TCE está há 18 meses sem um de seus titulares
Blog do Carlos Santos
O Tribunal de Contas do Estado (TCE) continua com uma vaga aberta em seu
colegiado. A situação é constrangedora e incomum. A vacância ocorre
desde o final de setembro de 2011.
O espaço foi originado por aposentadoria do conselheiro Alcimar Torquato.
Já se passaram mais de 18 meses, ou seja, um ano e meio, de seu
afastamento compulsório (devido ter atingido a idade de 70 anos). Um
auditor da corte é quem tapa o “buraco” interinamente.
A indicação cabe à governadora Rosalba Ciarlini (DEM), mas ela
transformou o caso num rumoroso enredo de moeda eleitoreira. A
princípio, era o trunfo da governadora para convencer a então prefeita
mossoroense de direito, Fátima Rosado (DEM), “Fafá”, a renunciar ao
cargo, viabilizando candidatura a prefeito de sua vice e irmã de
Rosalba, Ruth Ciarlini (DEM).
Bizarro
A manobra terminou sendo frustrada. Mesmo assim, a governadora não fez
qualquer indicação após as eleições, mesmo tendo prometido fazê-lo antes
do final do ano passado.
O caso fica ainda mais bizarro, porque nova vaga foi aberta com
aposentadoria do conselheiro Valério Mesquita em novembro de 2012. Em
menos de trinta dias houve escolha do deputado estadual Poti Júnior
(PMDB) como seu substituto.
A posse de Poti aconteceu no dia 13 de dezembro.
Nunca ocorrera uma situação tão vexatória para o TCE, em se tratando de escolha de um de seus componentes.
O temor, é que a proximidade de nova eleição – em 2014 – termine
renovando a possibilidade de outra vez o cobiçado cargo ser posto à mesa
de negociações, com fins meramente eleitoreiros.
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