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quarta-feira, 17 de abril de 2013

AGU contra a farra


Ações na Justiça

A AGU resolveu endurecer contra quem ocupa imóveis funcionais da União em Brasília de forma irregular ou que, após sair dos apartamentos, deixou para trás dívidas e contas a pagar.

Ao todo são 285 casos na Justiça que ou pedem a desocupação dos imóveis ou tentam reaver o dinheiro de IPTUs, taxas de condomínio, além de outras faturas deixadas para trás.

Entre as medidas mais duras há, além do despejo, a cobrança judicial de valores compatíveis com os de mercado pelo tempo de permanência ilegal.
 
A se levar em conta a realidade de Brasília, os servidores grileiros que hoje quase nada pagam por luxuosos apartamentos terão de preparar o bolso para pagar aluguéis retroativos que facilmente alcançam a casa dos 4 000 reais por mês.

sábado, 15 de setembro de 2012

Recurso da AGU favorece investigação proposta por Collor contra Gurgel no CNMP


Caso no STF

A AGU entrou com um recurso no STF para garantir que o CNMP possa investigar Roberto Gurgel.
O caso teve início em junho, quando Fernando Collor, em sua onda de vingança, entrou com duas representações contra Gurgel no CNMP.

Nelas, acusou Gurgel de segurar a operação Monte Carlo e de, junto de sua esposa, Cláudia Sampaio, concentrar muito poder dentro do Ministério Público.

As representações chegaram a andar no CNMP, mas foram interrompidas em agosto, após Gurgel recorrer ao STF.

Na ocasião, Rosa Weber acatou os argumentos de Gurgel. Ele sustentou que, tal como não é possível que o CNJ investigue ou puna ministros do STF, não cabe ao CNMP tratar do procurador-geral da República.

O caso, agora, terá que ser reavaliado. A AGU, em seu recurso, afirma que não há equiparação entre o Ministério Público e o Judiciário. Por isso, não é possível se comparar a relação do CNJ e dos ministros do STF com a do CNMP e do procurador-geral da República.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

AGU suspende novas regras de exploração em terras indígenas

Danilo Fariello, O Globo

Depois de reunião entre ministros na Casa Civil na tarde desta quarta-feira, a Advocacia-Geral da União (AGU) resolveu suspender por 60 dias a adoção de Portaria que estendia para todas as terras indígenas do país decisão do Superior Tribunal Federal (STF) em 2010 sobre a reserva Raposa-Serra do Sol, em Roraima. A medida autorizou a União a instalar infraestrutura (como redes de comunicação, estradas e construções públicas) dentro das áreas de reservas indígenas demarcadas.

O governo quer, com a medida, determinar um entendimento que reduza conflitos quando houve interesse de exploração econômica das reservas. No entanto, representantes da sociedade civil e a própria Fundação Nacional do Índio (Funai) apresentaram forte oposição à publicação da Portaria, na semana passada, indicando que ela traria restrições aos direitos dos povos indígenas.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

AGU envia pedido ao STF para retomar investigação sobre juízes

Francisco Leali, O Globo

Depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) garantir poder de investigação ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a Advogacia Geral da União (AGU) quer tirar da gaveta a investigação sobre suspeitas de movimentação financeira atípica envolvendo magistrados e servidores do Judiciário.

Na última sexta-feira, a AGU enviou ao STF pedido para revogação urgente da liminar proferida no fim de 2011 pelo ministro Ricardo Lewandowski que barrou a apuração da corregedoria do CNJ. Relatório do Coaf enviado ao CNJ detectou movimentações financeiras fora do padrão equivalente a R$ 855,7 milhões entre 2000 e 2010.

O recurso da AGU foi encaminhado ao relator do caso, ministro Luiz Fux. Se ele não reconsiderar a decisão do colega, a AGU quer que o caso seja examinado pelo plenário da Corte.

A maioria do tribunal já assegurou que o CNJ tem competência para investigar magistrados mesmo antes de denúncias serem apuradas pelas corregedorias dos tribunais estaduais. Aproveitando a decisão, a AGU reforça que a apuração sobre as movimentações não pode parar.

A liminar que interrompeu a investigação foi concedida numa ação impetrada por três entidades: Associação dos Magistrados do Brasil (AMB); Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra); e Associação dos Juízes Federais (Ajufe).