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sexta-feira, 17 de julho de 2015

Previsão aponta para fim de semana de chuvas no RN


O Rio Grande do Norte terá fim de semana com chuvas em todo o estado. É o que aponta a meteorologia. A previsão é que Natal e a faixa litorânea tenha os maiores níveis de precipitações, enquanto o Oeste apresenta chuvas somente até sábado. Porém, a sexta-feira deverá continuar com tempo nublado.

De acordo com o site Climatempo, especializado em previsões meteorológicas, Natal terá o fim de semana com céu coberto por nuvens entre sexta e domingo, com média de chuvas previstas para 28mm por dia. A temperatura vai variar entre 22ºC e 29ºC.

Em Mossoró, no Oeste do estado, a sexta e o sábado serão de tempo nublado durante todo o dia, com chuva a qualquer hora, mas em quantidade bem inferior à prevista para Natal. Na principal cidade do interior do estado, a previsão é que a média de chuvas entre hoje e amanhã não supere 6mm. Não há previsão de chuvas para domingo e a temperatura vai variar entre 23ºC e 34ºC.

No Seridó, a previsão é de chuvas somente para hoje, com tempo nublado entre sábado e domingo, mas sem chuvas. Em Caicó, a temperatura deve variar 24ºC e 34ºC, situação semelhante a Pau dos Ferros, no Oeste, onde a temperatura deve variar de 25ºC a 34ºC e sem chuvas no sábado e domingo.

terça-feira, 23 de junho de 2015

Previsão de chuvas para esta semana no RN


A previsão para esta semana é de chuva no Rio Grande do Norte. De acordo com a Gerência de meteorologia da EMPARN, para esta semana é esperado que a mudança na condição do vento, principalmente na direção, possa favorecer as ocorrências de chuvas sobre o Estado.

São esperadas boas chuvas paras os setores Leste e Agreste, com valores variando entre 40 e 100mm, além da ocorrência de alguma chuva no interior, mesmo que de intensidade fraca.

Comportamento das chuvas para os próximos meses no RN

O segundo semestre do ano é considerado seco. Os valores esperados de chuva acumulada para os próximos meses deverão variar entre 50 e 80mm no interior do Estado. Para o Litoral, as chuvas acumuladas devem variar de 200 a 300mm.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Chuvas não encherão reservatórios do RN este ano, afirma meteorologista


Gilmar Bristot, meteorologista da Emparn, diz que período chuvoso acabou.
'Infelizmente não tem mais previsões de chuvas intensas para o interior', diz.



Do G1 RN
 

 
A alegria de ver açudes transbordando tem sido rara no Rio Grande do Norte. E a previsão, segundo a Empresa de Pesquisa Agropecuária do RN (Emparn), é de que até o final do ano as chuvas não sejam suficientes para encher os reservatórios que abastecem o estado. "Infelizmente não tem mais previsões de chuvas intensas para o interior do estado. O período de chuvas está acabando e não tem mais condição de formação de chuva”, afirmou Gilmar Bristot, meteorologista da Emparn.

A equipe de reportagem da Inter TV Costa Branca visitou alguns dos principais reservatórios do Rio Grande do Norte. A situação, na grande maioria deles, é preocupante. Notícia boa apenas no açude Pataxó, que transbordou no mês de março. Os moradores de Ipanguaçu, na região do Vale do Açu, comemoraram. Felicidade de uns, mas preocupação de outros. Na região do Alto Oeste, o cenário é diferente. O açude Bonito, principal reservatório do município de São Miguel, está totalmente seco. E está assim desde janeiro. Água, só através de carros pipa.

Em Pau dos Ferros a situação do açude, que tem o mesmo nome da cidade, é semelhante. O reservatório tem capacidade para armazenar mais de 54 milhões de metros cúbicos de água, mas hoje está com menos de 1% da capacidade. A represa ainda abastece a cidade de Rafael Fernandes, que tem 5 mil habitantes. Já a população de Pau dos Ferros, com quase 30 mil moradores, recebe a água que vem da barragem de Santa Cruz, em Apodi.
 
A barragem de Santa Cruz tem sido a fonte de água não só para Pau dos Ferros. Outros três municípios da região Oeste dependem dela. Atualmente, o reservatório está com 227 milhões de metros cúbicos: isto representa 37% de sua capacidade. É o segundo maior do estado, e é o que se encontra em melhor situação.

Barragem Armando Ribeiro Gonçalves está com pouco mais de 720 milhões de metros cúbicos, o que equivale a 30% de sua capacidade total (Foto: Reprodução/Inter TV Cabugi)Barragem Armando Ribeiro Gonçalves está com pouco mais de 720 milhões de metros cúbicos, o que equivale a 30% de sua capacidade total (Foto: Reprodução/Inter TV Cabugi)

O cenário é mais preocupante no maior reservatório do estado, na região do Vale do Açu. A barragem Armando Ribeiro Gonçalves está com pouco mais de 720 milhões de metros cúbicos, o que equivale a 30% de sua capacidade total. Este é o menor nível desde sua inauguração em 1983. A barragem abastece 34 municípios. São mais de 500 mil pessoas que dependem desta água. Além do consumo humano, a barragem distribui água para vários projetos de agricultura irrigada em todo o Vale do Açu.

O Distrito Irrigado do Baixo Açu (Diba) é um exemplo. São mais de 6 mil hectares usados para fruticultura. Esta área abrange 4 municípios: Assu, Ipanguaçu, Alto do Rodrigues e Afonso Bezerra. Com o nível da barragem em alerta, os produtores começam a ficar apreensivos. "Nós já estamos atuando junto ao poder público para que sejam construídos poços, para que eles ajudem a manutenção do perímetro irrigado do Baixo Açu", disse Genival Celestino, gerente do Diba.

Desde novembro de 2014, a Agência Nacional de Águas estabeleceu algumas regras para que a água da barragem seja usada com restrições, principalmente para irrigação. Em abril deste ano, a vazão foi reduzida. "Estávamos liberando oito metros cúbicos por segundo, e isso foi reduzido para cinco metros cúbicos por segundo. Por enquanto, este volume de água que está sendo liberado está atendendo as necessidades. Mas, acreditamos que quando for o período de estiagem, esta água será insuficiente", disse Hermenegildo Cabral, agente agropecuário do Departamento Nacional de Obras contra a Seca (Dnocs).

Em Upanema, também no Oeste potiguar, os pescadores sofrem com o baixo nível da barragem de Umari. Depois de 4 anos de estiagem, o reservatório, que tem capacidade para mais de 290 milhões de metros cúbicos, está com cerca de 30% deste total. Com pouca água, pegar algum peixe está cada vez mais difícil.

Açude Gargalheiras, em Acari, tem volume d'água mais baixo da história (Foto: Fred Carvalho/G1)Açude Gargalheiras, em Acari, tem volume d'água mais baixo da história: 1,8% da capacidade (Foto: Fred Carvalho/G1)

Saindo do Oeste para a região Seridó, é possível perceber que a estiagem também castiga a população. O espetáculo das águas do açude Gargalheiras, na cidade de Acari, não é visto desde 2011. Atualmente, está com apenas 1,8% da capacidade. Mesmo com o baixo volume, o açude ainda abastece as cidades de Acari e Currais Novos. Ao todo, são 56 mil habitantes que recebem esta água em sistema de racionamento.

Previsão é de semana chuvosa em todo o RN

A meteorologia prevê que, durante a semana, somente a segunda-feira (18) não terá chuvas significativas no Rio Grande do Norte. A partir de amanhã (19), porém, a previsão é que ocorram precipitações em todas as regiões do estado.

Para Natal, a previsão é que a segunda-feira feita tenha temperatura variando entre 31ºC e 24ºC, com possibilidade de pancadas de chuva à tarde e à noite. Entre terça e sexta-feira (22), o tempo deverá permanecer nublado durante a maior parte dos dias, com possibilidades de chuvas a qualquer hora e temperatura girando entre 32ºC e 24ºC.

No Seridó, o cenário é semelhante. Hoje e quarta-feira (20) a previsão é de tempo ensolarado em Caicó, com poucas nuvens e sem chuva. Porém, na terça, quinta e sexta, a expectativa é que o céu permaneça nublado, com chuva a qualquer hora e temperaturas chegando a 36ºC e não ficando abaixo de 25ºC.

Já na região Oeste, somente a segunda-feira não terá chuvas. Entre terça e sexta-feira o céu estará encoberto, havendo a possibilidade de nuvens durante todo o dia. A temperatura ficará entre os 33ºC e 23ºC.

sábado, 9 de maio de 2015

Chuvas do mês de abril ficaram 50% abaixo do esperado no Rio Grande do Norte

 




As chuvas de abril no Rio Grande do Norte ficaram muito abaixo do normal, com predominância de seca, frustrando as expectativas dos meteorologistas, que previam uma precipitação mais regular. O acumulado do mês, no entanto, não chegou nem a 50% do esperado. Os agricultores já começam a calcular o percentual de perdas nas safras de milho, feião e sorgo, que pode chegar a até 80%.

Agravada pelos últimos três anos de estiagem, a situação atinge, além da agricultura, o abastecimento de água. Atualmente, 116 dos 167 municípios do Rio Grande do Norte, o equivalente a 69%, estão em situação de emergência, dependendo de carros-pipa. A média do nível dos reservatórios do Estado baixou de 35% para 24%, em comparação ao mesmo período de 2014.

“O ano hídrico começou com os reservatórios baixos e vai terminar com os reservatórios mais baixos ainda. O que foi reposto em alguns açudes não serviu nem para dar sustento ao consumo da época, com exceção de um ou outro, como o Pataxó, em Ipanguaçu, que estava seco e teve uma recuperação de 100%, mas são casos excepcionais”, disse Gilmar Bistrot, meteorologista-chefe da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn).

Na última quinta-feira, 8, ele entregou ao Gabinete Civil do Governo do Estado e também a algumas secretarias, como a de Agricultura e a de Recursos Hídricos, um relatório com a situação pluviométrica do mês de abril, a pior desde o início do ano. Em janeiro e fevereiro a predominância foi de chuva abaixo do normal, enquanto em março a prevalência foi de chuva normal e, em alguns municípios, acima do normal. 

“Ao contrário do que esperávamos, tivemos em abril um comportamento bastante irregular das chuvas, tanto no que diz respeito à distribuição espacial quanto na ocorrência. Em grande parte do Estado choveu menos de 50 mm, muito abaixo do normal.  Tivemos predominância de seca”, informou o meteorologista.

Em 30 dos principais municípios das mesorregiões Oeste, Agreste e Central, apenas em Angicos a precipitação atingiu o patamar considerado normal, que é de 397,95 mm, enquanto 26 estão classificados como “muito seco” e três como “seco”. Em Pau dos Ferros, no Oeste Potiguar, por exemplo, choveu 284 mm, faltando 370 mm para chegar ao nível de chuva normal, que é 654 mm.

O mais preocupante é que o período chuvoso no interior do Rio Grande do Norte termina na primeira quinzena de maio, que na análise do meteorologista já está comprometida. “Na segunda quinzena, não chove no interior do Estado. Ou chove muito pouco. A não ser que aconteça algum distúrbio devido às condições do Oceano Atlântico Sul e não mais da zona de convergência, mas isso é imprevisível”, disse Gilmar Bistrot.

O meteorologista da Emparn explicou que a previsão mais otimista em relação a abril se baseava na expectativa do deslocamento da onda planetária, que vinha em seu movimento normal do final de março para o início de abril. “Só que quando ela chegou sobre o Pacífico recebeu influências do El Niño, que a represou sobre a parte Norte próximo do Chile e Equador, promovendo as chuvas naquela região. Em consequência, a parte negativa ficou sobre o Nordeste”. 

*Tribuna do Norte

terça-feira, 24 de março de 2015

Pequenos reservatórios do interior do RN transbordam após fortes chuvas


Açudes em Angicos, Campo Grande, Ipanguaçu e outras cidades sangraram.
Emparn prevê chuvas abaixo do normal no RN.



Do G1 RN
 

Barragem de Pepta foi uma das que transbordou em Campo Grande (Foto: CG na Mídia)Barragem de Pepta foi uma das que transbordou em Campo Grande (Foto: CG na Mídia)

As chuvas intensas que caíram em diversas regiões do Rio Grande do Norte fez com que pequenos açudes transbordassem. Na zona rural do município de Campo Grande, na região Oeste do estado, vários açudes encheram o que fez sangrar a Barragem de Pepeta e a Barragem da Fazenda Pedra Branca.

Em Angicos, o açude José Teodoro, situado no Centro da cidade, também sangrou. O açude Pataxó, em Ipanguaçu, transbordou nesta terça-feira (24) com o acúmulo das chuvas dos últimas dias.

Apesar da alegria do sertanejo que comemou as chuvas do últimos dias, a Emparn prevê que as chuvas deverão mostrar um comportamento variando de normal a abaixo do normal.     
  
No monitoramento das chuvas que ocorrem sobre o estado do Rio Grande do Norte é observado que durante o mês de janeiro de 2015, as chuvas apresentaram uma distribuição bastante irregular, tanto espacial como temporal, além de apresentar baixos valores, não atingindo a média esperada para o mês. Foi registrada a predominância de chuvas abaixo de 20 milímetros (mm), e somente em algumas localidades isoladas do litoral leste e Alto Oeste é que as chuvas observadas apresentaram valores mais expressivos.

Para o mês de fevereiro de 2015, com a melhoras nas condições termodinâmicas dos oceanos, principalmente no Oceano Atlântico, as chuvas registradas apresentaram uma melhor distribuição espacial, e maiores volumes. Observa-se que chuvas com valores superiores a 50mm predominaram nas regiões Oeste, Seridó, Vale do Assú e Litoral Leste.


A chuva acumulada no período de janeiro até o dia 16 de março de 2015, mostra que em grande parte do estado predominam valores acima de 50mm, chegando em algumas áreas a superar os 300 mm como ocorreu em municípios das regiões do Alto Oeste, Vale do Assú e Litoral Leste. Na grande parte da região central, principalmente a região de Angicos, e Seridó Oriental, as chuvas apresentaram valores abaixo de 50mm em média.

segunda-feira, 23 de março de 2015

Enxurrada destrói estradas no interior do RN; universitários ficam sem aula


Em Angicos, chuvas causaram danos em duas rodovias estaduais.
Uma delas dá acesso ao campus da Ufersa, que suspendeu as aulas.



Do G1 RN
 
Um trecho da RN-263, entre os municípios de Angicos e Afonso Bezerra, cedeu com as chuvas que ocorreram neste fim de semana na região Central do Rio Grande do Norte. Somente uma das pistas está com o tráfego liberado, segundo informou a Prefeitura de Angicos. A estrada que dá acesso ao campus da Universidade Federal do Semi-Árido (Ufersa) no município também não suportou o volume de água e parte da pista foi levada pela enxurrada. Para chegar ao campus, só a pé. Em virtude disso, as aulas na universidade foram suspensas nesta segunda-feira (23).

 
Na RN-263 um açude que margeia a rodovia transbordou na tarde do domingo (22) e a água cobriu a pista (veja vídeo ao lado). Um motociclista chegou a ser arrastado para dentro do córrego, mas foi salvo por moradores. A moto foi recuperada. O prefeito Júnior Batista e técnicos do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) estiveram no local na manhã desta segunda para avaliar os estragos.

 
Ufersa
A estrada que dá acesso ao campus da Ufersa em Angicos também desabou (veja vídeo ao lado). Em um trecho da estrada há uma tubulação de água que passa por baixo da via. A tubulação não aguentou o volume de água e cedeu, causando o desmoronamento de parte da pista. Só é possível chegar ao campus a pé. O DER prometeu fazer os reparos.


Segundo o diretor do campus, Joselito Medeiros Cavalcante, a unidade possui 1.100 distribuídos em três turnos. “Nesta segunda não tivemos condições de ter aulas. De carro ninguém passa. Amanhã (terça), certamente não haverá aula pela manhã. De até o meio-dia a estrada for reparada, deveremos ter aulas à tarde e à noite, mas só saberemos disso quando as obras foram iniciadas. Moradores da comunidade de Rio Velho, que usam essa estrada, também ficaram ilhados”, acrescentou.

Açude transbordou e tomou conta da pista (Foto: Leonardo Ribeiro/Angicos Notícias)Açude transbordou e tomou conta da pista (Foto: Leonardo Ribeiro/Angicos Notícias)

sexta-feira, 6 de março de 2015

Em 6 horas, chove quase metade do previsto para março em Natal


De acordo com o Cemaden, choveu 86 milímetros na capital em seis horas.
Chuva causou alagamentos, congestionamentos e queda de árvores.



Fernanda Zauli Do G1 RN
 

Avenida Itapetinha, na Zona Norte de Natal (Foto: Otávio Vieira)Avenida Itapetinga, na Zona Norte de Natal, ficou alagada (Foto: Otávio Vieira)
Em apenas seis horas, choveu em Natal quase a metade do previsto para todo o mês de março. De acordo com Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), choveu 86 milímetros na capital em seis horas. A média do mês de março, de acordo com a Emparn, é de 208 milímetros. A chuva causou alagamentos em vários pontos da cidade, congestionamento e queda de árvore. VEJA FOTOS.

A Defesa Civil do Município está em alerta total monitorando as áreas de risco da cidade. A orientação aos motoristas é que dirijam com cautela e não tentem “brigas com a água”. Foram registrados diversos pontos de alagamento na capital.

Na Avenida Hermes da Fonseca, em Petrópolis, uma árvore caiu e interditou o trânsito em uma das pistas no sentido Centro.

A Secretaria Municipal de Moilidade Urbana (STTU) registrou ponto de alagamento nas Avenidas Hermes da Fonseca, Prudente de Moraes, Engenheiro Roberto Freire, Salgado Filho, Moema Tinoco, João Medeiros Filho, Norton Chaves, Jaguarari, Jerônimo Câmara, Alexandrino de Alencar e Tomaz Landim.
 

Avenida Jerônimo Câmara alagou (Foto: Matheus Magalhães/Inter TV Cabugi)Avenida Jerônimo Câmara alagou (Foto: Matheus Magalhães/Inter TV Cabugi)
Na Via Costeira, a STTU registrou vários pontos de acúmulo de água e orienta os motoristas a reduzir a velocidade e dirigir com cautela.

Em Parnamirim, um ônibus ficou ilhado e os passageiros foram resgatados de barco pelo Corpo de Bombeiros. Segundo o Corpo de Bombeiros, o incidente aconteceu por volta das 8h em frente ao Marina Badauê. De acordo com o tenente Roberto Oliveira, doze pessoas estavam dentro do ônibus da empresa Barros quando a água da chuva começou a invadir o veículo e chegou à altura dos bancos. Duas equipes do Corpo de Bombeiros estiveram no local para o resgate que foi realizado pelo teto do ônibus.

Cruzamento das Avenidas Prudente de Moraes com Nascimento de Castro ficou alagado (Foto: Bessie Cavalcanti/Inter TV Cabugi)Cruzamento das Avenidas Prudente de Moraes com Nascimento de Castro ficou alagado (Foto: Bessie Cavalcanti/Inter TV Cabugi)

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Chove no Cantareira e nível do sistema passa de 10,8% para 11,1%


Rodízio pode não ser necessário, mas não está descartado, diz Sabesp.
Entre os demais sistemas, apenas o Rio Grande caiu nesta quinta-feira.



Do G1 São Paulo
 

cantereira (Foto: Editoria de arte/G1)
 
Voltou a chover no Cantareira pelo segundo dia seguido e o volume dos reservatórios passou de 10,8% para 11,1% nesta quinta-feira (26), segundo boletim diário divulgado pela Sabesp. Nesta terça (24), o conjunto de represas recuperou o 2º volume morto, mas o ritmo de alta desta semana vem sendo menor que o da semana passada.

Além da chuva atipicamente alta para fevereiro, 47% acima da média histórica para o mês todo, o sistema se beneficia do aumento da vazão dos rios que desaguam em seus reservatórios.

A menor captação de água nas represas e a redução de pressão na rede em São Paulo também contribuem para a alta. A captação, segundo o diretor metropolitano da Sabesp, Paulo Massato, caiu de 31,8 metros cúbicos por segundo para 14 metros cúbicos por segundo. Já a diminuição de pressão, considerada pela empresa como a medida mais importante para poupar água, chegou a ficar abaixo do ecomendado pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

Rodízio
Em sessão da CPI da Sabesp realizada nesta quarta-feira (26) na Câmara Municipal, o presidente da Sabesp, Jerson Kelman, afirmou acreditar que não será necessária a implantação de um rodízio de água na Grande São Paulo.

 
"Minha percepcão é que não será necessário fazer rodízio. Porque eu fiz contas de quanta água temos em estoque, de quais os cenários de quanta água pode chegar e de quanta água está saindo", afirmou, ressaltando não ser possível garantir que não haverá rodízio.


2º Volume Morto
O patamar desta terça-feira corresponde a 105 bilhões de litros, mesma quantidade de água da segunda reserva técnica, que começou a ser contabilizada no dia 24 de outubro do ano passado. Apesar disso, o conjunto de represas, que abastece 6,2 milhões de pessoas na Grande São Paulo, ainda não recuperou o primeiro volume morto (18,5%). Isso vai ocorrer quando o sistema chegar 29,2% (10,7% + 18,5%).


O sistema, que começou o mês em 5%, teve em fevereiro o mês mais chuvoso e com mais elevações desde o começo da crise, em janeiro de 2014. A alta desta quarta foi 23ª de fevereiro e a 21ª consecutiva, mas a situação ainda é crítica. A estação chuvosa está terminando e as represas têm que acumular água para enfrentar os meses mais secos.
Outros sistemas
 
Entre os demais sistemas que abastecem a Grande São Paulo, apenas o Rio Grande Caiu. O Alto Tietê permaneceu estável novamente, e os demais tiveram alta.


Gnews Cantareira (Foto: Reprodução GloboNews)Apesar de processo de recuperação, margens ainda estão expostas (Foto: Reprodução GloboNews)
Multa
 
A Sabesp começou a entregar neste mês contas de água com multa para quem excedeu a média do consumo. A sobretaxa na conta foi autorizada pela Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp) e a multa varia entre 40% e 100% para quem consumir mais água neste ano no comparativo entre fevereiro de 2013 e janeiro de 2014.


A multa foi de 40% para quem consumiu até 20% a mais do que a média do período anterior e a taxa foi de 100% para quem utilizou mais que 20%. A medida é válida somente na parte do gasto de água encanada, que representa metade do valor da conta. Os outros 50% são referentes ao serviço de coleta de esgoto.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

São Miguel registra a maior chuva dos últimos anos


A chuva que atingiu a cidade de São Miguel durante toda a noite de ontem (28) e madrugada de hoje (29) foi a maior chuva registrada nos últimos anos no município é o que aponta a Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN).
Segundo dados do órgão estadual no posto de medição instalado no escritório local da Emater-RN foi registrado uma precipitação de 130mm, contudo em outros pontos da cidade pluviômetros particulares chegaram a marcar um volume de chuva superior a 150mm.
Na Zona Rural do município tem se o registro que choveu em diversas comunidades, sobretudo na comunidade do Sítio Bonito onde o pluviômetro registrou 142mm, o que fez com Açude Bonito II que é responsável pelo abastecimento de água de São Miguel e que atualmente se encontrava com pouco mais de 6% sua capacidade, ganhasse mais de 50 cm em seu volume de água.
Chuva no RN - Dados oficiais da Emparn indicam que dos 197 postos de medição do estado, 107 registram chuvas. Conforme o boletim do órgão a maior precipitação foi na cidade de Coronel João Pessoa onde choveu 154mm (Posto da Emater). Segue abaixo o boletim pluviométrico da Mesorregião Oeste Potiguar nas ultimas 24 horas:

sexta-feira, 28 de março de 2014

Mesmo com chuvas, 150 municípios do RN ainda estão 'muito secos', aponta Emparn

A quadra chuvosa está chegando à metade neste fim de março, mas a disponibilidade de recursos hídricos para o consumo humano e restabelecimento da economia agrícola do Estado continua preocupante.

De acordo com a “Análise das Chuvas Acumuladas” no primeiro trimestre de 2014, da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do  Norte (Emparn), o comportamento da estação invernosa é de “muito seco” em 150 e “seco” em dois dos 167 municípios do Rio Grande do  Norte. Outros 15 municípios estão sem informação, segundo a Emparn.

No entanto, o chefe do  Setor de Meteorologia da Emparn, Gilmar Bristot, diz que é importante se fazer uma avaliação do comportamento das chuvas mês a mês, porque o volume de chuvas que caiu, realmente, está abaixo da média que anualmente chove na região semiárida.

Quando se analisa o volume de chuvas acumulado nos três primeiros meses do ano, os dados da Emparn mostram que também não há muita alteração do quadro chuvoso. Em janeiro, por exemplo, havia chovido normalmente em 44 municípios potiguares, número que subiu para 77 em fevereiro e caiu para 60 em março.

Em janeiro, o número de municípios considerados  em nível “seco” ou “muito seco” era de 92, número que caiu para 77 em fevereiro e para 60 em  março. “A gente não pode seguir à risca essa análise geral, que é feita em cima de uma análise anual histórica”, reforçou o meteorologista Gilmar Bristot, porque esse comportamento pode mudar caso se configure o período chuvoso até o fim de maio. “A análise tem de ser feita mês a mês”, continuou ele.

Mas, em função do comportamento da estação chuvosa até agora, segundo Bristot, foi que a Emparn recomendou à governadora Rosalba Ciarlini (DEM) que se reeditasse o decreto de reconhecimento da situação de emergência que contempla, hoje, 159 municípios potiguares.

Gilmar Bristot explica que o volume de chuvas que caiu entre janeiro e março ainda não foi suficiente para resolver a situação dos municípios que enfrentam escassez de recursos hídricos.

Segundo Bristot, para tirar os municípios da situação de emergência e evitar que o governo usasse desse expediente de decretos, “é necessário que as chuvas sejam suficientes para a produção agrícola e os reservatórios tenham acumulado água para evitar o colapso do sistema de abastecimento de água pra consumo humano”.

*Fonte: Tribuna do Norte

segunda-feira, 24 de março de 2014

Meteorologistas do Nordeste atualizaram as previsões climáticas


Os meteorologistas do Nordeste estiveram reunidos nos dias 20 e 21, em Recife, para uma nova previsão climática da região, para o período de abril a junho. O Rio Grande do Norte esteve representado através da equipe da Gerência de Meteorologia da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN). A previsão mostrou uma tendência para chuvas próximo da normalidade no período de abril a junho de 2014, tanto para a região norte como para o setor leste da região Nordeste.

Assim, com as análises dos parâmetros climáticos globais referentes ao mês de fevereiro de 2014 e os resultados dos principais modelos oceânicos/atmosféricos, existe uma tendência de que as chuvas para os setores Norte e Leste da região Nordeste do Brasil, durante os próximos três meses (abril, maio e junho de 2014), variem entre normal a acima da normalidade, com grande variabilidade temporal e espacial, conforme os seguintes percentuais: Normal: 45%; Acima do Normal: 35%; Abaixo do Normal: 20%. Lembrando que como poderão haver mudanças referentes aos parâmetros oceânicos/atmosféricos durante as próximas semanas, principalmente no Oceano Atlântico, é de extrema importância um monitoramento contínuo nessas regiões que possam inserir algumas mudanças no atual prognóstico.

No primeiro momento da reunião, os Estados apresentaram as condições pluviométricas referentes ao mês de fevereiro e a primeira quinzena de março de 2014, destacando a ocorrência de chuvas na categoria próxima da normalidade para os estados do Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba. Para os Estados de Pernambuco e da Bahia, enquanto que no setor leste a chuva ocorrida apresentou bons índices acumulados, no interior as chuvas apresentaram uma irregularidade bastante acentuada, evidenciando a predominância de chuvas na categoria abaixo do normal.

De acordo com o relatório final, “na primeira quinzena de março, as chuvas associadas à presença da Zona de Convergência Intertropical apresentaram uma melhor configuração, tanto nos volumes como na distribuição, principalmente nos Estado do Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba. Com relação à condição hídrica, as chuvas ocorridas até o momento ainda não provocaram mudanças significativas nos níveis de armazenamento de água nos principais reservatórios, prevalecendo alta deficiência no armazenamento de água nos principais reservatórios na região semiárida, que atualmente apresenta um armazenamento em torno de 25% a 30% da sua capacidade máxima”.

Em seguida, os meteorologistas apresentaram os parâmetros atmosféricos que influenciam diretamente na ocorrência de chuvas na região, com destaque à condição de temperatura das águas superficiais dos oceanos Atlântico e Pacífico. Essa variável, mesmo apresentando um comportamento próximo do normal, tanto no Atlântico Norte como Atlântico Sul continuou apresentando evolução favorável em relação aos meses anteriores, com o Atlântico Norte mais frio do que o Oceano Atlântico Sul.   No oceano Pacífico, as águas continuaram apresentando anomalias negativas em tono de 0,5ºC, evidenciando uma condição de neutralidade.  A próxima reunião, no mês de abril, será realizada em Maceió, com data ainda a ser definida.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Boletim Pluviométrico das chuvas na Mesorregião Oeste Potiguar; Em São Miguel choveu 26,5 mm


Entre as 7h de ontem (18), até às 7h da manhã de hoje (19),  foram registradas chuvas em 86 postos pluviométricos distribuídos por todas as regiões do Estado.

Conforme divulgado no boletim pluviométrico eletrônico da Gerência de Meteorologia da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN) as maiores precipitações ocorreram nas cidades de Portalegre (106mm) e Caraúbas (96,8mm), ambas na Mesorregião Oeste Potiguar. Segundo o boletim, em São Miguel choveu 26,5mm.

segunda-feira, 17 de março de 2014

Previsão de semana com chuvas no litoral e Alto Oeste do RN


As chuvas devem continuar no litoral e Alto Oeste do Rio Grande do Norte. A previsão é que, pelo menos até quinta-feira (20), ocorram chuvas diárias na Grande Natal e Alto Oeste potiguar. Para o Seridó e Médio Oeste a tendência é que as precipitações sejam de menor intensidade.

De acordo com o Climatempo, os dias em Natal e região serão nublados e com chuva a qualquer hora. As temperaturas na capital potiguar vão variar entre 24ºC e 32ºC, com umidade relativa do ar chegando a 86%. Situação semelhante ocorrerá em Pau dos Ferros e cidades vizinhas, com céu nublado durante todos e chuva a qualquer hora. As temperaturas vão variar entre 23ºC e 35ºC, com umidade relativa do ar variando entre 35% e 82%.

Na região Seridó, no entanto, a previsão é de pouca chuva. Em Caicó, a tendência é de sol com aumento de nuvens durante a manhã e pancadas de chuva no fim da tarde e início da noite. As temperaturas vão variar entre 25ºC e 37ºC. Já em Mossoró, a expectativa é que nesta segunda-feira (17) só chova no fim da tarde e, durante a semana, pancadas de chuva à tarde e noite. As temperaturas vão girar entre 24ºC e 35ºC.

Para São Miguel, o Climatempo prevê uma segunda-feira (17) com pancadas de chuva à tarde e à noite e temperaturas variando entre 20ºC e 33ºC. Para o restante da semana a previsão é de chuvas diárias até a sexta-feira (21).

sábado, 1 de março de 2014

Meteorologia prevê chuvas no período do Carnaval em várias regiões do RN

As previsões climáticas para o período do Carnaval indicam que os dias de festa poderão ser regados a chuvas em diversas regiões do Estado do Rio Grande do Norte. A expectativa é de que o período seja dividido com dias de muito sol com outros chuvosos.
De acordo com a Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN), as previsões são positivas quanto às precipitações nos últimos dias do Carnaval. A estimativa é de que hoje e amanhã a incidência de chuvas seja pouca, mas que o tempo deverá mudar a partir da segunda-feira, quando poderão ocorrer pancadas de chuvas.
Conforme a EMPARN a previsão para o Sábado e Domingo indica céu parcialmente nublado a claro com pancadas de chuvas isoladas nas regiões Oeste e Seridó, enquanto que nas demais regiões predominará a condição de céu parcialmente nublado a claro.

Para a Segunda e a Terça-Feira, o tempo deverá apresentar mudanças com aumento na nebulosidade em todas as regiões, essa condição deixará o céu parcialmente nublado com ocorrência de chuvas em todas as regiões.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Natal tem riscos de chuvas até a próxima quarta-feira, diz Emparn



Céu deve variar de parcialmente nublado para períodos de claridade.

Emparn registrou a maior chuva do ano na cidade na última terça-feira (2).

Do G1 RN

Bombeiros usam bote para resgatar motorista que teve carro inundado em Natal (Foto: Canindé Soares)
Bombeiros usam bote para resgatar motorista que
teve carro inundado (Foto: Canindé Soares)

O clima chuvoso deve permanecer pelo menos até a próxima quarta-feira (10) em Natal. A previsão é da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn), que aponta o risco de pancadas de chuvas durante o período com o céu variando de parcialmente nublado para períodos de claridade.

Apesar da previsão de chuva, o meteorologista da Emparn, Gilmar Bistrot, informa que não foi identificado nenhum sistema mais organizado que possa trazer chuvas mais fortes. “Só chuvas tradicionais no início da manhã, causadas por sistemas de origem oceânica. O período de claro ocorre no fim da manhã e durante a tarde”, explica.

De acordo com Bistrot, a previsão é a mesma no interior do Rio Grande do Norte. A diferença é de pancadas de chuva em regiões onde se tem tem influência do relevo, como Sérido e Alto Oeste.

Na última terça-feira (2) a Emparn registrou a maior chuva do ano em Natal. Foram 120,4 milímetros até as 7h da quarta-feira (4), segundo o sistema de análise de chuvas da Empresa de Pesquisa Agropecuária do RN.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Chove 100 milímetros em Pau dos Ferros; acompanhe a chuva na região:

Deu no Blog do Jean Carlos

A chuva foi boa na noite de ontem e madrugada de hoje. Na cidade de Pau dos Ferros, foram 100 milímetros, segundo dados do 7o Batalhão de Polícia Militar.
 
Veja, abaixo, relação de municípios que registraram boas chuvas de ontem para hoje. A lista foi publicada pelo blog Nosso Paraná do competente Sargento Gilvan.
  • Pau dos Ferros 100 mm;
  • Luís Gomes 54 mm;
  • Paraná 40  mm;
  • Major Sales 38.3 mm;
  • José da Penha 50 mm(Emater) Rua Campo(60 mm);
  • Água Nova 45 mm;
  • Coronel João Pessoa 71 mm;
  • Doutor Severiano 90 mm;
  • Encanto 120 mm;
  • Francisco Dantas 85 mm;
  • Portalegre 83 mm;
  • Rafael Fernandes 55 mm;
  • São Francisco do Oeste 39 mm;
  • Tabuleiro Grande 39 mm;
  • Riacho da Cruz 92 mm;
  • Riacho de Santana 70 mm;
  • Venha Ver 72 mm;
  • Viçosa 92 mm;
  • Patu 73 mm;
  • Lucrécia 90 mm;
  • Olho D'água dos Borges 67 mm;
  • Rafael Godeiro 110 mm;
  • Alexandria 48 mm;
  • Marcelino Veira  45 mm;
  • Antônio Martins 95 mm;
  • Pilões 50  mm e
  • João Dias 63 mm.
  • Serrinha dos Pintos 190 mm.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Chuvas provocam alagamentos em Natal

Semáforos quebrados e queda de árvores também fazem parte do cenário na cidade.

Gerlane Lima, com informações do Via Certa, 
 
            
c-ok














A chuva que cai desde sábado (27) repete um cenário já conhecido na capital potiguar, como ruas alagadas, semáforos quebrados e árvores caindo. A previsão é de mais chuva no começo da semana.
 
Na Rua dos Paianazes , antiga avenida 10 próximo a avenida Presidente Sarmento, uma árvore caiu em cima de um veículo. E na Rua Baraúnas, nas imediações da 'Feira do Carrasco' outra árvore caiu interrompendo o trânsito.
 
Alguns pontos de alagamentos na cidade:
  • Rua das Alagoas com ponto transitável de alagamento no encontro com avenida Ayrton Senna
  • Acesso ao viaduto IV Centenário com alagamento parcialmente transitável
  • Avenida Moema Tinôco com alagamento intransitável na altura do cemitério Pajuçara
  • Alagamento parcialmente transitável em frente ao estádio Frasqueirão no sentido capital
  • Avenida Bernardo Vieira com alagamento parcialmente transitável na altura do SEMTAS e "Feira do Carrasco" sentido norte
  • Alagamento em Mirassol, na saída da rua principal para o Campus da UFRN
  • Alagamento na rua da Saudade, próximo à ladeira de Nova Descoberta
  • Avenida Passeio dos Girassóis com alagamento intransitável na altura do Campus UFRN
  • Pista escorregadia na estrada da Coophab, av. Olavo Montenegro
  • Avenida Salgado Filho com ponto de alagamento na altura do cruzamento com avenida Amintas Barros no sentido aeroporto
  • Pontos de aquaplanagem na Via Costeira e prolongamento da avenida Prudente de Morais
  • Avenida Cel. Estevam x avenida Alexandrino de Alencar com alagamento na faixa da esquerda no sentido único
  • Avenida Prudente de Morais com alagamento transitável na altura do Corpo de Bombeiros no sentido sul
  • Rodovia BR-226 com ponto de alagamento no sentido interior na altura da "Curva da Morte"
  • Av. Cel. Estevam altura do forró do Dagô com alagamento transitável
  • Av. Eng. Roberto Freire com alagamento parcialmente transitável altura da UnP
  • Alagamento na av. Alexandrino de Alencar altura do Bompreço. (transitável)
  • Alagamento transitável na av. Mar do Caribe. Pajuçara-Conj. Parque das Dunas

quarta-feira, 20 de março de 2013

Chuvas no Dia de São José trazem alento ao sertanejo

Sérgio Henrique Santos e Roberto Lucena* - repórteres Tribuna do Norte

No Dia de São José, os sertanejos tiveram um alento que sinaliza, de acordo com a crença popular, para um 2013 chuvoso. Segundo dados da Empresa de Pesquisa Agropecuária do RN (Emparn), entre o período das 7h da manhã de segunda e as 7h da manhã de ontem, 19, choveu em 46 municípios potiguares. À tarde, também houve registro de chuvas em municípios como Pau dos Ferros, Caicó e Angicos. E o interior do Rio Grande do Norte também tem boas notícias meteorológicas para esta quarta-feira (20). A previsão é de céu parcialmente nublado com pancadas de chuva em todo o Estado.
Sidney SilvaEm Caicó, o céu  ficou nublado e as chuvas ultrapassaram 100 mmEm Caicó, o céu ficou nublado e as chuvas ultrapassaram 100 mm

Para o início da próxima semana, provavelmente as chuvas vão continuar, segundo o meteorologista da Emparn, Gilmar Bristot. "As previsões não são feitas a longo prazo porque este ano as chuvas estão muito irregulares e em condições climáticas com muita variação. Por isso, a cada três ou quatro dias precisamos fazer uma reavaliação da previsão", informou Gilmar Bristot, reconhecendo que isso causa apreensão por parte dos agricultores, porque eles precisam de tempo e antecedência para preparar a colheita.

Na manhã de ontem, choveu 1,3 milímetros na capital. No interior, as maiores precipitações foram registradas pela Emparn nas cidades de Serrinha dos Pintos, com 80 mm, Martins, com 75 mm e Tenente Ananias, com 70 mm, todas no Alto Oeste. Também ocorreram chuvas consideradas relevantes pela Emparn em cidades do Seridó potiguar.

A ocorrência dessas precipitações está de acordo com o estudo da "presença de instabilidades associadas à Zona de Convergência Intertropical e à circulação ciclônica dos ventos em altos níveis da atmosfera", feita pela Emparn para o período. No entanto, a Emparn ainda não tem previsão de bom inverno para 2013. Na última reunião dos meteorologistas do Nordeste, foi identificada uma tendência de chuvas abaixo do normal e irregulares entre os meses de março e maio deste ano, o que poderá comprometer o abastecimento e, consequentemente, as atividades da agricultura e da pecuária.

Nessa época do ano, as chuvas são esperadas principalmente por causa dos efeitos da estiagem prolongada e da crise no abastecimento. Para se ter uma ideia dos efeitos da seca, a Companhia de Águas e Esgotos do RN (Caern) diminuiu em 30% a vazão da maior adutora do Estado, a Monsenhor Expedito. Isso afeta diretamente a oferta de água em municípios das regiões Agreste e Trairi. A governadora Rosalba Ciarlini chegou a apelar para que a população diminua o consumo de água, e ampliou a situação de emergência para 144 municípios, através de novo decreto de calamidade.

O colapso pode, inclusive, provocar racionamento d'água em alguns municípios. Isso já acontece em cidades como Barcelona e São Paulo do Potengi, que só têm água nas torneiras uma vez por semana. Para reavaliar as previsões, os meteorologistas volta a se reunir hoje na 5ª Reunião de Análise Climática para a Região Nordeste do Brasil, no Recife (PE). O encontro termina amanhã com a divulgação de um novo relatório.

Agricultores renovam esperança

De pés descalços e vestida com uma bata amarela, Maria da Conceição, 23 anos, era mais uma entre os milhares de fiéis que participaram, na manhã de ontem, da missa solene em homenagem a São José, no município de Angicos, a 171 quilômetros de Natal. O santo, que é padroeiro da cidade, é reverenciado pelos sertanejos. Para eles, o dia 19 de março representa uma data importante. É o início do inverno. Se chove nessa data, é sinal de fartura no campo.

Mas durante a cerimônia campal iniciada às 9h30, apesar do céu estar cheio de nuvens, não caiu nenhuma gota d'água. Pelo contrário. O sol forte e uma temperatura de 30°C obrigou o uso de guardas-chuvas, protetor solar ou a procura por qualquer sombra possível. Mesmo assim, os católicos não desanimaram. "Vim pagar uma promessa. Minha mãe se recuperou de uma fratura no braço e eu devo esse milagre a São José. Não importa se faz sol forte. Chego cedo e fico até o final", disse Maria da Conceição.

Segundo a Polícia Militar, cerca de cinco mil pessoas participaram do evento que teve como celebrante o arcebispo emérito da arquidiocese de Natal, Dom Matias Patrício. Durante a homilia, o religioso, que passou a infância e parte da juventude em Angicos, falou sobre a importância de São José na vida de Jesus Cristo e, por consequência, na Igreja Católica. "São José promoveu o plano de Deus. Foi o pai adotivo de Jesus Cristo a quem deu educação. Era um homem simples, fiel e humilde, mas que foi capacitado por Deus para sua missão. Assim é conosco. Deus nos dá a capacidade de enfrentar os obstáculos", disse.

A missa solene foi a segunda celebração do dia. Mais cedo, às 6h, o pároco da cidade, padre Severino da Silva Neto, celebrou uma missa dentro da matriz de Angicos. À tarde, foi realizada a procissão solene e missa de encerramento da festa do padroeiro, que teve início no dia 9. Segundo o pároco, as expectativas com o evento foram superadas.

"O povo de Deus participou com fervor e devoção. Acredito que isso ocorreu devido à seca desse ano. O povo não tem mais a quem recorrer. Só podem recorrer aos céus, a Deus", colocou. O padre disse ainda que, no dia da abertura da festa, choveu em Angicos. Na tarde de ontem a chuva voltou a cair no município. "O povo ficou animado e esperançoso. São José tem uma ligação muito forte com o sertanejo. A esperança se renova", comentou.

CAICÓ

O Dia de São José em Caicó e diversas cidades da região do Seridó foi marcado por uma chuva aguardada com ansiedade pelos agricultores. Em Caicó, as chuvas começaram na verdade na véspera do dia de São José. Na segunda-feira, à noite, choveu na cidade e em diversas localidades da região, principalmente na zona rural. Em alguns sítios, os registros pluviométricos ultrapassaram a marca dos 100 milímetros, como foi o caso da Fazenda Três Riachos em Jardim de Piranhas/RN.

Ontem, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia - INMET, a chuva que caiu em Caicó, atingiu entre 55,8 e 72 mm. Alguns pequenos agricultores estão esperançosos com a chuva e esperam mais para os próximos dias."Nós sabemos pela experiência que quando chove no dia de São José, é porque o ano vai ser bom de inverno. Agora eu estou animado", disse Antônio Medeiros, residente no sítio Piedade, zona rural de Jardim de Piranhas/RN.

Deputados se pronunciam sobre agravamento da seca

A situação de seca no Rio Grande do Norte é tema recorrente nos pronunciamentos feitos pelos deputados durante as sessões na Assembleia Legislativa. Na manhã de ontem os deputados Vivaldo Costa (PR) e Nélter Queiroz falaram sobre as dificuldades que os municípios potiguares estão passando. Vivaldo Costa chegou a destacar que a atual seca é, em sua opinião, a pior que tem conhecimento. "Basta comparar os registros de outras épocas", sugeriu.

Ao falar sobre o agravamento da seca, o deputado José Adécio (DEM) mostrou um cálculo que, na sua avaliação, demonstra como o problema poderia ser minimizado nos últimos 23 anos, quando houve três secas grandes no Nordeste, nos anos de 1983, 1985 e 2012: "se cada governo tivesse colocado R$ 500 mil no combate à estiagem, teríamos R$ 11 milhões e 500 mil utilizados em prol dos criadores e produtores", disse.

"A seca vem massacrando o produtor e ao longo dos anos sabemos que seca nunca foi exceção, seca é regra, mas nunca nos preparamos para este momento que precisa ter cuidados da classe política", disse.

"Com esse cálculo pude ver o descaso do poder público diante do problema e estou muito à vontade para fazer essa crítica, inclusive porque fiz parte de instituições que trabalham nessa área de combate à seca", disse José Adécio. O presidente da Casa, deputado Ricardo Motta (PMN), garantiu apoio nas reivindicações dos produtores rurais do RN quanto às medidas para garantir a sobrevivência do rebanho potiguar dizimado pela seca.

Ontem em Angicos a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Rio Grande do Norte (Fetarn) encerrou o "Grito da Terra", iniciado na última quarta-feira, em São Paulo do Potengi. A Federação levou um documento intitulado "Carta do campo potiguar" com reivindicações, entre as quais estão o abastecimento imediato e contínuo das 75 mil cisternas já construídas no Estado. "Viemos entregar o documento à governadora. Infelizmente ela não veio. Vamos, agora, tentar marcar uma audiência", colocou o presidente da Fetarn, Ambrósio Lins.

"É uma tristeza. É muito sofrimento"

O pequeno agropecuarista Aldo Luiz Bezerra, 54 anos, contabiliza as perdas com a estiagem que afeta o Rio Grande do Norte. A fazenda São João, localizada na divisa entre os municípios de Angicos e Afonso Bezerra, já foi um local de abundância. A produção de leite era farta e não faltava plantação. Hoje, a realidade é bem diferente. "É uma tristeza, meu filho. Choro só de lembrar os animais mortos", disse.

Nos últimos seis meses, nove cabeças de gado morreram na propriedade de Aldo. A produção de leite despencou dos quase 80 litros por dia para apenas 5. A água é escassa e é preciso comprar o líquido. "Tiro dinheiro da alimentação dos meus filhos para poder comprar água. Se não fizer isso, vai morrer tudo", contou. São R$ 140,00 para abastecer a cisterna localizada no quintal de casa.

No curral, uma vaca que deu cria no último sábado, dá sinais de fraqueza. Quando se deita, só levanta caso o criador ajude. Os ossos estão à mostra. "Essa vaca era bem gorda, mas agora a situação é essa. É muito sofrimento", lamentou Aldo Bezerra. O agropecuarista contou também que as reservas de dinheiro da família foram embora junto com o verde do pasto e água dos barreiros. "Tinha R$ 10 mil guardado mas gastei tudo para não perder a fazenda", explicou.

Faern faz críticas à morosidade na instalação de poços

Para os pequenos agricultores, apenas a perfuração e instalação de poços já minimizaria os efeitos da estiagem prolongada. Em 14 municípios potiguares, a água só é fornecida através de carros-pipa, especialmente no Alto Oeste. É o caso de Luís Gomes, Riacho de Santana, Água Nova, Pilões, João Dias, Antônio Martins, Olho D'água dos Borges, Serrinha dos Pintos, Dr. Severiano, Equador, Carnaúba dos Dantas, São José do Seridó, Serra Negra e Paraná. São empregados 340 carros-pipa para complementar o abastecimento em mais 129 cidades.

Atualmente, segundo a Semarh, estão instalados 6 mil poços artesianos no Estado, a maior parte destinados à pecuária e agricultura nas zonas rurais. Porém, apenas 3.500 poços estão funcionando. Entre 2011 e 2012, o governo instalou 150 poços artesianos. "Isso é muito pouco para se fazer em dois anos. A média é de 6,25 poços por mês. A quantidade ainda é muito pequena em relação à demanda", critica José Vieira, presidente da Federação de Agricultura e Pecuária do RN (Faern). O custo para que o restante dos poços seja colocado em operação pode chegar aos R$ 14 milhões.

José Vieira afirmou, no entanto, estar confiante de que a situação dos agricultores possa mudar a partir da nomeação do novo secretário estadual de Agricultura e da Pesca (Sape), Júnior Teixeira. "É um bom nome. Espero que ele tenha condições de trabalhar. Estamos confiantes".

Leonardo Rego promete obras estruturantes

Ontem, o novo secretário estadual de Recursos Hídricos (Semarh), Leonardo Rego anunciou a perfuração de mais 840 poços. "Estamos fazendo um trabalho administrativo já com a bancada federal, de maneira consensual, para que possa facilitar essa demanda", adiantou.

Leonardo Rêgo comentou que o corpo técnico da secretaria está empenhado na elaboração dos projetos estruturantes. "Alguns estão com trâmite burocrático bem adiantado", garantiu. Ele citou a construção das barragens de Umarizeira (Umarizal), orçada em R$ 20 milhões; de Oiticica e de Poço de Vara, em Coronel João Pessoa.

No caso da Barragem de Oiticica, a governadora irá assinar o convênio na próxima segunda-feira (25). A obra custará R$ 311 milhões, sendo R$ 292 milhões do Orçamento Geral da União (OGU) e R$ 9 milhões de contrapartida.