sexta-feira, 6 de março de 2015

Dilma defende medidas de ajuste fiscal para garantia de programas sociais


Presidente participou da entrega de 1.472 moradias em Araguari (MG).
Segundo Dilma, 'correções' são 'imenso esforço' para manter programas.



Fernanda Resende 
 Do G1 Triângulo Mineiro*
 


A presidente Dilma Rousseff, acompanhada do ministro Patrus Ananias (Desenvolvimento Agrário) e do governador de MG, Fernando Pimentel, durante evento em Araguari (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR) 
A presidente Dilma Rousseff, acompanhada do ministro Patrus Ananias (Desenvolvimento Agrário) e do governador de MG, Fernando Pimentel, durante evento em Araguari (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)
A presidente Dilma Rousseff defendeu nesta sexta-feira (6) as medidas adotadas pelo governo federal para ajustar as contas públicas. Segundo a presidente, as "correções" são para manter programas sociais, como o Minha Casa Minha Vida e o Pronatec.

Dilma participou na manhã desta sexta da entrega de 1.472 moradias do programa Minha Casa Minha Vida em Araguari (MG). Também participaram do encontro os ministro das Cidades, Gilberto Kassab, e do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias, além do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, e da presidente da Caixa, Miriam Belchior.

"Nós estamos fazendo um imenso esforço para que o Brasil não só continue fazendo esses programas sociais, mas também que o Brasil amplie os investimentos, tenha economia próspera, continue gerando emprego e renda para sua população", disse Dilma.

"Esse esforço passa por correções, mas as correções não são o fim em si mesmas, é para manter programas como esses que nós as fazemos", completou.

Na última terça (3), o presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), devolveu medida provisória que trata da desoneração da folha de pagamento das empresas, uma das principais ações que compõem o ajuste fiscal. A fim de garantir a aprovação, o governo reenviou a proposta, em formato de projeto de lei.

Durante o discurso, Dilma ressaltou que em seu governo, e no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Brasil conseguiu garantir emprego e salário mesmo com a crise internacional que se intensificou em 2008.

Para a presidente, o país está "entrando em uma nova fase". "Numa nova fase de enfrentamento da crise. Onde várias medidas diferentes serão necessárias. Uma nova trajetória para que os possamos crescer. Não é que nós iremos querer voltar atrás para algum outro momento. Não. Nós queremos melhorar ainda mais o que já conquistamos", disse.

Minha Casa Melhor
Após a entrega das unidades habitacionais, Dilma concedeu entrevista à imprensa. Ela afirmou que os programas sociais sempre passam por processos de aperfeiçoamento.


Segundo a presidente, o programa Minha Casa Melhor, do qual participam os beneficiários do Minha Casa, Minha Vida que estão com o pagamento das prestações em dia, está em processo de “avaliação”.

Com o Minha Casa Melhor, os moradores recebem R$ 5 mil em crédito para a compra de móveis e eletrodomésticos. Em 27 de fevereiro, o governo anunciou a suspensão de novas contratações do programa.

“O Minha Casa Melhor está dentro disso [aperfeiçoamento] e estamos revendo porque, ao contrário do Minha Casa, Minha Vida, que tem baixíssima inadimplência, o Minha Casa Melhor começou a ter inadimplência. Então, estamos avaliando inclui-lo dentro do Minha Casa, Minha Vida, de forma mais simples, é um processo de avaliação”, disse.

Superávit de 1,2%
Após participar de reunião na última quarta (4) com a presidente Dilma Rousseff e líderes da base aliada ao governo no Congresso Nacional, o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Pepe Vargas, afirmou que não há “risco nenhum” de o governo não cumprir a meta de superávit primário neste ano, estipulada em 1,2% do PIB pelo ministro Joaquim Levy.


Vargas assegurou ainda que se o Congresso decidir fazer algum “ajuste” às medidas enviadas pelo governo, o Palácio do Planalto admite fazer corte em outros gastos.

*Colaborou Filipe Matoso, do G1 em Brasília

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