Produtores pedem apoio da Assembleia a projetos para redenção do setor agropecuário
FAERN calcula que mais de 40% do rebanho foi dizimado
A Assembleia
Legislativa vai apoiar as reivindicações dos produtores rurais do RN
quanto às medidas para garantir a sobrevivência do rebanho potiguar
dizimado pela seca. Foi o que garantiu o presidente da Casa, deputado
Ricardo Motta, na reunião com o presidente da Federação de Agricultura e
Pecuária (FAERN), José Vieira, hoje (11) no início da tarde.
Ricardo Motta disse
que além da aprovação do fundo de aval – uma das sugestões da FAERN no
relatório elaborado pela entidade após a expedição Retratos da Seca,
onde foram percorridos 1.100 quilômetros na zona rural de todas as
regiões do Estado e que ainda será entregue oficialmente – os deputados
também vão dar prioridade no apoio a projetos de abastecimento, como a
conclusão de mais de 800 poços, que estão perfurados, mas ainda não
foram instalados.
Segundo a federação,
se o governo der prioridade, com cerca de R$ 15 milhões é possível
instalar todos os poços já perfurados. “Quando estas solicitações
chegarem à nossa Casa, com certeza vamos nos empenhar para a sua
aprovação”, afirmou Ricardo Motta.
Retratos da Seca
O relatório da FAERN
aponta uma perda de mais de 30% do rebanho e a necessidade de um
empréstimo de cerca de R$ 235 milhões, que precisa ser avalizado pelo
governo estadual. Segundo José Vieira, esse montante irá contemplar toda
a cadeia produtiva, dos pequenos aos grandes, cerca de 100 mil
produtores. “Os setores da pecuária e da agricultura estão falidos em
nosso Estado. Precisamos desse dinheiro com urgência para salvar o que
ainda resta do rebanho”, disse.
A linha de crédito
emergencial, segundo ele, precisa ser aprovada de forma imediata e sem
burocracia, para que nos próximos 90 dias, os produtores tentem se
reerguer dos prejuízos da seca que já vem sendo considerada como a pior
dos últimos 50 anos. “Com esse crédito eles precisam retomar suas
atividades, saldar dívidas, pois estão sem renda e alimentar o rebanho. É
urgente essa medida”, disse.
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