UnP balança com crise sem precedentes
O Curso de Direito da Universidade Potiguar (UnP), Campus de Mossoró,
vive há vários dias uma crise sem precedentes. O redemoinho produz
círculos concêntricos que ameaçam estilhaçar a imagem da instituição
fora de sua estrutura física, no âmbito do Ministério da Educação (MEC) e
Justiça Federal.
Tudo começou com a imposição de decisões pela diretoria da instituição,
que é controlada há alguns anos por poderoso grupo multinacional. A
partir daí ocorreu demissão sumária do diretor do curso no Campus em
Mossoró, o conceituado professor Marcelo Roberto dos Santos.
A Laureate International Universities — maior rede de
universidades do mundo -, que controla a UnP desde 2007, pretende um
reordenamento de custeio da máquina pedagógica, sacrificando justamente
quem mais precisa de incentivo: o docente. Quer reduzir custo punindo
seu melhor insumo, o professor.
Essa chamada “reengenharia” passou a suprimir benefícios da remuneração
do professorado, traduzidos de forma mais clara no que se denomina de
“hora-aula”, assentada em trabalhos, orientações de cursos etc.
Punição
Marcelo resolveu escudar os professores.
Opondo-se à mudança, ele mostrou em seu arrazoado que o Curso de Direito
do Campus de Mossoró mostrava resultados que mereciam incentivo e não
punição. Sua performance eclipsa congêneres da mesma instituição, que
funcionam na capital do estado. Em Natal, o corte começou há mais tempo e
de modo incisivo.
Até o momento, a Laureate não conseguiu contorna o caos que se formou a
partir da demissão de Marcelo Roberto. A direção do curso em Mossoró
virou um vácuo.
Professores prometem debandar, solidários e insatisfeitos com a
supressão de ganhos pecuniários. Noutra frente, há mobilização com
dossiê que denunciaria a instituição ao MEC e Ministério Público
Federal, por supostas e graves irregularidades. A UnP estaria maquiando
desempenho e certas exigências legais.
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