sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Temperatura máxima



Mais uma longa reunião

A reunião de ontem do conselho da Wilkes terminou quente, quase escaldante – como era se se esperar (leia mais em Por telefone ).

Abilio começou afirmando que sua eventual entrada no conselho da BRF não era “fato”, mas “apenas suposições”. Disse Abilio:

- A BRF é uma companhia de capital disperso, sendo certo que não fui indicado ou eleito por seus acionistas para o respectivo conselho de administração.

Para Abilio, as notícias sobre o assunto são “provavelmente”, uma “estratégia de alimentar a mídia com supostas notícias para, em seguida, procurar explorá-las de forma distorcida, a qual é bem conhecida e muito comum em conflitos empresariais”.

Mas, em seguida, Abilio deu o recado que queria. Ou seja, sua posição sobre o tema conflito de interesses entre BRF e Pão de Açúcar:

- A BRF não é concorrente, mas uma das fornecedoras do Pão de Açúcar. Assim, minha eventual indicação e eleição para compor o conselho de administração de BRF certamente não terá nenhuma capacidade de causar impacto no exercício das atividades do Pão de Açúcar.

A resposta do Casino veio por meio de Arnaud Strasser, vice-presidente do Conselho de Pão de Açúcar e da Wilkes. Ele foi direto ao ponto. Disse com todas as letras que o Casino quer que Abilio deixe o conselho do Pão de Açúcar caso, de fato, vire conselheiro da Brazil Foods.

O clima esteve quente até na aprovação dos novos conselheiros indicados por Abilio, Claudio Galeazzi e Luiz Fernando Figueiredo.

O Casino aprovou-os, mas Strasser fez questão de lembrar que Galeazzi participou da tentativa de compra do Carrefour há dois anos, uma operação que iniciou a temporada de guerra entre o Casino e Abilio.

Uma acalorada discussão entre Abilio e Strasser sobre uma suposta intenção do brasileiro de levar executivos do Via Varejo e Pão de Açúcar se ele deixasse o grupo fechou com chave de ouro a reunião.
Por Lauro Jardim

Nenhum comentário:

Postar um comentário