Tendência é de queda para preços da cesta básica
O custo dos alimentos está em alta em 18 capitais e Natal é uma delas. Segundo o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a cesta básica, uma lista de 12 produtos pesquisados pelo órgão, subiu 12% em janeiro em relação a dezembro e 26% em um ano, na cidade, registrando o maior avanço do país. Para o economista e ex vice-presidente da Associação dos Supermercados no Rio Grande do Norte (Assurn), Eugênio Medeiros, os percentuais são atípicos, estão relacionados a fatores como problemas climáticos, mas devem ser reduzidos em breve para a maioria dos produtos.
Rodrigo Sena
O
arroz, que apresentou forte elevação no final de 2012, já começou a
ficar mais barato nas prateleiras, mas outros itens ainda pesam mais
De acordo com Medeiros, por trás do avanço dos preços nas prateleiras está um conjunto de vilões que vão desde a seca no estado e no Nordeste até a escassez de grãos em países como Estados Unidos, onde a quebra de safra de milho, por exemplo, normalmente estimula a compra do produto de fornecedores como o Brasil. O resultado é que no mercado brasileiro sobem não só os frutos dessa matéria-prima, como o fubá, mas também as rações de alimentação animal, resultando em encarecimento das carnes. "Estamos observando uma série de produtos com aumento acima da média. Isso vai passar, mas no momento tem sido crítico", analisa o economista.
Para Medeiros, a tendência é de queda para a maioria dos produtos. Mas não é possível fazer uma projeção uniforme, segundo analisa. "Há um comportamento variado. Já começamos a perceber queda no preço do arroz, que foi um dos que tiveram alta significativa no final do ano. Agora já temos recebido ofertas com preços de 8% a 10% mais baixos do que estávamos pagando", afirma. Outros alimentos, como a farinha de mandioca, porém, continuam em alta. O preço subiu de cerca de R$ 2 para R$ 5 em um ano. O motivo foi a seca, que prejudicou a produção e reduziu a oferta do produto no mercado.
O custo da carne, por sua vez, poderá cair. Com a suspensão da exportação para alguns países, após a confirmação de um caso considerado não-clássico do agente da doença da vaca louca - que não é nada que implique em risco, diz Medeiros - poderá aumentar a oferta no mercado interno e o produto poderá ficar mais barato. Segundo informação publicada no portal G1 nesta semana, sete países seguem com restrições à carne brasileira: Japão, China, Taiwan, África do Sul, Arábia Saudita, Peru e Coreia do Sul. Líbano e Jordânia restringiram as importações apenas da carne originada no Estado do Paraná.
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