Política sem política e o toma lá, dá cá da moral sem ética
Enviado por Ailton Medeiros
Por Maria Luiza Tonelli
A palavra Ética há muito tempo se faz presente no discurso de políticos de esquerda, de direita, de intelectuais, de colunistas da imprensa nacional, de cidadãos comuns.
Todavia, percebemos nos vários discursos presentes na mídia e nas conversas, a substituição da palavra ética pela corrupção.
Se a palavra ética anteriormente se fazia presente como forma de manifestar exigência por moralidade na política, hoje a palavra corrupção se impõe como tema central dos discursos sobre a política em geral e sobre os políticos em particular.
O que vemos hoje é a criminalização da política e dos políticos sob o pretexto do combate à corrupção.
A campanha oposicionista contra a corrupção encabeçada pela mídia, no fundo, é uma forma de desestabilizar o governo, criar constrangimento e provocar incompatibilização entre a presidenta Dilma Rousseff e os partidos da base aliada.
Ao fabricar uma opinião pública adepta da idéia de que o governo atual é corrupto, cria-se uma sensação permanente de crise de legitimidade do governo e da própria democracia.
Trata-se, efetivamente, de uma campanha sistemática de desmoralização da política através do moralismo demonizador dos políticos e da própria política.
Em suma: faz parte do processo de despolitização da política, característico do capitalismo, tal paixão pela “purificação”, daí o discurso da “faxina” como forma de “limpar” a política.
Para continuar lendo, clique aqui.
A palavra Ética há muito tempo se faz presente no discurso de políticos de esquerda, de direita, de intelectuais, de colunistas da imprensa nacional, de cidadãos comuns.
Todavia, percebemos nos vários discursos presentes na mídia e nas conversas, a substituição da palavra ética pela corrupção.
Se a palavra ética anteriormente se fazia presente como forma de manifestar exigência por moralidade na política, hoje a palavra corrupção se impõe como tema central dos discursos sobre a política em geral e sobre os políticos em particular.
O que vemos hoje é a criminalização da política e dos políticos sob o pretexto do combate à corrupção.
A campanha oposicionista contra a corrupção encabeçada pela mídia, no fundo, é uma forma de desestabilizar o governo, criar constrangimento e provocar incompatibilização entre a presidenta Dilma Rousseff e os partidos da base aliada.
Ao fabricar uma opinião pública adepta da idéia de que o governo atual é corrupto, cria-se uma sensação permanente de crise de legitimidade do governo e da própria democracia.
Trata-se, efetivamente, de uma campanha sistemática de desmoralização da política através do moralismo demonizador dos políticos e da própria política.
Em suma: faz parte do processo de despolitização da política, característico do capitalismo, tal paixão pela “purificação”, daí o discurso da “faxina” como forma de “limpar” a política.
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