Mostrando postagens com marcador Lei de Acesso à Informação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Lei de Acesso à Informação. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Assembleia Legislativa decide divulgar salários em lista nominal

O presidente da Assembleia Legislativa, Ricardo Motta (PMN), concordou em divulgar os nomes dos servidores da Casa na lista de salários, conforme a Lei de Acesso à Informação.

A afirmação é do Movimento Articulado de Combate à Corrupção (Marcco).

Tanto o Governo do Estado quanto o Tribunal de Justiça e o Tribunal Regional do Trabalho divulgaram a lista individualizada dos salários de seus servidores, com todas as vantagens, indenizações, auxílios e deduções.

O Marcco foi cobrar a mesma posição do Legislativo Estadual e, também, da Câmara Municipal de Natal. No caso da Câmara Municipal, a audiência solicitada pela entidade ainda não foi agendada.

"Queremos que seja divulgado o salário real do servidor e saber por que não estão cumprindo integralmente a Lei de Acesso à Informação", afirmou a coordenadora do Marcco, Ohara Fernandes.

Segundo a assessoria de imprensa da Assembleia, na reunião, que foi fechada à imprensa, Ricardo Motta reafirmou que a Casa não criará nenhum obstáculo à transparência e que a assessoria jurídica analisa, ponto a ponto, a recomendação expedida pelo Ministério Público Estadual.

O presidente assegurou, também através da assessoria de imprensa, que após essa análise, a forma que a Assembleia encontrar para atualizar a divulgação dos salários "vai atender aos anseios de quem não ficou satisfeito com a forma atual de divulgação".

A Assembleia Legislativa tem até o dia 4 de setembro para atender (ou não) a recomendação expedida pelo MP, para que divulgue a lista individualizada de salários.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

TCE divulgará lista dos salários dos servidores amanhã

O Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte divulgará a lista dos salários dos servidores e os respectivos salários amanhã. A informação é da Assessoria de Imprensa da própria instituição. Já o Ministério Público Estadual trará no final de semana publicação dos salários dos funcionários.

Com a publicação dessas duas instituições, para o cumprimento da Lei da Informação ficam faltando a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, a Câmara Municipal de Natal e a Prefeitura Municipal de Natal. O Legislativo estadual e da capital potiguar ainda não definiram prazo para começarem a cumprir a lei nacional.

No caso do Tribunal de Contas do Estado, que trará as informações amanhã no site da instituição, há cerca de 300 servidores. O que chama atenção é o fato de que quase um terço são funcionários cedidos.

domingo, 22 de julho de 2012

Tribunal de Justiça revela salário de todos seus servidores

Do Novo Jornal
A presidenta do Tribunal de Justiça potiguar, Judite Nunes, recebeu no mês de junho o referente a R$ 40. 112, 36 de salário bruto. Após serem processados os descontos, o valor do salário líquido é de 27.319,73, . A desembargadora, no entanto, não possui o maior rendimento da categoria. Ela tem o segundo maior numerário.
Quem apresenta o maior salário é o desembargador Expedito Ferreira, que acumula 53.316,67, e após descontos, 36.690,62. O somatório não é o maior da folha de pagamento do mês seis, uma vez que o juiz da juiz de 3ª entrância Alceu José Cicco, da 2ª Vara Criminal, teve declarado o a salário líquido de R$ 37.804,63.
Segue em terceiro na lista de salários dos desembargadores do TJRN, Amaury Sobrinho com R$ 39.397,65(bruto) e 27.881,72 (líquido); Dilermando Mota com o salário bruto de R$ 36.985,89 (R$27.327,84 líquido), e Francisco Saraiva Sobrinho teve seu salário bruto declarado em R$36.744,71 e o líquido em R$ 26.079,24. O desembargador com o menor salário registrado no mês de junho foi Cláudio Santos, com R$ 31.201,04 brutos e R$ 21.306,53 líquidos.

Relação de desembargadores e seus salários em junho (Novo Jornal)
E preciso esclarecer que os valores apresentados na relação disponibilizada dizem respeito a cinco modalidades de pagamentos, rubricas, em linguagem técnica. Elas são caracterizadas como “remuneração paradigma”, “vantagens pessoais”, “subsídio” – que é a forma de pagamento determinada, pela Constituição Federal e lei 8.112, para agentes políticos, membros da AGU, Defensores Públicos e carreiras policiais -, “indenizações” e “vantagens eventuais”.
Osvaldo Cruz e Rafael Godeiro, investigados na Operação Judas, recebem o mesmo valor bruto de R$ 33.373,06, e, respectivamente, os valores líquidos são R$ 24.586,69 e R$ 24.541,43.
Veja AQUI detalhamento de todos os servidores da Justiça do RN, do Tribunal de Justiça às varas da capital e interior.

domingo, 8 de julho de 2012

Apenas Amapá e Distrito Federal divulgam salários de cada servidor

Outros seis estados divulgam apenas os salários, sem identificação nominal.

Para divulgação, órgãos precisam regulamentar Lei de Acesso à Informação.


Do G1

 

Os governos do Amapá e do Distrito Federal são os únicos do país que já divulgam o salário de cada um de seus servidores, de forma individualizada e com a identificação. Segundo levantamento do G1, as outras 25 unidades da federação ainda não publicaram a remuneração com os respectivos nomes dos servidores, maneira mais transparente e adotada pelo Executivo federal como modelo para se adequar à Lei de Acesso à Informação. Vários informaram que os serviços de informação ainda estão sendo implantados ou regulamentados.

Em vigor desde 16 de maio, a lei obriga orgãos públicos a divulgar informações de interesse público. A forma da abertura dos dados, no entanto, depende da regulamentação. No final de junho, o Executivo federal divulgou os salários dos servidores federais e foi seguido por diversos tribunais. Na semana passada, porém, uma decisão da Justiça Federal suspendeu a divulgação a pedido de setores do funcionalismo.
O modelo de divulgação do Executivo foi regulamentado pelo Decreto 7.724/12 da Presidência da República. Ele prevê que seja divulgada, de maneira individualizada, a remuneração e os subsídios recebidos por ocupantes de cargos, postos, graduação, função e emprego público, incluindo auxílios, ajudas de custos (como auxílio-moradia), jetons (remuneração por participação em conselhos de administração e fiscal de empresas estatais) e quaisquer outras vantagens pecuniárias, bem como proventos de aposentadoria e pensões daqueles que estiverem na ativa.

Durante duas semanas, o G1 entrou em contato com cada unidade da federação para saber se e como está sendo feita a divulgação de salários. No Amapá, por meio do Portal da Transparência, é possível visualizar uma lista dos servidores com os respectivos órgãos e cargos. O site é de fácil navegação e os nomes de todos os funcionários aparecem em ordem alfabética. Professores temporários e ocupantes de cargos comissionados também estão na relação.
De acordo com José Maurício Coutinho Vianna, auditor-geral do Amapá, o estado divulga os nomes e a remuneração dos servidores estaduais desde o 1º semestre de 2011. Na época, os servidores ficaram receosos de que as informações fossem utilizadas para a prática de crimes, mas nenhum incidente foi relatado.

Vianna afirma que o Portal da Transparência do Amapá foi responsável apenas por compilar os dados do governo. "Todas as informações sobre contratações e aumentos salariais já são disponibilizadas à população pelos Diários Oficiais. O que nós fizemos [no Portal da Transparência] foi só organizar essas informações em um só lugar", diz o auditor-geral.

No Distrito Federal, a Secretaria de Transparência iniciou a divulgação nominal dos salários dos servidores do Executivo no dia 27 de junho, por meio do Portal da Transparência.
Dois dias depois de a relação ser disponibilizada na internet, o sindicato dos servidores entrou com um mandado de segurança para barrar a divulgação nominal dos vencimentos. O desembargador do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF) Romeu Gonzaga Neiva acatou a solicitação até que houvesse análise pelo relator, escolhido de forma aleatória.

A decisão do desembargador se aplicava apenas aos filiados ao sindicato – 13 mil dos 202 mil servidores ativos e inativos do GDF. Apesar disso, no último dia 3 o GDF retirou os nomes de todos os servidores, mantendo apenas os salários recebidos em cada cargo.

No dia 4, após nova decisão do TJDF contra a liminar concedida ao sindicato da categoria, todos os nomes foram colocados no ar novamente. Desde o dia 27 de junho até as 17h desta sexta-feira (6), o Portal da Transparência do GDF recebeu 1,9 milhão de acessos.

Divulgam, mas não nominalmente

Seis governos estaduais (AC, ES, GO, PE, PR e SC) divulgam os salários, mas não com os nomes dispostos em lista. O Acre, por exemplo, possui página de acesso à informação, mas os salários são dispostos de forma indiscriminada – sem separar por cargos e nomes de servidores.
Em Goiás, no site "Transparência", é possível saber quanto ganha cada um dos funcionários do estado de acordo com o cargo que exerce. Ao escolher a opção governador, é possível saber que Marconi Perillo (PSDB) tem subsídio de R$ 20 mil.

No site do governo do Paraná, a pesquisa é feita pelo órgão ou pelo nome do servidor – seja ele contratado em comissão ou por meio de concurso público. Ao localizar o profissional, a pessoa descobre o cargo que ele ocupa e a simbologia da função. Para saber qual é o salário correspondente para aquele cargo, ele deve acessar a tabela de vencimentos.

No site de transparência do governo de Pernambuco, os valores dos salários estão disponíveis por cargo, por classe, mas não por servidor. "Tem as vantagens pessoais, as comissões. Não temos ainda como disponibilizar os salários dos servidores nominalmente, mas até 31 e dezembro vamos nos adequar", disse o secretário da Controladoria Geral do Estado, Djalmo Leão.

O Portal da Transparência do Espírito Santo divulgou o salário dos funcionários por cargo. Assim é possível saber a remuneração de pessoas com cargo conhecido, como o governador, Renato Casagrande (PSB) que tem subsídio de R$ 18,6 mil.
Assembleias, Prefeituras e Câmaras de capitais

O G1 não encontrou nenhum Legislativo estadual que divulgue os salários nominalmente. Apenas quatro Assembleias (AM, PB, PE e PR) publicaram a folha de pagamentos.

Entrre as prefeituras de capitais, apenas a de São Paulo divulga nominalmente o salário de seus servidores. A Prefeitura de Palmas tem um site destinado a divulgação nominal, mas o G1 não conseguiu acessar em mais de uma tentativa. Por meio de nota, a prefeitura informou que está "desenvolvendo uma ferramenta de informática para disponibilizar os salários".
A Prefeitura de Porto Alegre divulgou o nome e salário dos servidores no Portal da Transparência na segunda-feira (2), mas os nomes foram retirados nesta sexta (6). A medida atende determinação da juíza Rosana Broglio Garbin, da 4ª Vara da Fazenda Pública de Porto Alegre, a pedido do Sindicato dos Municipários (Simpa). A Procuradoria-Geral do Município (PGM) afirmou que vai recorrer da decisão.
Em relação às Câmaras de Vereadores das capitais, o G1 encontrou os salários nominais apenas no site da Câmara de São Paulo.
A divulgação das remunerações de forma individual ocorreu no início de junho. Os salários mais altos são de R$ 20,2 mil e R$ 19,5 mil para dois técnicos-administrativos que atuam como supervisores de equipe.

Entre os dez que recebem maior salário na Câmara, segundo levantamento do G1, cinco são consultores técnico-legislativos, em funções como biblioteconomia, contabilidade e revisão; três são técnicos administrativos; um é técnico parlamentar; outro é chefe da assessoria técnico-legislativa. O salário mais baixo entre os dez é R$ 18,2 mil. Não há nenhum vereador entre eles.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

CGU divulga salários dos servidores do Executivo Federal

Com a publicação, governo cumpre o determinado pela Lei de Acesso à Informação

André de Souza, O Globo

A Controladoria Geral da União (CGU) publicou nesta quarta-feira, no Portal da Transparência, o salário dos servidores públicos civis do Executivo Federal. A informação foi antecipada no Twitter do colunista do GLOBO, Jorge Bastos Moreno.

Além do salário, há informações sobre gratificações, jetons e deduções no Imposto de Renda e Previdência Social. Os dados se referem aos vencimentos de maio, e serão atualizados mensalmente. A tabela em formato XLS, que permite ordenar os salários e separá-los por órgão, ainda não está disponível. A CGU pretende divulgá-la até sexta-feira.

Portaria interministerial determinava o próximo sábado como último dia do prazo para divulgar as informações sobre a remuneração dos servidores.

Para descobrir quanto o servidor ganha, o internauta deve acessar o Portal da Transparência (www.portaldatransparencia.gov.br) e clicar na aba “Servidores”. A divulgação cumpre o que é determinado pela Lei de Acesso à Informação, sancionada em maio pela presidente Dilma Rousseff.

sábado, 19 de maio de 2012

Três dos onze ministros do STF defendem abrir salários

Corte decide 3ª feira como Judiciário aplicará Lei de Acesso em relação aos servidores

Carolina Brígido, O Globo

Pelo menos três dos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal defendem abertamente a divulgação dos salários de todos os servidores públicos como medida essencial da Lei de Acesso à Informação.

Em entrevista ao GLOBO, Marco Aurélio Mello e Joaquim Barbosa afirmaram que, por ser dinheiro público, os cidadãos têm o direito de saber seu uso. O presidente da Corte, Carlos Ayres Britto, concorda. O tribunal decidirá se haverá divulgação das folhas de pagamento do Judiciário em reunião na próxima terça-feira.

- Sou totalmente a favor da divulgação do salário de qualquer servidor do Estado. Se recebeu dinheiro público, tem a obrigação de revelar, disse Barbosa.

- Meu ponto de vista está expresso no voto que proferi no mandado de segurança. Como há lei recente dispondo sobre a matéria, vamos ouvir os demais ministros, afirmou Ayres Britto ao lembrar julgamento no qual o STF manteve públicos os valores dos salários dos servidores do estado de São Paulo.

Em junho de 2011, o STF autorizou divulgação, na internet, da remuneração bruta mensal dos servidores da cidade de São Paulo. A medida foi adotada pelo prefeito Gilberto Kassab; depois, o Tribunal de Justiça de SP proibiu.

Em 2009, Gilmar Mendes autorizou a publicação e a decisão foi confirmada pelo plenário. A decisão foi unânime. Só estava ausente o ministro Cezar Peluso.