Falácias eleitorais, por José Dirceu
O começo oficial da campanha para as eleições municipais deste ano deve acirrar as disputas políticas e colocar em cena a discussão sobre as questões importantes para as cidades e seus cidadãos, propostas e alternativas de políticas públicas para lidar com antigos e novos problemas.
Esse é o cenário desejável e esperado, pois a eleição é o ápice desse processo de debates sobre os interesses da sociedade.
Contudo, o que os embates acabam trazendo, muitas vezes, são discursos vazios, falácias e obscurantismos, utilizados por determinados candidatos, com o intuito de alardear e promover questões imaginárias, desviando a atenção do debate das questões reais e concretas, empobrecendo o jogo político e eleitoral.
É preciso, portanto, que o eleitor fique atento a esse tipo de estratégia e repudie determinadas condutas. Ataques pessoais, boatos, deturpação de dados e informações, distorções e mentiras divulgadas pela Internet, panfletos apócrifos, manipulações e descontextualizações encobrem a falta de propostas de quem não tem nada a dizer, nem respeito pelo eleitor.
O exemplo mais emblemático dessa postura foi a candidatura à Presidência da República, em 2010, de José Serra (PSDB), hoje, candidato à Prefeitura de São Paulo. Pelo que se viu até agora, Serra ameaça repetir o script: o candidato tucano mal começou sua campanha e já foi capaz de produzir um dos discursos mais “enigmáticos” das últimas eleições.
Valendo-se de argumento falacioso, comumente empregado em seus discursos, Serra tentou assustar a população de São Paulo, afirmando que o futuro da democracia no Brasil está em jogo na eleição paulistana.
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