Urbana passa por readequações para manter metas da política nacional
Apesar de cumprir as metas, o órgão propõe revisões e melhoramentos em diversos setores, como fiscalização e corpo técnico
Por Leonardo Dantas
A Companhia de Serviços Urbanos (Urbana) está promovendo mudanças de
readequação dentro da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que
disciplina a coleta, o destino final e o tratamento de resíduos urbanos,
perigosos e industriais. Entre as principais metas do PNRS está a extinção de
lixões até 2014, em todo o Brasil, o que não existe na capital há seis anos.
O diretor de Planejamento e Meio Ambiente da Urbana, Josivan Cardoso, afirmou que Natal está adiantada em relação à implantação do PNRS, pois todo o lixo doméstico produzido na cidade [cerca de 770 toneladas por dia] tem como destino final o aterro sanitário da Região Metropolitana. Ele detalhou que a Urbana é responsável ainda pela coleta diária de 451 toneladas de resíduos da construção civil, 46 toneladas de podação e 9 toneladas da coleta seletiva.
Contudo, segundo o diretor, ainda é preciso fazer adequações no funcionamento da Companhia. “Por isso, estamos promovendo a reestruturação do corpo técnico da Urbana, melhorando o sistema de fiscalização, revisando o Código de Limpeza Urbana e avançando na gestão dos resíduos da construção civil”, explicou.
Josivan ressaltou que o resíduo da construção civil é um dos problemas ambientais mais discutidos na atualidade e em Natal cada empresa é responsável pelo tratamento e envio do material para aterros licenciados. Além disso, ele citou a defasagem do sistema de coleta seletiva, que atualmente é inexistente na zona Norte da capital.
“Estamos elaborando o Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos. Com ele vamos melhorar a gestão e o destino final do lixo. Atualmente, todo o nosso lixo vai para o aterro sanitário e seguimos o que diz a Política Nacional de Resíduos Sólidos. O aterro atende a nossa necessidade, mas existe um estudo de viabilidade de instalação de um segundo”, detalhou Josivan.
Resíduos Sólidos
De acordo com dados do Ministério do Meio Ambiente cada brasileiro produz 1,1 quilograma de lixo em média por dia, portanto, são coletados cerca de 188,88 mil toneladas por dia, no Brasil. Deste total, em 50,8% dos municípios os resíduos ainda têm destino inadequado, indo para um dos 2.900 lixões ainda existentes.
Nas demais, 49,2% das cidades, o lixo tem como destino final aterros sanitários, sendo metade desses controlados de acordo com dados da Pesquisa Nacional de Saneamento Básico do IBGE.
Desde o ano 2000, o Brasil passou de 35% para 58% em porcentagem do lixo destinado a aterros sanitários. O mesmo crescimento é perceptível em programas de coleta seletiva, passando 451, em 2000, para 994 no ano de 2008, quando foi feito o último levantamento. A Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano aponta para um melhoramento da reciclagem do lixo, pois dos 97% dos resíduos sólidos domésticos recolhido, somente 12% são reciclados.
Urbana está revisando o código de limpeza urbana e pretende
intensificar a fiscalização (Foto: Wellington Rocha)
O diretor de Planejamento e Meio Ambiente da Urbana, Josivan Cardoso, afirmou que Natal está adiantada em relação à implantação do PNRS, pois todo o lixo doméstico produzido na cidade [cerca de 770 toneladas por dia] tem como destino final o aterro sanitário da Região Metropolitana. Ele detalhou que a Urbana é responsável ainda pela coleta diária de 451 toneladas de resíduos da construção civil, 46 toneladas de podação e 9 toneladas da coleta seletiva.
Contudo, segundo o diretor, ainda é preciso fazer adequações no funcionamento da Companhia. “Por isso, estamos promovendo a reestruturação do corpo técnico da Urbana, melhorando o sistema de fiscalização, revisando o Código de Limpeza Urbana e avançando na gestão dos resíduos da construção civil”, explicou.
Josivan ressaltou que o resíduo da construção civil é um dos problemas ambientais mais discutidos na atualidade e em Natal cada empresa é responsável pelo tratamento e envio do material para aterros licenciados. Além disso, ele citou a defasagem do sistema de coleta seletiva, que atualmente é inexistente na zona Norte da capital.
“Estamos elaborando o Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos. Com ele vamos melhorar a gestão e o destino final do lixo. Atualmente, todo o nosso lixo vai para o aterro sanitário e seguimos o que diz a Política Nacional de Resíduos Sólidos. O aterro atende a nossa necessidade, mas existe um estudo de viabilidade de instalação de um segundo”, detalhou Josivan.
Resíduos Sólidos
De acordo com dados do Ministério do Meio Ambiente cada brasileiro produz 1,1 quilograma de lixo em média por dia, portanto, são coletados cerca de 188,88 mil toneladas por dia, no Brasil. Deste total, em 50,8% dos municípios os resíduos ainda têm destino inadequado, indo para um dos 2.900 lixões ainda existentes.
Nas demais, 49,2% das cidades, o lixo tem como destino final aterros sanitários, sendo metade desses controlados de acordo com dados da Pesquisa Nacional de Saneamento Básico do IBGE.
Desde o ano 2000, o Brasil passou de 35% para 58% em porcentagem do lixo destinado a aterros sanitários. O mesmo crescimento é perceptível em programas de coleta seletiva, passando 451, em 2000, para 994 no ano de 2008, quando foi feito o último levantamento. A Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano aponta para um melhoramento da reciclagem do lixo, pois dos 97% dos resíduos sólidos domésticos recolhido, somente 12% são reciclados.
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