Assistentes sociais denunciam precariedade das condições de trabalho no RN
Falta de
condições técnicas, éticas e escassez de profissionais, gerando uma
sobrecarga de trabalho ou diminuição da oferta de serviços. E mais:
inexistência de concurso público e a maioria atuando como cargo
comissionado, sem vínculo efetivo e por isso mesmo correndo o risco de
perder o emprego caso ouse reclamar por condições mais dignas na
profissão e no próprio atendimento ao público, na rotina profissional.
No Dia do Assistente
Social (15) estes são apenas alguns aspectos da precariedade do mercado
de trabalho destes profissionais no RN, conforme denúncia do Conselho
Regional de Serviço Social (CRESS RN). “Faltam equipamentos, veículos,
material de expediente e com relação à ética, não existe um local
adequado para o atendimento, com risco de comprometer o sigilo
profissional”, disse Jussara Almeida, presidente do CRES RN.
O debate foi durante a
Audiência Pública promovida pela deputada Larissa Rosado (PSB) no
Plenarinho da Casa. Para o CRESS a data é emblemática: o conselho está
completando 30 anos de atividades no Estado e esta semana está
percorrendo algumas cidades do interior, começando por Macaíba na
segunda-feira passada e por Caicó no dia seguinte.
A necessidade de
concurso nas esferas municipal, estadual e federal é elencada como uma
das mais importantes. As estatísticas do conselho mostram que dos 78,16%
que trabalham no setor público, 40,97% atuam nos municípios; 24% no
governo estadual e 13,19% no governo federal. A campanha nacional tem o
tema Serviço Social na luta contra a exploração do trabalho e por
melhores condições e relações de trabalho.
Jussara Almeida disse
que devido à ausência de salas próprias para desempenhar suas funções,
muitos colegas fazem o atendimento no meio dos corredores, embaixo de
árvores ou “no meio do tempo”. “A gente está lutando não só pela
melhoria na profissão, mas pelos direitos dos usuários para os quais a
gente trabalha”, disse.
A deputada Larissa
Rosado, que preside a Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia, disse
que irá ampliar a discussão, procurando outras entidades: “Vamos
conversar com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação e com o
Ministério Público a fim de dar mais visibilidade para que essa questão
não fique somente na Assembleia. O que vocês trouxeram aqui é muito
grave”, afirmou.
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