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sábado, 6 de julho de 2013

A herança bendita



Receita contabilizada

A Embratur fechou o balanço de quanto os turistas e a Fifa deixaram no país durante a Copa das Confederações: somadas receitas diretas, gastos com delegações e impactos indiretos na economia, ficaram no Brasil cerca de 740 milhões de reais. O montante é 207% superior aos 241 milhões de reais estimados antes da competição.

Os gastos diretos de turistas – brasileiros e estrangeiros – foram de aproximadamente 322 milhões de reais, enquanto o incremento indireto ficou em cerca de 348 milhões de reais e a Fifa desembolsou 70 milhões de reais para bancar as despesas de delegações.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Fenômeno imobiliário

  

Ronaldo: alugando apartamento

A Copa das Confederações não encheu o cofre de Ronaldo Fenômeno com dinheiro apenas da Globo.

Jérôme Valcke alugou a cobertura de Ronaldo na praia do Leblon durante o período do torneio – mais precisamente, um pouco antes do início e até um pouco depois da final – para hospedá-lo, junto com a família. Está pagando a barbaridade de 150 000 reais.

Valcke confirma, assim, o que disse ontem na entrevista coletiva que concedeu (“A Fifa não está aqui só para encher os bolsos e sair do país”). Ele está deixando algum aqui. Nem que seja algum para o Fenômeno.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Os gramados da Copa das Confederações: quatro aprovados e dois reprovados



Castelão: melhor gramado
Terminada a primeira fase da Copa das Confederações, o Comitê Organizador Local fez um levantamento sobre os gramados dos estádios.
Pela ordem, Castelão e Fonte Nova foram os pisos mais elogiados pelos jogadores. Maracanã e Mineirão também agradaram, mas ainda estão soltando muita grama.
Reprovados, por enquanto, foram o Mané Garrincha e a Arena Pernambuco.

terça-feira, 18 de junho de 2013

Presidente do Flu não compra briga com o Maracanã

  

Maracanã: a anunciada guerra pelas cativas ainda não aconteceu

Peter Siemsen é um dos donos de cadeiras cativas do Maracanã que não poderá usar os assentos durante as Copas das Confederações e do Mundo.

Em meio a negociações para o Fluminense usar o estádio, Peter preferiu não processar o governo do Rio de Janeiro para ter o direito.

Aliás, contam-se nos dedos quem de fato processou o governo por causa das cadeiras cativas. Na semana passada, Sérgio Cabral anunciou que os donos dos assentos serão indenizados de acordo com o preço dos ingressos nos jogos da Copa das Confederações.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Torcedores divulgam fotos com falhas no acabamento do Maracanã

Carlos Eduardo Lino critica falta de investimentos na mobilidade urbana da cidade.

André Rizek lembra que estádio nunca teve suas obras concluídas

Por SporTV.com                                                            
 

O torcedor brasileiro se reencontrou com o Maracanã neste domingo na partida amistosa em que Brasil e Inglaterra empataram em 2 a 2 para um público total divulgado de 66 mil pessoas, com 57.820 pagantes. Através das redes sociais, o programa Troca de Passes recebeu algumas imagens de problemas nos acabamentos das divisórias de vidro que separam os setores e também de uma cadeira com uma parte plástica solta (assista ao vídeo).

O comentarista do SporTV Carlos Eduardo Lino assistiu ao amistoso entre Brasil e Inglaterra no estádio e revelou que ainda existem problemas na infraestrutura do Maracanã.

- No entorno do Maracanã tem muita coisa, diversos problemas. Mas isso todo mundo sabia. É inegável que nós vamos ter belíssimos estádios na Copa das Confederações. O que nós não vamos ter, é o que prometeram para gente. São cidades melhores, mobilidade urbana, nada disto. Apenas teremos estádios bonitinhos. O resto não vem não - disse

O jornalista André Rizek foi bem sucinto ao falar do futuro palco da final de Copa de 2014.
- O Maracanã nunca esteve pronto, foi inaugurado em 1950 inacabado, demolido inacabado, e reinaugurado ainda inacabado - destacou

Maracanã problemas Brasil Inglaterra Troca de Passes (Foto: Montagem SporTV.com)Torcedores flagram problemas de acabamento no Maracanã (Montagem SporTV.com)

Segundo Ricardo Trade, CEO do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo (COL), o estádio do Maracanã foi aprovado no teste, apesar de alguns problemas notados pelos torcedores - como fila longa na entrada e falta de respeito a lugares marcados. No dia 16 de junho o estádio receberá México x Itália pela Copa das Confederações.

sábado, 25 de maio de 2013

Cidades-sede da Copa das Confederações terão energia reforçada durante os jogos

Objetivo é evitar falhas no setor para não prejudicar a realização do evento.

A Copa das Confederações funciona como uma prévia da Copa do Mundo de 2014.

Jorge Wamburg, Agência Brasil,      
 
As seis cidades-sede da Copa das Confederações vão adotar um regime especial de operações no setor de energia elétrica durante a competição, que vai de 15 a 30 de junho próximo. Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o objetivo é evitar falhas no setor para não prejudicar a realização do evento. As cidades-sede são: Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Fortaleza e Recife. A Copa das Confederações funciona como uma prévia da Copa do Mundo de 2014.

Segundo o diretor de Operações do ONS, Ronaldo Schuck, as medidas previstas para o setor elétrico representam um esforço adicional dos operadores em prol da imagem do país. Schuck participou do 2º Encontro Nacional dos Operadores, que reúne em Brasília eletricitários de todo o país, para discutir os problemas que afetam a categoria atualmente, principalmente a progressiva substituição dos profissionais por sistemas conhecidos como teleassistência, operados a distância por programas automatizados.

Se houver problemas no setor elétrico durante os grandes eventos esportivos que o Brasil sediará, “não será por falta de energia, pois o Brasil produz quantidade suficiente para atender ao aumento do consumo nessas ocasiões, até porque a indústria reduzirá sua atividade no horário dos jogos, disse o presidente da Associação dos Profissionais em Operações de Usinas e Subestações (Apous), Sérgio Fonseca.

Para Fonseca, pode haver problema se ocorrer uma fatalidade que cause o desligamento de um sistema teleatendido e não seja possível colocá-lo em funcionamento sem a presença de operador ou de uma equipe de profissionais. "Até que eles cheguem, muitas vezes tendo que viajar grandes distâncias, a energia não voltará”, explicou.

É justamente para prevenir esse tipo incidente que o ONS acionará o regime especial de operações do sistema elétrico durante a Copa das Confederações e também na Copa do Mundo de 2014. “Trata-se de uma norma do Conselho Nacional de Política Energética, que prevê um conjunto de ações de segurança adicional para grandes eventos, sob coordenação do Ministério de Minas e Energia.

É o caso, por exemplo, do carnaval e de eleições nacionais, quando é preciso garantir o abastecimento de energia elétrica sem interrupções e que será aplicada também aos grandes eventos esportivos”, ressaltou Ronaldo Schuck.

Ele informou que o esquema especial prevê o regime especial nas subestações e usinas elétricas, com reforço das equipes e dos turnos de trabalho enquanto durar a competição. Outra providência é fazer com que as usinas produzam mais energia, por meio de operação adicional que aumente a sua geração com o funcionamento aos domingos, por exemplo.

Também está prevista uma medida para melhorar a distribuição de energia elétrica, com o transporte em condições mais seguras pelas linhas de transmissão, evitando sobrecargas no sistema.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Militares que atuarão na Copa das Confederações se apresentam em Brasília

 

Grupo vai trabalhar na segurança de grandes eventos esportivos em Brasília e a primeira operação da tropa será em junho

Por Luana Lourenço/Agência Brasil


Militares vão trabalhar na Copa das Confederações este ano (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr)

Parte dos militares que integram a Força Planalto, que vai atuar durante a Copa das Confederações, participou domingo (5) de uma apresentação para o público durante a cerimônia de troca da Bandeira Nacional, na Praça dos Três Poderes.

A tropa reúne 3,7 mil homens das três Forças Armadas do Distrito Federal, de Goiás, do Tocantins e de Minas Gerais. O grupo vai trabalhar na segurança de grandes eventos esportivos em Brasília, e a primeira operação da tropa será em junho, durante a Copa das Confederações.

Além de apoiar operações nas ruas durante o evento esportivo, a Força Planalto vai atuar em ações antiterrorismo e de defesa cibernética, e também na proteção de estruturas de água, energia, telecomunicações e transportes, de acordo com comandante militar do Planalto, general Gerson Menandro.

As Forças Armadas, segundo o general, estão prontas para auxiliar os órgãos civis nas operações de segurança dos grandes eventos, mas de forma colaborativa. “As forças estão à disposição, mas sempre integradas aos órgãos de segurança pública. Não há protagonismo de ninguém. Cada um tem sua vocação natural, aquilo que lhe é mais competente. Temos protocolos operacionais conjuntos e esse protocolo define quem é responsável por cada risco”, avaliou.

Os militares do grupo estão em treinamento desde o ano passado e na última semana intensificaram as atividades, com simulações nos locais onde atuarão durante a Copa das Confederações.

Além da apresentação da Força Planalto, a cerimônia da troca da bandeira também teve a participação de alunos do Colégio Militar de Brasília. O hasteamento da bandeira foi acompanhado pela banda do Batalhão da Guarda Presidencial e pela tradicional salva de 21 tiros. Um problema técnico impediu a subida completa da bandeira, mas foi resolvido antes do fim da solenidade.

A bandeira de 286 metros quadrados, hasteada na Praça dos Três Poderes, é trocada no primeiro domingo de cada mês em solenidade aberta ao público.

sábado, 27 de abril de 2013

Maracanã será reaberto neste sábado

Estima-se que cerca de 25 mil pessoas deverão estar presentes na reinauguração no Rio de Janeiro.

 
Luís Guilherme Barrucho, BBC Brasil,
 
FD/Rio de Janeiro
Estádio Mário Filho, mais conhecido como Maracanã, no Rio de Janeiro, será reaberto neste sábado com um amistoso entre amigos dos ex-jogadores Bebeto e Ronaldo.

Após praticamente dois anos e nove meses fechado para reformas, o Estádio Mário Filho, mais conhecido como Maracanã, no Rio de Janeiro, será reaberto neste sábado (27) com um amistoso entre amigos dos ex-jogadores Bebeto e Ronaldo.

O evento, fechado para o público, será o primeiro teste do estádio para a Copa das Confederações, que começa em 15 de junho. Além de convidados de honra, funcionários e seus familiares acompanharão a partida.

Estima-se que cerca de 25 mil pessoas deverão estar presentes na reinauguração.

Após o jogo de reabertura deste sábado, estão previstas mais duas partidas antes da Copa das Confederações. A primeira, ainda indefinida, deve ocorrer no dia 15 de maio (com 50% da capacidade total) e ainda não foi decidido se haverá venda de ingressos.

O teste final acontecerá no dia 2 de junho, com o amistoso da seleção brasileira contra a Inglaterra, quando o Maracanã receberá, pela primeira vez, sua capacidade máxima, de 78.639 pessoas.

Para entender as polêmicas que envolveram a reforma do estádio, que durou cerca de dois anos e meio, a BBC Brasil preparou uma lista de perguntas e respostas.

Em que consistiram as obras?

O Maracanã passou por uma reforma completa. As cadeiras antigas foram retiradas e substituídas por novas, retráteis e numeradas. Os camarotes também mudaram de lugar e foram instalados no segundo e terceiro pavimentos do estádio. Ao todo, serão 110 camarotes com acessos exclusivos.
Já a arquibancada ganhou maior inclinação e teve os setores inferior e superior unificados. Nas laterais, os torcedores ficarão a 12 metros da linha lateral do campo, o que, segundo o consórcio responsável pelas obras, garantirá maior visibilidade.

Além disso, a cobertura antiga foi inteiramente removida e substituída por uma nova estrutura com membrana tensionada, com 60,4 metros de comprimento.

Quando a reforma começou?
maraca300A reforma do Maracanã começou em agosto de 2010. A previsão era de que o estádio seria entregue em dezembro do ano passado, a seis meses do início da Copa das Confederações, que ocorrerá em junho deste ano.

No entanto, a data de entrega acabou adiada para final de fevereiro, depois para 15 de abril e finalmente 24 de maio, quando será entregue oficialmente.

Segundo a assessoria de imprensa da Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio de Janeiro (Emop), "é natural que o prazo tenha sido modificado porque se trata de um estádio construído na década de 40, além de outras intempéries, como a greve que paralisou as obras".

"O importante é que o Maracanã será entregue para a Copa das Confederações, como acordado com a Fifa", ressaltou a assessoria.

O novo Maracanã também teve sua capacidade total reduzida de 82.238 para 78.639 lugares. Seguindo as recomendações da FIFA, todas as cadeiras são retráteis e numeradas.

Todas as obras do estádio foram terminadas?

Não. Cerca de 97% delas estão concluídas. Ainda faltam retoques na área externa do estádio, como catracas, bilheterias, iluminação e outros investimento no entorno.

No jogo deste sábado, por exemplo, apenas duas das quatro entradas serão usadas pelos convidados.

Em entrevista coletiva, o secretário municipal de Obras, Alexandre Pinto, a reurbanização do entorno do estádio só estará concluída no dia 27 de maio, quando o estádio deverá ser entregue oficialmente à Fifa.

Já a passarela para a Quinta da Boa Vista, parque próximo ao Maracanã, só será construída para a Copa do Mundo. A obra está prevista no projeto original.

Quanto custou a obra?

A previsão oficial do custo da obra era de R$ 705,6 milhões. Em maio de 2011, o consórcio responsável pelas obras alegou que, por causa de problemas com a cobertura, o valor da reforma subiria para R$ 956,8 milhões.

No entanto, após o Tribunal de Contas da União (TCU) apontar um sobrepreço no projeto, a reforma foi reavaliada em R$ 859,5 milhões.

Por que foi tão cara?

O consórcio responsável pelas obras alega que problemas na cobertura elevaram o custo total das obras. Segundo o Governo Estadual e a Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio de Janeiro (Emop), a antiga estrutura estava comprometida, por corrosão acentuada e progressiva das armaduras das vigas e lajes das marquises.

A decisão, baseada em análises e estudos de engenharia, foi assim removê-la, sob pena de colocar em risco a segurança dos torcedores. De acordo com a versão oficial, a reforma da antiga cobertura apenas iria adiar a necessidade de sua completa remoção.

Portanto, para evitar que, futuramente, a complementação prevista no projeto original também fosse perdida, a solução escolhida foi a substituição total da estrutura e de seu futuro complemento por uma membrana tensionada.

Cerca de 96% dos assentos do novo Maracanã são cobertos.

Quem pagou pela reforma?

Do custo total da obra, R$ 400 milhões seriam financiados pelo BNDES. O restante seria pago pelo governo estadual. Não houve investimentos privados na reforma do estádio.

Quantas empresas estiveram envolvidas na obra?

A reforma do Maracanã foi tocada inicialmente por um consórcio formado por três empreiteiras: Odebrecht, Andrade Gutierrez e Delta. Em abril do ano passado, a Delta, que possuía 30% de participação no grupo, abandonou as obras alegando dificuldades financeiras.

Quem operará o estádio?

No início deste mês, foi feita uma licitação para definir quem administrará pelos próximos 35 anos não só Maracanã, mas também o Ginásio Gilberto Cardoso, conhecido como Maracanãzinho, e as áreas do entorno, que compõem o chamado Complexo Maracanã.

EikeBatista300Apesar de os envelopes com os valores ofertados já terem sido abertos, o vencedor ainda não foi revelado. Dois consórcios disputaram o certame: o Maracanã S/A, formado pelas empresas brasileiras IMX [do empresário Eike Batista], Odebrecht e Andrade Gutierrez, e o Complexo Esportivo e Cultural do Rio, composto pela brasileira OAS, a holandesa Stadion Amsterdam e a francesa Lagardère Unlimited.

Segundo o governo do Estado, as propostas estão sendo avaliadas e não há prazo para a divulgação do consórcio vencedor.

O responsável pela gestão, operação e manutenção do complexo também terá de realizar, por sua conta e risco, uma série de ações e intervenções no entorno do estádio, as chamadas “obras incidentais”, no valor de R$ 594 milhões. Caso o valor gasto seja inferior a esse montante, a diferença deverá retornar aos cofres do governo.

A empresa vencedora também terá de implantar um Museu do Futebol e um estacionamento no entorno do estádio, além de restaurar o antigo Museu do Índio, que até recentemente era ocupado por indígenas.

Quando essas obras deverão acabar?

Todas as obras deverão ser concluídas em dois anos e meio a partir da divulgação do vencedor da licitação, dentro dos preparativos para a Olimpíada de 2016.

De que forma o vencedor da licitação irá recuperar seu investimento?

A concessionária terá o direito de explorar economicamente o Maracanã e o Maracanãzinho, realizar atividades comerciais nas áreas do entorno do estádio, além de poder explorar e licenciar a marca Macaranã, inclusive para fins publicitários.

Nos termos da licitação, também está previsto que a empresa que ganhar o certame terá de pagar um mínimo de R$ 4,5 milhões anuais ao governo, uma espécie de “aluguel” pelo espaço, durante os próximos 35 anos (porém, não haverá pagamento nos dois primeiros anos).

Segundo o estudo de viabilidade do empreendimento, os lucros do vencedor da licitação podem chegar a R$ 1,4 bilhão durante o período da concessão.

Quem tiver cadeiras cativas terá direito a elas depois da reforma?

Sim. Porém, os proprietários das cerca de 5 mil cadeiras cativas não poderão usá-las na Copa das Confederações, na Copa do Mundo de 2014 e nas Olimpíadas de 2016. O assentos não poderão ter seus setores modificados e as novas áreas são equivalentes às antigas.

Por quantas reformas o Maracanã já passou?

Nos últimos 12 anos, o Maracanã passou por um intenso processo de remodelação. A primeira grande reforma ocorreu para o Mundial de Clubes da Fifa de 2000, quando foram gastos cerca de R$ 106 milhões, em valores da época.

Entre abril de 2005 e janeiro de 2006, o estádio voltou a ser fechado para obras com vistas aos Jogos Pan-Americanos de 2007. Entre as obras, foram instaladas novas cadeiras e a antiga “geral” – área próxima ao campo onde os torcedores assistiam a partidas em pé – deixou de existir.

Na ocasião, o custo total foi de R$ 304 milhões. Apesar de elevado, a justificativa para o valor foi de que o Maracanã atenderia às exigências da Fifa para receber uma Copa do Mundo.

Somando-se ao custo oficial da reforma atual, de 859,5 milhões, o montante gasto no Maracanã nos últimos anos totalizaria, em valores corrigidos, chegaria a R$ 1,5 bilhão, segundo estimativa do jornalista João Carlos Assumpção e do economista Francisco Pessoa.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

25 mil homens vigiarão fronteiras do país em operação para Copa das Confederações

O Ministério da Defesa enviará 25 mil homens para fazer a segurança das fronteiras terrestres do país em operação ligada à segurança da Copa das Confederações. A expectativa é que aproximadamente seis milhões de brasileiros que vivem próximo às fronteiras sejam afetados pela ação.
Arquivo TNA operação Ágata 7 contará com 25 mil homens na fronteira do Brasil com outros dez paísesA operação Ágata 7 contará com 25 mil homens na fronteira do Brasil com outros dez países

Chamada de Ágata 7, a operação será a maior ação militar do governo Dilma Rousseff direcionada à segurança pública, considerando tanto o número de participantes quanto de equipamentos e área de abrangência. A Ágata 7 também irá superar todas as operações realizadas desde a criação do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas em 2009, com o objetivo de integrar e coordenar ações da Marinha, Aeronáutica e Exército.

De acordo com o brigadeiro Ricardo Machado Vieira, chefe de operações conjuntas do Ministério da Defesa, a área de abrangência dessa ação corresponde a 16.886 quilômetros de fronteira com dez países. Ele afirma que essa será a maior operação feita, já que as demais realizadas cobriam apenas pedaços da fronteira.

Anunciada ontem (23) pela presidente Dilma, a operação Ágata 7 unirá, pela primeira vez, os comandos militares da Amazônia e das regiões Oeste e Sul. "Mas não vamos ter um homem a cada cem metros", disse o chefe de operações, lembrando que os locais mais críticos já foram identificados. Apesar de as localidades específicos não terem sido revelados, os pontos de maior concentração de tropas devem ser Tabatinga, no Amazonas; Assis Brasil, no Acre; Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul; e Foz do Iguaçu, no Paraná.

Os principais meios de transporte desses 25 mil homens para as regiões de acessos mais difíceis devem ser os helicópteros Black Hawk, Pantera, Cougar e Esquilo. Também devem ser utilizados os caças Super Tucano da Aeronáutica para interceptar aviões suspeitos. Além disso, embarcações da Marinha devem interditar os principais rios que cruzam as fronteiras brasileiras e o Exército ocupará as estradas de acesso ao país.

Combate à criminalidade

O objetivo da operação é combater atividades criminosas diversas. Foram citados como exemplo o combate ao garimpo irregular na fronteira com as Guianas; combater pistas irregulares além do tráfico de drogas na região do Amazonas; e evitar contrabando de armas e mercadorias pelo Oeste e Sul.

Segundo o chefe de operações conjuntas do Ministério da Defesa, não existe um tipo de crime específico a ser combatido. De acordo com o brigadeiro Ricardo Vieira, em outras operações semelhantes, após a saída das tropas das fronteiras a Polícia e a Receita Federal entram com ações de combates a crimes específicos.

A data certa da ação não foi anunciada, apenas que deve ter início neste mês de maio e durar, aproximadamente, três semanas, terminando antes da Copa das Confederações, que ocorre de 15 a 30 de junho.

A operação

A operação Ágata, que teve início em 2011 para dar reforço militar às fronteiras brasileiras, fará sua sétima edição. As demais anteriores costumaram ocorrer em regiões específicas do país. A última, no fim de 2012, levou 12 mil militares aos estados de Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, e Acre.

As apreensões de edições anteriores somaram mais de 750 veículos e 12 toneladas de drogas. Militares aproveitam a presença nas regiões mais remotas e oferecem tratamento médico e odontológico, chegando a atender cerca de 63 mil pessoas em anos anteriores.

quinta-feira, 21 de março de 2013

Brasília pede ajuda da ONU para concluir estádio da Copa

 

O Globo

Com dificuldades para concluir seu estádio antes da Copa das Confederações, Brasília está pedindo ajuda a uma fonte surpreendente: a Organização das Nações Unidas (ONU).

O governo do Distrito Federal assinou nesta semana um acordo de 35 milhões de reais com duas agências da ONU para que elas adquiram serviços e itens como barracas, geradores e câmeras de segurança para o estádio, disse um funcionário da entidade internacional à Reuters na quarta-feira.

O contrato é um dos mais claros sinais de que o Brasil está atrasado na construção dos estádios e de outras obras importantes para eventos esportivos que irá sediar. A Copa das Confederações, em junho, é um evento-teste para a Copa do Mundo, um ano depois.






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sábado, 1 de dezembro de 2012

Com direito a gafe, Brasil e Itália são sorteados em 'Grupo da Morte'

Chef Alex Atala e secretário Jérôme Valcke se enrolam com as bolinhas em cerimônia. Seleção fará estreia contra Japão e ainda tem México pela frente


Por GLOBOESPORTE.COM São Paulo

Por mais irônico que possa parecer, as mãos de um renomado chef de cozinha contribuíram para que o sorteio da Copa das Confederações de 2013 neste sábado, no Centro de Exposições do Anhembi, em São Paulo, ficasse marcado por um pequeno embaraço. Alex Atala, um dos convidados pela organização, confundiu-se ao pegar logo a primeira bola que determinaria a posição do Uruguai no Grupo B, deixando o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, visivelmente constrangido e enrolado.
O erro só foi corrigido no final pela Fifa. No outro lado do palco, a bela modelo Adriana Lima era a responsável por sortear em qual chave os países cairiam: pior para o Brasil, que terá Itália, Japão e México pela frente na primeira fase. A estreia do time de Luiz Felipe Scolari no Grupo A será diante dos japoneses, no dia 15 de junho, às 16h (de Brasília), no Estádio Nacional de Brasília. A Espanha, protagonista do B, enfrentará a Celeste, Taiti e o representante da África, que será conhecido apenas em fevereiro.
Durante a semana, Valcke brincou e disse que estava aprendendo a virar com o "jeitinho brasileiro" por causa da organização da Copa das Confederações e da Copa do Mundo de 2014. Logo na primeira parte do sorteio, coube ao francês ter que improvisar para não estragar o evento. Cabeças de chave, Brasil e Espanha já estavam alocados como A1 e B1, respectivamente. Primeiro, bolas amarelas confirmaram a Seleção como A1. Depois, bolas vermelhas determinaram a Fúria como B1.
No pote 1, sobraram Uruguai e Itália (a Celeste não poderia pegar o Brasil, por serem sul-americanos, assim como Azzurra e Fúria não seriam rivais, por serem da Europa), ambas com bolas brancas. O regulamento do sorteio, disponibilizado pela Fifa, era claro: o sorteio de Uruguai e Itália seria aleatório; quando saísse a Azzurra, uma bola do pote A deveria ser retirada; quando fosse a Celeste, uma do pote B.

Adriana Lima pegou uma das bolinhas brancas e entregou a Valcke, que a abriu e tinha o nome do Uruguai. Durante o ensaio, porém, a ordem apontava a Itália como a terceira - detalhe que acabou ignorado por Valcke. Neste caso, Alex teria que pegar obrigatoriamente uma bolinha do Grupo B para os uruguaios, para determinar em qual posição a Celeste ficaria na tabela (B2, B3 ou B4). Mas o chef escolheu uma do Grupo A, conforme havia ensaiado horas antes. Sem perceber a mudança, o secretário-geral exibiu o papel A3 e o evento prosseguiu. Na transmissão, a Fifa alocou inicialmente a equipe de Óscar Tábarez como B3, "corrigindo" o erro do palco.

Atala e Jerome Valcke , Sorteio copa das Confederações (Foto: Nilton Fukuda / Agência Estado)Alex e Valcke não conseguiram entrosamento no sorteio de 2013 (Foto: Nilton Fukuda / Agência Estado)

Na sequência, a bolinha branca da Itália, única que havia sobrado no pote 1, foi entregue por Adriana a Valcke. Alex acabou pegando duas bolinhas, uma de cada grupo (do A e do B). Irritado, o secretário-geral pediu a bola do Grupo A, que estava na mão direita do chef. Ela era a A4, que colocou a Azzurra como rival do Brasil apenas na última rodada. Ou seja, naquele momento, a Itália não poderia ser A3, já que esta bolinha não estava mais no pote (o que mudaria completamente a tabela de jogos do Grupo A).

- Isso é ruim - disse Valcke, ao perceber, enfim, o erro cometido desde a primeira etapa do sorteio.


Então, o francês tentou corrigir. O regulamento da Fifa explicava que a primeira bolinha do pote 2 (com Japão, México, Taiti e a seleção africana) seria destinada obrigatoriamente ao Grupo A, do Brasil. Adriana Lima tirou o México, que foi entregue a Valcke. Aí aconteceu mais uma polêmica: Valcke pegou diretamente o papel A3, que já estava em sua mão, e o exibiu como posição dos mexicanos, sem pedir para o chef tirar alguma bolinha do pote do Grupo A (assim, o papel A3 foi exibido duas vezes para a câmera durante a transmissão).

Depois, Adriana Lima tirou o Taiti como próxima seleção do Grupo B. Alex, então, entregou uma bolinha do pote do Grupo B a Valcke. E ela era a B3, que estava alocada anteriormente como Uruguai pela Fifa (no lugar do erro da A3). Valcke, mais uma vez, percebeu o erro. Constrangido, pediu desculpas ao presidente da Fifa, em francês, e disse que o Taiti seria o B3. Mas, na tabela exibida no telão, a Celeste continuava nesta posição (e o Taiti aparecia sem posição, como se não tivesse sido sorteado ainda).

A última seleção no grupo do Brasil foi o Japão, sorteado como A2, rival do time de Felipão na estreia. Por fim, o representante africano recebeu a bolinha B4, fechando a tabela. Mas ainda havia uma bola no pote do Grupo B: o B2, ainda por conta do chef no início do evento. A pedido de Valcke, Alex entregou o objeto e o francês explicou que esta seria a posição do Uruguai, confirmando assim o Taiti como B3.

Técnicos dividem plateia com Dilma e Blatter
Parreira e Felipão, Sorteio copa das Confederações, AP (Foto: Agência AP)
Parreira e Felipão acompanharam juntos o sorteio
em São Paulo (Foto: Agência AP)

A Copa das Confederações será realizada no Brasil entre os dias 15 e 30 de junho do próximo ano. São seis cidades-sede: Brasília, Belo Horizonte, Fortaleza, Recife, Salvador e Rio de Janeiro, que abrigará a grande decisão. Na plateia do sorteio, estavam nomes como Felipão, novo técnico da Seleção, Vicente del Bosque, da Espanha, Cesare Prandelli, da Itália, Óscar Tabárez, do Uruguai, Alberto Zaccheroni, do Japão, Eddy Etaeta, do Taiti, e Jose Manuel de la Torre, do México - treinadores das sete seleções classificadas para a Copa das Confederações. O representante africano só será conhecido em fevereiro, após a Copa Africana de Nações.

Antes de as bolinhas roubarem a cena, personalidades do futebol e política abrilhantaram o evento. O presidente da Fifa, Joseph Blatter, foi quem abriu a cerimônia com palavras de otimismo - ele confia que o Brasil organizará um grande torneio. O presidente da CBF, José Maria Marin, veio na sequência para reforças as palavras do suíço, acreditando que o país está preparado. A presidente Dilma Roussef, por sua vez, cobrou um bom futebol da seleção e elogiou Luiz Felipe Scolari e Carlos Alberto Parreira (coordenador técnico), nomeados para o cargo nesta semana após a demissão de Mano Menezes.

Dilma, Sorteio copa das Confederações, AP (Foto: Agência AP)Sorteio teve participação especial da presidente Dilma Rousseff (Foto: Agência AP)

Pentacampeão com a Seleção no Japão, Cafu foi o responsável por apresentar a bola da Copa das Confederações. O nome "Cafusa" arrancou risos da plateia, mas o ex-lateral-direito tratou de explicar a origem do nome:

- Não tem nada a ver com o meu nome, é só coincidência! Tenho certeza que essa bola vai dar um show de gol - disse o capitão do penta, ressaltando que a expressão "cafuzo", com z, é usada para designar no Brasil os indivíduos que nasceram da miscigenação entre índios e negros. Segundo ele, para a Fifa a palavra Cafusa é também uma mistura de "carnaval", "futebol" e "samba".

Retrospecto bom contra futuros rivais
CAfu e bola da copa, Sorteio copa das Confederações, AP (Foto: Agência AP)
Cafu apresenta a bola da Copa das
Confederações: Cafusa (Foto: Agência AP)

O Japão é um conhecido adversário da seleção brasileira. Em outubro deste ano, a equipe então comandada por Mano Menezes venceu amistoso disputado na Polônia com facilidade: 4 a 0, com gols de Paulinho, Neymar (dois) e Kaká.

O México, porém, não traz boas memórias: foi o algoz na final das Olimpíadas, em Londres (2 a 1), em agosto, e também em amistoso preparatório para os Jogos, por 2 a 0, no início de junho.

Já a Itália não é rival desde a Copa das Confederações de 2009, quando o time de Dunga passeou por 3 a 0 na caminhada que se encerrou com o título sobre os Estados Unidos na África do Sul.

Estará será a sétima participação do Brasil na Copa das Confederações. O país é o maior campeão, com três títulos (1997, 2005 e 2009), além de ter no currículo um vice-campeonato em 1999 para o próprio México, e um quarto lugar em 2001, com Emerson Leão como técnico, pouco antes de Scolari assumir o time pela primeira vez.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Cabeça de chave, seleção brasileira terá Itália como rival na fase de grupos

Espanha fica no Grupo B e já sabe que Uruguai será o adversário. Torneio
tem ainda México, Japão, Taiti e um representante da África a ser definido


Por Leandro Canônico, Marcelo Baltar e Márcio Iannacca São Paulo
 

neymar brasil x japão (Foto: Mowa Press)
Neymar comemora gol da Seleção contra o Japão,
possível rival na fase de grupos (Foto: Mowa Press)

O Brasil já sabe quem será seu maior rival na primeira fase da Copa das Confederações: a Itália de Balotelli, Pirlo, Buffon e outros. Nesta quarta-feira, a Fifa revelou que a Seleção e a Espanha serão cabeças de chave nos Grupos A e B, respectivamente. Sendo assim, o Uruguai ficará como adversário da Fúria por equipes do mesmo continente não poderem se enfrentar nas chaves. O sorteio que definirá a tabela final do torneio será no sábado, a partir das 11h (de Brasília), no Anhembi, em São Paulo, com transmissão ao vivo do GLOBOESPORTE.COM.

- Brasil e Espanha serão mesmo os cabeças de chave do sorteio. Não podemos ter a Itália e a Espanha no mesmo grupo. Essas seleções serão alocadas em grupos diferentes. Esse é um princípio da Fifa.

Não podemos ter times da mesma confederação na mesma chave - explicou o secretário-geral Jérôme Valcke.

Líder do ranking da Fifa, a Espanha se classificou para a Copa das Confederações por ter conquistado a Copa do Mundo de 2010. A seleção de Xavi, Iniesta e companhia também faturou a Eurocopa de 2012, na Polônia e Ucrânia, mas quem ficou com a vaga neste caso foi a Azzurra, vice-campeã do continente, e não a Holanda, segunda colocada na África do Sul.

Mario Balotelli comemora gol da Itália contra a Alemanha (Foto: Reuters)Balotelli festeja gol da Itália contra a Alemanha na Euro: polêmico deverá enfrentar o Brasil (Reuters)

A indefinição até sábado, portanto, será quanto às seleções menos badaladas. México (campeão da Copa Ouro), Japão (Copa da Ásia), Taiti (Copa da Oceania) e a seleção africana que levar a Copa Africana de Nações entre janeiro e fevereiro de 2013 ainda não sabem em qual grupo cairão.

Segundo divulgou o ex-atacante Ronaldo, membro do Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo, mais de 127 mil ingressos para a Copa das Confederações foram vendidos em apenas uma semana. A pré-venda seguirá até o dia 30 e é restrita a clientes da operadora de cartões de crédito Visa, patrocinadora da Fifa.

Ao todo, a competição será disputada em seis sedes: Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Fortaleza, Brasília, Salvador e Recife. A abertura será no dia 15 de junho, no Estádio Nacional de Brasília, na capital do país, enquanto a decisão acontecerá no Maracanã, no dia 30.