Multa de R$ 244 mil livra sertanejo da cadeia por mortes em Santa Bárbara
Cantor Renner se apresentou à Justiça de SP dentro do prazo determinado.
Artista foi condenado por se envolver em colisão que matou casal
em 2001.
Cantor Renner se apresentou à Justiça no
final
de fevereiro (Foto: Reprodução/blog do artista)
de fevereiro (Foto: Reprodução/blog do artista)
O cantor sertanejo Ivair dos Reis Gonçalves, o
Renner da dupla Rick e Renner, se apresentou à Justiça e aceitou pagar uma multa
de R$ 244 mil, além de prestar serviços comunitários, para escapar da prisão por
envolvimento em um acidente de trânsito que matou um casal em 2001 em Santa Bárbara
D'Oeste (SP).
O cantor esteve no dia 25 de fevereiro no Departamento de Execuções Criminais da Capital (Decrim) 4, que funciona no Fórum da Barra Funda, em São Paulo (SP).
O cantor esteve no dia 25 de fevereiro no Departamento de Execuções Criminais da Capital (Decrim) 4, que funciona no Fórum da Barra Funda, em São Paulo (SP).
O acidente aconteceu no dia 20 de agosto de 2001, no
quilômetro 144 da Rodovia Luiz de Queiroz (SP-304), em Santa Bárbara. Luís
Antônio Nunes Aceto e a namorada, Eveline Soares Rossi, estavam de moto no
sentido Piracicaba (SP)-Campinas
(SP). Renner seguia no sentido contrário com uma BMW. Conforme a acusação, o
sertanejo conduzia em alta velocidade, perdeu o controle do veículo, atravessou
a pista e atingiu o casal, que morreu na hora.
Luís Antônio Nunes Aceto e Eveline Rossi, que
morreram em 2001 na SP-304
(Foto: Acervo da família)
No dia 1º de junho de 2005 saiu a primeira sentença do cantor, que na época foi condenado a 2 anos e 8 meses e 20 dias de reclusão e à suspensão da licença para dirigir por 1 ano e 2 meses, além do pagamento de 360 salários mínimos e prestação de serviços comunitários.
O MP e a defesa de Renner recorreram da decisão. “Os advogados do Renner também recorreram, pois ele sempre se julgou inocente”, disse aposentada Lourdes Nunes, mãe de Luís Antônio Nunes Aceto. Em 21 de novembro de 2007 saiu a decisão em segunda instância, que ampliou o período de detenção e da suspensão do direito de dirigir e manteve as demais condenações.
O cantor ainda teve tempo de recorrer. Porém, segundo a família das vítimas, a defesa entrou com o pedido após o período determinado pelo juiz. “As famílias das vítimas não podem desistir. Elas precisam acompanhar passo a passo os processos. Aqui no Brasil existe justiça sim. Pode demorar, mas existe”, relatou Antonio Carlos Nunes Aceto, irmão do rapaz morto.
Sem resposta
O G1 entrou em contato com a assessoria de imprensa do cantor, que ficou de enviar um posicionamento sobre o caso por email até as 22h desta segunda-feira (4), o que não aconteceu.
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