sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Líderes de metade da Câmara se dizem pró-voto aberto em cassações

G1 procurou os líderes dos 22 partidos com assento na Câmara.

9 defendem voto aberto, 2 são contra, 2 não sabem e 9 não responderam.

Andréia Sadi e Sandro Lima
Do G1, em Brasília
 

Deputados em sessão no plenário da Câmara  (Foto: Renato Araújo / Agência Brasil)
Deputados em sessão no plenário da Câmara
(Foto: Renato Araújo / Agência Brasil)
 
Líderes partidários que representam metade dos deputados na Câmara se dizem favoráveis ao voto aberto em sessões que julgam cassações de mandato. O líder é o deputado que negocia os principais projetos em discussão na Câmara. Ele exerce influência sobre os colegas e orienta o voto da bancada, embora os deputados do partido não sejam obrigados a obedecer à orientação.

Nestas quarta (31) e quinta (1), o G1 procurou os líderes dos 22 partidos com assento na Câmara. Nove (os líderes de PT, DEM, PDT, PPS, PR, PP, PRTB, PSOL e PHS) dizem defender o voto aberto em casos de processos de cassação. Esses líderes comandam bancadas que, juntas, somam 254 parlamentares, o equivalente a 50,3% dos 513 deputados.

O G1 também conversou com os líderes de PMDB (80 deputados), PSDB (53), PRB (10) e PSL (2). O líder tucano e o do PSL defendem o voto secreto. O do PMDB - segunda maior bancada depois da do PT (86 deputados) - e o do PRB disseram ainda não ter opinião formada. Os líderes dos outros nove partidos restantes (PTB, PSB, PSC, PCdoB, PHS, PRP, PTC, PMN e PTdoB) não responderam ou não foram localizados.

Na última terça (30), parlamentares que votaram pela cassação da deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF) atribuíram o resultado da sessão - 265 votos pela absolvição, 166 pela cassação e 20 abstenções - ao voto secreto. De acordo com o processo de cassação ao qual a deputada respondia, ela quebrou o decoro parlamentar ao ter sido flagrada em um vídeo recebendo dinheiro de Durval Barbosa, delator do chamado mensalão do DEM no Distrito Federal.


Os parlamentares votaram apertando um botão a partir da bancada que ocupam. O painel eletrônico da Câmara somente apresentou os totais da votação, sem identificar como votou cada um dos 451 deputados presentes à sessão.

O líder do PSDB, Duarte Nogueira (SP), defendeu o voto secreto, que, para ele, "preserva o direito do parlamentar de votar sobre um próprio par seu".

"No caso de cassação de mandato, você vai ter de tomar uma decisão que é suprimir o que há de mais importante para o parlamentar que é o mandato. No voto secreto, você preserva o direito do parlamentar de votar sobre um próprio par seu. Eu não defendo deixar voto aberto. Eu não fui convencido por isso", disse Nogueira.

Henrique Eduardo Alves (RN), lider do PMDB, segunda maior bancada na Câmara, com 80 deputados,disse que não tem opinião formada e que precisa "pensar melhor sobre o assunto".

"Existem prós e contras nos dois casos, no voto aberto e no voto secreto. No voto aberto, você pode ser direcionado, às vezes pela orientação do partido, ou pressionado mesmo. Vou pensar mais sobre isso. Voto secreto muitas vezes é direito de parlamentar se proteger", defendeu.

Para ACM Neto (BA), líder do DEM, há situações em que o voto secreto é "válido", mas, em processos de cassação, ele julga que não.

"No processo de cassação é diferente, porque o eleitor tem o direito de saber qual a posição do seu representante. A questão da cassação é questão interna, é julgamento político-jurídico. Então, entendo que, nesses casos, o voto pode ser aberto", afirmou.

O líder do PT na Câmara, Paulo Teixeira (SP), disse que a questão não está consolidada dentro da bancada, mas que, como líder, defende o voto aberto em processos que julgam perda de mandato. O também petista Cândido Vaccarezza (SP), líder do governo na Câmara, por exemplo, se disse "radicalmente contra" o voto aberto em processos de cassação.

Teixeira afirmou que pretende apresentar um projeto a fim de transferir para a competência do Supremo Tribunal Federal (STF) o julgamento de processos de cassação como o de Jaqueline Roriz.

Líderes do PPS, Rubens Bueno (PR), do PR, Lincoln Portela (MG), e do PDT, Giovanni Queiroz defenderam o voto aberto como forma de garantir transparência para a Casa. Para Portela, o fim do sigilo expõe o parlamentar a pressões, mas o parlamentar deve prestar contas ao eleitor.

"Concordo que deixa o político mais vulnerável, mas é um risco que a gente corre. Somos representantes do povo e há apelo para que o voto seja aberto", afirmou Portela.

O líder do PP, Aguinaldo Ribeiro (PB), afirmou ser favorável ao voto aberto em processos de cassação, como o de Jaqueline Roriz, mas afirmou que a questão não foi discutida com a bancada.

O líder do PDT, Giovanni Queiroz (PA), disse ser contra o voto secreto. Segundo ele, "a opinião e o voto do deputado devem ser expostos. O eleitor tem o direito de saber como o seu representante vota".
O líder do PRB, Vitor Paulo (RJ), disse que o partido só terá posição definida sobre o voto secreto na próxima semana.

O representante da bancada do PSL, Dr. Grilo (MG), disse ser favorável ao voto secreto para que o parlamentar seja "protegido do julgamento popular".

Reforma permitirá que mais mulheres participem da política, diz Fátima em evento da Ubes

“A reforma política, com o financiamento público e exclusivo de campanha, permitirá que mais mulheres participem da política”, defendeu a professora e deputada federal Fátima Bezerra, ontem (31/9), em Brasília, na abertura do 1º Encontro de Mulheres da Ubes (União Brasileira dos Estudantes). Ela também defendeu uma maior participação dos jovens na política, “para que tenhamos uma sociedade menos preconceituosa e mais justa".

Também acompanharam o evento, a líder estudantil chilena Camila Vallejo, a ministra Iriny Lopes, da Secretaria de Políticas para Mulheres, as senadoras Vanessa Graziotim (PCdoB/AM) e Lídice da Mata (PSB/BA), as deputadas Manuela D’Ávila (PCdoB/RJ), Janete Pietá (PT/SP) e Erika Kokay (PT/DF).

Além do 1º Encontro de Mulheres, a Ubes também está realizando em Brasília, até o dia 3 de setembro, o 13º Coneg. Durante o dia de ontem (31/9), a Une e a Ubes realizaram uma série de eventos para pedir do governo a redução dos juros e a aplicação de 10% do PIB (Produto Interno Bruto) em educação.

Walter Alves defende criação de

O deputado Walter Alves-PMDB defendeu hoje, dia 1º, que seja traçado com urgência um plano de desenvolvimento mineral do Rio Grande do Norte e que sejam resolvidos os problemas do porto de Natal, de forma a ser criado um ambiente sustentável para que empresas do setor aqui se instalem e possam produzir, gerando empregos e renda.

“Precisamos também investir na tese junto aos nossos representantes federais de que estados e municípios, onde as lavras se localizem, possam ter compensações pela instalação da indústria do minério”, disse.

Segundo o deputado, levantamentos do Departamento Nacional de Produção Mineral – DNPM, indicam que dos 167 municípios do Estado, 156 tem requerimentos para algum tipo de lavra.

“Existem hoje 2.449 requerimentos de pesquisa ou lavra de algum recurso mineral para garimpo no Rio Grande do Norte. Diante desse quadro, posso afirmar que sem dúvida nenhuma, nosso Estado tem novamente a perspectiva de agregar a mineração aos seus vetores de desenvolvimento. A mineração recrudesce em nossas terras. No Seridó, a mineração gera valores em torno de 40,8 milhões anuais. O segmento minerador tem grande impacto sobre os empregos indiretos. Para cada emprego direto gerado, 13 outros indiretos serão derivados”, disse.

Walter convidou os seus colegas a participarem de uma audiência pública que será realizada na Assembleia Legislativa, nesta sexta feira pela manhã, por proposição do seu mandato, para discutir o setor mineral, com a presença do diretor geral do DNPM, Sérgio Dâmaso.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Vitória do Vasco devolve sorriso a Ricardo Gomes, dizem médicos

Quadro evolui, e técnico recobra a consciência de forma progressiva, já mexendo os membros espontaneamente
Por Rafael Cavalieri
Rio de Janeiro 

Com a retirada dos sedativos, Ricardo Gomes abriu os olhos e moveu braços e pernas. Após a excelente notícia, os médicos que acompanham o treinador do Vasco no Hospital Pasteur, na Zona Norte do Rio, se reuniram mais uma vez, na manhã desta quinta-feira, para passar novas informações sobre a recuperação do técnico. E, novamente, as notícias foram boas. Segundo os médicos, Gomes está recobrando a consciência progressivamente, está menos sonolento, aperta a mão e atende a comando verbais. Ele até teria esboçado um sorriso ao saber da vitória do Vasco por 3 a 1 sobre o Ceará, jogo em São Januário que foi justamente marcado por homenagens ao comandante cruz-maltino.

- Ele está atendendo comando verbais, apertando a mão, os sinais neurológicos estão excelentes. Não fala porque segue entubado. Tinha sangue dentro do tecido cerebral que foi retirado na cirurgia. A tomografia mostrou absorção de 80% e o restante vai desaparecer nas próximas horas. A evolução é favorável. Ele ate esboçou um sorriso ao contarmos que o Vasco tinha vencido - afirmou José Antônio Guasti, responsável pela operação do treinador no último domingo.

O clínico Fábio Miranda disse ainda que Ricardo Gomes já mexe os membros de forma espontênea, mais o lado esquerdo, que o direito, afetado pelo AVC (acidente vascular cerebral). Tudo dentro do esperado.

- Evolução é contínua e satisfatória. Há sinais de melhora, principalmente no que diz respeito ao nível de consciência. Estpa progressivamente menos sonolento, se concentando mais com o meio, abre os olhos, movimenta mais os membros espontaneamente, o direito, ainda reduzido, mas dentro do esperado. A monitorização clínica, os exames laboratoriais e a nova tomografia também mostram evolução. Nenhum sinal de complicação. Continuamos animados.

- Foi mais um dia de vitória na recuperação - completou Ricardo Periard.

Entenda o caso

Ricardo Gomes sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) no segundo tempo do clássico entre Flamengo e Vasco, no último domingo, no Engenhão. Foi levado inicialmente para o centro médico do estádio e, em seguida, encaminhado para o Hospital Pasteur, na Zona Norte do Rio de Janeiro, onde foi submetido a uma cirurgia que durou cerca de três horas e meia. A hemorragia no cerébro em decorrência do AVC sofrido pelo treinador foi estancada, e a circulação, restabelecida.

No ano passado, quando ainda comandava o São Paulo, Ricardo Gomes teve uma vasculite, considerada um pequeno AVC, e precisou ficar internado após o clássico contra o Palmeiras, pelo Campeonato Paulista. No entanto, o médico do Vasco Clóvis Munhoz assegura que o problema não é relacionado com o enfrentado pelo treinador na outra ocasião.

Líder no governo diz que Dilma 'aceitaria' imposto para Saúde

O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), disse que a presidente Dilma Rousseff não só "aceitaria como vários ministros também aceitariam" a criação de um novo imposto específico para financiar a saúde pública no País. Vaccarezza fez uma ressalva, dizendo não ter conversado especificamente sobre o tema com a presidente e que não podia falar por ela. Mas repetiu: "(Ela) não me disse a posição dela, mas eu acho que ela não teria nada a opor". As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

O líder do governo fez considerações sobre a polêmica regulamentação da emenda constitucional 29, que normatiza os investimentos públicos em saúde. O Planalto, Estados e municípios têm receio de que faltarão recursos no caso de aprovado o texto na Câmara dos Deputados. Outras opções em estudo, declarou Vaccarezza, seriam legalizar o jogo e cassinos no País ou aumentar o valor cobrado do seguro obrigatório de proprietários de veículos. Depois de dar entrevista, o líder do governo teve reuniões sobre o tema no Planalto e na Fazenda. Há um consenso entre os governistas sobre a necessidade de votar a regulamentação da emenda 29, pois a oposição no momento acusa o Planalto de descaso com a saúde. O prazo previsto para que o texto vá a plenário é o dia 28 deste mês.

PSD pode chegar ao 11º estado com registro no TRE ainda hoje

Da coluna Panorama Político, no Globo de hoje:

O PSD DE VENTO EM POPA

A expectativa da direção do PSD é que o partido obtenha hoje o registro em 11 estados. Ontem, eram sete estados.

Com isso, o novo partido terá cumprido exigência legal para que o TSE lhe dê registro definitivo. Um de seus dirigentes, Saulo Queiroz, informa que o PSD vai nascer com 47 deputados e dois senadores. Mas o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, avalia que até que saia o registro do TSE a bancada poderá chegar a 55 deputados.

Panorama Esportivo



Velocidade e Habilidade.

O jogador Tavinho foi um dos destaques do laticínio na primeira rodada do campeonato de futsal, recordista de dribles curtos e rápidos, apesar da derrota na estreia ele levantou a galera nas arquibancadas. Tavinho sabia que o time do merejo era inferior, mas como no futebol de campo tudo é possível no futsal não é diferente, o time do sitio merejo acabou surpreendendo. 

Por: J.Rui