Gari longe dos aviões da FAB
Às vésperas da estreia do horário político no
rádio e na TV, a presidente Dilma Rousseff lembrou aos
ministros que nenhum deles pode recorrer à “agenda dois em um” para pedir votos
em campanhas municipais.
A proibição consta de cartilha produzida pela
Advocacia-Geral da União (AGU), que cita as condutas vedadas aos agentes
públicos em eleições, mas Dilma decidiu reforçar a determinação porque não quer
ver o governo acusado de uso da máquina nas disputas pelas Prefeituras.
Em recentes reuniões no Palácio do Planalto, a
presidente disse que não admitirá “compromissos casados” em que auxiliares
aproveitam atos oficiais no fim de semana, com viagens em aviões da Força Aérea
Brasileira (FAB), e depois esticam a visita para subir em palanques. Quando isso
ocorrer, o cabo eleitoral da Esplanada terá de pagar passagem e estadia do
próprio bolso.
“Nessa época de eleição, não passo nem perto de
avião da FAB”, contou o ministro da Previdência, Garibaldi
Alves (pmdb).
Dilma também proibiu os subordinados de entrarem
em “bola dividida” em capitais consideradas prioritárias por aliados do porte
do PMDB ou do PSB. Caberá ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da
Silva a tarefa de apaziguar os ânimos onde houver conflito.
Diante desses confrontos, Dilma planeja gravar
programas para Fernando Haddad somente em setembro, quando espera que ele vire o
jogo contra José Serra (PSDB).
Agora, não quer se indispor com o PMDB do
vice-presidente Michel Temer, que lançou o deputado Gabriel Chalita à sucessão
do prefeito Gilberto Kassab (PSD). A presidente segue, na prática, a ordem dada
aos ministros: “Nada de entrar em bola dividida”.
Nenhum comentário:
Postar um comentário