, em uma espécie de pequeno avião, o veículo precisa de apenas 30 segundos. Tantas vantagens cobram um preço salgado. O valor final do Transition deve ficar entre US$ 200 mil (R$ 312 mil) e US$ 250 mil (R$ 390 mil). Se o custo não for um problema, já é possível fazer encomendas pelo site da empresa. Considerando que a Ferrari 458 Italia chegou ao Brasil com um preço inicial de R$ 1,5 milhão neste ano, até que não é tanto, né?
+ Jaguar comemora 50 º aniversário com edição limitada