Fifa pressiona pela saída de Marín
Rafael Ribeiro
José Maria Marín pode perder o cargo no COL e até mesmo na CBF
O objetivo seria garantir uma ruptura no esquema deixado por Ricardo Teixeira no futebol brasileiro e nos canais financeiros da organização do Mundial. A Fifa gostaria de ver uma definição para o caso até meados de maio, quando acontecerá, nas Ilhas Maurício, o seu congresso anual.
Segundo o jornal Estado de São Paulo, o interesse da Fifa, do governo e grupos de oposição entre a cartolagem brasileira seria o de desmontar a estrutura financeira e de poder montada por Ricardo Teixeira antes de se mudar para Miami.
Em entrevista ao jornal “O Globo” no último domingo, Ronaldo defendeu a saída do dirigente do comando da CBF. Nos últimos meses, o desgaste do cartola tem se acentuado principalmente pela ligação de seu nome com a prisão e morte do jornalista Vladimir Herzog, durante a ditadura militar, e a divulgação de fitas gravadas em que ele critica o ministro do Esporte Aldo Rebelo, afirmando que ele não tem poder e nada decide no governo.
Até mesmo na Câmara dos Deputados Marín está sob pressão. No último dia 1 º, o deputado Romário foi à sede da Confederação Brasileira de Futebol, junto com Ivo Herzog e com a deputada federal Jandira Feghali, protocolar a petição pública pedindo a saída do atual presidente. “Estamos aqui com esse documento para que o Brasil saiba quem está no comando da CBF, uma das maiores instituições do país. Espero no mínimo uma manifestação dos dirigentes daqui, o Brasil merece” cobrou Romário no ato da entrega do documento.
A recolha das assinaturas teve início por iniciativa de Ivo Herzog, filho do jornalista Valdmir Herzog assassinado durante a ditadura, e teve como mote principal a ligação de Marín com a ditadura no Brasil. Milhares de brasileiros se comprometeram com a causa chegando a mais de 54 mil assinaturas. Uma cópia do documento com os discursos proferidos por Marín na época da prisão e morte de Valdmir Herzog foi enviada para cada uma das 27 federações estaduais de futebol e para os 20 clubes da série A, que são os que têm direito a voto nas próximas eleições da CBF.
Ninguém entre oposição, governo e Fifa querem que, numa eventual saída de Marin, Del Nero seja seu substituto. Uma corrida nas últimas semanas tem sido a de encontrar um nome de consenso, seja Ronaldo ou mesmo Leonardo, atual dirigente do PSG, A presidente Dilma parece ter uma predileção por Leonardo.
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