
Com prefeitos eleitos em cidades como São Bernardo, Osasco e São José
dos Campos (Luiz Marinho, Jorge Lapas e Carlinhos Almeida, à esquerda), e
com boas chances em cidades como São Paulo, Guarulhos e Santo André
(Fernando Haddad, Sebastião Almeida e Carlos Grana, à direita), o
partido pode fechar a região metropolitana e controlar a maior fatia do
eleitorado paulista, preparando o terreno para a conquista do governo
estadual em 2014
247 – O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, pode
terminar a eleição municipal de 2012, literalmente, cercado por
prefeitos petistas. Pela primeira vez na história, o PT tem grandes
chances de fechar um arco de poder em toda a região metropolitana de São
Paulo, controlando cidades como a própria capital paulista, além de
municípios importantes como Guarulhos, São Bernardo do Campo, Osasco e
Santo André. Além disso, o partido ainda concorre em Mauá e Diadema e
também elegeu o prefeito de São José dos Campos, uma das cidades mais
ricas do estado.
Joia da coroa, com 8,6 milhão de eleitores e orçamento anual de R$ 43
bilhões, a cidade de São Paulo só escapará de Fernando Haddad, se algo
sobrenatural ocorrer até o dia 28 de outubro. Com vinte pontos de
vantagem nos votos válidos, Haddad abriu uma frente superior a 1,2
milhão de eleitores, que dificilmente será tirada até o segundo turno.
Situação semelhante se vê em Guarulhos, que tem 825 mil eleitores e onde
o atual prefeito, Sebastião Almeida, tenta a reeleição e é apontado com
cerca de 60% das intenções de voto no segundo turno.
Em Santo André, que tem 553 mil eleitores e tradição de administrações
petistas, pode eleger também Carlos Grana, que aparece à frente nas
sondagens de segundo turno. Na região metropolitana, o quadro é mais
difícil para os candidatos Donisete Braga, de Mauá, e Mario Reali, de
Diadema.
No entanto, o PT já ganhou as eleições de São Bernardo do Campo, com
Luiz Marinho, na cidade onde estão concentradas as montadoras de
automóveis, e de Osasco, com Jorge Lapas, que é a sede do Bradesco. Isso
sem falar em São José dos Campos, sede da Embraer, onde Carlinhos
Almeida, também do PT, encerrou um ciclo de 16 anos do PSDB no poder.
Com tantos prefeitos estrategicamente situados, o PT controlará a maior
parte do orçamento paulista, administrando as cidades com maior
eleitorado. E poderá, finalmente, colocar em marcha o plano para
conquistar o tão sonhado Palácio dos Bandeirantes, que, desde 1994,
quando Mario Covas se elegeu, está em poder dos tucanos.
Nessa corrida, o PT contará ainda com possíveis aliados como a prefeita
Darcy Vera, que é filiada ao PSD e favorita à reeleição em Ribeirão
Preto. Gilberto Kassab, “dono” do PSD, está pronto para aderir à base do
governo Dilma (e ao PT, portanto), assim que se confirmar a derrota de
José Serra.
Geraldo Alckmin está cercado. Controla uma máquina política poderosa, mas nunca esteve tão ameaçado como agora.
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