Mostrando postagens com marcador Tribunal de Justiça. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Tribunal de Justiça. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Tribunal de Justiça anuncia contratação de 500 estagiários no RN


Destes, 300 serão convocados já no mês de agosto.
Anúncio foi feito nesta quarta-feira (15) pelo presidente do TJRN.



Do G1 RN
 


O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte anunciou a contratação de 500 estagiários nos próximos dois anos. Destes, 300 serão convocados já no próximo mês de agosto. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (15), durante a sessão administrativa do pleno do TJRN. O presidente, desembargador Claudio Santos, ressaltou que os estagiários serão utilizados exclusivamente na área fim da Justiça, de julgamento de processos. São estudantes de áreas como Direito, Psicologia, Serviço Social e Ciências Contábeis

O magistrado lembrou a importância do estágio para a formação e qualificação profissional dos estudantes, ao mesmo tempo em que auxiliam o funcionamento do Judiciário. Deverão ser chamados mais de 250 estagiários apenas na área de Direito, beneficiando Varas e Juizados Especiais na capital e no interior.

Seleção
A última seleção realizada pela Escola da Magistratura do RN (Esmarn) ofertou 265 vagas para estágio; em razão do encerramento de contratos o número de chamados será maior. O processo seletivo ocorreu nas cidades de Natal, Mossoró, Caicó e Pau dos Ferros, mas abriu possibilidade de atuação em todas as comarcas do Estado – as que tiveram estagiários aprovados serão beneficiadas pela convocação.


As vagas são destinadas às áreas de Direito, Pedagogia, Biblioteconomia, Ciências Contábeis, Administração, Estatística, Comunicação Social, Psicologia e Ciências da Computação.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Diário Oficial publica nomeação de Glauber Rego para desembargador do TJRN

Posse do novo integrante da corte está prevista para a manhã desta sexta-feira (28) na sede do Tribunal
Por David Freire
Após integrar novamente a lista tríplice do Tribunal de Justiça, ser escolhido pela governadora Rosalba Ciarlini e ter seu nome aprovado pelos deputados estaduais na Assembleia Legislativa, o advogado Glauber Rego é, oficialmente, desembargador do Tribunal de Justiça.
O Diário Oficial do Estado (DOE) desta sexta-feira (28) traz a nomeação dele para o cargo na Corte estadual em substituição ao desembargador aposentado Caio Alencar.
Surgiu a informação que a posse de Glauber no Tribunal de Justiça acontecesse nesta sexta-feira (28) às 10h na sede do TJRN. Entretanto, em contato com o portalnoar.com, o novo desembargador não confirmou a informação e argumentou que tem “30 dias para tomar posse no Tribunal”.
Ao telefone, Glauber argumentou que estava com o “dia corrido” resolvendo alguns compromissos particulares, mas que “assim que tudo tiver resolvido” vai ao Tribunal para ser empossado no cargo.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

PM que atuou como delegado receberá diferenças

 


Carlos Alberto                      

Os desembargadores que integram a 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte determinaram que o Estado efetue o pagamento de diferenças salariais para um 3º Sargento da Polícia Militar, que exerceu as funções de Delegado de Polícia Civil.


O Estado moveu recurso, o qual foi acatado parcialmente apenas para mudar o período de pagamento do valor e para que seja levado em consideração o valor remuneratório correspondente ao cargo de Delegado de Polícia Civil Substituto.

A sentença inicial havia definido o lapso temporal de 31 março de 2005 a 13 de julho de 2007, mas a decisão no TJ alterou para 21 de julho de 2004 (data da nomeação) a 13 de junho de 2007 (data da exoneração).

Nestes termos, a decisão considerou que, ao ficar demonstrado o desvio de função, é lícito, ao servidor público, o recebimento dos vencimentos do cargo por ele efetivamente exercido, mesmo que não tenha sido previamente aprovado em concurso público para esse fim.

O não pagamento constitui enriquecimento ilícito da Administração Pública, nos termos da Súmula nº 378 do Superior Tribunal de Justiça, a qual reza que "Reconhecido o desvio de função, o servidor faz jus às diferenças salariais decorrentes" . (Com informações do TJRN)

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Presidente do TJ anuncia dia 8 quando será nova eleição do Quinto Constitucional

  

No Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, o que se sabe é que, na sessão do dia 8 de maio, o presidente da Casa, desembargador Aderson Silvino, vai anunciar a data da sessão de votação da lista tríplice para escolha de desembargador do TJ pelo Quinto Constitucional.

Os seis advogados votados pela categoria passarão a ser três, e no final a lista de três chegará às mãos da governadora Rosalba Ciarlini.

Que escolherá o nome do desembargador.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Novo desembargador do TJ será escolhido em maio

Os seis advogados listados pela OAB terão dez dias para reapresentar documentos exigidos pelo tribunal.




Diógenes Dantas,
TJRN-300O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte solicitou ontem (25) a documentação dos seis advogados que concorrem à vaga do desembargador aposentado Caio Alencar. A escolha do novo desembargador deverá acontecer no mês de maio.

Os advogados que compõem a lista sêxtupla da OAB para o quinto constitucional - Artêmio Azevedo, Glauber Rêgo, Marisa de Almeida Diógenes, Verlano Medeiros, Magna Letícia Câmara e Priscila Coelho Barreto - terão dez dias para reapresentar os documentos necessários.

A indicação do advogado Glauber Rêgo foi cancelada pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça) por ter sido realizada de maneira secreta pelo tribunal, conforme denúncia apresentada por uma advogada, Germanna Gabriella Amorim Ferreira.

Por resolução do conselho, a nova escolha será aberta, nominal e com justificativa de votos de cada desembargador. A lista tríplice será encaminhada novamente à governadora Rosalba Ciarlini.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Candidatos à vaga de desembargador tem 10 dias para atualizarem currículos e comprovarem documentos apresentados


O presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Aderson Silvino, deu prazo de 10 dias para que os 6 advogados eleitos pela categoria, que disputam a vaga de desembargador do TJ pelo Quinto Constitucional, por indicação da OAB, atualize os currículos que já foram apresentados, e comprovem o que está sendo apresentado como parte de suas carreiras.

O presidente do TJ está tomando providências para refazer a eleição que irá escolher a lista tríplice que será encaminhada à governadora Rosalba Ciarlini.

Mesmo sem a publicação do Acórdão – somente uma certidão de julgamento foi publicada – Aderson Silvino vai adiantando para que, logo que o Acórdão seja publicado, a votação já possa ocorrer de imediato.

Nesse período, o presidente vai encaminhando os currículos para os 13 desembargadores que irão votar…em eleição aberta, nominal e fundamentada.

Ou seja, voto em fulano porque ele tem isso e mais isso em seu currículo e está apto a ser desembargador…

Olho no olho da sociedade, ao contrário da eleição passada, que foi anulada por decisão do Conselho Nacional de Justiça.

Estão na disputa pela ordem de votação na eleição com votos dos advogados:

Magna Letícia

Artêmio Azevedo

Marisa Rodrigues

Verlano de Queiroz Medeiros

Glauber Rêgo

Priscila Fonseca

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Ibanez Monteiro é eleito desembargador do Tribunal de Justiça

 



 
O Pleno do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) elegeu, na sessão desta quarta-feira (17), o juiz Ibanez Monteiro da Silva para ocupar a vaga de desembargador, aberta após a aposentadoria do desembargador Rafael Godeiro. Juiz titular da 2ª Vara da Fazenda Pública de Natal, Ibanez Monteiro chega ao TJRN promovido pelo critério de merecimento, concorrendo com outros 14 colegas de toga.
 
 
O novo desembargador obteve a pontuação final de 92,43 pontos, segundo os critérios dos 12 magistrados com direito a voto. Ele liderou a lista tríplice, que foi composta ainda pelos juízes Cornélio Alves, que somou 90,90 pontos; e Francisco Seráphico, que contabilizou 89,73 pontos.
 
Pelas regras da promoção dos juízes por merecimento, caso um juiz seja indicado pela terceira vez para compor uma lista tríplice, ele necessariamente conquistaria a vaga de magistrado de segundo grau, uma vez que o regimento prevê a condução direta ao cargo nestes casos. Esta era a situação do juiz Ibanez Monteiro, que no entanto, figurou no 1º lugar da lista tríplice após o fim da votação.
 
O presidente do Poder Judiciário potiguar, desembargador Aderson Silvino, destacou que o voto fundamentado de cada magistrado, como o que ocorreu nesta quarta-feira, representa um momento importante para o TJRN porque celebra mais transparência na atuação dos magistrados. O decreto de nomeação de Ibanez Monteiro deve ser publicado ainda hoje no Diário da Justiça. Ele tem 30 dias para tomar posse.
Perfil do novo desembargador
 
O juiz Ibanez Monteiro da Silva tem 28 anos de magistratura. Ingressou na magistratura em 4 de janeiro de 1986, quando iniciou sua carreira na Comarca de Luiz Gomes. Em seguida, atuou nas comarcas de São Tomé, Apodi, Macaíba e João Câmara. Atualmente, é titular da 2ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Natal, jurisdição que exerce desde 12 de abril de 1996.
 
Ibanez Monteiro graduou-se em Direito pela UFRN em 1983 e especializou-se em Direito e Cidadania também pela UFRN em 1999. Foi Membro Titular da Turma Recursal dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais do Rio Grande do Norte, no período de 1996 a 1999, sendo seu 1° Presidente. Membro Titular do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte, na vaga de Juiz de Direito, biênio 2002 a 2004.
 
No período de 1995 a 1997, foi diretor do Centro de Estudos de Informática Jurídica da Escola da Magistratura do Rio Grande do Norte (Esmarn). Também foi vice-diretor desta instituição, no período de 1998 a 2001 e no biênio 2007-2008. Atuou ainda como juiz corregedor, convocado pelo corregedor da Justiça do Rio Grande do Norte, no período de setembro de 2007 a dezembro de 2008.
 
 
No biênio 2005/2006, exerceu a função de juiz eleitoral da 3ª Zona de Natal. Mais recentemente, no período julho a dezembro de 2012, foi juiz eleitoral da 1ª Zona de Natal. Na área da docência, foi professor da Universidade Potiguar (UnP) entre os anos de 1989 a 2008. Atualmente, é professor da Esmarn.

TJ tem quase mil ações por improbidade administrativa em tramitação

Segundo números enviados ao CNJ, Tribunal potiguar recebeu 121 denúncias disso. Há outras 60 por corrupção no Judiciário

Por Ciro Marques

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte teve em 2012, exatamente, 978 processos em tramitação por improbidade administrativa. A informação é do próprio órgão do Judiciário, que acabou ficando de fora de um levantamento feito pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), nesta semana, com os números referentes a processos de combate a esse tipo de crime no Brasil.

Tribunal de Justiça não enviou informações ao CNJ (Foto: Wellington Rocha)

Segundo o CNJ, nacionalmente (com exceção do RN), o Poder Judiciário transformou em ação judicial, no ano passado, 1.763 denúncias contra acusados de corrupção e lavagem de dinheiro e 3.742 procedimentos judiciais relacionados à prática de improbidade administrativa. Em 2012, a Justiça realizou 1.637 julgamentos, que resultaram na condenação definitiva de 205 réus. Com esses números, a quantidade de processos em tramitação sobre corrupção, lavagem de dinheiro e improbidade chegou a 25.799, no final do ano passado.

No Rio Grande do Norte, o TJRN recebeu no ano passado, exatamente, 121 denúncias por improbidade administrativa. Porém, só 20 casos denunciados de corrupção foram aceitos pelo Tribunal, fazendo a soma de processos com esse tema que estão em tramitação no Judiciário Potiguar chegar a 60. Não foram divulgados, porém, o número de réus condenados por essas práticas criminosas. Contudo, o TJRN tem a informação que houve o julgamento de 31 ações sobre improbidade administrativa. Todos eles, inclusive, foram classificados como “julgamentos definitivos em processos judiciais”. Apenas um foi referente à corrupção.

Enquanto isso, nacionalmente, um dos objetivos da pesquisa do CNJ é responder às indagações do Grupo de Ação Financeira Internacional (Gafi), que avaliou de forma desfavorável as ações do Brasil para o combate a esses crimes, especialmente em decorrência da falta de estatísticas processuais. O Gafi é um organismo internacional sem personalidade jurídica que atua na esfera da Organização para a Cooperação Internacional e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) e reúne países com o propósito de fortalecer os mecanismos globais de prevenção e repressão ao crime de lavagem de ativos financeiros e financiamento do terrorismo.

A pesquisa também vai subsidiar o Estado brasileiro no processo de avaliação da implantação da Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção (Uncac). Outro objetivo é dar cumprimento à Ação n. 01/2011 da Estratégia Nacional contra a Corrupção e a Lavagem de Dinheiro (Enccla), coordenada pelo CNJ, que consiste em implantar mecanismos de levantamento de dados e estatísticas nos órgãos engajados no combate à corrupção, à improbidade administrativa e à lavagem de dinheiro.

Ninguém anulou a lista sêxtupla e ainda estou nela”

Tribuna do Norte

Bate-papo

Glauber Rêgo, Advogado e candidato à vaga do Quinto Constitucional da OAB/RN

O senhor vai questionar a determinação?

Não conversei com meu advogado ainda. Vou discutir com ele e decidiremos se vamos insistir com novo mandato de segurança ou não. É uma decisão que eu não posso ter nenhum aperreio para tomar. Tenho que ter calma, conversar com ele, se for o caso, vou até Brasília.

O senhor se mantém candidato?

Claro. Ninguém anulou a lista sêxtupla e ainda estou nela. Deixe eu sentir como essa decisão vai ser recebida. Vamos ter calma e acalmar. Porque quem vai tomar um posicionamento imediato é o TJ, se vai cumprir ou não. Em relação à minha pessoa, tenho que ter calma.

O senhor acompanhou a sessão?

Acompanhei pela TV. Foi um processo tranquilo. O resultado não é o esperado, não fiquei satisfeito porque o correto seria confirmar a votação, feita no TJ, e respeitar o resultado. Mas eu acompanhei e vi com naturalidade. Foi um debate interessante. O relator foi favorável a legalidade da lista, mas ele foi vencido. É um tema que demanda debates e não é consenso.

terça-feira, 26 de março de 2013

Relatório sugeriu auditoria externa

O primeiro relatório apresentado pela Comissão de Sindicância Interna do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, recomendou à então presidenta Judite Nunes, que os quase 7.000 processos ativos de precatórios e requisições de pequeno valor (RPVs) em tramitação no Setor de Precatórios, à época da inspeção, fossem auditados por uma empresa especializadas. O pedido, porém, não foi acatado. O desembargador aposentado, Caio Alencar, que presidiu a Comissão, disse em entrevista exclusiva à TRIBUNA DO NORTE, que a contratação de tal empresa teria um custo “muito elevado” e o próprio TJ e a Corte de Contas do Estado dispunham de profissionais com experiência neste tipo de avaliação administrativa e contabilista.
João Maria AlvesDesembargador Caio Alencar e juiz Luiz Alberto explicaram o trabalho feito na gestão passadaDesembargador Caio Alencar e juiz Luiz Alberto explicaram o trabalho feito na gestão passada

Contrário às declarações da juíza Tatiana Socoloski, atual responsável pelo Setor de Precatórios da Corte Estadual, Caio Alencar assegurou que mais de 93 processos foram auditados pelas comissões do TJRN e do Tribunal de Contas do Estado (TCE) ao longo de 2012. Para Caio Alencar, a juíza Tatiana Socoloski cometeu um “equívoco” ao comentar que menos de 100 processos, de um universo aproximado dos oito mil, tenham sido auditados. Caio Alencar não detalhou, entretanto, quantos processos foram, de fato, auditados pelas comissões. “Nós analisamos muitos processos. Foram muitos, muitos, mais de 93”, assegurou. Ele destacou, ainda, o empenho dos técnicos do TJ e do TCE que atuaram nas Comissões.

Caio Alencar esclareceu que o critério de avaliação dos processos tomou como base os relatórios gerenciais das movimentações financeiras do Tribunal de Justiça relacionados ao Setor de Precatórios, encaminhados pelo Banco do Brasil, concernentes aos anos nos quais Carla Ubarana chefiou a Divisão. Conforme levantamento do TCE, quatro contas estavam vinculadas ao Setor. “Era inviável examinar os processos de 2007 a 2011. A grande maioria era de processos regulares”, ressaltou Caio Alencar. Segundo ele, seriam necessários até três anos para que todos os documentos relacionados aos precatórios e RPVs ativos no TJRN, à época da inspeção, fossem auditados pela Comissão Interna.

Magistrados afirmam que setor foi reeestruturado

Ao defender que a juíza Tatiana Socoloski cometeu um equívoco ao afirmar, em entrevista à TRIBUNA DO NORTE, que somente 93 processos de precatórios e requisições de pequeno valor (RPVs) haviam sido analisados pelas Comissões dos Tribunais de Justiça e Contas do Rio Grande do Norte, o juiz Luiz Alberto Dantas reiterou que “muitos” processos foram analisados. A exemplo do desembargador Caio Alencar, o juiz que atuou como auxiliar da então presidenta do TJRN, Judite Nunes, não precisou a quantidade de procedimentos requisitórios auditados.

Luiz Alberto Dantas analisou o período pelo qual respondeu pelo Setor de Precatórios do TJRN e assegurou que, diferente do exposto pela juíza Tatiana Socoloski, a Divisão passou por um processo de reestruturação em paralelo aos pagamentos dos processos que foram retomados a partir de junho do ano passado. O juiz citou como exemplo do bom funcionamento do Setor, o convite do atual presidente do TJRN, desembargador Aderson Silvino, para continuar chefiando a Divisão. Luiz Alberto Dantas, porém, declinou a oferta. “Depois de uma meditação profunda, eu decidi concluir meu trabalho lá e voltei para a 5ª Vara da Fazenda Pública, da qual sou titular há 15 anos”, comentou.

Além disso, ele citou que a sistemática de pagamentos, que até a descoberta do esquema eram feitas através de guias, foi modificada para a emissão de alvarás judiciais individualizados. Destacou, ainda, a reestruturação física do Setor, conforme recomendação do Conselho Nacional de Justiça, além de padronizar formulários e não quebrar a ordem cronológica das listas. Luiz Alberto Dantas apontou, inclusive, que foi durante a gestão dele que todos os atos do Setor foram disponibilizados do sistema de informática do TJRN, com publicação no Diário de Justiça Eletrônico.

Sobre a implementação do sistema de informática para a gestão e operacionalização dos processos de precatórios e requisições de pequeno valor (RPVs), o juiz Luiz Alberto disse que não ocorreu durante o período em que esteve à frente do Setor por “falta de tempo e recursos”.

“Muitos processos eram fictícios”

Uma das dificuldades encaradas pelo próprio Caio Alencar, pelo então juiz auxiliar da presidência, Luiz Alberto Dantas, e pelos técnicos envolvidos na inspeção, foi a falta de informações físicas em relação a determinados processos de precatórios e RPVs. Como exemplo, o desembargador aposentado citou o Processo nº 2011.050117-3, no qual o autor é o próprio Tribunal de Justiça. Tal processo, foi “distribuído” em 29 de março de 2011. Entretanto, no extrato da conta de depósito judicial nº 2200103677644, um aporte de R$ 1,6 milhão foi realizado em 03 de fevereiro de 2011. Anterior, portanto, à distribuição.

“O que seria incabível, porquanto o processo administrativo nº 2011.050117-3 somente foi distribuído em 29 de março de 2011”, assinou o desembargador no primeiro relatório da Comissão Interna, em 23 de janeiro de 2012. Este foi um dos processos cuja localização física não foi efetuada pela Comissão. “Muitos processos eram fictícios, virtuais e inexistentes. Não existiam fisicamente”, relembrou Caio Alencar. Ele complementou dizendo que Carla Ubarana fazia uso de pen-drives, memórias de computador externas e notebooks pessoais para burlar os processos. De acordo com os relatórios apresentados à Presidência do TJ em 2012, a utilização do computador do gabinete ocupado por Carla Ubarana era somente para leituras de comunicados internos.

A desembargadora Judite Nunes, que terá sua gestão como presidenta do TJRN (2011-2012) analisada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) foi procurada pela TRIBUNA DO NORTE para comentar as declarações da juíza Tatiana Socoloski e o conteúdo do relatório do TCE. Também foi contatado o juiz Guilherme Pinto, que atuou como auxiliar da Presidência do TJ, ao longo do mandato de Judite Nunes. Nenhum deles, porém, estava em seus gabinetes no final da tarde desta segunda-feira (25). No âmbito do CNJ, o assunto é tratado sob sigilo.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

TJRN emite nota sobre processo de escolha do novo desembargador


O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte emitiu nota oficial sobre o questionamento judicial da escolha do novo desembargador do TJRN, processo que foi suspenso pelo Conselho Nacional de Justiça.

Eis a nota na íntegra:

NOTA OFICIAL

A respeito da sessão aberta com escrutínio reservado e proclamação pública do resultado, para fins de escolha da lista tríplice do Quinto Constitucional, realizada pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte em 15 de fevereiro de 2013, cujos efeitos foram suspensos liminarmente pelo Conselho Nacional de Justiça, este Tribunal esclarece que:

1 – A escolha da Lista Tríplice por voto reservado, em sessão aberta, é avalizada por entendimentos das duas principais Cortes brasileiras, o Supremo Tribunal Federal e o Superior Tribunal de Justiça. O artigo 26 do regimento interno do STJ define que a sessão para votação de lista do Quinto Constitucional deve ser pública, mas, no parágrafo 7º, ressalva que o escrutínio será secreto. O STF, ao decidir o Mandado de Segurança nº 28.870, de 08 de junho de 2012, da relatoria do ministro Ricardo Lewandowski, manteve esse entendimento;

2 – No que se refere ao posicionamento do Conselho Nacional de Justiça, trata-se de medida liminar, de caráter temporário, sobre a qual o Tribunal prestará as informações necessárias, sustentando as razões jurídicas do seu entendimento;

3 – Ademais, o Artigo 61, parágrafo 2º, do Regimento Interno do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte afirma que as sessões de escolha de lista do Quinto Constitucional devem ser abertas com escrutínio reservado;

4 – Em relação ao questionamento sobre o quórum da sessão, destaque-se que o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte conta atualmente, em sua corte, com apenas 12 desembargadores aptos ao voto, e portanto o número de sete votos constitui a maioria absoluta no resultado da votação.

O TJRN prestará informações ao CNJ dentro do prazo estipulado, de 48 horas, e aguarda a apreciação do mérito da questão para tomar as decisões cabíveis, o que deve ocorrer nos próximos dias.

Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte

Manhã de indocilidade no TJ

Deu no Blog da Abelhinha
A liminar concedida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), acatando os questionamentos e informações da advogada mossoroense Germanna Gabriella, caiu como uma bomba no TJ, que amanheceu fervilhado e os desembargadores indóceis.
Nos ecos, surgem questionamentos de quem estaria por trás, realmente, da ação, se quem perdeu, se há chantagem, etc e mais.
Ao blog, um magistrado garantiu que a Corte, se assim tiver que fazer, vai refazer a mesma lista. Só não irá justificar, diferente da promoção de juiz, pois nada se tem sobre a vida dos sêxtuplos. Exemplifica que na Paraíba a votação foi secreta e o Supremo Tribunal Federal convalidou.
Brandou: – “Há forças estranhas externas querendo nomear…outro que lhe sirva. O TJ não se submeterá”.

Viiixeee…

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Governo é condenado a repassar quase R$ 40 milhões à Prefeitura de Natal

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte condenou o Governo do Estado a repassar aproximadamente R$ 40 milhões à Prefeitura do Natal. A decisão da Corte foi no sentido de obrigar o Estado a cumprir o que determina a Constituição Federal, no que se refere ao repasse, para o município, dos impostos ICMS e IPVA. Segundo a Ação Cível Originária (nº 2011.012568-1), movida pelo Município de Natal, o repasse não está sendo realizado há cerca de cinco anos, totalizando cerca de R$ 40 milhões em débitos para o Governo do Estado.
A Constituição Federal determina que os Estados Membros devem repassar aos municípios 25% de toda a arrecadação do ICMS e 50% do que for arrecadado com o IPVA. O que não está sendo realizado, segundo as alegações do Município.
A decisão atinge não apenas os repasses futuros, mas os que ficaram em atraso e que deverão ser corrigidos monetariamente.
"Na verdade, o mais correto é chamar de restituição e não de repasse, pois é um direito que não pode ser retido", enfatiza o relator do processo, desembargador João Rebouças, que foi acompanhado à unanimidade na Corte.
"Esse é o entendimento consolidado no STF por exemplo, é uma garantia. Embora o Estado recolha, esses percentuais pertencem aos municípios", esclarece, ao citar os artigos 158 e 160 da Constituição.
Com informações do TJRN.

sábado, 26 de janeiro de 2013

Disputa pela vaga de desembargador: advogado Carlos Sérvulo retira processo contra Verlano Medeiros


Mais um capítulo na disputa pela vaga de desembargador do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte. O advogado Carlos Sérvulo retirou a denúncia que havia feito contra Verlano Medeiros junto a Ordem dos Advogados do Brasil. Com isso, a expectativa é que a lista sextupla seja encaminhada para o TJRN.

Integram a lista: Magda Letícia, Artêmio Azevedo, Marisa Almeida, Verlano Medeiros, Glauber Antônio Rêgo, e Priscila Barreto.

sábado, 1 de dezembro de 2012

TJRN abrirá concurso para 40 vagas de juiz substituto


O Tribunal de Justiça do RN vai abrir Concurso Público para Provimento de Cargos de Juiz de Direito Substituto com 40 vagas. A divulgação do edital está prevista para sair no Diário da Justiça Eletrônica de amanhã.

O concurso será coordenado e executado pela Comissão que tem como presidente o Desembargador Expedito Ferreira, Vice-Presidente do TJ e pelo Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (CESPE/UnB).

sábado, 20 de outubro de 2012

Juíza e promotor desmentem Governo Rosalba Ciarlini

Do Tribuna do Norte
 
A presidente da Associação dos Magistrados do Rio Grande do Norte (AMARN), a juíza Hadja Rayanne, reagiu às declarações do Governo do Estado, onde atribuiu ao Tribunal de Justiça do RN (TJRN) e ao Ministério Público a responsabilidade de atrasar os salários dos servidores do Executivo caso seja obrigado, pelo Judiciário, a repassar integralmente as parcelas mensais previstas no orçamento para as duas instituições.
 
Na edição de ontem da Tribuna do Norte, o secretário de Comunicação Alexandre Mulatinho disse que o Governo não tem como repassar os R$ 103 milhões solicitados pelo TJ e MP, como atraso no duodécimo, caso contrário atrasará os salários dos servidores e até o décimo terceiro.
A magistrada considerou as declarações do Governo “perigosas”. “Não corresponde a realidade.”
 
Para ela, o Executivo está “jogando com o desconhecimento da população”.
 
Segundo a presidente da Amarn, as afirmações de representantes do Governo esclarecem pouco e tentam “indevidamente atribuir ao Judiciário a situação em que (o Governo) se encontra”. “Tenho decretos em mãos que falam expressamente em excesso de arrecadação e reloca verba para propaganda, foram R$ 10 milhões. Isso tudo é sinal contraditório”, observou a juíza Hadja Rayanne.
Falta de transparência
 
O presidente da Associação do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte, Eudo Leite, considerou falácia as declarações do representante do Governo do Estado que tenta responsabilizar o MP e o TJ em caso de atraso de salários, reflexo da obrigatoriedade do pagamento integral das parcelas do duodécimo.
 
“Dizer que vai atrasar o salário dos servidores porque vai pagar os 3% do orçamento previstos para o Ministério Público é uma falácia”, observou. Ele chamou atenção que se o Executivo mantiver os atrasos e repasses não integrais para o Ministério Público os servidores da instituição sofrerão atrasos no pagamento do seu décimo terceiro salário. “O Governo está querendo cobrir os pés com o cobertor alheio”, ressaltou.
“Nas reuniões que tivemos com o Governo o secretário Obery Rodrigues mostrar números que apontam para uma crise financeira, as quando a gente pede cópia dos gráficos para que os técnicos do Ministério Público possam checar as informações ele (o secretário) não manda. Falta transparência do Governo”, afirmou.
Nota do Blog – O Governo Rosalba Ciarlini (DEM) está numa grande enrascada. Dessa vez não poderá culpar a “oposição” ou olhar pro retrovisor, atribuindo tudo a gestores passados.
Em 2011 já existiram incidentes delicados, superados com promessas e garantias que não estão sendo cumpridas com MP e Judiciário.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Tribunal de Justiça vai ao STF cobrar repasses do governo

Segundo o TJ, o governo deve repasses da ordem de R$ 86,4 milhões referente aos meses de janeiro a setembro.


O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte ajuizou ontem mandado de segurança no STF (Supremo Tribunal Federal) contra o governo estadual, cobrando uma dívida de 86,4 milhões.

O valor cobrado, segundo o TJ, totaliza repasses orçamentários de janeiro a setembro deste ano. Na ação, o TJ ainda pede ao STF que determine que os repasses de outubro a dezembro sejam realizados até o dia 20 de cada mês.

O relator do caso é o ministro Ricardo Lewandowski, revisor do mensalão.

Segundo as alegações do TJ, até agosto, o governo deixou de repassar R$ 72,1 milhões ao judiciário.

No Orçamento Geral do Estado para este ano, o TJ tem dotações da ordem de R$ 616,2 milhões aprovadas pela Assembleia Legislativa

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

TJ assegura atendimento de usuários da Unimed em hospitais particulares



O juiz da 6ª Vara Civil de Natal, Ricardo Tinoco de Góes, deferiu o pedido de liminar feito pela Unimed Natal e determinou que os Hospitais do Coração, São Lucas e Promater mantenham os contratos firmados com o plano de saúde, em todos os seus termos e condições anteriormente estipuladas, pelo prazo de doze meses, de modo a garantir o atendimento dos usuários do serviço prestado pela cooperativa. O magistrado fixou multa de mil reais por cada negativa de atendimento aos usuários do plano de saúde.

De acordo com os autos do processo, no dia 29 de junho desse ano, os três hospitais comunicaram o objetivo de aplicar reajuste nos preços relativos à prestação dos serviços de atendimento aos usuários da cooperativa e a elaboração de uma nova forma de pagamento consistente na aplicação de modalidade conhecida como pacote, o que segundo o plano de saúde,representaria um enorme impacto financeiro.

Neste caso, o magistrado entendeu que os documentos colacionados pela parte autora, revelam, em um juízo de sumariedade a presença de elementos capazes de firmar convencimento no sentido da abusividade da conduta dos hospitais de impor à cooperativa a aceitação de reajuste incompatível com suas condições financeiras, pondo, desta feita, em risco a saúde e a vida de milhares de usuários, que dependem do atendimento hospitalar.

“ (…) verifica-se a existência de prova inequívoca apta a ensejar a concessão da presente medida, uma vez que os demonstrativos contidos nas planilhas apresentadas revelam o altíssimo impacto financeiro a ser acarretado à demandante, podendo comprometer, inclusive, o pagamento regular das consultas médicas com possível redução do valor individual previsto para cada uma delas. Ademais, referidos documentos atestam a efetiva incapacidade econômica da autora de arcar com o impacto financeiro decorrente da aplicação de todas as reivindicações estipuladas pelas rés, em virtude da alteração contratual pretendida. Além do mais, a aceitação pela demandante das últimas propostas, do modo como foram apresentadas pelos demandados, implicaria em uma onerosidade demasiadamente excessiva que acarretaria, propriamente, a impossibilidade de pagamento pela autora das obrigações pactuadas”, destacou o magistrado.

Ainda segundo ele, a relação jurídica privada estabelecida entre as partes, tais contratos interferem e repercutem na esfera de direitos inerentes a um grupo indeterminado de pessoas, que necessitam do atendimento desses hospitais. Considerou ainda ser possível a suspensão da extinção contratual pretendida pelos hospitais , “na medida em que a sua inexecução afeta interesses de terceiros, partícipes que são de relações jurídicas contratuais representativas de pactos adjacentes à relação contratual firmada entre os hospitais e a Unimed-Natal.

segunda-feira, 19 de março de 2012

OAB prepara eleição para escolha de desembargador

Mais uma Corte no Rio Grande do Norte terá aberto o processo de disputa por uma vaga na titularidade. O desembargador Caio Alencar, integrante do Tribunal de Justiça, já revelou que deverá pedir aposentadoria nos próximos meses. Embora pudesse permanecer no cargo até o final do próximo ano, data da aposentadoria compulsória, o membro da Corte tem revelado que deseja deixar o Tribunal nesse primeiro semestre.
Aldair dantasCaio Alencar teria declarado que a tendência é antecipar a aposentadoria para o mês de abrilCaio Alencar teria declarado que a tendência é antecipar a aposentadoria para o mês de abril

Com a saída do desembargador Caio Alencar, será deflagrado o processo de disputa pela vaga a partir do quinto constitucional. Previsto na Constituição Federal é que o Tribunal de Justiça tenha entre seus membros 20% ocupados por membros do Ministério Público e da Ordem dos Advogados do Brasil. No caso da Corte potiguar, os 20% previstos em lei correspondem a três. A composição atual aponta dois desembargadores indicados pelo Ministério Público (Caico Alencar e Judite Nunes) e um pela OAB (Cláudio Santos).

O entendimento do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil seccional do Rio Grande do Norte, Paulo Eduardo Teixeira, o momento, com a vaga a ser deixada por Caio Alencar, é de inversão, passando a Ordem a ter dois membros no TJ e o MP um membro. "Há decisão no Supremo Tribunal Federal sobre essa matéria, que já está pacificada", destaca Paulo Eduardo. Ele explicou que no momento que declarar vago o cargo de desembargador, o próprio Tribunal de Justiça já indica o órgão que deverá indicar a vaga.

Ratificada a indicação a ser feita pela OAB, a instituição deflagrará o processo que envolverá três etapas. A primeira delas é a eleição direta. Atualmente, a Ordem conta com cerca de 10 mil advogados, sendo 7.500 com registros ativos. São esses que estarão habilitados a votarem. A eleição é direta. Os seis mais votados integrarão uma lista que será enviada ao Tribunal de Justiça.

A segunda etapa do processo ocorre no Tribunal de Justiça. Os 14 desembargadores votarão em dois nomes. Os três advogados mais votados irão compor a lista tríplice que é enviada a governadora Rosalba Ciarlini.

Será da chefe do Executivo estadual a decisão final sobre a escolha do novo desembargador do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte.

A reportagem da TRIBUNA DO NORTE procurou o desembargador Caio Alencar para falar sobre o pedido de aposentadoria, mas, através da Assessoria de Imprensa, ele disse que "ainda estava longe" e mais próximo falaria.

Processo será definido em edital

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio Grande do Norte, Paulo Eduardo Teixeira, afirmou que o edital da instituição definirá os critérios a serem seguidos para aqueles que desejam fazer inscrição para disputar a vaga.

Já há um provimento editado em 2004 pelo Conselho Federal da OAB que define os critérios para os candidatos a vaga do chamado quinto constitucional. Um dos requisitos é ter efetivo exercício profissional da advocacia nos últimos dez anos e de forma ininterrupta.

Como a vaga é do Tribunal de Justiça do Estado o advogado-candidato também deverá comprovar existência de inscrição há mais de inço anos no Conselho Seccional abrangido pela competência do Tribunal.

No ato da inscrição o candidato deverá apresentar certidão negativa de feitos criminais junto ao Poder Judiciário e certidão negativa de débito junto à OAB e de sanção disciplinar, expedida pelo Conselho Seccional da inscrição originária

Pelo provimento do Conselho Federal, a abertura das inscrições acontecerá 15 dias, a contar do dia útil seguinte ao da publicação do edital na imprensa oficial, e o prazo para as inscrições será de 20 (vinte) dias.

A expectativa do advogado Paulo Eduardo é que além dos requisitos já previstos no provimento do Conselho Federal seja incluído também o fato de que só deverão concorrer advogados ficha limpa, sem condenações em tribunais.

Disputa começou nos bastidores

Embora o desembargador do Tribunal de Justiça Caio Alencar ainda não tenha oficializado o pedido de aposentadoria, nos bastidores da seara jurídica já são muitas as articulações dos prováveis candidatos. A escolha do novo membro do Tribunal de Justiça envolverá três processos de escolhas. O primeiro passa pela eleição direta na Ordem dos Advogados do Brasil, a segunda é a eleição no Tribunal de Justiça e o terceiro processo é a escolha da governadora Rosalba Ciarlini.

Nesse momento, os prováveis candidatos estão focando no primeiro processo, aquele em que votarão todos os advogados com registro ativo na OAB. São articulações feitas em bastidores, movimentações que surgem a partir dos diversos grupos presentes na instituição.

Os nomes ainda são apenas extraoficiais, mas os cotados do momento são o atual secretário estadual de Justiça e Cidadania, Fábio Hollanda; o advogado Carlos Sérvulo, José Amorim, o juiz do Tribunal Regional Eleitoral Marcos Duarte, o advogado do Banco do Brasil Artêmio Azevedo e a advogada Lúcia Jales, que também já disputou o cargo de presidente da OAB. Além deles, outros nomes são sondados nesse momento pré-eleitoral para a escolha da vaga de desembargador.

Restrição

Pelo provimento do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil quem é conselheiro federal ou diretor da seccional não pode entrar na disputa. Nem mesmo se o advogado integrante do conselho ou da diretoria renunciar terá direito a ser candidato a uma vaga de desembargador.

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil seccional do Rio Grande do Norte, Paulo Eduardo Teixeira, critica a forma como se dá a escolha de desembargador do Tribunal de Justiça que, ao final das eleições na OAB e no Tribunal de Justiça, depende necessariamente da escolha direta da governadora Rosalba Ciarlini.

"Entendo que se a vaga é do quinto constitucional, seja da OAB ou do Ministério Público, ou mesmo a vaga do Tribunal, a escolha tem que ser do órgão e respeitada pelo Executivo", destaca Paulo Eduardo.

No entendimento dele, o papel do Chefe do Executivo seria apenas de chancelar a escolha da categoria responsável pela vaga.
"Para respeitar o princípio de autonomia e evitar contaminação política é fundamental que o Executivo fique apenas para chancelar a escolha que seria feita pela categoria responsável pela vaga", completou o presidente da OAB.

Aposentadoria antecipada

A vaga que será aberta no Tribunal de Justiça surge com a aposentadoria do desembargador Caio Otávio Regalado Alencar. Ele poderia ficar no cargo até o final do próximo ano, quando completa 70 anos, idade da chamada aposentadoria compulsória. No entanto, o desembargador tem revelado a amigos e pares da Corte que pretende deixar o Tribunal nesse semestre.

Caio Alencar chegou ao TJ na vaga reservada ao Ministério Público. Desde o dia primeiro de janeiro de 1983 ele ocupa o cargo de desembargador. Natural de Martins, Caio Alencar é formado em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte e antes de assumir o cargo de promotor do Ministério Público, o que ocorreu em 1973, ele ocupou cargos de auxiliar administrativo na Secretaria de Agricultura e atuou também na Prefeitura de Natal. Como promotor atuou nas comarcas de Apodi, Santa Cruz, Natal e Macau. O cargo de desembargador foi assumido na vaga deixara por Anselmo Pegado Cortez.