Segundo o jornal, cresce a pressão, agora por parte dos empresários, pela candidatura do ex-presidente; "Nos últimos meses, Lula tem ouvido queixas de empresários, petistas e aliados quanto à postura da presidente", diz o texto; reportagem afirma ainda que sugestão de troca de Guido Mantega por Henrique Meirelles veio da classe empresarial
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terça-feira, 9 de julho de 2013
Valor: “Volta Lula” agora é demanda empresarial
Segundo o jornal, cresce a pressão, agora por parte dos empresários, pela candidatura do ex-presidente; "Nos últimos meses, Lula tem ouvido queixas de empresários, petistas e aliados quanto à postura da presidente", diz o texto; reportagem afirma ainda que sugestão de troca de Guido Mantega por Henrique Meirelles veio da classe empresarial
segunda-feira, 3 de junho de 2013
Lula reconhece 'pequeno problema' com a imprensa
Segundo o ex-presidente, "os companheiros da comunicação devem compreender que um canal de TV é concessão do Estado. E não se pode usar uma concessão para atuar como partido político"; o PT tenta convencer a presidente Dilma a aceitar um projeto de regulação da mídia que visa, em outros pontos, o fim da concentração do mercado, proibição de políticos serem donos de veículos de comunicação, além da criação de um Conselho Federal de Jornalismo
247 – Em uma entrevista concedida ao jornal peruano
"La República", o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que tem
"um pequeno problema" com a imprensa brasileira.
"Quando critico a imprensa, eles dizem que os estou atacando. Quando me atacam, dizem que estão criticando", afirmou Lula, dizendo que, mesmo assim, "nunca um jornal ou canal de TV deixou de receber publicidade do governo" porque o criticavam.
Ele disse, no entanto, que "os companheiros da comunicação devem compreender que um canal de TV é concessão do Estado". "E não se pode usar uma concessão para atuar como partido político."
O partido de Lula não esconde sua intenção de levar ao governo o projeto de lei de regulação da mídia – a legenda ainda precisa convencer o governo, começando pela presidente Dilma Rousseff.
Há dois anos, quando assumiu o mandato, Dilma e o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, receberam do partido um projeto com os principais pontos de defesa da legenda quanto à regulação da imprensa. Até agora, não houve resposta sobre o plano, criado pelo ex-ministro das Comunicações Franklin Martins.
Entre o que defende os petistas está o fim da concentração do mercado, proibição de políticos serem donos de veículos de comunicação, o estímulo à regionalização da produção de conteúdo e a regulamentação específica para o direito de resposta na imprensa. Além disso, o mais polêmico seria a criação de um Conselho Federal de Jornalismo, que provoca receio no Executivo, apesar de o partido garantir que não há intenção de cercear o conteúdo publicado.
Na entrevista, o ex-presidente também afirmou que o diálogo social foi seu maior legado e que "nunca antes no Brasil um presidente teve a possibilidade de aprovar um terceiro mandato". "Mas não quis".
"Quando critico a imprensa, eles dizem que os estou atacando. Quando me atacam, dizem que estão criticando", afirmou Lula, dizendo que, mesmo assim, "nunca um jornal ou canal de TV deixou de receber publicidade do governo" porque o criticavam.
Ele disse, no entanto, que "os companheiros da comunicação devem compreender que um canal de TV é concessão do Estado". "E não se pode usar uma concessão para atuar como partido político."
O partido de Lula não esconde sua intenção de levar ao governo o projeto de lei de regulação da mídia – a legenda ainda precisa convencer o governo, começando pela presidente Dilma Rousseff.
Há dois anos, quando assumiu o mandato, Dilma e o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, receberam do partido um projeto com os principais pontos de defesa da legenda quanto à regulação da imprensa. Até agora, não houve resposta sobre o plano, criado pelo ex-ministro das Comunicações Franklin Martins.
Entre o que defende os petistas está o fim da concentração do mercado, proibição de políticos serem donos de veículos de comunicação, o estímulo à regionalização da produção de conteúdo e a regulamentação específica para o direito de resposta na imprensa. Além disso, o mais polêmico seria a criação de um Conselho Federal de Jornalismo, que provoca receio no Executivo, apesar de o partido garantir que não há intenção de cercear o conteúdo publicado.
Na entrevista, o ex-presidente também afirmou que o diálogo social foi seu maior legado e que "nunca antes no Brasil um presidente teve a possibilidade de aprovar um terceiro mandato". "Mas não quis".
Lula: "Já cumpri minha obrigação no Brasil"
Negando que vá disputar a eleição de 2014, ex-presidente Lula diz, em entrevista ao jornal colombiano El Tiempo, que vai "trabalhar fortemente para que a presidente Dilma seja reeleita"; sugerido pelo presidente do Equador para assumir o comando da Unasul, e prestes a iniciar viagem por três países do continente, Lula defendeu a forma como os líderes da região enfrentaram a crise econômica mundial: "Em vez de retração econômica e ajustes fiscais recessivos, tomamos medidas anticíclicas, fomentamos políticas sociais e, com isso, nossas economias seguiram crescendo acima da média mundial"
247 -"Já cumpri minha obrigação no Brasil e vou
trabalhar fortemente para que a presidente Dilma seja reeleita", disse o
ex-presidente Lola, em entrevista
ao jornal colombiano El Tiempo publicada neste fim de semana. "O País
vive uma momento de ouro tendo na Presidência uma pessoa com suas
qualificações, caráter e compromisso", elogiou o ex-presidente,
ressalvando que seguirá "fazendo política até a morte". Pelo jeito, na
América Latina.
Sugerido neste sábado, pelo presidente do Equador, Rafael Correa, para a Secretária-geral da Unasul (leia mais) , Lula defendeu a forma como os países da região enfrentaram a crise econômica mundial.
"Até agora, a América Latina deu um exemplo extraordinário de como enfrentá-la (a crise): em vez de retração econômica e ajustes fiscais recessivos, tomamos medidas anticíclicas, fomentamos políticas sociais e, com isso, nossas economias seguiram crescendo acima da média mundial", disse o ex-presidente, que parte nesta segunda-feira para viagem por Colômbia, Peru e Equador.
Na conversa publicada pelo jornal colombiano, Lula diz que está feliz por estar saudável, "porque vejo meu país surgir, meu time (Corinthians) ser campeão em 2012, e porque o Brasil vai fazer a Copa do Mundo e as Olimpíadas". "Não há espaço para a tristeza. Tenho 67 anos e sei que eu tenho menos tempo do que já vivi. Então eu viver feliz. Agradeço a Deus todos os dias e o trabalho me dá força para continuar", diz.
Leia trechos traduzidos da entrevista:
O que mais o preocupa atualmente?
A crise econômica que começou nos Estados Unidos, foi para a Europa e afeta outras regiões em menor ou maior grau. Até agora, a América Latina tem sido um excelente exemplo de como enfrentá-la: em vez de contração econômica e ajustes fiscais recessivos, tomamos medidas anticíclicas, fomentamos políticas sociais, e, com isso, nossas economias continuam a crescer acima da média mundial.
Eu também estou preocupado em saber que as decisões do G20 (composto por países industrializados e emergentes) não foram implementadas para enfrentar a crise, como o incentivo à produção, geração de emprego e distribuição de renda.
Na América Latina, estamos conscientes de que todos os Estados continuam a investir em tudo isso e, acima de tudo, numa forte política de inclusão social, pois constatou-se, como no Brasil, que investir nos mais pobres pode ser a solução para o crescimento e fortalecimento do mercado interno de cada país.
O que falta para enfrentar a crise global?
Retomar, com a Organização Mundial do Comércio, a Rodada de Doha, sobre a reforma do sistema de comércio internacional, reduzindo as barreiras e regulamentos, para que, neste momento de crise, o comércio seja um dos pilares do retorno ao crescimento econômico em todo o mundo, especialmente na Europa e nos Estados Unidos.
As crises econômicas foram o prelúdio para as duas guerras mundiais. Você teme pela paz?
Se há alguém que acredita que a guerra é capaz de fazer o que a paz e a democracia não são, deve ter um problema mental. É hora de assumir a responsabilidade. A razão da crise econômica foi o sistema financeiro internacional, que resolveu especular com a humanidade. A solução para isso não pode ser a guerra, que apenas agrava os problemas. Tem de ser outro modelo de desenvolvimento, a regulação do sistema financeiro.
Os bancos devem estar a serviço do setor produtivo. Imaginar que os bancos podem vender papel em papel, sem produzir um único parafuso ou sapato não resolve. Portanto, espero que as decisões que tomamos no G-20 (setembro, na Rússia) possam ser executadas. Daí a importância do fortalecimento da governança global, para que possamos controlar a especulação financeira e evitar que ela se sobreponha à produção.
Existe ameaça de tempestade política na região pelas crises econômicas enfrentadas por Argentina e Venezuela?
Não. É importante lembrar que um país como o Brasil está vivendo o maior período de democracia contínua de sua história: 25 anos. O mesmo ocorre com a Argentina. Se você analisar, também vivemos o mais longo período de inclusão social na região. Um país pode enfrentar problemas econômicos, sociais ou políticos, mas isso não vai prejudicar a estabilização e o fortalecimento democrático que nós construímos até agora.
A Venezuela, com a sua riqueza, é um país com potencial de crescimento excepcional. A Argentina foi a quinta maior economia do mundo e luta para recuperar seu crescimento e industrialização, que retrocedeu no tempo dos militares. Nós todos queremos a paz, a democracia, a estabilidade e integração. Estou tranquilo.
Leia a íntegra da entrevista, em espanhol.
Sugerido neste sábado, pelo presidente do Equador, Rafael Correa, para a Secretária-geral da Unasul (leia mais) , Lula defendeu a forma como os países da região enfrentaram a crise econômica mundial.
"Até agora, a América Latina deu um exemplo extraordinário de como enfrentá-la (a crise): em vez de retração econômica e ajustes fiscais recessivos, tomamos medidas anticíclicas, fomentamos políticas sociais e, com isso, nossas economias seguiram crescendo acima da média mundial", disse o ex-presidente, que parte nesta segunda-feira para viagem por Colômbia, Peru e Equador.
Na conversa publicada pelo jornal colombiano, Lula diz que está feliz por estar saudável, "porque vejo meu país surgir, meu time (Corinthians) ser campeão em 2012, e porque o Brasil vai fazer a Copa do Mundo e as Olimpíadas". "Não há espaço para a tristeza. Tenho 67 anos e sei que eu tenho menos tempo do que já vivi. Então eu viver feliz. Agradeço a Deus todos os dias e o trabalho me dá força para continuar", diz.
Leia trechos traduzidos da entrevista:
O que mais o preocupa atualmente?
A crise econômica que começou nos Estados Unidos, foi para a Europa e afeta outras regiões em menor ou maior grau. Até agora, a América Latina tem sido um excelente exemplo de como enfrentá-la: em vez de contração econômica e ajustes fiscais recessivos, tomamos medidas anticíclicas, fomentamos políticas sociais, e, com isso, nossas economias continuam a crescer acima da média mundial.
Eu também estou preocupado em saber que as decisões do G20 (composto por países industrializados e emergentes) não foram implementadas para enfrentar a crise, como o incentivo à produção, geração de emprego e distribuição de renda.
Na América Latina, estamos conscientes de que todos os Estados continuam a investir em tudo isso e, acima de tudo, numa forte política de inclusão social, pois constatou-se, como no Brasil, que investir nos mais pobres pode ser a solução para o crescimento e fortalecimento do mercado interno de cada país.
O que falta para enfrentar a crise global?
Retomar, com a Organização Mundial do Comércio, a Rodada de Doha, sobre a reforma do sistema de comércio internacional, reduzindo as barreiras e regulamentos, para que, neste momento de crise, o comércio seja um dos pilares do retorno ao crescimento econômico em todo o mundo, especialmente na Europa e nos Estados Unidos.
As crises econômicas foram o prelúdio para as duas guerras mundiais. Você teme pela paz?
Se há alguém que acredita que a guerra é capaz de fazer o que a paz e a democracia não são, deve ter um problema mental. É hora de assumir a responsabilidade. A razão da crise econômica foi o sistema financeiro internacional, que resolveu especular com a humanidade. A solução para isso não pode ser a guerra, que apenas agrava os problemas. Tem de ser outro modelo de desenvolvimento, a regulação do sistema financeiro.
Os bancos devem estar a serviço do setor produtivo. Imaginar que os bancos podem vender papel em papel, sem produzir um único parafuso ou sapato não resolve. Portanto, espero que as decisões que tomamos no G-20 (setembro, na Rússia) possam ser executadas. Daí a importância do fortalecimento da governança global, para que possamos controlar a especulação financeira e evitar que ela se sobreponha à produção.
Existe ameaça de tempestade política na região pelas crises econômicas enfrentadas por Argentina e Venezuela?
Não. É importante lembrar que um país como o Brasil está vivendo o maior período de democracia contínua de sua história: 25 anos. O mesmo ocorre com a Argentina. Se você analisar, também vivemos o mais longo período de inclusão social na região. Um país pode enfrentar problemas econômicos, sociais ou políticos, mas isso não vai prejudicar a estabilização e o fortalecimento democrático que nós construímos até agora.
A Venezuela, com a sua riqueza, é um país com potencial de crescimento excepcional. A Argentina foi a quinta maior economia do mundo e luta para recuperar seu crescimento e industrialização, que retrocedeu no tempo dos militares. Nós todos queremos a paz, a democracia, a estabilidade e integração. Estou tranquilo.
Leia a íntegra da entrevista, em espanhol.
sexta-feira, 17 de maio de 2013
Lula não retornou
Além do cartão vermelho que tomou de Lula na semana passada (leia mais em Cartão vermelho), José Maria Marin tentara duas semanas antes falar com o ex-presidente por telefone. Lula não lhe atendeu. E até hoje não lhe retornou a ligação. Lula quer deixar patente que tem candidato à sucessão na CBF: Andrés Sánchez.
sábado, 11 de maio de 2013
Cartão vermelho
Foi agitada a véspera da visita de Lula ao estádio Mané Garrincha, na quarta-feira. José Maria Marin tentou de todas as maneiras participar do ato ao lado de Lula — como Dilma Rousseff não quer conversa com ele, nada melhor do que uma foto ao lado do ex-presidente.
Marin, que tinha uma visita ao estádio agendada para às 9h, mandou dizer aos promotores do evento que iria às 11h, faria a inspeção e esperaria Lula, que chegaria às 13h30.
O presidente da CBF só não contava com o cartão vermelho que tomou: quando soube, Lula avisou ao governador Agnelo Queiroz que não queria a sua companhia.
O recado foi dado por Claudio Monteiro, braço-direito de Agnelo. Marin não se conformou. Insistiu durante horas. Mas não houve jeito. No final das contas, nem foi a Brasília.
sexta-feira, 3 de maio de 2013
Lula toma vacina contra a gripe
Ex-presidente estava acompanhado de Dona Marisa Letícia e do prefeito da cidade Luiz Marinho, que também se vacinaram.
Com agências,
Instituto Lula
Lula toma vacina em unidade de saúde de São Bernardo do Campo.
O ex-presidente Lula se vacinou ontem (2) contra a gripe em unidade de saúde do bairro Montanhão, em São Bernardo do Campo (SP). Ele estava acompanhado de Dona Marisa Letícia e do prefeito da cidade Luiz Marinho, que também se vacinaram.
A campanha nacional contra a gripe se encerra no próximo dia 10. A meta é vacina 80% do público-alvo, que são idosos com mais de 60 anos, crianças de seis meses a dois anos, indígenas, gestantes, mulheres no período de até 45 dias após o parto, detentos e profissionais de saúde.
Lula, além de tomar a vacina, fez uma visita de uma hora e quinze minutos para conhecer a UBS de São Bernardo do Campo, que ficou pronta há uma semana.
segunda-feira, 22 de abril de 2013
Lula já luta contra Campos e racha do PT em Recife
As intensas movimentações do virtual candidato à Presidência da República pelo PSB em 2014, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e o racha interno pelo qual passa o Partido dos Trabalhadores em Pernambuco acenderam a luz de alerta no interior da legenda; para tentar reunificar o partido que encontra-se rachado desde o último pleito municipal e brecar as pretensões do PSB, o PT resolveu incluir o Recife no roteiro das caravanas que o ex-presidente Lula tem feito pelo País; uma missão que pelo visto não será das mais fáceis
Paulo Emílio_PE247- As intensas movimentações do
virtual candidato à Presidência da República pelo PSB em 2014, o
governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e o racha interno pelo qual
passa o Partido dos Trabalhadores em Pernambuco acenderam a luz de
alerta petista. Para frear os planos do até agora aliado PSB, o PT
resolveu incluir o Recife (PE) no roteiro das caravanas que o
ex-presidente Lula tem feito pelo País com o pretexto de comemorar os
dez anos da sigla à frente do Executivo Federal. A missão de Lula não
será das mais fáceis.
Ao mesmo tempo em que Campos se movimenta junto a empresários e angaria apoio de políticos da oposição e até da base aliada que estão insatisfeitos com o tratamento dispensado pelo PT, além de tentar cooptar o apoio de novas siglas como o Mobilização Democrática (MD) e o Rede, que está sendo criado pela ex-senadora Marina Silva, Lula terá que lutar para unificar o partido que encontra-se rachado desde as últimas eleições.
A sugestão de incluir a ida de Lula à capital pernambucana foi feita pelo senador Humberto Costa e prontamente aceita pelo presidente da sigla, Rui Falcão. O evento ainda não tem data definida porque o PT tenta conciliar a agenda de Lula com a da presidente Dilma Rousseff (PT).
Inicialmente, o roteiro das caravanas feitas pelo ex-presidente previa que apenas as cidades de Salvador (BA) e Fortaleza (CE) fossem contempladas com a sua visita, visando fortalecer a legenda onde ela estaria enfraquecida ou foi derrotada no último pleito.
E o PT em Pernambuco encontra-se enquadrado nas duas situações. A legenda encontra-se rachada desde as prévias partidárias do ano passado, em junho, quando o então prefeito do Recife que tentava a reeleição, João da Costa (PT), e o deputado federal Maurício Rands, este último apoiado por Humberto Costa, Eduardo Campos e João Paulo, também ex-prefeito e principal desafeto político de João da Costa, se engalfinharam para ver quem seria o candidato do partido à Prefeitura do Recife.
Com intensas trocas de farpas e até ataques pessoais entre os apoiadores de Rands e João da Costa, a Executiva Nacional do PT tentou por fim a querela cancelando as prévias mediante a alegação de denúncias que favoreciam João da Costa e impondo um nome de consenso.
O escolhido foi o senador Humberto Costa e o deputado João Paulo ficou como vice na chapa petista.
A intervenção provocou um racha no partido e João da Costa, que tem no parlamentar e ex-prefeito o seu maior desafeto político, foi acusado de não apoiar a chapa imposta pela cúpula partidária e de fazer campanha de forma velada para o adversário Geraldo Julio (PSB).
A candidatura de Geraldo Julio foi lançada no momento em que o racha interno do PT ficava cada vez mais evidente, o que incluiu a saída de Maurício Rands dos quadros do partido. Por conta disso, começaram as acusações de que o PSB e Eduardo Campos teriam traído a aliança histórica entre as duas siglas.
A animosidade entre as diversas lideranças foi evidenciada mais uma vez no começo de março, em um evento de comemoração aos 33 anos da legenda. Petistas ligados a João da Costa não foram citados no cerimonial, o que levou integrantes do partido a entoar o coro de "Hipocrisia! Cadê a democracia!". O atual secretário da Habitação do Recife, Eduardo Granja, chegou até mesmo a chamar de "frouxo" o presidente estadual do PT, deputado federal Pedro Eugênio.
E se a situação interna do PT pernambucano não é fácil, as movimentações do PSB também são foco de preocupações. O potencial candidato pela legenda socialista, Eduardo Campos, não tem poupado críticas, em especial à condução da política econômica da presidente Dilma. Movimentando-se à vontade por todo o País, Eduardo vem ganhando musculatura para tentar disputar as eleições presidenciais, o que tem feito com que o partido já passe a encará-lo como um adversário capaz de levar as eleições para um segundo turno em função da pulverização dos votos entre os candidatos de oposição.
O recente apoio dado por ele à criação de novos partidos também foi entendido pelo PT como uma sinalização mais que evidente das intenções do pessebista, assim como o discurso utilizado nas peças publicitárias da legenda, onde Campos aparece como destaque e afirma que “é possível fazer mais”.
Neste ponto, integrantes do PT avaliam que perderam tempo em brecar as intenções do governador ainda no nascedouro ao esperar que ele viesse a desistir da corrida rumo ao Planalto.
É com esta missão, de reencontrar a união interna do partido dos Trabalhadores em uma quase refundação da legenda e tentar frear as intenções de Campos em sua própria casa que Lula deverá voltar ao Recife. Se conseguir sairá consagrado mais uma vez como um hábil articulador político.
Caso ocorra o contrário, o futuro do PT em Pernambuco não será dos mais fáceis.
Ao mesmo tempo em que Campos se movimenta junto a empresários e angaria apoio de políticos da oposição e até da base aliada que estão insatisfeitos com o tratamento dispensado pelo PT, além de tentar cooptar o apoio de novas siglas como o Mobilização Democrática (MD) e o Rede, que está sendo criado pela ex-senadora Marina Silva, Lula terá que lutar para unificar o partido que encontra-se rachado desde as últimas eleições.
A sugestão de incluir a ida de Lula à capital pernambucana foi feita pelo senador Humberto Costa e prontamente aceita pelo presidente da sigla, Rui Falcão. O evento ainda não tem data definida porque o PT tenta conciliar a agenda de Lula com a da presidente Dilma Rousseff (PT).
Inicialmente, o roteiro das caravanas feitas pelo ex-presidente previa que apenas as cidades de Salvador (BA) e Fortaleza (CE) fossem contempladas com a sua visita, visando fortalecer a legenda onde ela estaria enfraquecida ou foi derrotada no último pleito.
E o PT em Pernambuco encontra-se enquadrado nas duas situações. A legenda encontra-se rachada desde as prévias partidárias do ano passado, em junho, quando o então prefeito do Recife que tentava a reeleição, João da Costa (PT), e o deputado federal Maurício Rands, este último apoiado por Humberto Costa, Eduardo Campos e João Paulo, também ex-prefeito e principal desafeto político de João da Costa, se engalfinharam para ver quem seria o candidato do partido à Prefeitura do Recife.
Com intensas trocas de farpas e até ataques pessoais entre os apoiadores de Rands e João da Costa, a Executiva Nacional do PT tentou por fim a querela cancelando as prévias mediante a alegação de denúncias que favoreciam João da Costa e impondo um nome de consenso.
O escolhido foi o senador Humberto Costa e o deputado João Paulo ficou como vice na chapa petista.
A intervenção provocou um racha no partido e João da Costa, que tem no parlamentar e ex-prefeito o seu maior desafeto político, foi acusado de não apoiar a chapa imposta pela cúpula partidária e de fazer campanha de forma velada para o adversário Geraldo Julio (PSB).
A candidatura de Geraldo Julio foi lançada no momento em que o racha interno do PT ficava cada vez mais evidente, o que incluiu a saída de Maurício Rands dos quadros do partido. Por conta disso, começaram as acusações de que o PSB e Eduardo Campos teriam traído a aliança histórica entre as duas siglas.
A animosidade entre as diversas lideranças foi evidenciada mais uma vez no começo de março, em um evento de comemoração aos 33 anos da legenda. Petistas ligados a João da Costa não foram citados no cerimonial, o que levou integrantes do partido a entoar o coro de "Hipocrisia! Cadê a democracia!". O atual secretário da Habitação do Recife, Eduardo Granja, chegou até mesmo a chamar de "frouxo" o presidente estadual do PT, deputado federal Pedro Eugênio.
E se a situação interna do PT pernambucano não é fácil, as movimentações do PSB também são foco de preocupações. O potencial candidato pela legenda socialista, Eduardo Campos, não tem poupado críticas, em especial à condução da política econômica da presidente Dilma. Movimentando-se à vontade por todo o País, Eduardo vem ganhando musculatura para tentar disputar as eleições presidenciais, o que tem feito com que o partido já passe a encará-lo como um adversário capaz de levar as eleições para um segundo turno em função da pulverização dos votos entre os candidatos de oposição.
O recente apoio dado por ele à criação de novos partidos também foi entendido pelo PT como uma sinalização mais que evidente das intenções do pessebista, assim como o discurso utilizado nas peças publicitárias da legenda, onde Campos aparece como destaque e afirma que “é possível fazer mais”.
Neste ponto, integrantes do PT avaliam que perderam tempo em brecar as intenções do governador ainda no nascedouro ao esperar que ele viesse a desistir da corrida rumo ao Planalto.
É com esta missão, de reencontrar a união interna do partido dos Trabalhadores em uma quase refundação da legenda e tentar frear as intenções de Campos em sua própria casa que Lula deverá voltar ao Recife. Se conseguir sairá consagrado mais uma vez como um hábil articulador político.
Caso ocorra o contrário, o futuro do PT em Pernambuco não será dos mais fáceis.
quarta-feira, 3 de abril de 2013
Novos exames descartam câncer em Lula
O Globo
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou nesta terça-feira por exames no Hospital Sírio-Libanês que detectaram que ele não tem células cancerosas.
— Foram exames de rotina, comuns para quem passou por um tratamento. Os resultados estão todos normais. Ele até começa uma série de viagens ao exterior na semana que vem — disse o oncologista Artur Katz. Quanto ao boato de que o ex-presidente estaria com câncer no pulmão, Katz assegura que jamais houve uma suspeita desse tipo.
Leia mais em Novos exames descartam câncer em Lula
quarta-feira, 27 de março de 2013
Lula: "Não se preocupem, não é um câncer"
Durante o seminário "Novos Desafios da Sociedade", promovido pelo jornal Valor Econômico, em São Paulo, ex-presidente Lula comenta boatos de que câncer teria voltado, desta vez nos seus pulmões, e brinca a respeito de rouquidão de sua voz: "Não é a volta do câncer"; durante o seminário, que contou com a participação do ex-presidente espanhol Felipe González, Lula disse que faltam lideranças políticas na Europa para enfrentar a crise: "É preciso equilibrar o poder de decisão política na União Europeia"
247 - "Me desculpem a garganta. Estou falando muito e
estou cansado. Mas não se preocupem, não é um câncer", disse nesta
terça-feira, no seminário "Novos Desafios da Sociedade", organizado pelo
jornal Valor Econômico em São Paulo,, o ex-presidente Lula, procurando
esvaziar os rumores de que teria voltado a apresentar um quadro de
câncer, desta vez nos pulmões, segundo os boatos. "Embora eu tenha
deixado a Presidência, eu não perdi o hábito de falar muito", brincou.
Após a declaração de Lula, o ex-presidente espanhol Felipe González, que participa do evento, entrou na brincadeira: "Estou falando muito, estou poupando a sua garganta, amigo Lula". Durante o encontro, Lula disse ainda que Estado e mercado funcionam melhor quando não extrapolam seus papéis na economia. O ex-presidente brasileiro lembrou ainda que, na crise de 2008, seu governo liberou compulsório e os bancos usaram dinheiro para comprar título público. "Era mais rentável", explicou Lula.
No último sábado, Lula participou da inauguração das novas alas do Hospital Infantojuvenil Luiz Inácio Lula da Silva, em Barretos (SP), administrado pela Fundação Pio XII, também responsável pelo Hospital de Câncer de Barretos. Após a visita, Lula disse que saía dali com mais orgulhoso de ser brasileiro e disposto a ser um parceiro, para incentivar que outros hospitais como esse sejam criados no Brasil. "Não há no país nenhum hospital [privado ou público] com o senso de humanismo que vimos aqui", comentou.
Regulação
Durante o seminário, Lula e González concordaram que é preciso regular o sistema financeiro global para evitar a especulação, principalmente no mercado futuro de ações.O brasileiro lembrou que, logo após a crise do subprime com as hipotecas imobiliárias nos Estados Unidos, ocorreu uma alta dos alimentos e do petróleo, levando todo mundo a culpar o consumo chinês. "E aí a gente descobre que o problema é que tinha mais petróleo na bolsa de futuro do que na China, e o mesmo ocorria com a soja", completou.
Baseado nessa análise, Lula cobrou a criação de uma organização global para atuar nessas negociações. "Temos que criar regulação para o sistema financeiro. Sem isso, todos estaremos muito vulneráveis", defendeu. Já González advogou em favor da "taxa Tobin", proposta nos anos 1980, para incidir sobre as movimentações financeiras internacionais. "Não estou contra a especulação de mercados futuros. Estou contra a especulação gratuita, que arruína a colheita de milhões de pessoas no mundo", disse.
Sem liderança
Lula também disse que faltam lideranças políticas na União Europeia para enfrentar a crise econômica. "O sistema financeiro assumiu um papel tão importante por ausência de regulação política. É coisa gravíssima e não está acertada ainda", disse Lula durante seu discursar. O ex-presidente destacou que faltam "mais decisões políticas do que econômicas" no enfrentamento da crise europeia. "Político precisa existir para resolver crise. Há problemas políticos para serem resolvidos. É preciso equilibrar o poder de decisão política na União Europeia. Tudo está subordinado às eleições", disse
Após a declaração de Lula, o ex-presidente espanhol Felipe González, que participa do evento, entrou na brincadeira: "Estou falando muito, estou poupando a sua garganta, amigo Lula". Durante o encontro, Lula disse ainda que Estado e mercado funcionam melhor quando não extrapolam seus papéis na economia. O ex-presidente brasileiro lembrou ainda que, na crise de 2008, seu governo liberou compulsório e os bancos usaram dinheiro para comprar título público. "Era mais rentável", explicou Lula.
No último sábado, Lula participou da inauguração das novas alas do Hospital Infantojuvenil Luiz Inácio Lula da Silva, em Barretos (SP), administrado pela Fundação Pio XII, também responsável pelo Hospital de Câncer de Barretos. Após a visita, Lula disse que saía dali com mais orgulhoso de ser brasileiro e disposto a ser um parceiro, para incentivar que outros hospitais como esse sejam criados no Brasil. "Não há no país nenhum hospital [privado ou público] com o senso de humanismo que vimos aqui", comentou.
Regulação
Durante o seminário, Lula e González concordaram que é preciso regular o sistema financeiro global para evitar a especulação, principalmente no mercado futuro de ações.O brasileiro lembrou que, logo após a crise do subprime com as hipotecas imobiliárias nos Estados Unidos, ocorreu uma alta dos alimentos e do petróleo, levando todo mundo a culpar o consumo chinês. "E aí a gente descobre que o problema é que tinha mais petróleo na bolsa de futuro do que na China, e o mesmo ocorria com a soja", completou.
Baseado nessa análise, Lula cobrou a criação de uma organização global para atuar nessas negociações. "Temos que criar regulação para o sistema financeiro. Sem isso, todos estaremos muito vulneráveis", defendeu. Já González advogou em favor da "taxa Tobin", proposta nos anos 1980, para incidir sobre as movimentações financeiras internacionais. "Não estou contra a especulação de mercados futuros. Estou contra a especulação gratuita, que arruína a colheita de milhões de pessoas no mundo", disse.
Sem liderança
Lula também disse que faltam lideranças políticas na União Europeia para enfrentar a crise econômica. "O sistema financeiro assumiu um papel tão importante por ausência de regulação política. É coisa gravíssima e não está acertada ainda", disse Lula durante seu discursar. O ex-presidente destacou que faltam "mais decisões políticas do que econômicas" no enfrentamento da crise europeia. "Político precisa existir para resolver crise. Há problemas políticos para serem resolvidos. É preciso equilibrar o poder de decisão política na União Europeia. Tudo está subordinado às eleições", disse
sábado, 16 de março de 2013
Lula dá conselhos a Dilma sobre juros e inflação
Num encontro recente com Dilma Rousseff, a sós, Lula deu-lhe dois conselhos. Primeiro, que ela seja menos ministra da Fazenda e mais presidente – ou seja, que faça
também política.
Na outra sugestão que deu, Lula botou o chapéu de economista: disse que era preferível juros ligeiramente mais altos, mas com inflação mais baixa, do que a insistência na taxa de 7,25%.
quarta-feira, 6 de março de 2013
"Tenho orgulho de ter convivido e trabalhado com ele"
Ex-presidente Lula publica em seu perfil no Facebook nota de pesar pela morte de Hugo Chávez; "Eu me solidarizo com o povo venezuelano, com os familiares e correligionários de Chávez, neste dia tão triste, mas tenho a confiança de que seu exemplo de amor à pátria e sua dedicação à causa dos menos favorecidos continuarão iluminando o futuro da Venezuela", escreveu Lula; leia a mensagem
247 - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva
manifestou solidariedade ao povo venezuelano pela morte do ex-presidente
Hugo Chávez, confirmada nesta terça-feira. "Tenho orgulho de ter
convivido e trabalhado com ele pela integração da América Latina e por
um mundo mais justo", disse Lula, por meio de nota publicada em seu perfil no Facebook. Leia a íntegra da mensagem:
"Foi com muita tristeza que recebi a notícia do falecimento do presidente Hugo Chávez. Tenho orgulho de ter convivido e trabalhado com ele pela integração da América Latina e por um mundo mais justo. Eu me solidarizo com o povo venezuelano, com os familiares e correligionários de Chávez, neste dia tão triste, mas tenho a confiança de que seu exemplo de amor à pátria e sua dedicação à causa dos menos favorecidos continuarão iluminando o futuro da Venezuela.
Luiz Inácio Lula da Silva"
"Foi com muita tristeza que recebi a notícia do falecimento do presidente Hugo Chávez. Tenho orgulho de ter convivido e trabalhado com ele pela integração da América Latina e por um mundo mais justo. Eu me solidarizo com o povo venezuelano, com os familiares e correligionários de Chávez, neste dia tão triste, mas tenho a confiança de que seu exemplo de amor à pátria e sua dedicação à causa dos menos favorecidos continuarão iluminando o futuro da Venezuela.
Luiz Inácio Lula da Silva"
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
Lula rebate FHC e diz que ele deveria,‘no mínimo, ficar quieto'
Gustavo Uribe, O Globo
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva rebateu nesta terça-feira crítica de seu antecessor no Palácio do Planalto, Fernando Henrique Cardoso (FHC), e disse que ele deveria "no mínimo, ficar quieto". Na segunda-feira, em evento tucano em Belo Horizonte (MG), o líder do PSDB disse que a presidente Dilma Rousseff é "ingrata" ao não reconhecer os avanços do país em sua administração e afirmou que o PT "cospe no prato em que comeu".
Lula disse que Fernando Henrique não deveria criticar, mas contribuir com o atual governo federal. Segundo ele, no Brasil, "cada um responde pelo que fala".
- Eu acho que o Fernando Henrique Cardoso deveria, no mínimo, ficar quieto. Eu acho que, neste país, cada um fala o que quer e cada um responde pelo que fala. Ele não deveria falar. O que ele deveria é contribuir para que a presidenta Dilma Rousseff continue a governar o país bem. Ou seja, deixe ela trabalhar, ela sabe o que faz.
Leia mais em Lula rebate crítica de FH e diz que ele deveria,‘no mínimo, ficar quieto’
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Lula: "a palavra impossível é apenas para os fracos"
Legenda celebra, em grande estilo, seu primeiro decênio no poder; Lula,
que mandou recados para a imprensa, exaltou os feitos dos seus dois
governos e dos dois primeiros anos de Dilma; "nosso programa foi
cumprido à risca"; ele afirmou ainda que aceita a comparação com o PSDB,
"inclusive no debate da corrupção"; por fim, mandou um recado a Aécio
Neves, que citou "13 fracassos do PT": "a resposta será a reeleição da
Dilma em 2014"
247 - Aos gritos de
"ole, ole, olá, Lula, Lula", o ex-presidente Lula foi saudado antes de
falar na festa de dez anos do PT. O ex-presidente começou saudando a
presidente Dilma Rousseff e a "presidente de sua casa", Marisa Letícia.
"É um dia de muita importância para a história de nosso partido, para a
história dos partidos populares e para a história do nosso país",
afirmou. "Em dez anos, a gente pode dar sinais extraordinários de que a
palavra impossível é apenas para os fracos, é apenas aqueles que não têm
perseverança".
Antes de preparar o discurso, o ex-presidente disse que solicitou à assessora Clara Ant, que atua no Instituto Lula, que verificasse as metas traçadas na campanha de 2002. "Nosso programa foi cumprido à risca", afirmou. "E vamos dar um salto de qualidade nos próximos anos".
No início de seu mandato, Lula disse que chegou a temer o fracasso. "Eu não podia errar, porque eles [seus adversários] são implacáveis; eles não gostam de governos populares e de esquerda", afirmou. "Mas eu tinha a convicção de que era possível fazer o pobre ter uma ascensão social neste país". Ele lembrou ainda as dificuldades para implantar o Bolsa-Família. "Diziam que o pobre ia virar vagabundo; diziam que era preciso ter uma porta de saída, quando o pobre não tinha nem porta de entrada na sociedade".
Lula também falou sobre a imprensa. "Quando eu critico a imprensa, eles dizem: Lula ataca a imprensa. Quando eles me atacam, dizem: fizemos uma crítica". Ele lembrou que, em 2006, houve reuniões feitas pelos barões da mídia, que previram que não seria candidato, por estar destruído politicamente. "E naquele tempo nem havia Millenium ainda", disse o ex-presidente, referindo-se ao Instituto Millenium, que reúne grandes meios de comunicação e seus colunistas.
Lula também provocou o PSDB. "Não temos medo da comparação. Aceitamos a comparação. Inclusive no debate sobre a corrupção", afirmou. "Tem duas formas de lidar com a sujeira: uma é mostrar; outra é esconder". Sobre a oposição, Lula foi incisivo. "Eles estão inquietos, porque estão sem valores, sem propostas, sem projeto", afirmou. Ele falou ainda sobre o senador Aécio Neves (PSDB-MG). "Um dos nossos possíveis adversários citou 13 erros do PT, mas a resposta a eles é a reeleição da Dilma em 2014".
Um dos primeiros a falar foi o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad. Ele contou que, em 1989, quando soube que Lula havia passado para o segundo turno, fez as malas e retornou de uma viagem ao exterior, onde estudava, para votar no segundo turno.
Num vídeo, o PT tomou de empréstimo uma frase eternizada por Abraham Lincoln: "Do povo, pelo povo, para o povo".
José Dirceu e José Genoino, condenados na Ação Penal 470, estavão no evento, mas não na mesa principal, onde se sentam o ex-presidente Lula, a presidente Dilma Rousseff, vestida de vermelho, e o presidente do PT, Rui Falcão.
Em sua fala, Rui Falcão celebrou o apoio da militância do PT. "Sem ela, nada disso teria sido possível", afirmou. "Nunca antes na história deste país, houve uma tão extraordinária distribuição de renda", afirmou. Ele também defendeu a reforma política e uma democratização dos meios de comunicação. "Não é mais possível ficarmos à mercê do financiamento privado, fonte de tantos escândalos", disse. Sobre a imprensa, um recado direto. "É preciso alargar a liberdade e a expressão nos meios de comunicação".
Antes de preparar o discurso, o ex-presidente disse que solicitou à assessora Clara Ant, que atua no Instituto Lula, que verificasse as metas traçadas na campanha de 2002. "Nosso programa foi cumprido à risca", afirmou. "E vamos dar um salto de qualidade nos próximos anos".
No início de seu mandato, Lula disse que chegou a temer o fracasso. "Eu não podia errar, porque eles [seus adversários] são implacáveis; eles não gostam de governos populares e de esquerda", afirmou. "Mas eu tinha a convicção de que era possível fazer o pobre ter uma ascensão social neste país". Ele lembrou ainda as dificuldades para implantar o Bolsa-Família. "Diziam que o pobre ia virar vagabundo; diziam que era preciso ter uma porta de saída, quando o pobre não tinha nem porta de entrada na sociedade".
Lula também falou sobre a imprensa. "Quando eu critico a imprensa, eles dizem: Lula ataca a imprensa. Quando eles me atacam, dizem: fizemos uma crítica". Ele lembrou que, em 2006, houve reuniões feitas pelos barões da mídia, que previram que não seria candidato, por estar destruído politicamente. "E naquele tempo nem havia Millenium ainda", disse o ex-presidente, referindo-se ao Instituto Millenium, que reúne grandes meios de comunicação e seus colunistas.
Lula também provocou o PSDB. "Não temos medo da comparação. Aceitamos a comparação. Inclusive no debate sobre a corrupção", afirmou. "Tem duas formas de lidar com a sujeira: uma é mostrar; outra é esconder". Sobre a oposição, Lula foi incisivo. "Eles estão inquietos, porque estão sem valores, sem propostas, sem projeto", afirmou. Ele falou ainda sobre o senador Aécio Neves (PSDB-MG). "Um dos nossos possíveis adversários citou 13 erros do PT, mas a resposta a eles é a reeleição da Dilma em 2014".
Um dos primeiros a falar foi o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad. Ele contou que, em 1989, quando soube que Lula havia passado para o segundo turno, fez as malas e retornou de uma viagem ao exterior, onde estudava, para votar no segundo turno.
"Mas cheguei a pensar: será que um dia
vou votar em alguém que possa ganhar uma eleição?" Segundo ele, uma
vitória de Lula, num país marcado pelo patrimonialismo, nunca pareceu
provável.
Mas aconteceu e, segundo Haddad, o
Brasil viveu a maior transformação econômica e social de sua história.
"Pela primeira vez, o povo passou a ter vez e a ter voz". O prefeito de
São Paulo também afirmou jamais imaginar que um governo, como o da
presidente Dilma, enfrentaria o sistema financeiro.
Assista ao vivo.
Segundo o presidente da Fundação Perseu
Abramo, Marcio Pochmann, o ciclo iniciado em 2003 será comparado à
década de 1930, como um período de grande inflexão histórica. "Pela
primeira vez, o Brasil conciliou crescimento e inclusão social, numa
democracia", afirmou.
José Dirceu e José Genoino, condenados na Ação Penal 470, estavão no evento, mas não na mesa principal, onde se sentam o ex-presidente Lula, a presidente Dilma Rousseff, vestida de vermelho, e o presidente do PT, Rui Falcão.
Em sua fala, Rui Falcão celebrou o apoio da militância do PT. "Sem ela, nada disso teria sido possível", afirmou. "Nunca antes na história deste país, houve uma tão extraordinária distribuição de renda", afirmou. Ele também defendeu a reforma política e uma democratização dos meios de comunicação. "Não é mais possível ficarmos à mercê do financiamento privado, fonte de tantos escândalos", disse. Sobre a imprensa, um recado direto. "É preciso alargar a liberdade e a expressão nos meios de comunicação".
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
Com Dirceu, PT defende o "legado Lula" hoje
O evento está marcado para as 19h no auditório da Câmara Legislativa do Distrito Federal e contará com palestra do ex-ministro José Dirceu, condenado na Ação Penal 470. Segundo o presidente do diretório regional do PT no DF, deputado Roberto Policarpo, o "Ato em Defesa do Legado Lula – 8 anos que mudaram o Brasil" propõe "discutir junto à militância do PT esta conjuntura política e prepará-la para fazer os enfrentamentos da direita conservadora". E esse não será o único ato do gênero promovido pelos petistas no ano
Brasília247 - O PT realiza hoje mais um ato em defesa
do partido. Depois de a Juventude petista no Distrito Federal organizar
uma 'vaquinha' para ajudar os condenados no julgamento do mensalão a
pagar as multas que lhes foram impostas pela Justiça, é a vez de o
diretório do partido no DF propôr a defesa do legado do ex-presidente
Lula.
Nesta terça-feira 5, será realizado o "Ato em Defesa do Legado Lula – 8 anos que mudaram o Brasil". O ato está marcado para as 19h, no auditório da Câmara Legislativa do Distrito Federal, e terá como palestrante o ex-ministro José Dirceu, condenado na Ação Penal 470. O ato tem o objetivo de discutir os avanços do governo Lula, segundo o presidente do diretório regional do PT local, deputado Roberto Policarpo (PT-DF).
Para Roberto Policarpo, o encontro será importante para "discutir, junto à militância do PT, esta conjuntura política, e prepará-la para fazer os enfrentamentos da direita conservadora". Em reunião com a bancada de deputados federais, nesta semana, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, informou que, em 2013, o partido vai organizar diversas atividades para se defender.
Agenda
"Vamos realizar viagens por todo o País, seminários e atos para rebater os ataques. E também faremos uma sucessão de eventos nas diversas regiões", avisou o presidente do PT. O próximo evento, aliás, já tem data. No próximo dia 20, o PT realiza um ato de comemoração dos 10 anos do governo iniciado em 2003, com Lula, e continuado pela presidente Dilma Rousseff. O evento, organizado em São Paulo pela direção nacional do partido, vai servir como uma preparação para debates que serão feitos por todas as regiões do País.
De acordo com o secretário nacional de Organização do partido, Paulo Frateschi, o objetivo dos seminários é “construir uma narrativa própria do PT, juntamente com seus militantes, sobre a chegada à Presidência da República e as mudanças desempenhadas durantes estes 10 anos". Frateschi confirmou nesta segunda-feira que Lula e Dilma estarão presentes ao evento, que será apresentado por Rui Falcão.
Nesta terça-feira 5, será realizado o "Ato em Defesa do Legado Lula – 8 anos que mudaram o Brasil". O ato está marcado para as 19h, no auditório da Câmara Legislativa do Distrito Federal, e terá como palestrante o ex-ministro José Dirceu, condenado na Ação Penal 470. O ato tem o objetivo de discutir os avanços do governo Lula, segundo o presidente do diretório regional do PT local, deputado Roberto Policarpo (PT-DF).
Para Roberto Policarpo, o encontro será importante para "discutir, junto à militância do PT, esta conjuntura política, e prepará-la para fazer os enfrentamentos da direita conservadora". Em reunião com a bancada de deputados federais, nesta semana, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, informou que, em 2013, o partido vai organizar diversas atividades para se defender.
Agenda
"Vamos realizar viagens por todo o País, seminários e atos para rebater os ataques. E também faremos uma sucessão de eventos nas diversas regiões", avisou o presidente do PT. O próximo evento, aliás, já tem data. No próximo dia 20, o PT realiza um ato de comemoração dos 10 anos do governo iniciado em 2003, com Lula, e continuado pela presidente Dilma Rousseff. O evento, organizado em São Paulo pela direção nacional do partido, vai servir como uma preparação para debates que serão feitos por todas as regiões do País.
De acordo com o secretário nacional de Organização do partido, Paulo Frateschi, o objetivo dos seminários é “construir uma narrativa própria do PT, juntamente com seus militantes, sobre a chegada à Presidência da República e as mudanças desempenhadas durantes estes 10 anos". Frateschi confirmou nesta segunda-feira que Lula e Dilma estarão presentes ao evento, que será apresentado por Rui Falcão.
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
Ex-presidente Lula visita as obras do Porto do Açu com Eike Batista
Tatiana Farah, O Globo
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou na manhã desta quinta-feira as obras do Porto do Açu em companhia do empresário Eike Batista (foto abaixo), controlador da LLX, empresa responsável pelo empreendimento, em São João da Barra, no Norte Fluminense.
De acordo com assessores, Lula viajou ao Rio na noite de quarta-feira, a convite de Eike, para que conhecesse o projeto do porto. Desde 2007, disseram os assessores, o empresário queria que Lula fosse ao empreendimento, que está em fase adiantada e contará com um complexo industrial.
Segundo o grupo EBX, essa é a primeira vez que Lula visita estas obras.
Leia mais em Ex-presidente Lula visita as obras do Porto do Açu, acompanhado de Eike Batista
terça-feira, 25 de dezembro de 2012
100% Marisa, Lula prepara volta ao palanque em 2013
Um detalhe salta aos olhos nas últimas aparições do ex-presidente: a
presença de Marisa Letícia em todos os posts de Lula na sua página no
Facebook. Para quem apostava num ex-presidente com problemas políticos,
jurídicos e domésticos, é melhor rever os planos. A partir de fevereiro,
ele mergulha nos braços do povo com suas caravanas da Cidadania
247 - Pouco mais de um mês atrás, no dia 23 de novembro, a Polícia
Federal deflagrou uma operação, chamada de Porto Seguro, que causou
sérios constrangimentos para o ex-presidente Lula. Rosemary Noronha,
ex-chefe de gabinete da presidência da República em São Paulo, foi
chamada de "mulher de Lula", "amante", "amasiada", "concubina" e de
"marquesa de Santos" por diversos colunistas.
Ontem, ganhou um novo rótulo, ao ser chamada de "quadrilheira de estimação de Lula" por Augusto Nunes.
Diante desse massacre, a colunista Barbara Gancia, da Folha, escreveu um
texto afirmando que o "pau de macarrão" estaria correndo solto em São
Bernardo do Campo, como se o ex-presidente Lula estivesse levando alguns
bons sabões – e eventuais surras – da ex-primeira-dama Marisa Letícia.
A julgar, no entanto, pelas mais recentes postagens do Facebook de Lula,
não é bem assim. As últimas três publicações mostram Lula ao lado de
Dona Marisa. Há uma foto deles com um coral de Natal, uma ao lado da
presidente Dilma Rousseff e uma terceira em que ambos seguram um bebê,
na festa de fim de ano do Instituto Lula. Detalhe: eles não apareciam
juntos no Face de Lula desde 13 de novembro.
Na prática, ao permitir a publicação de suas imagens pelo Instituto,
Dona Marisa afiançou seu apoio ao ex-presidente, mesmo sem falar
publicamente sobre o caso Rosemary. É uma demonstração inequívoca de
apoio, que não deve ser desprezada, pois boa parte da força de Lula na
presidência da República derivava do suporte de Marisa Letícia.
Isso sinaliza que a aposta num Lula com problemas domésticos, políticos e
jurídicos em 2013 talvez esteja furada. A partir de fevereiro, ele
prepara seu novo "banho de povo", com a retomada das Caravanas da
Cidadania. Ao que tudo indica, Lula será candidato. Só não se sabe se à
presidência da República ou ao Palácio dos Bandeirantes, como já
defendeu o marqueteiro João Santana.
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
Em discurso, Lula diz que não será derrotado por 'vagabundo'
Em discurso na posse da nova diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos do
ABC, em São Bernardo do Campo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da
Silva atacou nesta quarta-feira (13) seus adversários políticos ante ao
crescimento das denúncias envolvendo seu governo. O ex-presidente fez um
longo discurso diante de metalúrtgicos na entidade onde iniciou sua
carreira política, mas evitou dar entrevista.
“Só existe uma possibilidade de eles me derrotarem. É trabalharem mais
do que eu. Mas se ficar um vagabundo, numa sala com ar-condicionado,
falando mal de mim, vai perder", disse, sem fazer referência direta a
uma pessoa ou situação.
A declaração foi feita um dia após ele receber o apoio de oito
governadores na sede do Instituto Lula, que prestaram solidariedade ao
ex-presidente.
"O que mais machuca os meus adversários é o meu sucesso. Eu às vezes
compreendo a mágoa deles. (...) Tem gente que olha na minha cara e pensa
que eu sou burro. Eu tenho um pouco de inteligência e consigo
compreender o jogo que eles fazem", disse.
O ex-presidente lembrou que elegeu a presidente Dilma Rousseff e o
prefeito da capital paulista, Fernando Haddad, e prometeu voltar a
percorrer o país em 2013 para ajudar o PT a conquistar mais espaço.
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
Oito governadores visitam Lula para se solidarizar com ex-presidente
Governador de Alagoas, tucano Teotônio Vilela Filho negou mal-estar.
Roney Domingos e Rosane D'Agostino
Do G1, em São Paulo
Governadores de oito estados reuniram-se na tarde desta terça-feira (18) com
o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Instituto Lula, em São Paulo, para
defender o ex-presidente. Eles consideram haver uma tentativa de estender a Lula
a investigação sobre o mensalão e se encontraram com o petista para prestar
solidaridade.
Da esq. para a dir., reunidos com Lula, os
governadores Silval Barbosa (PMDB-MT), Teotônio Vilela Filho (PSDB-AL), Sérgio
Cabral (PMDB-RJ), Jaques Wagner (PT-BA), Tião Viana (PT-AC), Cid Gomes (PSB-CE),
Agnelo Queiroz (PT-DF) e Camilo Capiberibe (PSB-AP) (Foto: Ricardo
Stuckert/Instituto Lula)
A reunião contou com os governadores Jaques Wagner (PT-BA), Tião Viana
(PT-AC), Camilo Capiberibe (PSB-AP), Cid Gomes (PSB-CE), Sérgio Cabral
(PMDB-RJ), Silval Barbosa (PMDB-MT) , Agnelo Queiroz (PT-DF) e até mesmo o
tucano Teotônio Vilela (PSDB-AL).
"Estava entre companheiros, sou amigo pessoal do presidente Lula e o estado de Alagoas é muito grato à postura republicana, solidária e parceira que o presidente teve com o estado em obras de infraestrutura, sociais. Vim como pessoa, como amigo e como governador dar um abraço de solidariedade", disse Vilela.
Questionado se sua presença causaria um mal-estar no momento em que a oposição pede que as denúncias sejam investigadas, Vilela disse acreditar que não. "Não sei, creio que não. Independentemente de ideologia, partido político, nós estamos em torno de um tema que venham pacificar, que venham construir."
O governador também disse que Lula não falou sobre mensalão. "Não é uma denúncia de Marcos Valério que vai desmanchar o trabalho que foi feito", afirmou o tucano.
"Lula é um homem público muito querido e muito respeitado pelo povo
brasileiro", disse o governador Cid Gomes. "Lula é amigo de boa parte dos que
estão aqui", afirmou. Ele disse que Lula não tocou no assunto mensalão e Valério
e que falaram sobre temas como a necessidade de reforma política. "Viemos dizer
que estamos indignados. Isso não é respeitoso à figura de um ex-presidente",
disse Cid Gomes.
"Nós viemos aqui de fato prestar o nosso carinho ao presidente Lula. Evidentemente que nós repudiamos todas essas tentativas de ataque e de desconstituir a imagem de um presidente que tem um grande carinho do povo brasileiro, que foi um grande presidente e que merece respeito de todos nós", disse Agnelo Queiroz.
"Viemos prestar solidariedade ao presidente Lula por esse momento que ele está vivendo, Depois de uma investigação que se deu em várias CPIs, na Justiça e no Ministério Público, depois de tudo acabado, surge essa campanha", disse Camilo Capiberibe, governador do Amapá.
O governador da Bahia, Jacques Wagner vê movimentação para desmontar a popularidade de Lula. "Eu não tenho muito a cabeça conspiratória, mas também não sou ingênuo. Existe uma vontade de quem trabalha contra um ícone de 80% de popularidade de desmontar essa popularidade", afirmou. Ele recomendou à oposição que coloque as barbas de molho. "Eu acho que as pessoas deveriam botar um pouco mais as barbas de molho, eu falo, no caso, de adversários políticos, porque hoje acontece com um e amanhã acontece com outro", afirmou.
Okamoto
O ex-presidente Lula não deu entrevista. O presidente do Instituto Lula, Paulo Okamoto, atendeu a imprensa no portão da sede do instituto. Em conversa com os jornalistas, ele voltou a negar que tenha ameaçado o publicitário Marcos Valério. "Nunca ameacei ninguém", afirmou. "Se é que houve esse depooimento é um artifício de alguém que está tentando um espaço para discutir os recursos que ele está tentando dar entrada."
Okamoto defendeu o financiamento público de campanha e disse que ainda falta transparência. "Entrem no site do Tribunal Superior Eleitoral e vejam como é feita a prestação de campanha. Quanto as pessoas alegam que gastaram", afirmou. Questionado se o valor é menor do que o real, afirmou. "Eu acho."
"Estava entre companheiros, sou amigo pessoal do presidente Lula e o estado de Alagoas é muito grato à postura republicana, solidária e parceira que o presidente teve com o estado em obras de infraestrutura, sociais. Vim como pessoa, como amigo e como governador dar um abraço de solidariedade", disse Vilela.
Questionado se sua presença causaria um mal-estar no momento em que a oposição pede que as denúncias sejam investigadas, Vilela disse acreditar que não. "Não sei, creio que não. Independentemente de ideologia, partido político, nós estamos em torno de um tema que venham pacificar, que venham construir."
O governador também disse que Lula não falou sobre mensalão. "Não é uma denúncia de Marcos Valério que vai desmanchar o trabalho que foi feito", afirmou o tucano.
Os governadores Agnelo Queiroz (à esq.), Teotônio
Vilela Filho (centro), Tião Viana, Sérgio Cabral e Cid Gomes, em visita a Lula
(Foto: Roney Domingos/G1)
saiba
mais
- Na Câmara dos Deputados, PT faz ato em defesa do ex-presidente Lula
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- Gilberto Carvalho diz que Valério 'nunca pisou' no gabinete de Lula
- Entenda as denúncias de Valério que ligam Lula ao esquema do mensalão
- Dilma chama de 'lamentável' suposta tentativa de desgatar imagem de Lula
"Nós viemos aqui de fato prestar o nosso carinho ao presidente Lula. Evidentemente que nós repudiamos todas essas tentativas de ataque e de desconstituir a imagem de um presidente que tem um grande carinho do povo brasileiro, que foi um grande presidente e que merece respeito de todos nós", disse Agnelo Queiroz.
"Viemos prestar solidariedade ao presidente Lula por esse momento que ele está vivendo, Depois de uma investigação que se deu em várias CPIs, na Justiça e no Ministério Público, depois de tudo acabado, surge essa campanha", disse Camilo Capiberibe, governador do Amapá.
O governador da Bahia, Jacques Wagner vê movimentação para desmontar a popularidade de Lula. "Eu não tenho muito a cabeça conspiratória, mas também não sou ingênuo. Existe uma vontade de quem trabalha contra um ícone de 80% de popularidade de desmontar essa popularidade", afirmou. Ele recomendou à oposição que coloque as barbas de molho. "Eu acho que as pessoas deveriam botar um pouco mais as barbas de molho, eu falo, no caso, de adversários políticos, porque hoje acontece com um e amanhã acontece com outro", afirmou.
Okamoto
O ex-presidente Lula não deu entrevista. O presidente do Instituto Lula, Paulo Okamoto, atendeu a imprensa no portão da sede do instituto. Em conversa com os jornalistas, ele voltou a negar que tenha ameaçado o publicitário Marcos Valério. "Nunca ameacei ninguém", afirmou. "Se é que houve esse depooimento é um artifício de alguém que está tentando um espaço para discutir os recursos que ele está tentando dar entrada."
Okamoto defendeu o financiamento público de campanha e disse que ainda falta transparência. "Entrem no site do Tribunal Superior Eleitoral e vejam como é feita a prestação de campanha. Quanto as pessoas alegam que gastaram", afirmou. Questionado se o valor é menor do que o real, afirmou. "Eu acho."
Okamoto disse também que supõe que ainda exista
caixa dois de campanha. "É bem provável que diminuiu muito. Você tem hoje muito
mais transparência, mas certamente... Imagine, cinquenta e tantos mil vereadores
nesse país. Você acha que eles conseguiram contabilizar tudo isso. Tem muita
gente que nem sabe com se faz a contabilidade", afirmou. "Provavelmente nem um
contador sabe como se faz essa contabilidade porque é muito complexo",
afirmou.
domingo, 16 de dezembro de 2012
Virada do Corinthians é também vitória de Lula
Nunca antes na história deste país um político fez tanto por um clube
como Lula pelo time do Parque São Jorge. Cinco anos atrás, o Corinthians
estava rebaixado, sem casa e sem dinheiro. Hoje, é campeão do mundo,
terá seu estádio abrindo a Copa do Mundo de 2014 e ainda recebeu um
patrocínio de R$ 30 milhões da Caixa Econômica Federal
247 - Há exatos cinco anos, o Corinthians, uma das
equipes mais populares do País, e que tem a cara do Brasil, estava no
fundo do poço. Em dezembro de 2007, a equipe do Parque São Jorge era
rebaixada para a Segunda Divisão. Torcedor fanático, Lula foi provocado,
cutucado nas redes sociais e ironizado, até declarar, três dias depois
da degola, que seria um "torcedor militante" do time.
"Quero provar que é no momento da adversidade que a gente se mostra torcedor", disse Lula.
Depois do rebaixamento, pode-se dizer que, nunca antes na história deste
país, um político fez tanto por um clube de futebol como Lula pelo
Corinthians. Bem mais até do que recomendaria a prudência. Em agosto de
2010, na véspera do centenário, o clube realizou um sonho antigo e
anunciou a construção do seu estádio: o Itaquerão, na zona leste de São
Paulo. Naquele momento, o projeto estava orçado em R$ 335 milhões –
menos da metade do custo atual.
Em 2010, o estádio saiu como uma determinação pessoal do então
presidente à construtora Odebrecht. E, na festa do centenário, Lula foi
coroado como um espécie de presidente honorário da República
Independente do Corinthians. Ainda hoje, dois anos depois, o Itaquerão
não conseguiu equacionar totalmente seu projeto financeiro. Não saiu o
financiamento do BNDES, nem o do Banco do Brasil. E a proposta de venda
dos "naming rights", que daria o nome da arena a empresas privadas, não
avançou diante da resistência da Globo.
Apesar das dificuldades, no entanto, a Odebrecht vem executando a
construção do Itaquerão no prazo determinado pela Fifa e o estádio
deverá ficar pronto a tempo de sedir a abertura da Copa do Mundo de
2014. Lula e seu pupilo Fernando Haddad, prefeito eleito de São Paulo,
enxergam no projeto a oportunidade de despertar maior atenção para a
Zona Leste e criar um novo pólo de desenvolvimento em São Paulo. Assim,
mais do que um presente ao Corinthians, o Itaquerão seria exemplo de uma
política pública voltada aos mais pobres – uma tese que ainda terá que
se provar.
Além do Itaquerão, Lula quase tomou o poder na Confederação Brasileira
de Futebol, nomeando Andrés Sanchez, ex-presidente do Corinthians, para o
cargo de diretor de seleções e emplacando Mano Menezes no comando da
equipe. Recentemente, com a queda de Mano, que será substituído por Luís
Felipe Scolari, Sanchez renunciou.
De todo modo, o saldo de Lula diante da gigantesca Fiel é positivo.
Cinco anos atrás, o Timão do Parque São Jorge estava falido, na segunda
divisão e sem casa própria. Hoje, é campeão mundial, tem um estádio que
irá abrir a Copa de 2014 e ainda recebeu um patrocínio da Caixa
Econômica Federal de R$ 30 milhões.
Lula fez muito pelo Corinthians, sendo fiel ao seu estilo, ou seja, assumindo riscos que outros presidentes evitariam.
"O povo vai se mobilizar em defesa do Lula"
Ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho grava vídeo em defesa do ex-presidente Lula, alvo de ataques decorrentes do julgamento do mensalão e da Operação Porto Seguro. Declarações de Carvalho, que foi chefe de Gabinente da Presidência de Lula, reforçam impressão de que o ex-presidente, que recebeu mais um prêmio, desta vez em Barcelona, nesta semana (foto), pode ser o candidato do PT em 2014
247 - O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da
República, Gilberto Carvalho, saiu em defesa do ex-presidente Lula neste
sábado ao gravar um vídeo de apoio para dizer que os "ataques sem
limites que estão fazendo ao nosso querido presidente Lula e que tem um
único objetivo: destruir nosso projeto, destruir o nosso PT, destruir o
nosso governo". Chefe de gabinete da Presidência durante o governo Lula,
Carvalho disse ter "certeza de que o povo vai se mobilizar em defesa do
Lula, em defesa do nosso projeto", reforçando a impressão de que o
candidato do PT em 2014 pode ser Lula.
Neste sábado, o jornalista Carlos Chagas chamou atenção para o tema ao dizer que "pode ter sido coincidência, certamente foi, mas não deixa de ser estranho que no espaço de um dia, tanto o Lula quanto Dilma tenham se referido às eleições". "Mesmo sem doutorado em semântica, pode-se concluir que o Lula é candidato e Dilma não é. Hoje, é claro", completa o colunista. "A lógica indica a disputa pela reeleição, por parte de Dilma, com o apoio total do Lula, mas como política não tem lógica, melhor aguardar que os fatos se desenrolem", sugere Chagas (leia mais aqui).
Lula passou a semana na Europa, tentando escapar da pressões. Na noite da quinta-feira 13, ele recebeu, em Barcelona, o 24º Prêmio Internacional Catalunha. A premiação foi entregue pelo presidente do governo autônomo da Catalunha, Artur Mas, e é destinada a pessoas que tenham contribuído com o desenvolvimento de valores culturais, científicos ou humanos.
É cedo para bancar qualquer das duas candidaturas, mas a sombra de Lula cresce sobre a presidente Dilma Rousseff.
Leia a íntegra da manifestação de Gilberto Carvalho:
"Meus queridos amigos e amigas militantes do PT, companheiros de tanta luta e de tantos caminhos que construímos Brasil a fora. Eu queria agradecer pela gratidão, pelo reconhecimento e pelo trabalho que, mais uma vez, a nossa militância realizou neste ano de 2012. De novo vocês fizeram a diferença!
Eu andei muito pelo País durante a campanha eleitoral e eu senti um orgulho enorme da militância, do trabalho, da emoção, da garra. Eu senti o quanto é bom ser petista! Vocês me deram uma nova injeção de ânimo e o reconhecimento de que o PT reúne por esse Brasil a fora o que há de melhor de gente, de ser humano, para construir essa militância, para construir o nosso partido.
E agora vem o Natal, vem o ano novo e é tempo de a gente olhar para a família, olhar para dentro de sí e fazer uma espécie de restauração espiritual e de restauração de energia com nossa família e amigos. Eu quero desejar um Natal de muita paz, de muita tranquilidade e sobretudo de muita esperança, pois 2013 vem aí e vem muito bravo.
"Vocês sabem o que está acontecendo neste final de ano, vocês sabem dos ataques sem limites que estão fazendo ao nosso querido presidente Lula e que tem um único objetivo: destruir nosso projeto, destruir o nosso PT, destruir o nosso governo. Por tanto, vamos nos preparar para assim que passarem as festas, a gente ir para as ruas. Temos que defender nosso projeto porque eles sabem o que estão perdendo. Mas o povo sabe o que está ganhando de dignidade, de reconhecimento, de esperança, de respeito e de um novo Brasil, de uma nova sociedade que estamos construindo.
É por isso que eu tenho certeza de que o povo vai se mobilizar em defesa do Lula, em defesa do nosso projeto. Vamos ter orgulho do nosso projeto, vamos ter orgulho do Lula, vamos ter orgulho do trabalho que até hoje nós realizamos. Por tanto, vamos descansar bem agora, por que em 2013 o bicho vai pegar e, mais uma vez, precisamos fortemente da nossa militância na rua, conversando com o povo, esclarecendo as pessoas, mostrando esse projeto que, cada vez mais, graças a Deus, está mudando o Brasil. Um fortíssimo abraço em cada um e cada uma e, se Deus quiser, nos encontramos de novo na luta".
Gilberto Carvalho
Ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República
Neste sábado, o jornalista Carlos Chagas chamou atenção para o tema ao dizer que "pode ter sido coincidência, certamente foi, mas não deixa de ser estranho que no espaço de um dia, tanto o Lula quanto Dilma tenham se referido às eleições". "Mesmo sem doutorado em semântica, pode-se concluir que o Lula é candidato e Dilma não é. Hoje, é claro", completa o colunista. "A lógica indica a disputa pela reeleição, por parte de Dilma, com o apoio total do Lula, mas como política não tem lógica, melhor aguardar que os fatos se desenrolem", sugere Chagas (leia mais aqui).
Lula passou a semana na Europa, tentando escapar da pressões. Na noite da quinta-feira 13, ele recebeu, em Barcelona, o 24º Prêmio Internacional Catalunha. A premiação foi entregue pelo presidente do governo autônomo da Catalunha, Artur Mas, e é destinada a pessoas que tenham contribuído com o desenvolvimento de valores culturais, científicos ou humanos.
É cedo para bancar qualquer das duas candidaturas, mas a sombra de Lula cresce sobre a presidente Dilma Rousseff.
Leia a íntegra da manifestação de Gilberto Carvalho:
"Meus queridos amigos e amigas militantes do PT, companheiros de tanta luta e de tantos caminhos que construímos Brasil a fora. Eu queria agradecer pela gratidão, pelo reconhecimento e pelo trabalho que, mais uma vez, a nossa militância realizou neste ano de 2012. De novo vocês fizeram a diferença!
Eu andei muito pelo País durante a campanha eleitoral e eu senti um orgulho enorme da militância, do trabalho, da emoção, da garra. Eu senti o quanto é bom ser petista! Vocês me deram uma nova injeção de ânimo e o reconhecimento de que o PT reúne por esse Brasil a fora o que há de melhor de gente, de ser humano, para construir essa militância, para construir o nosso partido.
E agora vem o Natal, vem o ano novo e é tempo de a gente olhar para a família, olhar para dentro de sí e fazer uma espécie de restauração espiritual e de restauração de energia com nossa família e amigos. Eu quero desejar um Natal de muita paz, de muita tranquilidade e sobretudo de muita esperança, pois 2013 vem aí e vem muito bravo.
"Vocês sabem o que está acontecendo neste final de ano, vocês sabem dos ataques sem limites que estão fazendo ao nosso querido presidente Lula e que tem um único objetivo: destruir nosso projeto, destruir o nosso PT, destruir o nosso governo. Por tanto, vamos nos preparar para assim que passarem as festas, a gente ir para as ruas. Temos que defender nosso projeto porque eles sabem o que estão perdendo. Mas o povo sabe o que está ganhando de dignidade, de reconhecimento, de esperança, de respeito e de um novo Brasil, de uma nova sociedade que estamos construindo.
É por isso que eu tenho certeza de que o povo vai se mobilizar em defesa do Lula, em defesa do nosso projeto. Vamos ter orgulho do nosso projeto, vamos ter orgulho do Lula, vamos ter orgulho do trabalho que até hoje nós realizamos. Por tanto, vamos descansar bem agora, por que em 2013 o bicho vai pegar e, mais uma vez, precisamos fortemente da nossa militância na rua, conversando com o povo, esclarecendo as pessoas, mostrando esse projeto que, cada vez mais, graças a Deus, está mudando o Brasil. Um fortíssimo abraço em cada um e cada uma e, se Deus quiser, nos encontramos de novo na luta".
Gilberto Carvalho
Ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República
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